Obsesso

34 33. The road so far


Notas iniciais
Para quem conhece o seriado "supernatural", então o título faz total sentido. Sempre no final da temporada (e, às vezes, no meio), o episódio começa com uma retrospectiva de tudo o que aconteceu e a frase que precede essa retrospectiva é a do título. Como eu sou viciada nessa série e planejava uma retrospectiva pra esse capítulo, não consegui resistir. Significa algo como "a estrada até agora" ou "o caminho até agora". Simplificando: "o que aconteceu até o momento". ~~enjoy

Naruto sentou-se ao lado de Sasuke. Tão perto que conseguia sentir o calor que o corpo dele exalava.

— Então… Itachi já morreu há quase um mês… como ainda pode haver coisas a investigar?

— Algumas investigações são mais longas do que outras.

Naruto assentiu com a cabeça. Aparentemente ficaria calado, mas Sasuke sabia que ele queria falar algo a mais.

— Ok. O que quer saber? – perguntou.

— Tudo. Eu não sei nada do que está acontecendo, mas acho que eu mereço saber.

Sasuke ponderou por um momento e então acabou cedendo. Naruto estava arriscando sua vida ao ficar ali com ele, então, de certa forma, estava certo. Merecia saber. Talvez precisasse saber.

— Tudo bem. Preste atenção. Alguns anos atrás, Itachi começou a investigar essa organização, a Akatsuki.

— Você falou sobre eles com a Karin.

— Essa organização mesmo. Ele agia como espião, mas o imbecil não me falou que fazia isso e eu precisei fazer o impossível para descobrir. Quando ele morreu, estava investigando um tal de “David Reew”. Supostamente, seria ele a ter matado Itachi, porque supostamente descobriu que estava sendo investigado e, supostamente, não queria que a esposa soubesse que estava traindo ela.

— Por que tantos “supostamente”?

— Ele não tinha esposa, os documentos eram falsos, e as fotos que Itachi tinham da suposta traição, na verdade eram dele e de Konan, a única integrante feminina do tal grupo.

— Como sabe o nome dela?

— Já chego lá, se acalma.

— Ok, ok.

— Eu e Shikamaru concluímos que a Akatsuki contratara Itachi propositalmente, para mostrar a ele que sabiam sobre a suposta vida dupla do meu irmão. Isso nos levou a pensar como haviam descoberto sobre as reais intenções dele. Foi assim que percebemos que havia um trabalho interno. Chegamos a Kisame e a Mukade.

— Os dois estão mortos agora. Acho que não há muito que possamos saber sobre eles, né…?

Os dois mortos pelas suas mãos. Resolveu que aquele detalhe precisaria ser omitido.

— Itachi tinha uma ficha sobre Kisame. Kisame fazia parte do núcleo da organização, assim como Konan e muitos outros. Eu tenho arquivos sobre cada um deles ali no quarto. Foi o que eu pedi pra você pegar naquele dia da explosão.

As caixas de papelão. Sim, Naruto lembrava-se delas.

— Ok.

— No interrogatório de Mukade, descobrimos alguns nomes interessantes. Como o de Orochimaru. Pelo que nós conseguimos até agora, meu pai matou o pai de Orochimaru há muito tempo e isso fez com que ele criasse um rancor particular pela minha família. Mesmo que não tivessem descoberto a traição de Itachi, acredito que o teriam matado igual. Agora estão atrás de mim e dos meus sobrinhos, para exterminar de vez com o que resta dos Uchiha.

— Orochimaru… acho que já ouvi esse nome…

— O pai dele era um cientista de garagem, mas Orochimaru realmente chegou a ter seu nome conhecido. Os boatos, agora, são de que ele está fazendo experimentos em humanos. Pedi alguns favores assim que ouvi o nome, mas não esperava que fosse resultar em algo. Para o caso de Itachi, realmente não resultou. Mas acabei conseguindo pegar uma das últimas experiências dele.

Sasuke abriu alguns arquivos no computador. Naruto ficou apenas observando, curioso.

— Aqui diz que ele criou uma espécie de soro. Ele injeta em um homem e em uma mulher, e então eles transam. As chances de gravidez são enormes, mais de noventa por cento. Algo a ver com o soro também. Depois de umas sete semanas, o feto começa a se alimentar da mãe. Diferente do que acontece normalmente, a mãe vai morrendo aos poucos, até a criança rasgar a barriga para sair dela. Se o aborto não for feito cedo, as chances de que ele não possa ser feito são grandes. O bebê cria uma espécie de resistência, entende?

Naruto engoliu em seco. Conseguia visualizar uma pequena aranhazinha saindo de dentro de uma mulher completamente saudável. Sabia que o bebê seria humano, e não um monstro, mas não conseguiu evitar a comparação.

— Não pode ser verdade. É… isso é horrível! Por que alguém criaria um soro desses?

— Honestamente, eu não sei. Quer mais agentes, talvez? Não há como saber qual é o objetivo dele, mas sei que a pesquisa é bem recente. Não acredito que existam quaisquer chances de alguma das mulheres já ter parido.

Naruto assentiu com a cabeça.

— Não devíamos… sei lá… estar procurando por essas mulheres? Se esses monstros nascerem…

— Itachi é mais importante. Mandei o caso para outra delegacia, eles podem lidar com isso.

— Mas envolve Orochimaru e…

— Como eu disse, irrelevante para o caso de meu irmão.

Naruto sentiu suas orelhas ficarem vermelhas.

— Eu sei que não é fácil, mas isso não vai trazer Itachi de volta.

— Não, mas pode impedir Aya e Naoto de morrerem.

Naruto ficou quieto. Sasuke tinha razão. Ainda assim…

— O que mais você sabe? – o loiro acabou perguntando.

A arrogância com que Sasuke falava em alguns momentos, como se absolutamente nada além de Itachi fosse importante, faziam com que Naruto se sentisse desconfortável. A obsessão que ele desenvolvia estava a tornar-se mais evidente a cada dia. Sasuke até mesmo sabia os arquivos de cor…!

— Eu sei muita coisa, mas não o suficiente. Depois que descobrimos sobre Kisame e Mukade, Shikamaru conseguiu alguns dados do celular que você achou. Algumas mensagens de voz que ainda não conseguimos entender direito, alguns números que eu ainda estou lutando pra decifrar e os horários em que Aya e Naoto saem da escola. Eu mudei depois que descobrimos, mas acabei me passando na hora na segunda.

Naruto assentiu com a cabeça, tentando assimilar tudo.

— E como conseguiu esses arquivos tão completos?

— Itachi tinha um fundo falso no chão do quarto dele. Os arquivos estavam lá dentro.

— Uau… posso olhar?

Sasuke deixou o computador de lado e foi ao quarto. Na volta, trazia a caixa.

— Tenho arquivos sobre Mukade e relatórios sobre o que tem acontecido. Acho que já escrevi umas seis vezes diferentes o que aconteceu com a gente nesse último mês.

— E meus documentos, onde eu entro nisso?

A pergunta acendeu uma pequena fagulha nos olhos de Sasuke.

— Era esse aqui o loiro com quem transou em Worcester?

Sasuke falando tão naturalmente sobre o parceiro casual de Naruto deixou-o desconfortável. Não esperava por ciúmes, mas ao menos por um constrangimento. Mas, é claro, falavam do diabo.

Naruto recebeu um arquivo sobre um loiro chamado Deidara. Riu ao perceber que havia, no tal arquivo, uma foto do loiro mostrando a língua. Sim, definitivamente era aquele.

— Oh, yeah. Era esse mesmo.

Sasuke riu da reação dele.

— Sexo bom, hm?

— Você não faz ideia.

Aquela língua… Ah, a língua daquele tal Deidara fazia milagres. Tratou de se recompor ao perceber que encarava a foto dele. Não era sua culpa! Estava sem sexo há semanas, e precisava urgentemente aliviar a tensão. Sasuke apenas ficou com seu sorrisinho cínico, o que definitivamente não melhorou o humor de Naruto.

— De qualquer forma, o que ele queria?

— Eles queriam que você levasse a culpa. Compraram um armazém cheio de armas e fotos minhas e de Itachi, tudo em seu nome. Foi onde eu encontrei aquelas roupas, e foi quando nós tivemos aquela briga… você sabe.

Naruto assentiu com a cabeça.

— Sobre as roupas…

— Está tudo bem. Você, definitivamente, não me deve nada. Nem mesmo satisfações.

Naruto sorriu, sabendo que não era qualquer um que recebia aquele tipo de tratamento de Uchiha Sasuke.

— Era a roupa que eu usava quando meu avô morreu. Atiraram nele e me chamaram. Eu fui pro hospital e, em algum momento, disseram que eu podia ver ele. Eu nunca fiquei tão feliz. Se ele estava no quarto, então estava bem, né? Bem… não. Ele começou a sangrar, e a roupa manchou com o sangue dele. Eu simplesmente não conseguia mais ver aquilo, era como uma lembrança constante…

Naruto não continuou.

— Da sua solidão. – Sasuke terminou a frase por ele.

O Uzumaki assentiu com a cabeça.

— As roupas que eu usava no dia em que nos conhecemos… no dia em que Itachi morreu… eu nem sei onde elas estão agora. Não consigo nem lembrar o que fiz com elas.

Naruto suspirou. Aquela conversa estava macabra demais. Entretanto, precisava admitir, fazia-lhe bem falar sobre Jiraya com Sasuke. O avô sempre seria muito querido e adorava falar sobre ele. Principalmente quando alguém compreendia sua dor tão bem quando Sasuke parecia compreender.

— Eu não sei como a Akatsuki pegou as minhas. Joguei elas fora assim que saí daquele transe inicial, sabe?

— Sei. Eu ainda não sei se saí. Às vezes parece que isso é tudo um sonho muito ruim.

Naruto sorriu, mas assentiu com a cabeça.

— Yeah… eu queria que fosse.

Independente de quantos anos passassem, uma vida sem Jiraya seria sempre pior do que uma vida com ele.

— De qualquer forma, eu consegui os arquivos. Hoje ainda o Shikamaru conseguiu entender o que eram os números que achamos.

Sasuke pegou o papel e o entregou a Naruto.

9:30 am 44482.22244.444

7:00 pm 777727777885533

Meia-noite 42.27772

— Nove e meia é o horário em que Itachi morreu, sete horas o horário em que fomos atacados. Só falta descobrir o que “meia-noite” significa. De princípio, eu achei que os números ali em cima significassem “Itachi”, mas não faz sentido algum. Verificamos quase todos os sistemas de criptografia conhecidos, mas nenhum funciona. Eu acho que eles criaram uma própria criptografia.

— Faz sentido. Eu não faço a menor ideia do que isso pode querer dizer.

— Pois é. Ainda não sei por que escolheram você. Podiam ter escolhido tantos policiais…

Naruto pegou os arquivos e começou a folheá-los. O de Deidara era bem interessante. Itachi classificara-o como “explosivo”, e Naruto não poderia ter escolhido palavra melhor. Ele era, definitivamente, muito quente. Pegou outro.

— Hidan parece interessante. Sacrifícios em nome de um Deus que ninguém mais conhece…

Sasuke assentiu com a cabeça.

— É um dos que mais me assustam. Quando eu vi ele lá, conversando com a Aya e com o Nao… eu conseguia só pensar nos dois sangrando, deitados no meio de um pentagrama, ou o que for, servindo de sacrifício…

Não continuou. A imagem que se formou na mente de Naruto era horrorosa o suficiente sem que o Uchiha continuasse.

Naruto tocou no ombro dele com um sorriso.

— Ele não vai pegá-los.

— Não. Se quiser meus sobrinhos, vai ter que passar por cima de mim vinte vezes.

Naruto concordou e removeu a mão do ombro do outro. O modo como Sasuke amava e protegia aquelas duas crianças era realmente bonito. Algo apenas deles três.

Sentia vontade de abraçá-lo. Queria envolvê-lo em seus braços e prometer que o ajudaria em tudo o que ele precisasse. Em vez disso, voltou a olhar os arquivos.

— Eu sei. Eles são maravilhosos.

Sasuke assentiu.

— Aya é meio teimosa, mas… ela é incrível também. Mas tão ingênua…!

— É isso que faz com que ela seja incrível.

— Tenho medo que também seja o que a coloque em problemas. Karin é tão ingênua quanto, e olhe como isso funcionou pra ela.

Naruto sentiu-se levemente incomodado. Karin era o que ele podia chamar de melhor amiga, ao menos na situação atual, e sentia que Sasuke estava a insultá-la.

— Karin é maravilhosa.

— Sim, é, mas também é um imã pra desastres. Pessoas escrotas, principalmente.

— EI!

— Não você. Honestamente, ainda não sei como ela te achou. Karin só atrás pessoas ruins pra vida dela.

— Você é amigo dela…

— Exatamente.

Naruto sentiu aquilo como um baque.

— Você não é uma pessoa ruim.

Sasuke sorriu de canto. Mukade não fora o primeiro e nem seria o último a morrer por ter traído um Uchiha. Por motivos ainda mais egoístas do que aqueles, Sasuke já manipulara, torturara e matara. Não, ele não podia ser considerado uma pessoa boa.

— Yeah.

Naruto voltou a folhear os arquivos. Seu coração parou ao ver Nagato. Aquilo não podia ser real, simplesmente não podia.

— Eu sei por que eles me escolheram pra levar a culpa.

Sasuke imediatamente desviou o olhar para o loiro, que tinha os olhos vidrados na imagem de Nagato. Sasuke considerava-o um dos mais perigosos, pois não conseguira compreender ainda seus motivos para agir e por Itachi também considerá-lo como um perigo.

— Conhece esse homem?

— Definitivamente. Eu tentei matá-lo.

Silêncio. Sasuke sabia que havia algo que Naruto não contava, sabia que havia algo sobre ele que não era assim tão bom quanto aparentava. Esperou que ele continuasse, mas Naruto parecia perdido em um transe. Encarava a foto com tanto ódio e tanto ressentimento que parecia ser capaz de simplesmente sair rasgando-a em pedaços.

Havia dor naqueles olhos também. Depois de um minuto inteiro, Sasuke resolveu incentivá-lo a falar.

— Como assim “tentou”?

Naruto olhou para Sasuke e depois voltou para Nagato. Sua voz estava falha.

— Ele matou meu avô. Atirou nele a sangue-frio durante uma perseguição, sem ter motivo algum. Os policiais disseram que ele podia ter fugido sem atirar, mas atirou mesmo assim. Eu descobri e fui atrás dele. Joguei-o contra uma parede, apontei minha arma pra essa cara desgraçada, mas…

Naruto negou com a cabeça. Teria se afastado mais de Sasuke se pudesse, mas o sofá-cama não era assim tão grande.

— Eu não consegui. Fui fraco. Só… pensei no que Jiraya gostaria. Certamente iria querer justiça, mas meu avô nunca me perdoaria se eu matasse alguém por pura vontade minha. É uma linha que não podemos cruzar, entende? Ele não me criou para ser um assassino cruel.

Sasuke assentiu com a cabeça, sentindo um abismo se abrir entre os dois. Já matara, torturara e fizera coisas que gostaria muito de esquecer. Tudo aquilo o tornara negro por dentro, podre.

Naruto não. Naruto conseguia suprimir aquele desejo quase incontrolável com uma simples memória. Conseguia se impedir de atirar naquele que matara seu mais querido familiar apenas por não querer desonrar a memória deste. Se estivesse com a arma apontada para a cara do assassino de Itachi, pensaria no que o irmão poderia querer? Não. Precisava de sua vingança, atiraria sem pestanejar e ainda sentir-se-ia aliviado depois.

Mas isso porque era egoísta, Naruto não.

— Como superou a primeira vez que atirou? Com essa mentalidade, não deve ter sido fácil matar alguém.

Naruto assentiu com a cabeça.

— Não foi. Matei um garoto da minha idade. Eu tinha acabado de me formar e saía com meu parceiro a campo pela primeira vez. O desgraçado desarmou meu parceiro e eu atirei nas costas dele. Três vezes. Fiquei anos me culpando por não ter mirado nas pernas ou em algum órgão não-vital.

Sasuke assentiu com a cabeça.

— Você salvou a vida de quem devia salvar. Foi o certo.

— Ainda assim, eu matei. Foi horrível. Eu me senti como a pior escória das escórias. Jiraya já tinha morrido, e eu estava tão perdido…

Sasuke assentiu. Sabia bem como era se sentir perdido.

— E como foi a sua?

— Não tão limpa e nem tão heroica.

Naruto mordeu a bochecha. Devia ficar calado…

— Pode falar.

— Naruto, eu não tenho a sua moral. Já matei pessoas por terem me incomodado. Não sou chamado de diabo por ter deixado todos os que me incomodam em paz. Muito pelo contrário.

— Mas você é um policial, certamente teve uma razão para matar quem matou.

— Sim, uma razão sim. Isso não significa que seja legal.

Naruto riu.

— Sasuke, por favor, eu não vou te denunciar. Nem te prender, nem nada. Pode confiar em mim.

— Eu sei. Eu confiei Aya a você. Eu confio em você.

Naruto assentiu. Sasuke percebeu que ele não compreendia a profundidade daquilo.

— A família Uchiha é muito… reservada. Sempre foi. Não costumamos confiar em pessoas de fora, e eu confiei em você. Não tinha muita escolha, mas se fosse outra pessoa… eu provavelmente teria pegado Aya e tentado fugir com os dois. É… difícil confiar. Pra mim, ao menos. Eu não…

Sasuke suspirou. Era péssimo naquele tipo de discurso, mas acreditava que Naruto compreendera.

— Eu sei. Fico muito feliz por isso. De verdade – disse o loiro.

— Quando eu tive que decidir entre deixar Aya com você ou não… foi a decisão mais difícil da minha vida. Eu quis simplesmente sair correndo com ela, mas eu confiei em você. Não quebre essa confiança, Naruto. Nunca.

Naruto assentiu com a cabeça.

— Eu não vou. Eu prometo.

Sasuke assentiu com a cabeça.

Encarou seu computador. O plano de fundo era o mesmo de quando comprara o objeto; nunca o personalizara. Agora, gostaria de ter colocado uma foto do irmão ali.

— Era uma coisa de família. Itachi encontrou um traficante, um merda completo. Não faria diferença alguma no mundo. Nos levou a um galpão e eu precisei matá-lo. Não foi bonito ou limpo, ou heroico. Foi como foi.

Naruto estava pasmo.

— Sasuke… Isso é…

— Não diga nada a ninguém.

— Nunca.

Sasuke assentiu com a cabeça. Na época ficara realmente abalado com o acontecido, mas já matara muitos desde então, e aquele drogado traficante de merda nada significava.

— Há mais alguma coisa? Sobre a Akatsuki.

— Se formos falar tudo o que eu acho deles, ficaremos aqui a noite inteira.

— Temos tempo.

Sasuke concordou e recomeçou a falar. Naruto era de simples conversação e a conversa fluiu até eles nem mesmo saberem que horas eram. Teorias, acontecidos, passado e presente… tudo se misturou naquela madrugada.

Notas finais
Quem estava perdido conseguiu se achar? Está um pouquinho mais claro todo esse drama? Qualquer dúvida SOBRE O QUE JÁ PASSOU pode ser respondida nos comentários - algo que não tenha ficado claro, sei lá -, mas é claro, nada do que ainda está por vir será revelado. Espero que estejam gostando muito *-* Eu to amando escrever. Ah, sim. Para todos que reclamaram que o desafio dos números é impossível: tem uma leitora linda - cujo nome não será revelado ainda - que descobriu o que eles significavam no primeiro dia u-u Não é impossível ;33 Obrigada mesmo pelo carinho de vocês! Teremos mais na quarta-feira ;3 Bjs e teh + ^3^//