Obsessão
4 Capítulo 4
4º CAPÍTULO
CONTINUAÇÃO DA CENA 5
Rita: Eu vou matar aquela empregada medíocre!
Ronaldo: Se for desse jeito, você não terá mais o meu apoio, Rita.
Rita: Ronaldo, como pode fazer isso comigo, depois de tudo o que fiz por você?
Ronaldo: Você não fez nada, eu que fiz tudo. Te dei as ideias, te dei suporte jurídico. Pode esquecer tudo.
Rita: Você não seria capaz...
Ronaldo: Seria, pode ter certeza de que seria.
Rita: Não me considere mais sua amiga.
Ronaldo: A partir de agora não considero mais. Você só pensou em você, nem me recompensar você estava pensando, não é?
Rita: E você só pensa no dinheiro?
Ronaldo: (ironicamente) Olha quem está falando... Você pode falar muito de mim, Rita. Pensando em assassinar pessoas por dinheiro.
Rita: Não tenho medo de lutar por meus objetivos.
Ronaldo: (irritado) Pois então vá lutar por eles fora daqui do meu escritório!
Rita: Você vai se arrepender por isso, Ronaldo.
Ronaldo: Fora do meu escritório!
FIM DA CENA 5
CENA 6
Personagens da cena: Rita, Isabella, Maria, Marcelo e Ronaldo.
Local: Quarto de Isabella.
Isabella está sentada na cama, quando Rita entra com uma sacola na mão.
Isabella: (corre e pula nos braços de Rita) Oi, mami!!
Rita: Oi minha filha. (se solta dos braços de Isabella) Temos um assunto sério a falar.
Isabella: Eu imagino o que seja, mami.
Rita: Sobre sua herança.
Isabella: Eu esperava.
Rita: Eu fui buscar sua herança no banco, porque como você sabe...
Isabella: Sim, mãe, meu aniversário é daqui a duas semanas.
Rita: Não. Porque você foi encontrada morta.
Isabella: Alô! Mãe, eu to viva na sua frente, como que eu posso ter morrido?
Rita: Venha aqui na sacada por um instante.
Isabella acompanha a mãe até a sacada.
Rita: Você foi encontrada morta ali; morte gerada pela queda da sacada do seu quarto.
Isabella: Como que eu vou ser tonta a ponto de cair dessa sacada, mami?
Rita: Muito simples, minha filha... Assim... (segura a filha pelo braço e a empurra para que caia de cabeça da sacada)
Rita ofega por uns instantes, até que Maria entra no quarto.
Maria: Eu ouvi a Isabella gritando, o que aconteceu?
Rita senta no chão, pensativa, enquanto Maria olha pela sacada, e volta horrorizada.
Maria: Dona Rita, o que a Senhora fez...?
Rita: (falando baixo e de cabeça baixa) O que tinha que ser feito.
Maria: Você não foi capaz de matar sua própria filha, foi?
Rita: (ainda falando baixo, e de cabeça baixa) Fiz o que fiz, e não me arrependo de nada.
Maria: (quase chorando) Você não tem coração, você só pensa em si mesma, você não tem escrúpulos, você não...
Rita: (se levanta, irritada, e saca uma arma do bolso da calça) CALA A BOCA! CALA A BOCA, SUA EMPREGADA MEDÍOCRE! Você queria se dar bem às minhas custas, e como eu havia dito, você acabou levando a pior, Maria.
Maria: Calma, Dona Rita. Eu não vou entregar a Senhora pra polícia.
Rita: Quem me garante que não vai?
Maria: Dou minha palavra que não.
Rita: (com a arma em punho, tremendo) Sua palavra agora de nada vale!
Ronaldo entra ao mesmo tempo em que 5 disparos são efetuados.
Ronaldo: Não adianta... (olha perplexo Maria cair no chão lentamente)
Rita: Parado aí, Ronaldo. O que pensa que está fazendo?
Ronaldo: Não, você fez?!
Rita: Não adianta, eu já tenho o dinheiro.
Ronaldo: Mas você fez?
Rita: (nervosa) Fiz sim, e fiz bem feito!
Ronaldo: Depois de tudo o que eu disse?
Rita: Fiz. Depois de tudo!
Ronaldo: Nem tudo na vida se resume a dinheiro, Rita, tente entender.
Rita acerta 2 tiros em Ronaldo.
Ronaldo cai no chão, com a respiração ofegante.
Ronaldo: A polícia está vindo, Rita. Não tem escapatória!
Rita: Durma com os anjos. (atira, e troca o cartucho)
Marcelo entra assustado.
Marcelo: Dona Rita, o que aconteceu? Eu vi Isabella caída lá embaixo e escutei tiros.
Rita: (apontando a arma para Marcelo) Você, seu motorista retardado, por mais que seja um pobretão, foi de grande ajuda para mim nesse plano todo.
Marcelo: Calma, Rita. Vamos com calma
Rita: Você vai falar pra polícia que eu tive a ver com tudo isso.
Marcelo: Não vou, não vou.
Rita: (tremendo e irritada) Vai sim, eu sei que vai.
Marcelo: O que eu posso fazer pra garantir que você não falará?
Rita: Eu sei que você não vai se matar, então, acho que terei que fazer isso eu mesma...
Marcelo: Espera! E os bons momentos juntos?
Rita: Tudo desde o início era um plano. Desde você, ao Marco Antônio...
Marcelo: Você não me amava, era tudo uma fraude...
Rita: (com as arma nas mãos, que tremem) Você foi só uma peça nesse imenso jogo de xadrez que demorou 20 anos pra dar o xeque-mate.
Marcelo: Tudo bem, então... Era tudo sobre você... Nada envolvendo os outros...
Rita: Sim, era tudo eu, tudo em volta de mim... Nada para os outros
Marcelo: E você se ente bem com isso?
Rita: Sim, mas a adrenalina me sobe nesse instante.
Marcelo: E isso te faz bem?
Rita: Sim, me faz muito bem.
Marcelo: Então eu não falarei mais nada, irei embora (vira-se de costas)
Rita acerta-lhe 6 tiros, e Marcelo cai com dificuldade
Rita: (dando uma gargalhada) Todos esses idiotas, peças de xadrez que se sacrificaram pelo rei que havia há muito tempo sido morto, e eles mesmo assim o protegiam. Por mais que o rei estivesse morto, o jogo ainda não tinha acabado. Bando de trouxas! Encontro com eles no Inferno! (sai rindo)
FIM DA CENA 6
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