Notas iniciais
Yo minna-san, sei que deixei o capítulo anterior terminar no momento mais tenso, mas agora isso vai acabar. Izuku Midoriya: 15 de Julho – 15 anos Katsuki Bakugo: 20 de Abril – 15 anos Pois é... Nessa idade e eles já e pá... Se é que me entendem. Boa leitura!

...

Ele não queria que tivesse chegado a esse ponto, quando o furioso demônio da Classe A estava com os olhos tão esticados que poderia matá-lo somente ao piscar.

Midoriya esperava pela reação de Kacchan, mas não sabia que o modo com que ele o fez o assustaria tanto. Suas pernas estavam um pouco bambas tendo que suportar a pressão que quase o levantava do chão.

E sua voz, quando abriu a boca para começar a consertar suas palavras, não saiu como ele pensava.

—Você pode tentar, Kacchan, mas faça isso quando lutarmos lá fora, depois de nos formarmos como heróis!

O vermelho sanguinário daqueles olhos ficou tão visível como a realidade. Midoriya entrou em posição de defesa e assumiu a seriedade que o momento exigia. Ou ele ficava sério ou Kacchan ia para quebrar mais que um dente seu, já que ele foi incapaz de abaixar a cabeça para o rival.

—Deku! –o maior exclamou num golpe de fúria, levantando-o com força.

Midoriya engoliu a saliva, sentindo o efeito do estrangulamento e foi para reagir num milésimo de segundo. Teria reagido se não tivesse sido desnecessário.

—Não me subestime, seu verme! –Kacchan rangeu os dentes assim que seu agarre ficou sutilmente mais fraco.

Midoriya se viu no chão, caído sobre suas pernas.

Não... certamente não era do caráter dele ameaçar e logo em seguida desistir do assalto. Kacchan era do tipo yakuza: quando começava ia até o fim.

O mais estranho nessa situação toda foi como o mais velho enfiou as mãos nos bolsos, desviando o olhar de si completamente e estalando a língua raivosamente.

Parecia que ele estava dizendo “Seu idiota, não precisa me dizer algo tão óbvio”. Pelo visto, suas palavras o deixaram constrangido. Não para menos, usar o “heroísmo” podia fazer Kacchan abaixar um pouco a bola.

No entanto, o que deixava uma pulga atrás da orelha de Midoriya era a apelação anterior do Bakugo... sobre ele trocar o número com Todoroki com outras intenções. Sobre ele ser “gay”.

Um arrepio percorreu sua espinha, mas antes que ele pudesse pensar em mais alguma coisa, o albino começou a encará-lo com uma expressão menos agressiva.

—Pode ir vazando, nerd. –o garoto apontou a porta, como se o tivesse expulsando como um cão.

—Er... –Midoriya se levantou, com os braços na frente do corpo em uma forma inconsciente de proteção. –Er...

—O QUÊ AGORA?! –Kacchan explodiu.

—Sobre antes. Você estava com vergonha Kacchan? –Midoriya indagou, piscando ao entender um pouco mais o motivo por trás da reação do outro. Claro, ele estava cutucando a onça com a vara curta, mas sua curiosidade era tão maior que seu medo que ele não poderia deixar passar.

Kacchan com vergonha de uma ideia tão simples como “pegar o telefone”, que soa como se aproximar daquela menina linda por quem você se apaixonou, era meio... Inesperado.

Em resposta, o maior voltou seu olhar, irritado, mas em suas bochechas havia um forte rubor, que trouxe um risinho interno em Midoriya.

Oh Deus, ele era fofo... Midoriya até pensou isso e logo balançou a cabeça, afastando a ideia.

Kacchan evitou sua pergunta com um estalo de língua e tirou o celular do bolso da calça. Ele moveu o dedo rapidamente pela tela algumas vezes e um segundo depois houve uma vibração em seu bolso. Uma solicitação piscava limpa e clara vinda de Kacchan, com seu contato inserido.

—Ah!

Midoriya aceitou imediatamente enquanto o mais alto dava as costas e se dirigia para a escrivaninha do quarto, pousando o aparelho lá e coçando a nuca em seguida.

O esverdeado sorriu para o número alguns instantes. Assim pelo menos ele poderia ir ao encontro do colega se ele precisasse de ajuda, ou o contrário.

—Obrigado, Kacchan. –agradeceu o Midoriya, guardando o celular, sorrindo diretamente para o outro, com ar de satisfação. Aquilo dava uma sensação de “ter sido aceito” e nada podia fazê-lo se sentir melhor vindo do colega de infância.

—Calado, Deku! Agora sai daqui!

Como pedido, ele saiu, sentindo que tinha cumprido o objetivo e de sobra tinha adquirido novas informações sobre Kacchan e sua timidez oculta.

“Talvez um dia ele se abra para todo mundo e fique mais dócil.” Pensava o garoto, sentindo aquele calor aumentar gradualmente em seu peito.

XXXXMYHEROACADEMIAXXXX

Alguns dias depois, quando toda a confusão sobre os ataques de Stain diminuiu, assim como o assédio da imprensa, os alunos da Yuuei reencontraram-se enfim.

No entanto, não foi em sala de aula que Midoriya encontrou dificuldade em explicar seus novos ferimentos aos desinformados, mas durante o banho compartilhado.

Tanto ele quanto Todoroki e Iida deviam manter absoluto silêncio sobre o ocorrido da última aparição dos Noumus, quando o próprio Endeavor fez seu ato. Os três foram obrigados a inventar histórias entediantes sobre o que estavam fazendo no momento que aconteceu. Para Midoriya era pior, já que seu estágio foi inteiramente sobre o treino de Gran Torino e tirando isso restava a luta com o Assassino de Heróis.

Explicar que tipo de trabalho fizera não foi nada fácil, mas embora tenha sido complicado, o garoto naturalmente era bom com palavras e deu seu jeito. Havia apenas uma exceção, que era o olhar penetrante de Kacchan, sério e calado ao longe, quase o descascando, como se soubesse que eles estavam mentindo.

—Midoriya, seu cabelo parece ainda mais bizarro do que o normal! –riu Kaminari, o famoso sósia do Pikachu, colocando as mãos nos cabelos escuros do garoto e bagunçando-o.

—Isso é coisa para se falar do cabelo dos outros?! –reclamou Midoriya, tentando afastar o colega.

—Posso usar um pulso elétrico para ver se os cabelos vão espetar? –indagou o outro como se aquela tivesse sido a melhor ideia de todos os tempos. E antes que ele o fizesse sem permissão, o menor reagiu.

—Não! –exclamou o Midoriya, pego de surpresa pelo louro, e levantando de supetão, espalhando água, e jogando Kaminari para trás sem querer.

Kaminari caiu ao lado do garoto explosivo, até então encostado quietamente à beira do ofuro, com um braço para fora do azulejo, apoiando o rosto na mão e com a toalha dobrada na testa.

Logo que a água espalhou com barulho para todos os lados, respingando em Kacchan, todos no local ficaram em silêncio.

Kacchan apenas tinha fechado os olhos, por puro instinto, e Midoriya tinha entrado em choque pelo que tecnicamente “havia feito”.

E quando o Barão das Mortes Explosivas reabriu os olhos, as íris claras pararam exatamente no esverdeado, de pé no meio da água quente e de olhos arregalados pelo vacilo.

Como todos estavam esperando uma super explosão naquele momento, houve uma corrida pela vida até a porta já que o ataque de fúria estava demorando para acontecer, cheia de escorregões e empurra-empurra e gritos de “Salvem-se!”. Porém, o Bakugo estava concentrado em mais de uma coisa enquanto os colegas patéticos fugiam menos o Midoriya.

Houve alta tensão naquele momento. Midoriya parecia não saber a situação claramente.

Já o Bakugo, piscou com total foco e só então abaixou os olhos..

“É o calor ou ele está muito vermelho?”

Ainda sem entender o garoto soltou um “Huh?” e ao ouvir isso o albino fez uma expressão irritada e se levantou também, parecendo que ia atacar, mas não fazendo contato visual.

—O vapor não é tão alto aqui, Deku! Você é tão idiota que perdeu a toalha na água?! –exclamou Kacchan, indignado, apontando-lhe o dedo. Seu rosto estava quase explodindo com a situação.

—Huh...? –dando-se conta de que no susto de levar um choque no meio d’água ele deixou cair a toalha, o garoto ainda demorou uns segundos para assimilar o verdadeiro choque ali: de ser exposto diretamente para o rival. –UWAA!

Talvez fosse pura reação ou instinto, sabe-se lá, mas Midoriya se sentiu terrivelmente julgado pelo colega e foi obra de um segundo que o constrangimento o abateu, subindo para sua cara tão forte que ele emudeceu e se escondeu na água. Ele não foi capaz de encarar Kacchan depois disso, sentindo a pior vergonha do mundo.

Bem... Era verdade que eles eram dois homens e nada tinha de anormal em se olhar, mas, Kacchan... Kacchan tinha sido tão indiscreto e tinha ficado tão obviamente envergonhado que ele não poderia ficar menos. E além disso, o tinha visto também.

—Hnf. –Bakugo bufou baixo, sentando-se novamente. Passou a mão no rosto com demora e ficou quieto, o ignorando por um tempo. E achando que depois de um minuto inteiro aquilo tinha ido longe demais, o garoto bombardeador o fitou, pacificamente pela primeira vez.

—Os ferimentos não foram do treino, não é? –perguntou o Bakugo, apontando-lhe os arranhões.

Algo ativou-se na mente do esverdeado instantaneamente, não esperando que aquele assunto viria à tona. Parecia que Kacchan havia percebido que algo tinha acontecido.

Midoriya levantou a cabeça para ele e soltou um suspiro interno, não sabendo o que poderia dizer.

—Você mandou sua localização para mim. –comentou Bakugo, encarando-o ainda vermelho, mas mantendo o assunto em andamento. –Primeiro eu achei que fosse você apenas querendo que os outros soubessem onde você estava, mas quando pesquisei as coordenadas depois, acabou sendo um beco.

O discípulo de All Might então entrou em silêncio mortal, embora seus músculos facias tivessem ficado tensos. Kacchan sabia!

—Hm... – o esverdeado balbuciou, pensando no que dizer. –Kacchan, será que pode manter isso em segredo?

Bakugo o viu fazer uma expressão atribulada. Com isso concluiu que tinha sido mesmo uma situação séria e que Deku não podia falar muito por motivos maiores.

—E por quê? –indagou, estreitando o olhar, como garantia de que ele receberia a resposta se o nerd não tivesse obrigação de manter o silêncio.

—Ah. Não... É que se trata de algo maior que nós. É melhor esquecer isso por enquanto.

—“Nós”?

Bakugo juntou suas sobrancelhas. O interesse gradual pelo assunto o fez andar na direção do esverdeado, que estava pelo menos há um metro de si, e o encarou de cima, quase o intimidando, o que não funcionaria mais em situações normais, porém, ambos estavam nus e Deku já estava mentalmente abalado.

—Er...

—Com “Nós” você quer dizer eu e você ou outras pessoas? –questionou o albino, lentamente aproximando seus rostos. O nerd na hora encolheu os ombros e abaixou a cabeça, cortando o olhar.

—E-Eu e você, Kacchan, claro!

—Hm.

Bakugo tomou seu tempo para analisa-lo. Depois de tudo, o nerd parecia mais forte, mas também parecia mais sensível quando era consigo. A voz diminuía, como se fosse especialmente para ele, de melodia lenta e o modo de falar objetivo. E depois de suas dúvidas ficarem mais claras durante aquele tempo separados no estágio, Bakugo percebeu que seus sentimentos em relação ao Deku eram mais intrigantes do que ele pensava inicialmente.

E agora, se ele simplesmente o provocasse? Se ele abordasse o nerd de outro jeito, qual seria a reação?

—Mas você também mandou a localização para aquele cara não é? –questionou-o, enfatizando com um tom profundo.

Midoriya pressionou os olhos, sentindo o clima mudar repentinamente, ou era sua mente pregando peças. Seu corpo estava automaticamente na defensiva sob aqueles olhos cortantes de Kacchan.

“Mas a sensação e a proximidade... Não são as mesmas de quando ele quer me bater” Midoriya pensou, certo de que Kacchan estava querendo outro tipo de resposta. Ele suava no meio da água quente, sentindo que o corpo de Kacchan estava muito mais alto e próximo do seu. Era só impressão ou seu ar estava faltando?

—Q-Quem?

Bakugo soltou uma risadinha baixa e abaixou-se na altura do seu objeto de tormento, mantendo a boca perto de sua orelha. Agora o nerd ia ter alguma reação sem dúvida.

“Deku é um virgem completo.” Kacchan sorriu em sua mente, agradecendo que o local tivesse sido evacuado. Ele não gostava de usar esse trunfo, mas poder usar isso contra o perdedor que já não possuía nada prometia ser uma das coisas mais divertidas que faria.

Deku não tinha possibilidade de ter ficado com qualquer garota na vida e o tempo na Yuuei tinha sido insuficiente para ele se envolver com alguma. Ele ainda era o típico impopular que recebia chocolate da mãe no Valentine’s Day.

—Estou falando do merda do Todoroki, Deku. –murmurou agressivamente, soltando o ar quente e o tom frio de seus lábios para dentro do ouvido do nerd. –Você mandou para ele também não é?

Midoriya engoliu em seco. A abordagem “yakuza psicológica” estava sendo um sucesso.

—Vocês não estão muito amiguinhos pro’ meu gosto? Vocês não vão fazer uma dupla dinâmica não é? Saiba que eu não vou me juntar aos seus Power Rangers como você planeja.

—C-Como assim, Kacchan? –Midoriya indagou, involuntariamente tremendo ao passo que o maior levantava as mãos e tocava seus ombros, com o rosto ao lado do seu, de forma que os cabelos úmidos do Bakugo tocavam sua bochecha.

O mais velho sorriu, sentindo em sua mão quente a pele de Deku arrepiar.

—Eu não vou deixar você fazer o que quer nesse colégio, Deku. Pode arranjar quantos amigos quiser, mas eu vou ser o número um de qualquer forma e não posso apenas ver você se aliando para me colocar para baixo depois. –Bakugo afastou o rosto para olhá-lo diretamente.

Não é que ele odiasse Deku. Não aqueles olhos gordos e a expressão medrosa que o deixavam tão empolgado.

Céus, era um prazer tirar tal reação daquele moleque. Se fosse qualquer outro talvez não tivesse tamanha graça, no entanto, quando era com Deku, a mínima provocação ficava extremamente excitante! Ele era tão pequeno e fraco no passado, mas vê-lo ficar mais forte e mais resistente contra si era desafiador e prazeroso, mesmo que Bakugo ficasse puto de verdade.

—Não era a minha intenção, Kacchan... Eu só-,

—Eu posso ficar quieto sobre o seu segredinho. –Bakugo o interrompeu, movendo os dedos lentamente sobre os ombros duros do nerd. Uma ideia louca passando em sua mente. –Mas não sem receber algo em troca.

“Faz algum tempo...”

Os olhos verdes brilharam naquele instante. Deku ficou mais à vontade, mesmo estando perto de ser afogado ou coisa assim, e fitou o colega de infância com ar de convicção.

—O... O que você quer, Kacchan? –Midoriya indagou, pressionando seus lábios, rezando para ser algo que ele possuísse.

Já o albino, sabia que nessa situação tinha tudo a seu favor. Já era noite, mas estava bem antes do horário de recolher. E ele era um adolescente no final das contas, com todos os direitos de fazer idiotices com a desculpa de que eram seus hormônios, com ideias ousadas e desejos muito íntimos para serem compartilhados.

Mas ele tinha algo que pensava desde seu último namoro e que daí em diante se provava uma verdade... Garotas são problemáticas. E desde que garotas estavam fora de cogitação numa vida agitada de estudante e para um futuro herói, Bakugo precisava de uma válvula de escape maior do que explosões. Ele precisava “daquilo”, daquela sensação arrebatadora que o cansava desde os ossos e embaçava toda a sua mente, levando para o outro lado da lua.

Ele riu sarcástico.

—Fique parado e não se atreva a gritar ou fugir. –Bakugo sentenciou, apertando em seus dedos a carne do seu igual e a puxando para ainda mais perto.

Seu peito roçou no do esverdeado e seu agarre mudou para o pulso de Deku, levantando-o, a mão direita, rodeando-lhe a cintura.

Midoriya foi obrigado a levantar-se da água, completamente em choque por sua posição. Estava sendo envolvido por Kacchan, por um contato muito mais sugestivo do que qualquer abraço de parceiros.

—HM! –Midoriya apavorou-se, realizando-se de que na verdade seu corpo estava em contato com o do outro, por todos os lados. Suas pernas, seu abdômen, suas masculinidades.

Bakugo o calou, agarrando seu queixo e forçando um beijo, violento, desajeitado, inesperado.

—H-HM! HMM! –Midoriya se rebateu, movendo a água, tentando escapar de Kacchan, empurrando seu peito com a mão livre, o que foi inútil contra a força bruta do maior.

—Hm-Hmf... –Bakugo o beijava, mantendo-lhe o rosto parado com os dedos. Sua língua forçou a passagem, mas o nerd era difícil e pressionava os lábios.

A mão do albino escorregou pela cintura magra do Midoriya, marcando-lhe a pele clara com a força de seus dedos, impedindo-o de fugir de qualquer maneira, pelo contrário, puxando-o cada vez mais para perto, roçando suas virilhas.

—Ah-Kacchan, pare! –Midoriya exclamou, desesperado, achando uma brecha para falar.

Bakugo parou de forçar o beijo, mas o manteve junto ao seu corpo.

Nesse momento os dois puderam sentir a forma completa um do outro. Estavam quentes, os rostos ruborizados, suas pernas estavam coladas e a intimidade encostando descaradamente. Aquilo era perturbador... E ainda assim, intenso.

—P-Por favor... –Midoriya murmurou, sentindo os olhos lacrimejarem sem sua permissão. Aquele sentimento doía. –Me solta...

O garoto mal conseguia pensar. Como ele devia se sentir numa situação como essa? Como ele tinha chegado a esse ponto?

Foi tão repentino!

—Deku.

Midoriya ergueu os olhos sendo trazido de volta à realidade. Eles ainda estavam colados, o cheiro estava impregnado em suas narinas, o olhar constante parecia vasculhar um pedaço de seu subconsciente, ele sentia tudo arrepiar e incomodar, tirando-o do conforto. Ele não conseguia se acostumar com aquilo! Ele estava sendo assediado e lhe foi roubado o primeiro beijo, o primeiro contato pele a pele, tudo.

Estava descascando. Seus sentimentos estavam transbordando por seus olhos e ele nem os entendia.

No mínimo, Midoriya acreditava que Kacchan o considerava homem e digno de respeito pelo menos do ponto de vista sexual. Aliás, como ele tinha coragem de beijá-lo? Se ele o odiava, não havia sentido ataca-lo assim. Havia tantas meninas por aí, porque descontar nele?

O Bakugo pareceu entender, mas não queria se importar com o que o esverdeado sentia. Sua mão segurou a nuca do esverdeado e o puxou novamente, dessa vez mais lentamente, fechando os olhos e envolvendo seus lábios nos do menor. Chupou-o devagar, reprimindo seu desejo violento. E o nerd, que parou de fazer a expressão lamentável, deixou-o mover suas bocas, engolindo seu choro, e então fechou os olhos, permitindo-se entrar naquela loucura.

O discípulo de All Might franziu as sobrancelhas enquanto sentia a saliva de Kacchan invadir sua boca, a sensação da língua de outra pessoa roçando em seus dentes, as mãos de outra pessoa tocando-o em lugares engraçados. Kacchan roçou seus lábios, sua respiração comprimida entre as bocas. Kacchan sugava sua língua e as massageava, misturando sons que pouco a pouco ficavam mais eróticos e necessitados.

—Hmm... –Midoriya ergueu as mãos, incapaz de fugir da estranha sensação. Seu nariz encostava-se ao do outro. Era macio.

Ele caiu naquele instante. Já não havia mais nada desconexo acontecendo. Kacchan não o estava obrigando a ceder, mas permitindo-se conhecê-lo, mesmo que a maneira fosse exagerada.

Uma melhor forma de expressar isso seria algo do tipo “ir ao extremo para revelar o que está escondido”.

Não importava. Midoriya não era uma criança, ele sabia bem se defender, então quando quisesse, ele mesmo podia parar.

Só que ele não quis parar mais.

Nenhum dos dois ficou pensando muito profundamente no porque de eles continuarem, ao invés de simplesmente parar com a brincadeira e fingir que tinha sido um impulso jovial.

—Hm.

Bakugo deslizava os dedos pelo maxilar e pelas bochechas de Midoriya, continuando o beijo, tomando pequenos fôlegos, e saboreando o momento. Beijar era bom, mas o nerd era meio atrapalhado e submisso.

Midoriya passou os braços por cima do ombro do albino, fechando os olhos fortemente enquanto aceitava o beijo e tentava não estragar a sensação. Kacchan podia ser bruto o quanto quisesse, mas durante o beijo percebia como ele podia ser gentil.

Em certo momento, o Bakugo diminuiu a intensidade do beijo e direcionou os dedos para o abdômen do garoto. Automaticamente o Midoriya tremeu, levando um susto quando sem cerimônia desceu os dedos ao meio de suas pernas e o segurou.

—Ah-! –Midoriya exclamou, parando o beijo e abrindo os olhos.

Kacchan o olhava com um ar sério, mas o canto do lábio se encurvava. Ele em nenhum momento deixou de tocá-lo, passando os dedos por seu pescoço.

—K-Kacchan... –sussurrou o esverdeado, forçando os dedos nos ombros do mais velho. Ele não podia mentir, estava assustado com isso. Eles não eram meio novos para ir longe assim?

O outro deu um sorriso meia boca e roçou os dedos por seu membro, sentindo-o com as pontas. Midoriya engoliu um som estranho, reagindo ao toque.

—Você é tão pequeno. –murmurou o albino, movendo os dedos levemente, masturbando-o por poucos segundos até ele ficar ereto. –E sensível.

A cara do Deku ficou vermelha até as orelhas, a cor ressaltando as sardas, trazendo deleite à boca do Bakugo. Em suas mãos o nerd estava trêmulo, quente, excitado... Era melhor do que fazê-lo chorar com violência.

Midoriya estava quieto e parado como um poste, temendo se mover.

—Vamos sair daqui. –Bakugo sentenciou, soltando-o do modo como estava e afastando-se finalmente.

Paralisado, o esverdeado olhou para si mesmo e depois para o outro, que virou-se para sair da banheira.

—Deku, vamos logo.

—Mas-,

—Calado e me siga. –Bakugo estalou a língua, voltando a ficar irritado, e tomando-lhe o pulso, arrastando-o consigo para fora.

Os dois vestiram-se com os típicos kimonos azuis, um sob o olhar do outro e não demorou que o Midoriya estivesse seguindo o colega pelo corredor com uma dúvida mortal beliscando sua orelha.

Os sons dos passos eram pesados, mesmo no ambiente claro e com a passagem de funcionários e outros alunos.

Bakugo caminhava indiferente, olhando de vez em quando para confirmar sua presença. Midoriya garantiu em não passar uma impressão de que estava sendo intimidado, e seu olhar era duvidoso para o de olhos vermelhos.

Ambos chegaram ao dormitório, que felizmente não tinha nenhuma transição no momento.

Bakugo entrou no quarto, fazendo um sinal para o Deku entrar também após conferir o local. Então, depois que o Midoriya se deparou com o quarto, que era muito parecido com aquele que havia sido destruído, houve o som de clique da porta.

Ele poderia ter fugido, mas onde aquilo poderia leva-lo? Midoriya queria saber, ou melhor, confirmar.

—Kacchan, por que está fazendo isso? –ele indagou, pondo sua melhor expressão de seriedade.

O outro o encarou sem nenhum interesse e deu de ombros.

—Depois de tudo o que eu fiz era para eu não ter visto a sua cara nunca mais, Deku. –começou o garoto. Ele bufou. – Depois de eu ter chegado muito perto de te explodir inteiro você ainda ficou preocupado comigo. Eu quero deixar claro que eu não sou seu amigo. Não quero seu número ou manter contato com você. Eu apenas tenho uma coisa que nos liga.

Midoriya tomou ar, tentando assimilar a estranha conversação. Verdade que eles tinham tido momentos, mas nenhum de seus desenlaces devia resultar em beijos ou coisas assim.

Ele pensou que poderia um dia fazer Kacchan ser seu amigo. Porém, aquela etapa havia sido ultrapassada num piscar de olhos.

—Ainda não entendo.

O garoto bombardeador passou a mão pelos cabelos, se aproximando, até encurralar o Deku contra a cama.

—Você não quer fazer isso? –perguntou Bakugo, com a expressão fria. –Você não acha que mesmo não nos entendendo nós nos damos bem?

Era absurdo. Midoriya negou com a cabeça. Onde eles se davam bem? Kacchan realmente admitiu que se dava bem com ele?

—Isso... –apontou o albino, segurando-lhe o kimono e olhando seus lábios. –Não deu muito certo com outras pessoas. Não me pergunte por que, seu nerd desgraçado. Eu não saberia por que eu gosto de fazer isso com você.

Midoriya piscou, espantado. Sua mente era uma confusão.

—Kacchan-,

—Só cale essa boca, Deku.

Bakugo fechou os olhos, avançando com seu corpo para cima do Midoriya, que caiu sentado e inclinou-se para trás conforme o maior segurava seu rosto e começava um beijo muito mais intenso e descontrolado que antes.

As mãos do rapaz foram para a abertura do kimono, afrouxando-o com rapidez.

Midoriya tocou pela primeira vez o cabelo do colega de infância, sentindo-o úmido em seus dedos. Sua boca era invadida pela língua insaciada de Kacchan, que contornava seu lábio e em seguida o mordia, levemente, enquanto com as mãos abaixava seu kimono sobre a faixa e em seguida o seu próprio, sem tirá-los.

—Kacchan... –murmurou o esverdeado enquanto o outro, no ardor da excitação, massageava o próprio volume com a mão esquerda e com a direita puxava a peça íntima, de cor negra e bordas cinza, descobrindo a ereção.

O albino dobrou seus joelhos sobre a cama, puxando as coxas do menor juntas à sua cintura. E roçou suas ereções.

Deku gemeu, não conseguindo controlar a vermelhidão em seu corpo devido à vergonha. Seu pênis rijo estava perfeitamente paralelo ao de Kacchan, que era por três centímetros maior. E embora os dois ainda fossem muito novos a presença dos pelos pubianos era considerável. O membro de Kacchan era quente e sua glande era vermelha, sua extensão era do tom de sua pele. Em geral, ele parecia saudável e estranhamente bonito. O abdômen, como o resto do corpo, era trabalhado e os dois garotos coincidiam nisso. A diferença maior era em suas expressões.

Kacchan tinha um olhar maduro de quem já sabia o que estava fazendo. Deku estava apavorado, mas excitado com tudo.

O vapor dos corpos recém-saídos do banho subia à atmosfera do quarto. Estava escuro, iluminado pela luz do abajur, e só havia silêncio fora dali. Era bastante desencorajador ficar assim, no clima de sexo. Midoriya tremia por dentro e por fora, sabendo como seria, visto que eram dois meninos ali.

—Deku, você também. –murmurou o albino, segurando sua mão e juntando-a com a sua.

—H-Hm!

Ah, o calor.

Os dedos de Kacchan estavam sobre os seus, as duas mãos masturbando os membros juntos, pressionados com a força ideal.

O prazer começou a aumentar gradativamente para os dois. Midoriya não sentiu nenhum asco, mexendo os dedos por seu pênis, provando do contato com o do Bakugo. O albino segurava os sons dentro de sua garganta, sentindo um desejo irrefutável de aumentar a velocidade, e o fazendo.

—Ah... –sussurrou Midoriya, sentindo levíssimos golpes de prazer satisfatórios toda vez que os dedos de Kacchan chegavam em sua glande ou em seus testículos.

O outro se inclinou, buscando seus lábios e os dois naturalmente encontraram um ritmo. As mãos batiam, espalhando sons crus e eróticos pelo cômodo até o ápice, enquanto suas línguas entrelaçavam fora e dentro das bocas, espalhando saliva e desejo jovem crescente.

Hah!

—Mm-,

Eles pararam. Kacchan não teve o orgasmo, mas respirava mais forte do que o normal, apresentando uma expressão corada.

Midoriya afastou sua mão, vendo o fluído escorrer por sua extensão. O Bakugo também tirou a mão e com ela o fez se deitar na cama.

—Kacchan, eu-, -Midoriya se interrompeu, tomando um pouco de ar.

O albino não disse nada. Em seus lábios ele colocou o dedo indicador e do meio, lambendo-os e depois os molhando com saliva, deixando escorrer de sua boca com lentidão. O líquido pegajoso escorreu de sua boca diretamente para o pênis do Midoriya, tirando um gemido do garoto.

—K-Kacchan! –o esverdeado segurou seu choque, sentindo a textura gelada escorrer por seu membro semi-ereto. –Ah...

—Mantenha a voz baixa. –avisou o mais velho, direcionando os dedos para o pênis do garoto, movendo-os algumas vezes, deixando-o ereto novamente e, em seguida, massageando-lhe o saco, um testículo de cada vez, em movimentos circulares.

—H-Hm...

—É bom?

—Huh... Aham...

Bakugo então deixou-se focar no que deveria.

—Deita de bruços por enquanto.

Deku o olhou um pouco intrigado, além de contrariado, mas fez o que lhe foi pedido. E ele agradeceu por poder esconder seu rosto naquele segundo.

Bakugo puxou o kimono para cima e fitou a parte traseira do seu próprio rival e por um momento não acreditou que um corpo de homem podia deixa-lo com tantas expectativas. Seus próprios dedos timidamente desceram pelo vão dos glúteos, se deleitando com a sensação, e tocaram o ânus. Aquela parte muito pequena, enrugada, mas muito macia que mexia-se por reflexo quando a ponta de seu dedo passava por ali, ameaçando entrar.

Hm-,

Bakugo sentiu suas batidas do coração acelerarem por algum motivo, mesmo Deku não sendo uma mulher ou mesmo um homem afeminado. Ele não tinha o ânus rosado, era mais escuro do tom da pele, ele também tinha um quadril bastante masculino, nada arredondado como o de uma garota. Mas ainda possuía uma bunda protuberante e era... Sexy de uma forma. Os mamilos também eram escuros e pequenos, seu peito duro. Ele todo era um homem, mas tão homem... Que o albino não entendeu bem a sensação. Só que era um belo homem.

—K-Kacchan-,

Seu dedo lentamente infiltrou-se no canal, sentindo resistência. O menor gemeu baixo, mostrando dor e incômodo, mas segurou seus murmúrios.

—Relaxe um pouco, Deku. –mandou o albino, apalpando o traseiro de Midoriya, que sob seus dedos era incrivelmente macio. Seu dedo central o penetrava, lentamente para dentro e fora, em movimentos circulares. Ele estava sendo gentil, coisa incomum de sua parte.

Midoriya abraçou o travesseiro, abafando seus gemidos baixos no tecido, tentando compreender como algo tão surreal foi acontecer repentinamente em sua vida, além disso, com um cara. Por que aqueles toques, inimigos do orgulho dos homens, começaram a ficar estranhamente interessantes e bons?

—H-Hm! –o garoto mordeu o lábio, sentindo Kacchan tocar num lugar engraçado, que fez seu estômago apertar um pouco.

Bakugo parou nesse instante. Até então seu dedo estava deslizando com facilidade, mesmo que as paredes internas ainda o estivessem apertando com força. Havia restado um leve rastro de saliva quando o retirou.

“Parece que ele sentiu agora.” Bakugo pensou, achando tudo muito mais intrigante do que era com uma garota.

O albino o fez voltar o corpo para cima e o observou por alguns instantes. Todo esse momento de preparação era constrangedor, mas ele via com os próprios olhos como o esverdeado estava abalado. O Midoriya contraía os músculos das pernas e das costas, seu abdômen comprimido, os gemidos reprimidos entre os lábios avermelhados. Mas o melhor era sua face, ingênua, como se tivesse sido violado.

—Kacchan? –Midoriya murmurou, fitando-o diretamente. Seus olhos sentiam-se meio úmidos, mas não era por causa de nenhuma dor.

Bakugo inclinou seu corpo por cima do de Deku, passando a mão esquerda sobre o peito, circulando-lhe o mamilo pequeno, e voltou a penetrá-lo, agora adicionando seu dedo anelar. O esverdeado arqueou um pouco as costas, soltando um som gutural pelo choque, e suas mãos agarraram-lhe os antebraços, sua boca aberta, gemendo.

Midoriya virou o rosto para o lado e pressionou suas pálpebras, levantando as coxas trêmulas por reflexo.

—H-Hng... Hng...!

Bakugo relaxou sua expressão, percebendo que podia avançar agora. O nerd respirou com dificuldade e fechou os dedos na roupa de cama, ao lado de sua cabeça, e seu olhar era indecifrável naquele instante, seu membro erguia-se sobre os panos do kimono, úmido.

—Ah... –Bakugo resmungou, tocando seu próprio pênis e começando a masturbar-se até estar completamente ereto.

Midoriya o assistiu mudo, mas piscou um pouco surpreso ao vê-lo quase chegar ao clímax, quando algumas gotas do fluído escapou de sua glande e escorreu um pouco, de textura grudenta e um pouco de transparência.

O maior se aproximou de Midoriya, o encarando um tempo e tomando a ereção do outro nos dedos.

—Hah- Kacchan! –o Midoriya reagiu, sentindo o rosto explodir, sentindo Kacchan iniciar sua entrada forçosa.

—Aguente... –sussurrou Bakugo, olhando para o que fazia. A cabeça de seu membro entrando com dificuldade ao passo que Midoriya percebia como era difícil suportar tanto dentro de si.

—HNM...! –Midoriya pressionou seus lábios, tentando mover seu corpo de forma a escapar da sensação estranha de ter algo invadindo-o. –P-Para...!

O maior segurou a perna direita de Deku por baixo e a afastou um pouco para cima e, sem demora, investiu-se para dentro do garoto, arrancando-lhe um gemido sufocado.

Midoriya e Bakugo ficaram em silêncio.

O garoto bombardeador engoliu saliva, sentindo-se preso dentro do outro. Era quente e meio seco. E dentro o corpo movia-se, ele era massageado pelas contrações involuntárias, e a impressão era que estava sendo empurrado para fora.

Deku tinha uma cara lamentável corada. De seu rosto escorria um pouco de suor e seu cabelo rebelde estava meio abaixado e uma bagunça. Seu peito subia e descia, mostrando a respiração forte. No meio de sua testa uma ruga de total desconforto.

Bakugo passou a língua pelos lábios e colocou a mão no colchão, apoiando seu corpo. Ele moveu-se para o rosto de Midoriya e encostou suas faces, fechando os olhos. Sua mão, sustentando o pênis do esverdeado, passou a masturba-lo, bem lentamente, apertando-o somente na glande.

—Huh-, -Midoriya gemeu tão baixo que o ar quente bateu no rosto de Bakugo.

—Eu vou mover agora. –o albino avisou, direcionando seu quadril à frente, capaz de sentir com perfeição a superfície macia que o envolvia.

As mãos do garoto subiram, tocando os ombros de Bakugo. Os dedos estavam meio suados, mas o toque era forte e prazeroso.

O ar do local era abafado, fazendo-os sentir como se o verão estivesse acontecendo.

Gradualmente as investidas de Bakugo ganharam velocidade e Midoriya desfez a expressão de dor.

—Ah... –Midoriya inclinou o pescoço, parecendo gostar de onde o parceiro estava encostando. O ar saia de suas narinas e boca repletos de sensualidade aos olhos de Bakugo.

O maior permitiu-se beijá-lo, abafando os sons e então aumentar a precisão de seus golpes. Seus músculos ardiam um pouco pelo ângulo, mas nada era mais importante que atingir o nível mais alto do prazer.

Midoriya tinha pegado o jeito do beijo, entrelaçando suas línguas e até ousando um pouco, tentando por mais dominância, sugando a língua de Kacchan e mordiscando seus lábios. Às vezes um gemido escapava durante o beijo e isso era incrivelmente bom para os dois.

—Hmm... Ahn-,

A cama em si começou a fazer um pouco de barulho quando Bakugo cortou o beijo e passou a investir segurando o Deku pelos joelhos, afastando-lhe as costas do colchão.

Seu membro entrava com facilidade agora, e quando ele o penetrava inteiro, o nerd contraia todo o rosto e o segurava pelo cabelo, gemendo alto.

Bakugo sentia-o inteiro. Era perfeito tal a excitação arrebatadora que o fazia se mover com tanto desejo por mais. Bastava ir mais rápido e ele poderia perder o controle de si mesmo. Bendita seja a juventude.

—AH!

—Mais baixo, Deku... –repreendeu o albino, puxando-o para seu colo naquele instante e parando um pouco com os movimentos. O garoto avermelhado colocou o rosto no pescoço do Midoriya e beijou-lhe a pele. Estava salgado e sensível.

—Hn.

Bakugo beijou-o e o mordiscou em diversos lugares, passando as mãos pelas costas largas, seguindo a coluna, lambendo o ombro.

—Kacchan, quando você aprendeu essas coisas...? – perguntou o Midoriya, com voz baixa.

O outro voltou a se mover, continuando seu caminho até o peito de Deku, chupando seu mamilo direito, o nariz roçando na pele úmida.

O clima era intenso, suas vozes pareciam ressoar no cômodo, adicionadas aos sons sensuais das peles se esfregando, dos quadris se chocando.

O albino não parou com a penetração, apenas fazendo-a lentamente. Midoriya sentava-se sobre ele com ritmo, indo devagar, sentindo-o fundo.

—Ahhn...

—Hm. Deku... –Bakugo franziu as sobrancelhas, sentindo o limite. De seus braços o esverdeado rolou para baixo de seu corpo e o albino afastou o cabelo, mostrando sua expressão sedenta. –Contenha sua voz.

Midoriya apenas assentiu, provando logo depois como era transar de verdade.

Bakugo deu apoio às pernas e posicionou-se o melhor que pôde, dessa vez metendo sem se conter. O Midoriya arqueou-se, parecendo sentir realmente uma onda de prazer.

O garoto investiu, impondo ritmo, mantendo o quadril do companheiro em sua direção.

As vozes ecoaram na mente um do outro, realmente parecendo que havia conexão.

—H-Hmn! Ahh-!...

Bakugo levantou-lhe a perna, achando sexy como o nerd ficava sendo fodido em um kimono e com uma face tão erótica. Oh, Deus, era bom!

Ka-... Kacchan!

—Como você... Ah! É escandaloso, Deku. –disse o albino, suando fortemente, perdendo seu fôlego enquanto o penetrava sem parar. –Haa...!

Midoriya envolveu seu próprio membro e se masturbou no ritmo das estocadas. Uma após a outra, até ele não poder aguentar mais um segundo, enfraquecido e intoxicado pela falta de oxigênio em seu cérebro.

—Uh!!

Bakugo franziu a testa, sentindo o aumento da ótima química em seu membro, da batida quente de seus testículos no vão do traseiro. O orgasmo intenso que chegava, tirando a força de suas pernas e mente.

—A-Ahh... –gemeu guturalmente, com demora. Ele não saiu de dentro de Midoriya, fazendo questão de jorrar seu sêmen pelo canal sensível e contraído. As suas mãos espalmaram nos dois glúteos e Bakugo levantou Midoriya um pouco, movendo-se algumas vezes ainda.

—H-Hm, Kacchan-,

—Shh. –Bakugo o calou, deitando por cima do esverdeado, beijando-o com demora e finalmente parando de se mover. Suas mãos subiram as costas e o braço do menor, até a nuca e o cabelo e ele aprofundou o beijo, parecendo esquecer-se de tudo.

Midoriya abraçou-lhe o pescoço, achando uma posição mais confortável, ainda surpreso com a intimidade com que eles passaram a se tocar, sem pensarem no amontoado de discordância entre ambos.

Depois de uns minutos, entre beijos longos e curiosos, Bakugo retirou-se de dentro do nerd, mas continuou deitado, afastando-se o suficiente para ficar com apenas metade do corpo em cima do esverdeado.

Os dois, exaustos, recuperavam a respiração lentamente. Bakugo tinha ficado com o rosto na curva de seu pescoço e não parecia querer sair dali. Midoriya sentia-se sonolento e preguiçoso demais para ter qualquer conversação com o colega de infância.

—...

—Deku.

Os olhos verdes voltaram-se para baixo, vendo o albino que parecia estar dormindo com a mão em seu peito.

—Não pensei que você era mesmo viado. –comentou o de olhos vermelhos, fitando-o casualmente.

Midoriya sentiu suas bochechas quentes e grande arrependimento de ter levado aquela pessoa a sério.

Bakugo levantou-se um pouco e segurou suas bochechas, com certa agressividade.

—Se apaixonou por mim?

—Por que quis fazer isso? –indagou o esverdeado, não esquecido do que aconteceu anteriormente. –Por que fazer isso comigo?

Bakugo ficou em silêncio um tempo. Não tinha como ele saber. Talvez no fundo ele tivesse ficado em negação desde criança, negando que o Midoriya era uma pessoa legal e capaz. Só que ele não ia admitir.

—Você é esquisito, Deku. Como você faz as coisas impossíveis acontecerem, te dando vantagem quando você precisa. Eu não acreditava que você fosse ter sucesso com seu jeito de fazer as coisas.

Midoriya piscou, confuso, e mesmo assim sentindo que era um elogio o que estava recebendo.

—Não interessa. Eu só estou te dando o privilégio de foder comigo porque com você é prático e nos conhecemos desde crianças.

Dito isso o outro se afastou. Bakugo se levantou da cama, arrumando o kimono e esticando o pescoço, então, caminhando para o guarda-roupa de seu quarto.

Midoriya soube que aquilo não era verdade, que Kacchan estava deixando tudo implícito e seus motivos interiores eram maiores e mais significativos do que o mero “Por que eu quis!”.

De qualquer forma, o discípulo de All Might era obrigado a partir de agora a considerar esse novo comportamento de Kacchan, além de não se apavorar com o que eles tinham acabado de fazer, e também aprender a lidar com esses sentimentos conflitantes.

—E não se preocupe. Não vou falar nada sobre o lance do beco. –avisou o mais velho, lhe jogando uma troca de roupas.

—Eu vou tomar um banho. –murmurou o esverdeado, levantando-se, ajeitando as vestes. Ele se sentia realmente cansado.

—Sim, claro.

Midoriya se dirigiu para o banheiro do quarto, onde teria à disposição apenas um chuveiro.

Enquanto isso, Bakugo saiu do quarto e trancou-o por fora, dirigindo-se à uma das portas entreabertas. No caminho, parou em frente a uma delas.

A pessoa o recebeu com um olhar chocado.

—Oh, é você. Ainda não foi dormir? –indagou o garoto de cabelos bicolor.

—Hnf. –bufou o albino, encarando Todoroki Shouto ameaçadoramente e depois continuando seu caminho.

Todoroki, que lia um mangá sentado em sua cama, deu de ombros.

Bakugo entrou no quarto de Deku e avistou ele, o celular, em cima da escrivaninha.

Em dez segundos o número do filho de Endeavor estava deletado. Não que fosse adiantar alguma coisa, mas sua consciência o aplaudiu.

Bakugo voltou ao seu quarto, sorrindo levemente, sentindo que suas dúvidas de anos estavam quase completamente respondidas.

“No final das contas ele está ao meu alcance. Se precisar, da próxima vez eu vou estar aqui e dessa vez vai ser eu quem vai salvá-lo”.

Fim

Notas finais
E acaba. Eu espero que tenham gostado :D! Um abraço, obrigada por ler minna-san o/! Até mais ver, ou seja, até Abril, quando o anime sair! YeahhhH!