Notas iniciais
Último capítulo! Sem dúvida, uma pequeninha história. Espero que adore o final!

– Não está ninguém em casa, apenas o mordomo. Bate á porta principal como uma pessoa educada e quando te abrirem diz que és parente de Bloom. O mordomo responde que ele não está e se te deixar entrar na mesma, só quando estiveres no local onde ele te preferir deixar, atacas. Depois assegura-te de que ele fica desfalecido ou então prende-o. E claro, vai diretinho ao andar de cima e viras á direita e depois entras na segunda sala. Retiras todas as informações de que precisamos e sais da casa, deixando o mordomo no mesmo estado. Se ele não te deixar entrar, empurra-o para dentro, não muito valentemente e ataca-o e prossegues. Compreendido Josh? — perguntou Charles.

– Sim. Vai correr tudo na perfeição, de certeza absoluta. — respondeu um pouco nervoso.

– Vai agora!

Josh saiu da carrinha branca que George alugou e com um sorriso e uma postura normal, bateu á campainha da casa de Bloom. Segundos depois, o mordomo atendeu-o:

– Boa tarde, meu caro senhor. Em que posso ajudá-lo?

– Boa tarde para si também, senhor. Chamo-me Louis Bloom e sou primo afastado do dono desta casa. Será que o meu grande amigo encontra-se cá? — falou com uma enorme e exagerada simpatia.

– Infelizmente, retirou-se para outra cidade. Volta apenas amanhã. Quer deixar recado?

A pergunta deixou Josh nervoso, pois teria que atacar o mordomo.

– Não é preciso, mas obrigado na mesma. Será que me dá licença para entrar? Não vejo esta bela casa há muito tempo. E claro, se me permite.

– O Sr.Bloom não deixa ninguém entrar na ausência dele.

– Pronto, você é que sabe...

Josh empurrou o homem e entrou, fechando a porta devagar. Deu-lhe um soco na cara, fazendo-o desiquilibrar e depois tirou uma faca do bolso do casaco apontando-a.

– Eu não o quero matar, ouviu? Apenas venho roubar umas imagens de que o Bloom nem sequer se lembra da sua existência, percebeu? Agora se me permite...

Josh deu um valente murro na cara do mordomo, fazendo-o desmaiar. Prendeu-o com cordas numa cadeira e meteu fita-cola na boca. Subiu as escadas e sem se preocupando com as camâras, agiu como se fosse residente da casa. Virou á direita e entrou na segunda porta. Ali estavam os vários televisores. Usando uma pen e mexendo naqueles objetos tecnológicos, retirou todas as imagens e sons. Eliminou as imagens do ataque e da invasão e desceu as escadas e pôs-se á frente do mordomo.

Josh injetou-lhe levemente um veneno que o faria esqueçer tudo.

Tudo isso foi feito em segundos. Entrou na carrinha e foram diretos á esquadra da polícia. Entregaram as provas e explicaram tudo.

– Como arranjaram as imagens e o som? — perguntou um polícia desconfiado.

– Bem, isso foi fácil, senhor agente. — respondeu Josh animado. — Falamos educadamente com o mordomo da casa do Jonh Bloom e este deu-nos as imagens sem problemas. Confesso que o enganamos.

– Eu não sou burro. — insistiu.

– Senhor agente, se não confia em nós, tem toda a permissão para rever as imagens do acontecimento. — disse Josh normalmente.

– Bem, muito obrigado pela vossa prestação. Agora o resto é com a polícia.

George contente e descansado com a situação, voltou para casa para a beira do filho. Harry estudava na sala de estar.

– O que estás a estudar?

– Geometria. Eu preciso de falar contigo.

– Sobre o quê?

– Sobre estas tardes fora de casa e a desculpa é sempre um cliente e o trabalho, até ao domingo. Não é um bocado exagerado?

George sentou-se numa cadeira ao lado dele e dobrou os braços em cima da mesa. Olhou para ele com um olhar mais doce e respondeu:

– Harry, há coisas que não te posso contar. Coisas que se tu suberes, porão a tua vida em perigo, percebes?

– Não, não percebo. Do que falas?

– Exatamente o que eu disse. Não te posso contar, miúdo.

– Andas metido em coisas que não deves? Tipo bandos que matam ou vendem droga?

– Filho, não... — disse George rindo-se. — Eu não ando metido nisso. Eu posso te resumir, se quiseres.

– Claro.

– Eu tive um cliente que possuia problemas e teve que ser eu a resolvê-los. Por isso andei atarefado durante alguns dias. Mas agora está tudo resolvido, já não estarei tardes fora da tua vista e...

– E poderemos arranjar mais tempo para estarmos juntos, certo? — interrompeu.

– Exatamente. — respondeu sorrindo e não tirando os olhos de Harry.

Charles na tarde seguinte, depois de saber que Bloom confessara tudo e que os restantes envolventes da morte do pai foram presos, decideu visitar o local de trabalho. Entrou na receção para avisarem o superior de que ele estava cá e foi recebido instantes depois, após ter esperado.

– Charles Cooper! O meu velho amigo! Como estás, moço? — cumprimentou-o Adrian Hartinger, o chefe do pessoal da receção.

– Bem e tu?

– Ótimo. Senta-te, por favor.

Charles sentou-se em frente da secretária e esperou que ele falasse.

– De acordo com o que a administração me disse, não te apresentas nos serviços há um mês e tal, certo?

– Exato. É por isso que aqui estou.

– Então fica descansado, que eles estavam a precisar de ti para esta semana.

– A sério? — ficou supreendido.

– Sim. Se quiseres podes ir falar com a administração e arranjam-te o trabalho agora mesmo.

– Não, obrigado. Prefiro fazer o trabalho no dia em que chamarem.

Adrian ficou uns segundos a olhar para ele desconfiado e prosseguiu:

– Tens família por aqui?

– Aqui em Charlestone?

– Correto.

– Não, porquê?

– Não tens irmãos?

– Para quê estas perguntas todas?

– Não há registos de parentes teus vivos.

– E porque me falas nisso agora?

– Por nada. Só acho estranho. Quem te criou?

– Adrian, estás a ir longe demais. Ninguém aqui sabe uma única coisa que seja da minha vida pessoal e não quero que isse mude. Desculpa, mas não quero ser mal-educado.

– Não, não... Deixa estar. Se não me queres contar, tudo bem. Bem, vamos ao que nos interessa. Como estás aqui, aconselho-te a apresentares-te na administração, ok?

– Sim.

– Desculpa se estou a ir longe demais, mas tu sabes que eu gosto de conheçer as pessoas e tu estás aqui há cerca de cinco anos. Sou dos poucos por quem tratas tu e... sabes que podes confiar em mim. Se não tiveres comprimissos e se não te importares, podemos ir beber algo juntos esta noite?

Charles ficou um pouco boquiaberto, mas sem problemas, respondeu:

– Claro, a que horas?

– Hás nove no Nico's.

– Está-se bem. Combinado.

– Pronto, agora podes ir para lá cima e falar com o Braderson.

– Foi um grande prazer falar contigo e estou desejoso desta noite. Até daqui a umas horas, bom amigo.

– Igualmente e até logo.

Charles foi ter com Hugh Braderson, o presidente dos serviços secretos americanos e assinou por uns meses. Continua agente secreto e um dos mais prestigiados de sempre.

Josh, sabendo que não iria mais trabalhar para Charles, decideu abrir um restaurante só seu. Convidou o filho de Adrian Hartinger, um velho amigo seu também e deu trabalho a mais jovens dotados de culinária.

Harry conseguiu reconquistar Jasmine e acabando a escola, entrou na universidade, em Economia.

Por fim, o mais importante, George conheçeu uma bela mulher por quem se apaixonou e começaram uma relação. Já têm casamento previsto e um filho novo á porta, que pelo que pensam, se chamará Christopher.

Finalizando... nem tudo precisa de ser feito da pior maneira. Apenas precisamos de procurar no mais profundo das nossas mentes, naquele lugar esquecido e bondoso, a maneira correta.

Notas finais
Tenha gostado ou não, não se esqueça de comentar!
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!