Obsesso

45 44. Sentença de morte


Notas iniciais
Ainda não consegui responder a todos os comentários do lemon =( Desculpa, gente. Mas juro que vou responder a todo mundo, ok? Vocês são demais, sério mesmo! *_* ~~enjoy

Sasuke parou no batente da porta e observou o loiro. Ele dormia agarrado ao travesseiro, babando neste. Sorriu internamente, mas não demonstrou expressão alguma. Naruto era… interessante. Haviam dormido em quartos separados na noite anterior, portanto não acordara com o cabelo loiro em seu rosto. Fora estranhamente decepcionante.

Pegou a almofada que estava sobre o sofá e jogou sobre ele. O homem remexeu-se, mas não acordou. Com um sorriso sádico, Sasuke ligou a televisão e colocou no último volume.

— Então…você me ama?!

A mulher gritando fez com que Naruto caísse da cama. Sasuke sorriu satisfeito, e o Uzumaki olhou confuso ao redor.

— Isso mesmo. Desculpa, mas não posso mais controlar essa paixão.

— Que porra é essa?!

Naruto caíra com a bunda no chão, e ela doía pra caramba, porque Sasuke fora bem selvagem no dia anterior. Não que Naruto estivesse reclamando, porém acordar daquela forma era dolorido e… por que Sasuke estava sem camiseta?! E com aquele olhar safado, e exibindo aquele corpo que Deus lhe dera e…

Naruto sentiu um leve formigamento entre suas pernas.

— Tá tarde, dobe*.

— Dobe é teu cu – reclamou Naruto, acariciando a nádega dolorida.

— Vamos ir embora depois de comermos alguma coisa. Se arrume.

Mas o Uchiha não se moveu um centímetro. Continuou encarando Naruto, que estava só de boxer vermelha, com aquele olhar predador, daquele jeito que só Sasuke conseguia olhar. O Uzumaki engoliu em seco; o formigamento aumentava.

“Esse cara é mesmo o diabo. Como pode me excitar só com um olhar?!”

— Não acho que você queira que eu me arrume.

O sorriso quase sádico nos lábios de Sasuke provava ao Uzumaki que ele estava certo. O moreno não queria, de forma alguma, que Naruto se arrumasse. Queria-o, na verdade, bem desarrumado. Queria-o com os cabelos bagunçados, com os lábios inchados e completamente livre daquela cueca. Queria-o, apenas.

— E o que eu poderia querer, então?

Barulhos sexuais vieram da televisão. O casal que antes se declarava agora caía sobre uma cama com cobertores cor-de-rosa.

— O que eles estão fazendo.

— Querido, eu te amo tanto.

Sasuke soltou uma risada nasalada, observando Naruto aproximar-se lentamente.

— Uma declaração? – perguntou debochado.

Naruto negou com a cabeça e começou a empurrar Sasuke lentamente até banheiro. A porta ficava ao lado da televisão.

— Sexo.

O Uchiha bateu contra a porta de madeira. Naruto aproximou-se mais, tomando os lábios dele com os seus. Podia se acostumar com aquele beijo. Realmente podia.

— Você tem razão.

Sasuke abriu a porta e empurrou Naruto para dentro. O loiro já removia a boxer com o mais pervertido dos sorrisos. O Uchiha entrou e a porta foi fechada.

–-//--//--//--//--//

Kabuto abriu os olhos devagar. Estava zonzo, faminto. Há quantos dias apodrecia naquele quarto? Não sabia. Seus pulsos estavam algemados ao redor de um tronco de madeira que fora erguido sem um propósito evidente. Era alto demais para que Kabuto pudesse passar seus braços por cima e libertá-los, mas pequeno demais para servir de sustentação.

“Talvez tenha como finalidade a tortura. O tamanho seria apropriado”.

Fora sequestrado na sexta-feira, dia 20 de fevereiro. Precisava manter esses detalhes ativos. Há quanto tempo não ganhava água? Pela desidratação que sentia, diria que entre cinco e seis dias. Acabaria morrendo se não fosse hidratado logo. Fora alimentado uma vez nesse meio tempo, e ganhara uma garrafa de água. Deixaram-no livre para comer, mas Kabuto não conseguiu lutar contra seu agressor. O cano da arma estava sempre encostando em sua nuca. Bebera toda a água e comera todo o alimento em menos de dez minutos; seu estômago ficara embrulhado, mas Kabuto não colocara nada para fora. Não podia se dar ao luxo de vomitar aqueles nutrientes.

“Somando isso, diria que estou preso há, no máximo, nove dias. No mínimo seis. Deus, parece que fazem semanas”.

Seu sequestrador nunca falara com ele, nunca tocara em um fio de seu cabelo e não saíra das sombras por nem mesmo um minuto. Kabuto não fazia a menor ideia de quem ele era.

Seu estômago se retorceu e uma ânsia de vômito absurda contorceu seu corpo. Teria vomitado se ainda tivesse algo em seu estômago para vomitar. Espasmos o sacudiram, reações incontroláveis aos seus músculos atrofiados.

Como médico, ele sabia os danos que aquele cativeiro causara ao seu corpo.

A porta foi aberta novamente. Dessa vez, uma luz foi ligada. Kabuto sentiu a claridade ferir seus olhos. Ficou tonto, zonzo, e teria caído se já não estivesse no chão. Respirou o cheiro de mofo quer já era característico daquele lugar. Olhou para os lados, vendo, pela primeira vez, o lugar em que passara seus últimos dias. Era úmido, desconfortável.

— Olá, Kabuto.

Aquela voz… ele a conhecia.

Tentou sentar. Conseguiu depois de muito esforço. Nagato o observava com o olhar mais sério que o homem já vira. Kabuto tentou sorrir, mas seu rosto estava dormente pelo tempo que passara contra o chão frio.

Nagato pegou uma garrafa d’água e a abriu. Girou o líquido lentamente, para, então, beber o mais longo dos goles. Algumas gotas escorreram por seu queixo e foram seguidas pelos olhos ávidos de Kabuto. Estava com tanta sede…

— Eu acho que você sabe por que está aqui. Eu te deixaria falar, mas acho que sua garganta está seca demais para isso.

Bebeu mais um gole. A água escorreu, os olhos seguiram.

— Sempre soube que você era idiota, mas atacar Konan…

O ruivo deu de ombros. A garrafinha o acompanhava sempre. Caminhou em frente ao homem. Uma mesa que Kabuto sequer imaginara existir estava bem no meio daquela sala enorme.

— Não, não atacar. Usá-la como seu ratinho de laboratório…

Nagato não o olhou com uma raiva absurda, porque, apesar de senti-la, percebera que o grisalho ficaria muito mais assustado se o ruivo deixasse a ironia falar, não a raiva. E era isso que fazia.

— Eu… – mas nada saía.

Kabuto não tinha voz, sua garganta ardia pela falta de água. Seus olhos secos não choravam, porque não havia líquido em seu corpo para que pudesse chorar. Sabia que tampouco suaria, mesmo que corresse. Precisava ser hidratado. Uma garrafa como a de Nagato seria um bom começo.

— Sim, realmente não existem explicações para o que você fez. Não existem palavras para traduzir a sua idiotice. Você realmente achou que eu não te encontraria?

Nagato sorriu, observando Kabuto derrotado daquele jeito. Sentia um prazer absurdo em fazê-lo sofrer. Observar os olhos sedentos implorarem pela água que ele bebia davam-lhe mais prazer do que qualquer vingança contra Sasuke pudesse dar.

— Talvez achasse que aqueles seus guardas te protegeriam, né? Ou Orochimaru. Bom, todos eles estavam bem ocupados com as mortes de Sasori e Deidara. Admito que não queria que os dois morressem, mas foi bom para mim. Você ficou desprotegido.

— Traidor… – sussurrou.

— Bom… admito que liguei para Sasuke e o deixei de sobreaviso. Também admito que modifiquei as miras das armas de Deidara e Sasori, o que provavelmente ajudou Sasuke a não ser atingido novamente, mas não queria que eles morressem. Não que eu me importe muito agora. Esse mundo está tão perdido que eles não perdem muita coisa.

Nagato pegou um enorme sanduíche de uma sacola que Kabuto não notara estar sobre a mesa. O ruivo caminhou até o homem e soltou as algemas que prendiam seus braços. Colocou a garrafa d’água ao lado do corpo moribundo.

— Beba, quero que fale comigo. E lembre-se de que eu estou armado, você não. E de que eu posso quebrar um desses seus braços magros sem qualquer dificuldade.

Kabuto apenas pegou a água, analisando toda a sua situação. Bebê-la sem comer há dias perturbou seu estômago, mas engoliu o vômito. Precisava dela. Bebeu devagar, sem desespero. Precisava se manter racional se não quisesse morrer.

Nagato começou a comer o hambúrguer.

— Por que Konan?

Kabuto não respondeu.

— Entendo, você quer fingir que não estou no controle, não é? Tudo bem. Eu tentei uma tortura leve, mas se você quiser que eu vá para a violência…

O ruivo deu de ombros.

— Mas, sabe, Konan me pediu para não ser violento. Ela não queria trocar memórias de violência por outras memórias de violência. Isso também explica o porquê de você estar tão… ileso. Ela está vindo, então não posso te apresentar ensanguentado ou ela ficará mais abalada do que já está.

O ruivo deu de ombros. Metade do hambúrguer já fora devorado.

— Mas, sabe, ela não disse nada sobre violência psicológica. E nós dois sabemos o que vai acontecer com você se não me contar o que eu quero saber.

— Não vou dizer nada.

Nagato sorriu.

— Por isso que eu peguei isso aqui com nosso querido Sasuke.

Nagato sacudiu alguns arquivos.

— Ele deixou muita coisa no Four Seasons quando fugiu. Arquivos pessoais muito mais completos do que eu imaginava que ele tinha, informações sobre o celular de Kisame que eu achei já terem sido eliminadas… já imaginou se ele decodifica os números? Pode ser que nos derrote de vez.

O hambúrguer estava a uma mordida de ser terminado. Nagato o deixou sobre a mesa.

— Deve ser difícil para você, não é mesmo? Ver a comida e não poder comer… como foi para Konan. Ver você fazendo o que fez com ela sem que ela pudesse se defender de nenhuma maneira.

A raiva apareceu. Nagato queria socar aquela cara deslavada até que Kabuto chorasse sangue. Queria socá-lo até ver os rins daquele desgraçado saírem pelo buraco que faria em sua barriga.

— Sasuke também deixou esse arquivo. Você estupra mulheres e as engravida. A criança acaba por matá-las. O projeto foi iniciado há cinco meses, então ninguém pariu ainda. Não me importo com as outras mulheres. Por que Konan?

— Nagato?

A voz feminina fez o ruivo desviar o olhar de Kabuto por um instante. Seria o momento perfeito para um ataque, porém não tentou. Estava fraco demais e todo o armamento que possuía era uma garrafa quase vazia de água. Nagato o destruiria em segundos.

— Aqui embaixo.

Passos. Konan apareceu logo depois, caminhando devagar. Usava um longo vestido azul escuro, cobrindo todo o seu corpo.

— O que…?

Paralisou ao ver Kabuto. Sentiu seu estômago revirar, o ar faltou em seus pulmões e pensou que, talvez, pudesse desmaiar. Ele estava apavorado. Pensou que detestaria vê-lo assim, mas não conseguia sentir nada além de pânico.

A mão de Nagato na sua afastou tudo isso.

— Está tudo bem. Ele não vai fazer nada.

— Você o prendeu?

— Não. Mas ele não ousaria se aproximar.

Nagato pegou a arma que tinha em sua cintura e apontou para a cabeça dele. Kabuto ficou parado, procurando por saídas lógicas. Não conseguia encontrar nem mesmo uma.

— Como você…?

— Você não foi a única. Ele estava fazendo experimentos, por isso que você engravidou tão rápido. O aborto provavelmente anulou todos os resquícios do que ele colocou em você, então não há com o que se preocupar. Mas Sasori descobriu o que ele estava fazendo.

“Sasori…”

Konan gostava dele. Sasori era o único que Deidara realmente amara, e a garota adorava Deidara. Ele era o único Akatsuki – além de Nagato – que não era nojento. Pelos outros ela não nutria nada além de desgosto. Itachi também era legal, mas o Uchiha mostrara-se um traidor – e estava morto também –. Todos eles estavam mortos. Menos Nagato. Ele era tudo o que ela ainda tinha.

— Eu falei que não queria ver esse lixo de novo.

A mulher, entretanto, não se moveu. Passara tanto tempo sentindo medo de Kabuto, sentindo que ele poderia invadir seu quarto ou seus pensamentos, mas agora, vendo-o assim, frágil e impotente, sentia-se bem. Era como se o medo estivesse evaporando. Talvez fosse apenas por Nagato estar ali.

— Eu sei, mas achei que podia te fazer bem. Ele é um inútil. Sem suas drogas e seus químicos, Kabuto não é nada. Só um cientista louco e indefeso.

Ela apertou a mão do amigo, mas não se moveu. Continuava com o olhar preso no homem.

— Por que eu?

Kabuto apenas riu. Nagato atirou centímetros ao lado do pé dele.

— A moça fez uma pergunta.

— Achei que Nagato não teria coragem de me pegar. Arruinar a vingança por Yahiko. Mas parece que ele gosta mais de você do que eu imaginei. Além disso… precisava de um favor.

Os dois franziram o cenho. Nagato caminhou até a mesa. Konan o seguiu, ainda segurando em sua mão.

— Essa é a sua forma de pedir por um favor?

— Konan vai morrer. A criança foi criada porque eu injetei uma proteína estranha ao corpo dela. Agora que o bebê se foi, é uma questão de dias até essa proteína ir para o sangue dela. A proteína, em si, não faz mal algum. Entretanto, seu corpo a verá como a um antígeno, e você morrerá. Levando em consideração que eu a programei para ficar nove meses com o bebê, acho que você ainda tem uns sete de vida.

Nagato ficou pálido. Konan sentiu-se estranha. Era como se um alívio tomasse seu corpo.

— Seu filho da puta… QUAL É O REMÉDIO?! O ANTIDOTO?”

O ruivo perdeu o controle e pulou sobre Kabuto. A arma tocava o rosto do desgraçado que continuava a estragar a vida de Nagato, mas ele não parecia se abalar. Kabuto ria.

— Eu digo, se você fizer o que eu quero.

— Nagato – chamou Konan. – Solte-o.

— Mas…

— Venha para cá, por favor.

Kabuto riu mais.

— Ela quer viver, Nagato. Devia ouvir sua namoradinha.

Nagato socou o rosto dele como há muito queria fazer. Sentiu todo o seu corpo tremer após fazê-lo, e desejou continuar a socá-lo até quebrar a mão. Entretanto, por Konan, controlou-se. Voltou para o lado da mulher, que olhava para a cena sem quaisquer emoções demonstrar.

— Fale o que quer, filho da puta – disse Nagato.

Kabuto sorriu vitorioso. Sua voz ainda estava rouca pelo tempo sem ser utilizada, seu estômago doía pela falta de bebida, porém ainda havia esperanças.

— Eu…

Konan pegou a arma que Nagato trazia e atirou entre os olhos de Kabuto antes que ele pudesse continuar. O homem morreu com a boca aberta.

— Konan! O que…?

Nagato virou-se para ela, assustado com a atitude tomada. Também queria fazer aquilo, era claro que queria, porém… não podiam! Ele não sofrera o suficiente, e ainda havia segredos a serem revelados!

— Eu não podia deixar ele te chantagear. Está tudo bem, Nagato.

O ruivo negou com a cabeça.

— Ele te envenenou!

— Eu tenho sete meses. Daremos um jeito.

Konan abriu seu sorriso mais meigo e, finalmente, soltou a mão dele. Toda a cena pareceu mais macabra depois que ela fez isso. Todo o ambiente ficou mais frio, e ela ficou mal. Subiu as escadas desejando que Nagato a abraçasse, mas o ruivo ficou encarando o corpo morto de Kabuto com os olhos arregalados.

No fundo, ela sentia-se livre. A dor estava quase acabando, o sofrimento e a saudade também. Em breve estaria em paz. Em breve não teria mais as memórias ou os pesadelos que tinha. Em breve estaria com Yahiko.

–-//--//--//--//--//

Aya encarou-se no espelho com um sorriso encantador. Ino deixara-a usar suas roupas e maquiagens, e a menina se sentia a mais linda de todas as princesas. Usava um salto alto rosa pink que a loira guardava de sua adolescência. Também uma camiseta da mesma cor, que ficava como um vestido. Naoto estava com um terno de Sasuke – ele amava ternos – e usava um dos sapatos do homem.

— Nao, Nao, eu to bonita?

— UAU, AYA! Você tá linda!

A menina sorriu, ajeitando o batom que saíra de sua boca – borrando-o um pouquinho mais –. Ino deixara que ela usasse um de seus batons, mas a sombra fora comprada especialmente para a menina. Era uma das maquiagens da Barbie.

— Vamos mostrar pra tia Ino e pro tio Gaara?

— Pera, eu to bonito?

A menina analisou o irmão com seu olhar mais crítico.

— Não, não. Precisamos de um pouquinho de cor nas suas bochechas.

— Homens não usam maquiagem, mana!

Ele tentou se afastar dela, mas Aya chegou perto mesmo assim.

— Claro que usam! Todos os atores usam, e eles são lindos!

— Mesmo? – perguntou o pequenino desconfiado.

— E eu ia mentir pra ti?!

Aquilo fez o moreninho desistir. Fechou os olhos e deixou a irmã pincelar suas bochechas. Quando Aya achava que estava bom, afastou-se do irmão e abriu o maior sorriso.

— Agora sim! Cê tá gatão!

Naoto olhou-se no espelho. Duas bolinhas cor-de-rosa estavam em sua bochecha, exatamente como a irmã. Voltou-se irritado para ela, querendo reclamar, mas viu os olhinhos brilhantes e acabou desistindo. Sua gêmea estava feliz, então ele também estava.

— Vamos.

Naoto pegou no braço dela e os dois caminharam desajeitadamente para a sala. Aya equilibrava-se no salto, e Naoto tentava não tropeçar nos próprios pés. Sasuke tinha pés realmente grandes, e o sapato ficara enorme no pequeno.

Caminharam devagar até chegarem à sala, lugar em que Ino e Gaara os esperavam. A loira concordara em deixar os dois sozinhos com suas coisas – que trouxera para passar aqueles dias no hotel com os afilhados –, mas jamais imaginara que eles pudessem ficar entretidos por tantas horas.

Ouviram vozes. Não apenas Ino e Gaara, mas duas vozes masculinas muito conhecidas também chegaram até eles.

— TIO!

Os pequenos tentaram correr juntos, mas não deu muito certo. O salto era muito alto, e Naoto tropeçava nos sapatos grandes. Sasuke e Naruto voltaram seus olhos para eles, e o loiro abriu o sorriso mais lindo do universo.

— Vocês estão tão lindos!

Sasuke abaixou-se e os dois amontoaram-se em seus braços. Não percebera o quanto sentira saudade deles até tê-los assim pertinho. Apertou-os um pouco mais e depois os soltou. Aya o encarava com os olhos mais brilhantes do universo, como se esperasse por alguma coisa.

— Não me diga que vocês bagunçaram o quarto.

O brilho sumiu e a menina correu para Naruto. O Uzumaki olhou feio para Sasuke, mas o Uchiha não viu. Com um último olhar magoado para o tio, Naoto também correu para o abraço do loiro.

— Eu tava morrendo de saudade de vocês, meus pequenos. Estão tão bonitos assim. Querem ir a uma festa e eu não to sabendo?

Aya riu, toda boba, e beijou a bochecha do loiro, deixando-o com uma marca de batom.

— A gente só ficou bonito por ficar. Não vamos a festa nenhuma. A gente é muito novo, tio Naru!

Naruto acariciou os cabelos negros cuidadosamente bagunçados dela – Aya não deixara os fios suficientemente alinhados para que pudessem ser considerados arrumados – e beijou a testa de Naoto.

— Sentiram nossa falta?

— SIM! Mas o tio Gaara é bem legal também – respondeu Aya.

— Ei! – protestou Ino.

— E a tia Ino também! – acrescentou Naoto.

— Vocês estão realmente lindos. Acho que vou pedir pra Aya me arrumar quando eu for sair de novo – falou Ino.

Os olhos da menina brilharam tanto quando ela disse aquelas palavras, mas tanto, que a garotinha quase chorou de emoção. Ino percebeu que, se tivesse uma menina, desejava que fosse igual a ela. Daquele jeitinho bagunceiro e vivo que Aya era. Beijou os cabelos dela, sentindo um amor profundo pela afilhada. Era como se visse Sakura nos olhos dela. Como se a amiga ainda estivesse viva de alguma forma.

— Eu preciso resolver algumas coisas com Shikamaru ainda hoje. Naruto, fique até eu voltar. Vocês dois podem ir para casa.

Sasuke caminhou até a porta. Aya ficou encarando o tio com um olhar triste. Naruto entendia a tristeza dela. Quando o Uchiha estava quase saindo, suspirou e olhou para os sobrinhos.

— Vocês estão muito bonitos.

Era mentira, mas ele sabia que Aya queria muito ouvir aquilo.

O brilho retornou aos olhos dela, e Sasuke deixou a casa com um sorriso.

–-//--//--//--//--//

Naruto jogou-se no sofá. Amava sua casinha, porém sentia falta de seus pequenos. E de Sasuke. Do corpo de Sasuke, do cheiro de Sasuke…

“Puta que pariu, a gente fez sexo hoje de manhã!”

Não podia sentir falta dele ainda, não podia simplesmente estar assim tão dependente dele. Não, não, não!

Não podia estar se apaixonando.

Ligou para Karin em busca de apoio. Talvez quisesse apenas que ela dissesse que ele não amava Sasuke e que nunca amaria. De qualquer forma, apenas ligou para ela. Precisava de sua ruiva.

*Dobe: idiota, perdedor, em japonês.

Notas finais
Oláá o// Bom, desculpa ainda não ter respondido todo mundo, mas vocês sabem que eu to em época de provas, então não consigo ficar muito tempo durante a semana aqui. Mas, no sábado de tarde eu juro sentar e responder todo mundo, tá? Tem comentário do lemon que ainda não foi respondido, desculpa mesmo. Mas vocês têm noção de como me deixam feliz?! Bom, só quero dizer que eu adoro todos os comentários *--* E agora? Kabuto morreu. Foi como vocês imaginavam que ia ser? Comentários *-* Bjs e teh + ^3^//