O sangue escorre.

Escorre pelo membro retirado, e pelo corredor sombrio.

Retirado lentamente,

cortado em um único pedaço,

deixando músculos e carne viva,

ainda em seu estado pulsante,

expostos na medida que a lamina escorrega sem pressa por tal parte

fazendo o ser pedir por misericórdia

e se contorcer em um leito quase tão imundo quanto seu corpo,

que agora não passa de apenas pedaços de carne jogado ao chão

e que certamente irá servir de alimento para os vermes.

A dor se torna evidente e tenebrosa em suas feições.

Agora não pela extração de um membro,

e sim pela penetração de um objeto cuidadosamente escolhido e introduzido.

Porém, o corpo se curva ao sofrimento

e a intensidade os gritos decresce,

deixando a brincadeira menos divertida e sem muitas opções.

E então explodo seus miolos e eles se espalham pelo meu rosto,

fazendo com que meu sorriso desabroche ao lado de restos de um corpo quase decomposto.