Obsessão

12 Mate o Incerto.


Notas iniciais
MUITO OBRIGADO PELAS RECOMENDAÇÕES, ANDRÉ, VOCÊ É FÓDA MOLEQUETE, DEADY, MI FRIENDI, LOVE U. E JUR, VOCÊ É MUITO GENTE BOA CARA, OBRIGADO VOCÊS TRÊS POR RECOMENDAR, EU ESPERO HONESTAMENTE GANHAR MAIS RECOMENDAÇÕES U----U Como prova de gratidão, talvez um dia, talvez... Só talvez, eu faça vocês serem personagens na história, mas é claro que vocês irão morrer também, abraços ♥

Quando o show começar, eis que o principal da história faz sua atuação, ele só se preocupa com os aplausos, sim.

Ele só se preocupa se alguém irá acreditar em sua atuação.

(...)

— Entenderam? – perguntou Najenda sentada em seu trono quase real, todos os membros dos Night Raid estavam ali, inclusive os novos. – Iremos atrás do espião do Império, Bolic. Ele é secretário de um líder político religioso importante, em nosso novo país, ele será altamente necessário. Nossa missão é protegê-lo. E é por o líder ser tão importante que nós iremos entrar no ninho do império e matar Bolic, entenderam?

Havia mais dois novos membros nos Night Raid, Najenda foi até o exército revolucionário para descobrir se havia alguém com habilidades suficientemente boas para entrar em seu grupo de assassinos, felizmente ela descobriu uma Teigu poderosíssima e uma assassina tão competente quanto Akame.

— Chelsea, como você com certeza é a pessoa mais preparada para infiltração de todos nós, você estará encarregada de matá-lo, entendido? – perguntou Najenda para a recém chegada, algo dizia que Mein queria que a novata morresse o trabalho de equipe não estava as mil maravilhas.

— Compreendido. – disse Chelsea com seu típico pirulito. – Eu não irei morrer como os fracassados assassinos, Sheele e Tatsumi, este conseguiu morrer para aquele loiro, patético. – ela saiu dali, ignorando o olhar mortífero que Akame fez questão de lhe entregar, e da leve raiva nos olhos que recebeu de Bulat, além do claro desconforto dos demais.

— Ela sempre consegue irritar todo mundo. – comentou Lubba brincando com seus fios. – Eu realmente espero que ela não morra, mas ela devia aprender a ter mais consideração pelos antigos companheiros.

Najenda suspirou. – Ela tem seus motivos. – ela dizia isso com certeza, ela era a única que sabia dos motivos de Chelsea ser assim, mas ela não contaria isso era algo que a própria Chelsea deveria se mancar a contar, se ela não o fizesse, ela que não seria aquela a dizer.

— Imagino que tenha. – disse Akame com os olhos em brasa. – Me pergunto se os Jeagers irão participar disso. – ela questionou, trocando olhares com o restante. – Eles são fortes, perigosos, encararem eles sozinhos não é uma opção.

— Haaai. – comentou Leone. – Mas se tivermos a oportunidade de matar algum deles, devemos agarrar não é? – ela lambeu os lábios. ‘’ Sempre quis saber como é matar a irmã de uma companheira, não acho que Akame ficará muito sentida. ‘’

— Sem dúvida. – respondeu Najenda, lendo o pensamento da loira, conhecia aquela mulher bem, ela era muito ardilosa. – Mas lembre-se, pelo que soube do relatório, parece que tem um garoto loiro realmente forte, que pelo que Bulat disse, pôde vencer Akame, tomem cuidado com o menino.

— Sim senhora. – um uníssono foi ouvido deles.

— Bom, eu vou nas termas, está calor. – disse Mein pegando sua Pumpkin e indo até a porta de onde Chelsea saiu antes dela. – Alguém quer vir comigo?

— Euuu, ojou-san! – rugiu Lubba, deixando uma leve fumaça sair de seu nariz, apertando os punhos torcendo para ser escolhido, mas ela nem olhou para ele. Ele se sentiu depressivo. – Eu devia menstruar talvez assim ela me escolhesse.

— Se você menstruasse nos teríamos feito coisas horríveis com você. – surgiu Leone ao seu lado. – O que você acha Su-san? Devemos transformar ele em mulher?

— Pelo que eu sei de anatomia, precisamos de vários utensílios para fazer a transformação de gene de uma hora para a outra, mas acredito que eu consiga realizar. – A teigu disse com certa simplicidade para uma mudança drástica. – Devemos começar? – ele retirou duas facas das mangas, provavelmente para tirar o amigo de Lubba.

— Acho que eu vou treinar sozinho, até mais. – e correu dali, pulando pela janela aberta, se pendurando com seus fios na árvore e sumindo.

— E você Akame? – Leone a chamou alto. – Quer fazer o quê agora?

— Preciso treinar com alguém minha velocidade. – ela disse simplesmente. – Quer me acompanhar? – ela chamou à loira.

— Hou. – ela lhe entregou um sorriso aberto e passou a mão sobre seus ombros. – Vamos para fora. – e fechou a porta.

— Essas mulheres, cheias de energia. – comentou Bulat pegando Incursio e saindo, mas ele teve uma idéia. – Su-san, quer treinar comigo? Você é o único que pode acompanhar minha força física com Incursio.

A Teigu primeiro olhou para Najenda que apenas concordou. – Pode ir Susanoo. – ela lhe deu um sorriso pequeno. Ambos saíram da porta, Najenda estava sozinha.

— Talvez eu deva acompanhar Lubba? – ela perguntou pra si mesma, mas depois se perguntou o porquê de Lubba estar em sua cabeça. – Deve ser o calor afetando minha cabeça. – ela sorriu com isso, talvez não fosse.

‘’ Me pergunto se alguma mulher além de Akame já gostou de alguém. ‘’ – pensou Najenda. ‘’ Se um dia alguma apresentar esse sentimento, que elas não tenham o azar que Akame teve. ‘’

Sem se importar com o lugar, ela fechou seus olhos, mas estava calor, ela abriu seu decote, se Lubba estivesse ali ele poderia morrer feliz.

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— Pode me passar a salada Bols-san? – pediu Naruto para o musculoso que estava de em pé, na verdade ele era o único de pé, como sempre, assim que todos comiam ele se retirava. – E, por favor, sente-se conosco hoje.

— Eu concordo Naruto-kun. – comentou Run sentado ao lado dele com um copo de suco de laranja, obra de Bols também. – Você sempre faz comida para nós, mas nunca come conosco. Pelo menos uma vez participe de sua própria obra.

— Eu não quero incomodar vocês com minha aparência. – respondeu Bols segurando seus braços, em uma vergonha alta. – Se eu retirar minha máscara pode ser que vocês percam o apetite.

— Bobagem. – disse Kurome mordiscando outro pedaço de carne. – Somos todos companheiros, mas somos amigos aqui não é? – ela lhe deu um sorriso com um pedaço de carne, em fofura pura. Nem parecendo que gostava de brincar com as pessoas como marionetes. – Ninguém vai te julgar, Bols-san.

— Eu... – Bols ficou mudo. – Eu não quero atrapalhar nenhum de vocês. – ele curvou a cabeça para baixo. – Agradeço pela oferta, mas é melhor assim.

— Bols. – disse Naruto um pouco mais sério, mas ainda com um sorriso no rosto. – Ninguém vai te pressionar a fazer o que você não quer, mas o dia que você se sentir a vontade com sigo mesmo, venha até nós. Companheiros são amigos de palavras diferentes, ninguém irá te julgar. – lhe deu um sorriso mais aberto.

— Belas palavras, como esperado do meu companheiro de corpo e de alma. – se pronunciou Esdeath abrindo a porta dupla com um sorriso. – Espero que todos fiquem bem alimentados para a missão que fui requisitada. Alguns de vocês irão comigo. E outros dessa vez, estarão sobre ás ordens do recém chegado Grande General, que voltou de sua missão ontem à noite. E parece que um de vocês já ganhou sua curiosidade. – ela olhou diretamente nos olhos de Naruto, boa coisa não era.

— Qual é a missão Esdeath-shogun? – perguntou Run deixando seu copo de lado e limpando sua boca com um guardanapo.

— Iremos proteger um possível alvo da Night Raid, fomos informados pelo nosso espião no Exercito Revolucionário, que há planos já em desenvolvimento para seu assassinato, nossa missão é protegê-lo. – ela lhe respondeu, chamando Naruto com um aceno de dedos, este apenas suspirou.

— Obrigado pelo almoço Bol-san. – disse Naruto e olhou para os companheiros. – Boa sobremesa, eu também gostaria de ter meu sorvete. – ele bufou e fechou à porta, Esdeath estava escorada na parede em frente à porta com a expressão seria. – Tá, o que eu fiz agora?

— Nada. – ela respondeu seca. – Só estou irritada com você. – ela cruzou os braços sobre os peitos. – Você não contou para mim que ele tinha dito que sua mãe estava viva, tive que ouvir da boca dele.

— Você também não me disse que você deu os dedos dele para os cachorros comerem. – ele respondeu tão secamente quanto ela. – Então estamos quites.

— Você não deveria se importar com o que acontece com ele. – ela respondeu cética. – Ele ousou tentar te tirar de mim, ele ousou tocar em teu pescoço. – ela deu alguns passos, Naruto não recuou, ela não levantaria a mão pra ele, ele sabia disso, ela passou os braços sobre o seu pescoço, o rosto dele estava na altura dos peitos dela. – É isso que acontece quando alguém encosta em você. – ela disse possessivamente.

— Então se Kurome me beijar você irá matá-la? – ele perguntar, os olhos fincados no rosto dela, que nem ao menos demonstrou preocupação com isso.

— Eu poderia me importar menos. – ela sorriu perigosamente, passando a mão por dentro da camisa dele, até desbotar os clisos do seu cinto de sua calça. – Está vendo isso? – ela colocou novamente a mão por dentro de suas calças. – Isso que te faz homem, pertence a mim, se tu usares isso com outra, perderá isso de uma maneira pior que Ishiki perdeu. – ela ameaçou. – E se alguém ousar te tocar como eu toco, ela irá se arrepender de todas as maneiras.

— Você está piorando ultimamente. – ele disse ao vento. – Está começando a ficar louca por ter algumas pirralhas olhando para mim na cidade. – acrescentou o loiro. – Eu sou um soldado do Império, é normal ter paparicas nos meus ouvidos.

— Eu posso fazer o que eu achar melhor. – disse Esdeath friamente. – Nosso relacionamento está melhor do que antes de qualquer forma. – ela deu um suspiro. – Mas eu compreendo que por causa de Ishiki meu comportamento pode ter decaído um pouco, peço suas desculpas.

— Você ás tem. – ele disse retirando a mão dela de suas calças e se arrumando novamente. – Você está com muita abstinência sexual. – ele disse suplemente, fazendo pouco caso em seguida. – Deveria resolver isso.

— Então transe comigo, pode ser aqui mesmo, ninguém ousará nem olhar por mais de três segundos. – disse Esdeath com um sorriso enorme nos lábios com a idéia. – Que tal? – ela o instigou, apertando ele ainda mais contra seus seios.

— Talvez outra hora. – ele tentou se afastar, mas ela o segurou com força. – O que foi? – ela baixou sua cabeça, até encostar sua testa na sua, como uma mãe, mas essa mão desejava ardentemente possuir o filho de uma maneira bem errada.

— Se um dia você me ver na banheira, completamente nua, o que você faria? – ela perguntou, sorrindo levemente, alisando seus cabelos carinhosamente. – Imagino que assim, você não resistiria.

— Então eu transaria com você por luxúria, não por amor. – respondeu o loiro simplesmente, ignorando a leve decepção no rosto dela, então ele suspirou, talvez ele tenha falado algo, ele resolveu rever seus ensaios. – Mas... – ela que tinha baixo sua cabeça um pouco a ergueu de novo. – Mesmo com seus ciúmes, você está se tornando uma pessoa melhor, então talvez... Não seria apenas por luxúria.

— Bem dito. – ela lhe deu um tapa na sua bunda. – Agora vá se preparar tome um banho, irei esperar você e os outros estarem prontos e então iremos ir direto para Bolic. – virou suas costas e saiu de sua visão.

‘’ Uma boa improvisação, eu diria? ‘’ – pensou Naruto olhando as costas dela. ‘’ O que você achou disso, Kurama? ‘’ – perguntou em pensamento para sua única amiga nesse maldito lugar.

‘’ Acredito que você deveria fazer teatro, ou algum filme. ‘’ – ela lhe respondeu sorrindo dentro de sua cela. ‘’ Ela é facilmente maleável se você usar as palavras certas. ‘’

‘’ Totalmente de acordo, minha companheira. ‘’ – pensou se dirigindo para o quarto que ele divide com Esdeath, respectivamente o quarto da Generala azul do Império. Ele ignorou a mesura das duas servas que limpavam o corredor, e como de praxe, largou suas roupas no chão liso do quarto, jogando para todos os lados e ignorando o olhar das servas, que ele sabia que estavam olhando para ele. ‘’ Sorte de vocês que Esdeath não sabe disso, senão ela atocharia um poste em seus rabos. ’’

Ele apenas se molhou e se ensaboou como sempre, ele tinha que cortar seus cabelos logo, sua franja estava grande demais quando seus cabelos não estavam arrepiados, ele passou seus dedos no seu pescoço, Stylish havia arrumado as duas feridas das presas de Ishiki, mas ele ainda sentia uma leve ausência de carne na região, e conseqüentemente, ele passou noites a finco com os dentes de Esdeath em seu pescoço, ela dizia que tinha que marcá-lo de novo.

Quando ele saiu do banheiro com seus cabelos pingando em água e uma toalha envolta de sua cintura, ele não ficou surpreso quando viu criadas com suas cabeças baixas e roupas escuras novas para ele, ele largou a sua cintura, jurou ter visto um movimento rápido da cabeça de uma das servas, ignorou e se vestiu na frente das duas ela não ergueram sua cabeça de novo.

Sábia escolha, pois uma mulher azul teria as matado sem se importar de derramar sangue em seu quarto, Esdeath estavam com os olhos desejosos, seu parceiro era uma verdadeira, tentação segundo sua opinião. Ela bateu algumas leves palmas com um sorriso saudoso em seu rosto. – Excelente corpo. – ela se aproximou dele e ajudou ele a vestir sua camisa, ajeitando sua gola, como apenas uma mulher poderia arrumar. – É uma pena para todas as putas da cidade que este tem minha marca.

Ele agradeceu pela ajuda com sua gola. – Obtendo ciúmes nós estamos? – ele perguntou para ela, olhando nos seus olhos, a essa altura as serventes já haviam se retirado, sábia decisão.

— Eu sempre tive ciúmes de você. – ela respondeu simplesmente. – Eu, antigamente nunca me preocupei com perca de algo além de batalhas, mas se eu te perder para outra, provavelmente eu quebraria, eu enlouqueceria e ficaria psicótica.

Naruto deu uma risada leve. – Você já tem essas características. – ele brincou com a ponta dos cabelos dela, aproveito o gesto muito bem. – Você pode me perder para a morte, um dia. – ele fechou seus olhos, saboreando a idéia de morrer um dia, velho, com um legado na terra.

— Você só irá morrer depois de passarem pelo meu corpo despedaçado. – ela lhe abraçou com força. – Eu te amo... – ela lhe sussurrou nos ouvidos, querendo o calor de seu corpo, Naruto simplesmente a abraçou forte, o que era um eu te amo vindo dele. – Agora temos que ir atrás dos seus companheiros, possivelmente irá ter ataque da Night Raid, o que tornará a noite não totalmente tediosa.

— Soube que Bolic tem mulheres e drogas, ninguém ficará tedioso com o que ele tem. – disse Naruto com certo desgosto ao imaginar mulheres jovens servidas como putas em seu colo. – Ele é um lixo de ser humano.

Esdeath achou graça. – E o que te torna melhor do que ele? Você apenas não usa prostitutas e drogas, de resto, pode-se dizer que você é até mesmo pior do que ele. – ela desfez o abraço e colocou as mãos sobre o pescoço dele, ela parecia fora de si por um segundo, depois seus olhos voltaram ao mesmo brilho e ela o soltou. – Vamos indo. – e se virou abrindo as portas; Já estavam sendo esperados no corredor do quarto dela.

‘’ Ela já está ficando quebrada. ‘’ – pensou Naruto com descaso. ‘’ Talvez for até o exército não seja uma idéia tão insana quanto eu pensei inicialmente, me pergunto se Daidara irá à missão também... Provavelmente sim. ‘’

Parece que só iriam poucas pessoas dessa vez, o restante ficaria na Capital Imperial sobre o comandando temporário de Budo, dessa vez Kurome e Wave iriam com eles, e como Naruto pensou Daidara também iria. Juntamente com Esdeath, obviamente.

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— Que satisfação em vê-la, Esdeath-shogun. – disse Bolic, exibindo um sorriso nada agradável aos olhos, rodeado de no mínimo depravadas que abrem seus rabos por moedas de prata sobre seu colo e encostadas em seu trono. – Espero que tenha gostado de sua primeira impressão de Kyoroch.

Ela apenas deu um balançar de ombros, fazendo pouco caso. – Não é nada mais do que eu esperava que fosse. – ela olhou ao redor, ignorando os olhos dos poucos homens sobre seu decote. – Nós fomos enviados aqui para protegê-lo, mas isso é pura formalidade, você já sabe disso.

— Com você aqui, me sinto totalmente protegido. – respondeu Bolic, novamente exibindo um sorriso torto, ele parecia nãos se importar de mostrar como as mulheres eram tratadas ali. – Como podem ver. – ele apontou ao redor. – Podem se divertir bastante aqui, tem tudo o que podem querer e até coisas desconhecidas, sintam-se livres para usá-las da maneira que quiserem.

— Não estou interessada em homens ou drogas Bolic. – disse Esdeath seca, ela olhou para trás e olhou para suas bestas e seus Jeagers. – Entretanto eu não irei me opor se algum deles tiver negócios aqui. – o único que demonstrou interesse em algo foi Daidara, mas era pela comida.

— Daidara. – ela o chamou, o loiro alto a olhou. – Você pode comer tudo o que quiser, e também pode satisfazer seus desejos sexuais, se assim quiserem. – ela olhou para os outros. – Não se sintam envergonhados.

— Exatamente, muito bem dito. – disse Bolic, sem ser chamado. – Podem aproveitar a noite sobre minhas propriedades. – ele olhou para todos e cada um indo em direção a mesas cheias de comida, a viagem havia sido longa, Kurome não estava se sentindo tão bem, então Wave estava tomando conta dela, enquanto Daidara estraçalhava mesas de carne e frutas.

O único que Bolic notou aversão a qualquer coisa além de Esdeath, foi um loiro com roupas escuras e vermelhas, os olhos dele também eram azuis como os de Esdeath. – Ei, você. – ele chamou o loiro, este apenas ergueu sua cabeça e desviou os olhos do chão que antes ele olhava. – Você não está satisfeito com as mulheres daqui? – ele perguntou.

— Não tenho interesse nelas. – respondeu Naruto secamente. – E peço para que você mande a porra dos seus lacaios descerem de onde estão, parece que tem dois que gostaram de me encarar.

Esdeath apenas riu orgulhosa, como o esperado, não era nada mais do que ela já sabia sobre ele. As bestas mortas o treinaram muito bem. Todos ali viram quatro seres se colocarem perto de Bolic. Um homem muito musculoso, mais que Daidara e Bols, com certeza, uma garota loira, talvez da mesma idade que Naruto, e uma morena, com o cabelo amarrado escuro, trajando roupas estranhas e um protetor de mama negro no sei direito, e outro possuía um cabelo exótico, um lilás claro.

— Como esperado dos próximos a Esdeath, você os percebeu meu jovem. – disse Bolic alegremente. – Permita-me apresentar os quatro demônios Rakshasa, a melhor força que eu tenho disponível, doada pelo próprio primeiro ministro a mim, seu fiel amigo. – ele deu uma risada de escárnio que causou repulsa aos Jeagers, exceto Daidara que estava comendo avidamente. – Estes são Sten, Men, Suzuka, e Ibara, meus demônios pessoais.

— Hm. – resmungou Esdeath. – Impressionante, mas se você tinha tanto poder em suas mãos, por que você iria precisar do meu? – ela perguntou simplesmente, olhando os demônios, seus Jeagers podiam cuidar muito bem deles.

— Vejo em seus olhos que você subestima o poder deles. – disse Bolic dando um clipes nos dedos, fazendo o nomeado Ibara e reaparecer atrás de Naruto, colocando sua mão em seu pescoço.

— Pode não parecer a minha vista, mas nós derrotamos almofadinhas de Teigu como você com nossas próprias mãos. – disse Ibara lambendo os lábios. – Somos incríveis não é?

— É melhor você não subestimá-lo, Ibara. – comentou casualmente a Generala, cruzando os braços, talvez ela visse uma pequena força dele ali. – Você pode estar apontando os braços para o vazio.

— Hm? Do que está falando? Ele está bem em minha... – quando Ibara direcionou os olhos para onde o loiro estava ele já havia sumido, ele nem sentiu a perda de toque na sua mão, foi tão rápido. E ele só teve que contorcer um grito de dor quando ele sentiu uma espada atravessar seu peito, deixando ela à vista na frente de seu corpo, seu próprio sangue em seu fio, e o loiro estava atrás dele.

— Espero que não haja ressentimentos, Bolic. – disse Esdeath sarcástica, arrumando seu chapéu para cima. – Foi apenas uma demonstração de diferenças de forças, vocês são mais fracos do que nós, por isso irão perder.

Bolic fez uma leve carranca, mas ele sabia muito bem como fazer uma ótima atuação. – É claro que não, dizem que lutas amigáveis realçam a confiança. – ele tentou sorrir forcadamente.

— Tenho certeza que sim. – disse Esdeath. – Agora nos consiga um quarto, Naruto, você ficará no primeiro turno protegendo Bolic, os demônios obviamente não vão estar aqui...

— Mostre-os onde dormir, depois disso já sabem o que fazer... – disse Bolic movendo suas mãos, Ibara como tinha controle do seu corpo não deu muita importância para o ferimento, ele se importou mais de como foi ferido, quando os quatro demônios passaram pelo loiro, eles instintivamente ficaram de guarda, olhando para seus movimentos. – Por favor, me siga. – disse se desfazendo do aperto das mulheres em seu trono. – Irei te deixar ficar junto comigo, para minha total segurança, é para isso que veio não é? Mas você não irá se importar, se eu resolver levar umas companhias, não é?

— De forma alguma, contanto que elas não gritem muito o seu nome, e espero que tenha duas camas. – exclamou o loiro guardando sua espada em suas costas, ignorando o chamado das mulheres no trono.

— Não haverá problema algum meu jovem. – disse Bolic abrindo a porta. – Por aqui...

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— Pelo que eu soube, eles tem uma entrada secreta no palácio de Bolic. – disse o homem encostado na árvore, olhos vermelhos eram vistos encarando a lua, comendo um pedaço de carne alegremente. – Não será fácil de passar, tem muitos guardas, e mesmo se conseguissem passar, haveria muito chamariz pra isso, comprometendo o assassinato.

— Entendido, obrigado por suas informações. – Akame ouviu um singelo ‘’ crack ‘’ doentio de um osso se partindo, olhando para trás ela arregala seus olhos. Cabelos roxos ela conseguiu ver, ela reconhecia aquele homem. – Ibara...

O mencionado apareceu jogando a cabeça do homem morto em sua direção, os olhos dela ficaram mais frios com isso. – Fico feliz que se lembre de mim. – ele lambeu os lábios. – Eu senti sua falta, e eu sempre quis conversar com você. Você sabe... Não podíamos conversar, que hora melhor para isso do que agora mesmo?

— Eu pensei que minha luta contra os quatro demônios seria para assassinar o ministro. – ela puxou sua espada. – É melhor estar preparada.

Ibara repulsou seu rosto, evitando olhar para a espada. – Guarde essa espada sinistra. – entrou em posição. – Por você ter tirado ela e apontado-a pra mim, merece alguns tapinhas na bunda. – ele lambeu os lábios de novo. – Se você morrer lentamente posso me apaixonar por você.

Akame rangeu os dentes. – Homuro. – partiu em linha reta como uma bala, sua espada pronta há muito tempo.

— Apenas tente. – disse Ibara, fazendo com que seus dedos esticassem e ficassem extremamente afiados, Akame apenas parou de correr um pouco, e saltou em um giro, ficando de cabeça para baixo de onde Ibara estava esste apenas conseguiu ver a esquiva dela de seu golpe, levemente impressionado.

Quando Akame posou, ela avançou pronta para cortá-lo no meio, mas de uma forma incrível, ele deixou sua barriga incrivelmente fina e seu tórax se expandiu, foi uma esquiva muito bem executada. – Não esperava por essa, não é Akame-chan? – disse Ibara com a voz em escárnio.

Os olhos da Akame se estreitaram ainda mais quando ela viu pequenos pontos escuros em sua barriga, seus instintos a obrigaram a pular para longe, bem a tempo de evitar uma saraivada de linhas pontiagudas que saíram de todo o corpo de Ibara, como linhas finas e resistentes. Ele logo as trouxe de volta para dentro do corpo sem maiores problemas.

— Impressionante né? – disse Ibari se movendo estranhamente. – Nós passamos pelo inferno para ter uma mobilidade do corpo assim, podemos fazer um de nossos olhos virarem uma arma, afinal nos comíamos carne de Kraken todos os dias, era uma sorte ele viver atrás das montanhas perto de nosso palácio.

— Você fala demais Ibari. – disse Akame friamente. Seus olhos novamente se estreitaram ambos os braços de Ibari se esticaram a um limite muito fora do comum. Ela teve que se defender de vários socos fortes, ela sentiu uma parte de sua blusa e de sua saia rasgar com a passagem rápida dos braços que pareciam muito similares a lâminas. Mas ela tinha um plano, ela fingiu esticar a espada para efetuar um golpe reto em seu tórax, mas obviamente Ibari segurou a espada na lateral, evitando seu fio e a puxando para sua mão.

— Teigu confiscada. – disse ele sorrindo alegremente. Os olhos de Akame não estavam surpresos pela perda da arma, pareciam levemente felizes, mostrando um sorriso de canto. Logo a lâmina na sua mão começou a emitir um brilho escuro. Algo bem sinistro.

Akame se aproveitou disso com um salto, deixando suas pernas e coxas atrás da cabeça de Ibari, flexionando os joelhos para o lado, ela girou seu corpo com brutalidade, um som de osso quebrado foi ouvido. Ela pegou sua arma e saltou, ela sabia que Ibari não morreria com isso.

— Sua maldita... Seu plano era que eu confiscasse sua arma propositalmente. – ele disse com a cabeça virada para trás, logo a colocou de volta no lugar com um crack de ossos insano.

Akame estava inexpressiva quanto a sua raiva. – Você chamou a Murasame de sinistra, notei que não eram compatíveis, apenas me aproveitei disso. – ela apontou sua espada para ele. – Você perdeu saia e não terá que morrer hoje.

— Como se eu fosse te ouvir. – disse Ibara avançando com as unhas prontas para fatiá-la.

— Você nunca aprende, não é? – ela disse levemente triste, reaparecendo atrás dele, em um segundo depois uma pequena explosão de sangue foi ouvida, e os membros de Ibara foram cortados separadamente.

— Esta espada amaldiçoada não gosta de você. – disse ela de costas para o resto de Ibara, logo ela se voltou para ele, olhando com o canto dos olhos. – Sinta-se livre para morrer sem um mestre.

— Que mulher perigosa você é... – disse Ibara com um sorriso triste dessa vez. – Eu poderia me apaixonar por você.

— Deixe para a próxima vida. – respondeu automaticamente.

— Imaginei que isso. – ele tentou rir, mas já estava indo dessa pra melhor. – Os chamados Jeagers estão aqui também, considere um presente por ter me derrotado, Akame-chan. – e fechou seus olhos, não antes de olhar para a saia de Akame e lamber seus lábios uma última vez.

— Os demônios e os Jeagers. – disse Akame olhando pra lua. – Espero que vocês estejam bem, pessoal.

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Chelsea já estava transformada há muito tempo, ela teve que esconder nas sombras, quando ela viu a passagem de um homem forte e uma loira sobre os telhados.

‘’ Eles devem ter achado alguém da Night Raid, eles deviam ter ficado no esconderijo. ‘’ – ela pensou, ela já ouvia onde era a entrada, era perto de um beco muito pobre, a intenção era ser discreto, mas com tantos guardas era óbvio demais, e ela estava vestida como uma cortesia de um que ela havia matado para conseguir usar seu rosto para infiltração.

Foi incrivelmente fácil a forma de como ela passou pelos quinze guardas do beco escuro, apenas barrada pelos dois últimos guardas com lanças.

— Parada ai... – um deles disse entre risos. – Pode passar agora, só queria dizer isso. – ele riu e abriu espaço.

‘’ Homens, inúteis até a morte. ‘’ – pensou Chelsea rindo no lado de fora, fechou à porta atrás de si, ela viu as mesas, apenas restos de carnes, e algumas mulheres esparramadas com drogas, ela atém mesma foi chamada para se deitar com uma. ‘’ Me esqueci que estou aqui como homem. ‘’ ela começou a andar até uma porta ao lado do trono onde com certeza Bolic passava bom tempo de sua vida.

Chelsea abriu a porta, havia apenas um corredor, muito bem detalhado, assim que ela deu mais alguns passos, ela conseguiu ver uma única porta no final do corredor, que estava com uma fresta aberta. ‘’ Deve ter mulheres, é melhor eu entrar como uma. ‘’ e se transformo em uma das várias louras que ela viu.

Quando ela viu sobre a leve abertura, ela conseguiu ver um Bolic apenas de cueca deitado em uma cama vermelha com pelo menos cinco mulheres nuas.

‘’ Infiltração completa. ‘’ – ela pensou enquanto rebolava entrando pela porta, Bolic estava dormindo. Mas quando ela passou completamente pela porta, ela viu um rapaz loiro com roupas escuras usando uma espada nas costas. ‘’ Devo persuadi-lo e depois matar Bolic, nada complicado. ‘’

Chelsea com sua aparência falsa rebolou seus quadris forçadamente para o loiro ali, mas parecia que não havia funcionado muito bem, Naruto estava sentado em uma cadeira, escorado na parede.

— Você deve matá-lo rápido. – disse Naruto apressadamente. – Você não engana ninguém com essa aparência. – ele disse com descaso. Chelsea se sentiu nervosa primeira por que foi descoberta facilmente, e segundo porque o possível guarda-costas do alvo estava entregando o próprio protegido. Então ela se transformou em sua aparência normal, uma pequena fumaça veio tão rápido quanto se dissipou.

— Você poderia me matar, por que não o faz? – perguntou ela séria, sabia que não tinha chances de escapar agora que já foi descoberta. – Já sei, quer que eu faça alguma coisa pra escapar livre, francamente.

— Não quero nada de você. – disse Naruto automaticamente, para o descaso dela. – Se você não o matar, eu irei e colocarei a culpa em você.

— Você está o protegendo, por que está o deixando morrer? – perguntou Chelsea, puxando um dardo com veneno.

— Ele não é importante no mundo. – disse Naruto baixando levemente sua cabeça. – Brincando de Deus sobre a vida de tantas pessoas, vendendo-as, drogando-as, fazendo o que pode, apenas pelo ministro o dar poder para isso, se você o matar, muitas pessoas saíram livres daqui.

— Mas você é do Império, você é hipócrita não é cara? – perguntou Chelsea, levemente surpresa.

— Você não sabe de nada a meu respeito. – disse fracamente, Chelsea notou a mudança bem visível de sua personalidade, os olhos dele ficaram pesados, como se estivessem tristes. – Eu não sou do Império com meu coração por vontade própria.

— Você é o companheiro de Esdeath... – murmurou Chelsea. – Muitas pessoas sabem que ela colocou seus entes queridos em risco para te levar com ela, quase sinto pena de você.

— Imaginei que muitos já soubessem. – disse o loiro, olhando para Bolic. – Ele já se divertiu com mulheres uma última vez, pode matá-lo sem se preocupar com suas frustrações como homem.

— E você não se divertiu com algumas? – ela perguntou curiosa.

— Não quero me divertir com a vida de ninguém. – respondeu fazendo pouco caso. – Mate-o logo, e desapareça daqui mulher. – disse ele se colocando de pé. – Logo alguém ira trocar de turno comigo, e duvido que este te deixará viver.

— Que ingênuo, como se eu fosse morrer facilmente. – ela disse orgulhosamente. – Posso me transformar em uma mulher, não irei morrer.

Ela perdeu de vista o loiro, e só foi o achar quando ele estava com um dos braços em sua cintura e a espada dele, sua ponta quase encostando em seu pescoço, seus corpos estavam colados, ele podia tê-la matado agora, mas os olhos dele... Ele parecia quebrado.

— Você pode morrer quando eu quiser que você morra. – disse Naruto não olhando para ela diretamente, parecia olhar para ela, mas para um ponto vazio mesmo assim, como se não quisesse estar ali. – Mas matá-la não trará minha vida de volta, é apenas um desperdício. – e soltou seu braço dela e afastou sua lâmina, a guardando de novo, não olhando para ela novamente e se sentando na cadeira.

Chelsea não sabia como reagir, de todos os guarda-costas que ela havia visto, esse parecia ser o mais interessante, mas ela tinha uma missão a cumprir, mas ele tinha um olhar diferente, todos os outros homens, possuíam um olhar desejoso, luxuoso, até mesmo antipático, mas os olhos dele não possuíam nada, mas possuíam tudo, era como um céu de nuvens vazias.

Ela se aproximou de Bolic e cravou o dardo em seu pescoço. Ele ainda abriu seus olhos e tentou gritar, mas a neurotoxina já havia feito seu trabalho, ele apenas conseguiu ver as mãos da garota escarlate fechar seus olhos com as mãos, nem ao menos um último suspiro lhe foi dado.

— Você matou um dos companheiros dos Night Raid. – disse Chelsea, não fazendo menção de que iria embora depois de matá-lo. – Por quê?

— Você deveria estar mais preocupada em fugir do que me perguntar coisas do passado. – disse Naruto olhando para o chão. – Lutas devem estar acontecendo contra os quatro demônios, você deveria estar com eles, e não com seu inimigo.

— Você não me parece como um inimigo agora. – respondeu ela simplesmente, mordendo um pirulito alegremente, se aproximando dele e ficando em sua frente.

— Eu posso ser se você desejar. – respondeu Naruto secamente. – É só falar que deseja morrer, posso atuar muito bem e fazer qualquer um acreditar no que eu quiser que acreditem.

— Humm... – ela fingiu pensar, dando-lhe um sorriso de canto. – Atuações geralmente são falsas das pessoas, você deve estar atuando há muito tempo, isso é triste. – ela colocou suas mãos na cintura. – É tão visível que você não quer servir o exército, até a porra de um cachorro pode ver o sentimento de negligência em seus olhos.

— Não quero lições de moral. – respondeu Naruto, erguendo os olhos e olhando-a nos olhos, ela recuou um passo com a intensidade do olhar, era um olhar obstinado, algo forte. – Vá embora de uma vez.

— E se eu não for... – ela provocou, ignorando a carranca raivosa do loiro. – Vai fazer o que? Matar-me? Bater-me? Estuprar-me? Não, você não parece ser esse tipo de homem que age por impulso levando o sentimento próprio acima dos demais. – ela lambeu seu pirulito calmamente, novamente ignorando a expressão raivosa dele.

— Você gosta de falar, não é? – ele riu um pouco, talvez sinceramente. Chelsea não teve nada contra ouvir seu riso ao invés de sua voz triste e sem emoção. – Se você for agora irei me lembrar de você como uma palhaça.

— Eu deveria me sentir feliz? – ela perguntou um pouco ofendida pela forma de lembrança.

— Sim. – respondeu ele inesperadamente. – Eu não me lembraria de você no outro dia.

— Nesse caso, obrigada. – ela moveu os braços atrás das costas. – A proposta do estupro ainda está de pé.

— Vá tomar seus remédios, bosta. – Naruto mostrou uma expressão levemente envergonhada, um coro entre seus riscos, Chelsea em poucos minutos descobriu que ele era um homem interessante de se ver as reações, ás vezes agia com frieza, mas ás vezes era inocente demais. Ela gostou de provocá-lo.

— Hora... – ela pensou em algo interessante. – Não me diga que você é... Virgem? – ela pareceu ter acertado, pois ele virou os olhos levemente, seus olhos estavam expressando alguma coisa além do vazio, pareceu que ela conseguiu levar alguma reação dele. – Acertei então...

— Eu não me preocupo com isso. – respondeu Naruto emburrado, esquecendo por um segundo várias coisas. – Não tenho tempo para namorar.

— Não tem tempo ou ninguém nunca te quis? – ela o provocou novamente, ele abriu a boca para reclamar, mas ela estava certa de toda forma. – Você é um cara interessante, sabia?

— Era tudo que eu queria ouvir essa noite. – ele ironizou, tentando fechar seus olhos. – Vá logo.

— Perdi a conta de quantas vezes você disse isso hoje. – ela novamente não parecia ter vontade de sair dali. – Para alguém que matou Tatsumi, você não parece muito cruel quanto eu imaginei que você seria.

— Desde quando você pôde imaginar algo de mim? – ele perguntou sarcasticamente.

— Akame e Bulat contaram para mim que você os deixou escapar, mas você matou Tatsumi. – ela pareceu pensar. – Você deve ter matado Tatsumi por meios de sobrevivência...

Naruto soltou outra risada. – Você é pior que Seryu, mulher louca. – Chelsea prestou muita atenção em seus dentes, perfeitamente alinhados, um perfeito sorriso de raposa.

— Você fica bem sorrindo, deveria sorrir mais. – ela comentou simplesmente. – Apenas um conselho.

— Quando você vai ir embora mesmo? – Naruto perguntou novamente, perdeu suas contas já.

— Eu não sei, eu não sei por que eu ainda não fui, estou curiosa sobre você? Interessada talvez? Ou talvez eu só queira saber o porquê de você não ter me matado, tem algum código de conduta de apenas matar homens. – Naruto olhou para ela com uma cara confusa. – Bulat é gay. – tudo fez sentido para ele.

— Eu não mato sem motivos. – foi sua única resposta. – Ainda está aqui? – ele perguntou de novo. – Quantas vezes eu terei que te mandar embora?

— Não estou com vontade de ir embora. – ela respondeu sem pensar, agora era a vez dela de adquirir uma coloração vermelha nas bochechas, ela apenas ganhou um olhar confuso do loiro, lerdo. – O que posso fazer para te retribuir o favor de não ter me matado?

— Não há nada a ser feito. – ele respondeu. – Vai de uma vez, caralho!

— Eu tenho um, quer ver? – ela fez menção de levantar sua saia. – Estou brincando, mas tem que haver alguma coisa.

Naruto ficou em silêncio, até dar um suspiro levemente ansioso, ela não entendeu muito bem, até ele retirar uma pequena foto de seu bolso, Chelsea o encarou confusa, mas aceitou a foto estendida, mas seus olhos se arregalaram, e ela caiu no chão, Naruto ficou com surpreso com isso, mas os olhos dela estavam menores do que clica.

— Você é filho da Kushina-san... – ela disse depois de um tempo, os olhos de Naruto se arregalaram, este era o nome de sua mãe. – Ela disse que seu filho havia morrido junto com seu marido... – ela colocou as mãos em seu rosto. – Ela sempre me fala de você, você é o filho dela, Naruto Uzumaki...

Naruto lhe deu um sorriso triste, mas um pouco feliz, ele estendeu sua mão, e ela o pegou. – Então ela está viva... – ele sentiu seus olhos ficarem úmidos, uma pequena lágrima caiu, sua máscara de indiferença sustentada por todo o tempo que esteve no império caiu. Mas dois dedos frios a limparam, ele ficou surpreso ao ver Chelsea ser a pessoa que fez isso.

— Eu vou te levar até ela. – ela pegou em sua mão e correu para janela, mas Naruto a parou. – O quê foi?

— Eu não posso ir sem mais nem menos, se eu sumir Esdeath irá sumir com tudo o que eu tenho minha vila, meus amigos! – disse Naruto para a outra.

— Escreva uma carta dizendo que você estará infiltrado no Exercito revolucionário para dar um ataque certeiro nos comandantes para medidas táticas. – ela deu-lhe a solução automaticamente, e tirou de algum lugar, um papel e uma caneta. – Agora podemos ir até sua mãe, ela sempre me contou de você, até mesmo suas lágrimas parecem ser iguais, ela ficará tão feliz de te ver.

Naruto que estava escrevendo sua carta sobre uma pequena mesa com vinhos parou nessa hora. – Eu estou do lado errado... – ele sussurrou forte. – Ela ficará desapontada comigo... – ele disse baixo.

— Claro que não irá. – disse ela alegremente. – Kushina é uma mulher que até mesmo eu admiro, uma pessoa como ela irá te aceitar prontamente, com um abraço apertado, e muitas lágrimas. – ela pegou em sua mão e saltou pela janela, arrastando ele junto. – Faz tempo que eu não vejo Kushina-san chorar, vai ser divertido.

— Você não regula bem não é? – disse o loiro sendo segurado por ela na rua. – Ajudando um homem do império.

— Eu poderia me preocupar mais se você fosse um ladrão. – ela respondeu-lhe alegremente. – Agora vamos indo sim? – ela lhe deu um sorriso e correu com ele nas ruas escuras.

‘’ Acho que eu posso deixar de atuar um pouco... Sim, talvez por pelo menos um dia irei baixar minha máscara e fechar as cortinas, eu não vou precisar de nenhum aplauso essa noite. ‘’

Notas finais
COMENTEM VIU? VALEU!