Obsidiar Poesias
2 A dor do amor
O sangue escorre.
Escorre pelo membro retirado, e pelo corredor sombrio.Retirado lentamente,cortado em um único pedaço,deixando músculos e carne viva,ainda em seu estado pulsante,expostos na medida que a lamina escorrega sem pressa por tal partefazendo o ser pedir por misericórdiae se contorcer em um leito quase tão imundo quanto seu corpo,que agora não passa de apenas pedaços de carne jogado ao chãoe que certamente irá servir de alimento para os vermes.A dor se torna evidente e tenebrosa em suas feições.Agora não pela extração de um membro,e sim pela penetração de um objeto cuidadosamente escolhido e introduzido.Porém, o corpo se curva ao sofrimentoe a intensidade os gritos decresce,deixando a brincadeira menos divertida e sem muitas opções.E então explodo seus miolos e eles se espalham pelo meu rosto,fazendo com que meu sorriso desabroche ao lado de restos de um corpo quase decomposto.
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