Obsesso

28 27. Tarde demais


Notas iniciais
Olááá o// Curtiram o título? ;33 ~~enjoy

— É hoje, loiro.

— Eu concordo, ruiva.

Karin e Naruto caminhavam pelo centro de Boston, fazendo compras para “fazer Suigetsu cair babando naquele corpão”, de acordo com Naruto. Possuíam lingeries – até mesmo uma fantasia de diabinho, mas aquela Naruto fizera Karin prometer que só usaria depois de já estar acostumada com o ato –, cremes e outras peças; tudo o que Naruto pensava ser essencial.

— O que mais falta, hein? Eu acho que a gente já comprou coisa até demais, Naruto.

— Que demais nada. Você vai usar tudo isso em dias. Depois que faz sexo uma vez… sei lá, seu corpo cria essa necessidade louca de ficar transando sempre. É algo sem explicação.

Karin riu, sem acreditar que fosse algo assim tão forte. Ela já vivera seus mais de vinte anos sem sexo, e vivia muito bem.

— Tá na seca, loirinho?

— Desde Worcester – suspirou Naruto.

Karin começou a rir, mas o loiro não achava aquilo tão engraçado. Precisava descarregar aquela tensão sexual intensa, mas não conhecia tantas pessoas assim em Boston para já ter alguém para quem sempre poderia ligar. Sabia que algumas de suas amigas de Worcester fariam o trabalho de viajar até Boston por uma boa transa, mas honestamente não era com elas que queria ficar.

Conseguia apenas pensar na voz de Sasuke dizendo “Nice ass” e naquele abdômen definido… naquela pele que parecia gritar por sua boca. Bastardo.

Como que num sonho, Naruto olhou para frente e viu Sasuke caminhando na rua. Engasgou e tropeçou. Não podia ser verdade. Acabava de pensar no endiabrado e ele simplesmente resolvia se personalizar em sua frente?!

Karin riu desesperadamente da reação do loiro ao perceber que o Uchiha caminhava com duas crianças bem presas em suas mãos. Aya crescera tanto! E Naoto…! Quando o conhecera, ele nem mesmo falava ainda. Apenas balbucios sem qualquer significado.

— Sasuke! – Karin abanou animadamente, e viu os três desviarem os olhares para eles.

Aya tentou se soltar do aperto de Sasuke, mas não conseguiu. O Uchiha foi quase arrastado pela garota, que vinha mais na frente, tentando correr.

— TIO NARU, TIO NARU, TIO NARU!

Assim que estavam suficientemente perto, Sasuke soltou a garotinha, que correu até Naruto. O loiro sorriu e pegou-a no colo. Abraçou-a bem apertado e girou-a duas vezes no ar. Sabia que faziam apenas dois dias, porém sentira uma saudade estranha dela. De Naoto também. Olhou para o menino, que sorriu e também soltou Sasuke. Naruto fez com ele o que fizera com Aya, mas ficou com o menino no colo depois de parar de girar.

— Meu Deus, Naoto, você parece maior! Você não, Aya, continua pequena.

Aya encheu as bochechas e ficou na pontinha do pé.

— Eu sou bem grande, tá?

— É grande nada. Tem o tamanho de uma formiguinha.

Naoto começou a rir ainda mais e Aya apenas cruzou os braços. Foi quando ela finalmente viu Karin. Aproximou-se de Naruto e ficou encarando a mulher.

— Tio Naru… essa é a sua namorada?

Karin riu ainda mais e fechou delicadamente as sacolas que carregava. Ah, se alguém visse o que tinha ali dentro…

— Não, Aya-chan. Ela é só uma amiga muito querida minha.

— Eu lembro de você.

As palavras vieram de Naoto. Karin arregalou os olhos, surpresa.

— Você era minúsculo quando eu te vi pela última vez, Naoto. Como ainda pode lembrar?

— Você foi lá em casa e papai te deu um abraço. Eu pensei que você fosse a mamãe.

Karin ficou ainda mais surpresa. Ele não a encarava ao falar, mas sim remexia nas próprias mãos. Era como se quisesse e não quisesse falar aquilo, tudo ao mesmo tempo.

— Mas papai disse que você não era. Ele falou que mamãe tinha cabelo rosa, não vermelho.

Aya começou a remexer em suas próprias madeixas.

— Eu queria ter cabelo rosa também.

Naruto riu.

— Mas seu cabelo é tão lindo assim.

— É mesmo?! – os olhinhos brilhavam pelo elogio.

— É sim.

Aya sorriu ainda mais e remexeu nos cabelos, contente. Sasuke esperou Naruto olhá-lo e acenou com a cabeça. Karin não se deixou enganar e abraçou o Uchiha como cumprimento.

— Não vou deixar você se afastar de novo, idiota.

Sasuke deu de ombros.

— Eu não me importo, lembra?

Karin revirou os olhos, decidida a não deixar que aquelas palavras a atingissem. Olhou para Naoto, que ainda mantinha um olhar de canto em si. Aya definitivamente não fazia ideia de quem ela era.

— A gente tá fazendo compras! Tio Sasuke é um chato e não queria deixar a gente sair de casa, aí eu pedi pra ele trazer a gente pra comprar roupa.

— Pediu nada, Aya, Você tava gritando e chorando – acusou Naoto.

— Eu tava… pedindo com jeitinho…

Naruto riu ainda mais. Sasuke suspirou.

— Ok, ok. Vamos logo com isso, a gente não pode voltar muito tarde hoje.

— Tio Naru, vem com a gente! Eu até deixo você levar a sua amiga, pra ela ajudar com as roupas de menina.

Naruto olhou para Karin, que deu de ombros.

— Eu já disse que, por mim, nós terminamos.

— Tá… vamos com eles e depois você passa lá em casa. Tem um detalhe só a ser acrescentado.

Ele piscou maliciosamente para ela, e Karin riu. Acabou dando de ombros.

— Se você diz…

— Ah, eu digo.

— Que detalhe, tio Naru?

— Ah, eu vou ajudar a Karin a casar com um amigo dela.

Sasuke estreitou os olhos, desconfiado – ele sabia o significado daquilo –, e Karin começou a engasgar e a tossir.

— CASAR?! Eu não vou casar não, seu louco! Quero só… uma conversa de adultos.

Sasuke cruzou os braços, levemente irritado.

— Então é isso? Vira amiga desse aí e agora tá transando com qualquer um por aí?

— SASUKE! – gritou Karin, olhando para Aya. – Não! Não é isso… nossa, não fala do que você não sabe.

— Ele não vai falar de nada aí, moça Karin – respondeu Aya. – Mas tio Sasuke… que que é “transando”?

Silêncio no local. Sasuke remexeu em seus cabelos.

— Nada, Aya.

— Mas você disse!

— Mas não é nada!

— Mas você falou a palavra! Tio Naaaaru!

Naruto sentia o clima tenso. Estendeu a mão para ela e acariciou os cabelos negros.

— Isso é uma coisa que duas pessoas que se gostam muito fazem pra mostrar como elas se gostam. É como casar, mas a gente não usa essa palavra não.

— Por que não usa?

— Porque é uma palavra feia. A gente diz casar, que é mais bonito.

Aya ficou em silêncio por quase três segundos, e depois voltou a encarar Naruto.

— Mas tio Sasuke usou essa palavra…

— Mas é que ele tava irritado, porque ele não sabe como a tia Karin gosta do carinha com quem ela quer casar. Também não sabe que ele é um grande amigo dela, e nem que ela vai ser uma pessoa muito mais feliz depois. Ele não sabe de algumas coisas e acabou falando sem querer, mas você não pode usar, ok?

Aya assentiu com a cabeça.

— Eu digo casar, né?

— Isso aí.

Aya assentiu com a cabeça, como se descobrisse algo que mudaria a sua vida.

— Vamos comprar esses vestidos, Aya?

— SIM!

Karin sorriu e tentou descontrair. Saíram caminhando pela rua, em busca de algo que satisfizesse os desejos infantis da pequena Uchiha.

–-//--//--//--//--//

Sasuke e Karin estavam sentados lado a lado em um sofá de uma loja chique. Aya e Naoto saíram arrastando Naruto pela loja, querendo que ele, e apenas ele, ajudasse-os a encontrar roupas.

— Vai falar ou não?

Karin arqueou uma sobrancelha. Estava de bom humor naquele dia – culpa de Naruto – e apenas por isso conseguia lidar com a indelicadeza de Sasuke sem se magoar.

— Podia ser mais legal ao pedir, sabe?

O Uchiha não respondeu, apesar lançou a ela aquele olhar que Karin já conhecia muito bem. Ela suspirou.

— É Suigetsu. Eu não sei… eu gosto dele. E não sei se ele gosta de mim também ou não, mas eu ainda sou virgem, Sasuke, e já tá passando da hora de isso mudar.

Sasuke não soube o que dizer. Transara com Suigetsu há não muito tempo atrás, mas daquilo a ruiva definitivamente não precisava saber. Ficou em silêncio por um tempo. Nunca se preocupara em saber se Suigetsu era bi ou homossexual. Não se interessava, porque sempre que precisava de sexo tinha ele ou Juugo à sua disposição. Respirou lentamente, tentando pensar. Não tinha discussões como aquela desde antes da morte de Itachi… o que se dizia mesmo a alguém em situação parecida?

— Comprou quais roupas?

— Naruto ajudou. Ele me disse que precisávamos de algo “sexy sem ser vulgar” para hoje de noite, e coisas “totalmente sexys” pras próximas vezes. Acho que não vou usar metade dessas coisas, mas…

Sasuke sorriu de canto. Naruto mostrava-se um pervertido de marca maior. Transando com um completo desconhecido em uma festa, ensinando aquelas coisas a Karin… talvez aquilo o tornasse ainda mais interessante. Talvez ele pudesse aquecer sua cama um dia desses.

Talvez.

— Você não tá pronta pra isso ainda.

— Não sou mais criança, sabe?

Ela tinha razão. Ele não gostava de admitir aquilo. Passara toda a sua adolescência e o início de sua vida adulta mantendo Karin longe de problemas. Era namorado abusado, era pai idiota… apenas pessoas que podiam desaparecer. Tornara-se protetor quando dizia respeito a ela, e depois a abandonara quando percebera que ela era importante. Ele tinha medo daqueles laços. Tornar-se muito próximo de alguém não levava a nada além de dor e sofrimento. Itachi morrera e o deixara sozinho, completamente perdido em sua dor. Tinha apenas Aya e Naoto, mas mesmo deles tinha medo. Não queria amá-los, pois vivia na certeza de que assassinos profissionais estavam atrás deles. Se os perdesse… afastou os pensamentos.

— Naruto… esse cara… o que você sabe sobre ele?

— Muita coisa, por quê? Interessado?

Karin sorriu maliciosa, e Sasuke não compreendeu o motivo. Ela não sabia de sua bissexualidade – tinha certeza de que Suigetsu jamais contara –, e não havia razão alguma para aquilo. A menos que Naruto houvesse dito algo sobre seu comentário dias atrás. Mas aquilo fora uma brincadeira. Uma provocação inocente.

— Não diga besteiras. Ele está próximo de Aya e Naoto. Sabe por quê?

Karin assentiu com a cabeça e olhou para o lado. Aya caminhava pela loja como uma pequena rainha. Naruto a seguia com sete ou oito vestidos diferentes, quase nem ao menos conseguia carregar tudo.

— Ele gosta deles. De verdade. Acho que Naruto pode amá-los, se você permitir que se tornem próximos. Ele era muito sozinho aqui. E Aya também se sentia sozinha, apesar de ter você. Eles se acharam. Naruto ama crianças. Foi uma coincidência terem se encontrado naquele parque, mas eu acho que era pra ser. Eles não estão mais felizes? Aya e Naoto?

Sasuke precisava admitir que sim. Aya voltara à sua tagarelice costumeira, e viva com o “tio Naru” pra cá, “tio Naru” pra lá… era irritante e confortante ao mesmo tempo. Nem mesmo com Gaara, que ele sabia ser um padrinho muito amado pelos pequenos, ela agia daquela forma. Mesmo Naoto, que era retraído e tímido, estava mais animado e falante. Naruto fazia bem a eles, porém aquilo também preocupava o Uchiha.

— Isso me preocupa. Se ele fizer qualquer coisa contra eles…

— Não vai. Eu sei que você tem essa dificuldade em confiar, mas Naruto é um cara realmente bacana. Eu sei que meu julgamento não é dos melhores, mas… Sasuke, sério… ele podia ter transado comigo. Mas quando descobriu que eu era virgem… – Karin riu. – Ele me jogou longe e começou a gritar. Disse que não ia ficar comigo, porque ele não ia ligar no dia seguinte e não queria me magoar. E não havíamos trocado uma palavra.

— Ele pode só não ser um canalha. Isso não significa que seja um cara bom. Pode ser um assassino, um explorador…

— Não é. Eu juro.

Sasuke ainda mantinha suas desconfianças. Karin tocou no braço dele.

— Naruto realmente gosta dos seus pequenos. Não tire isso dele.

— Eu não confio nele.

— Será mesmo? Porque Naoto e Naruto já sumiram há uns dois minutos e você não parece querer levantar.

Sasuke admitia que não tinha aquela ânsia quase insuportável de correr atrás de Naruto para ver o que ele fazia, porém, ainda assim…

— É… mas ainda assim…

— Relaxa Sasuke. Eu sei que você é cético, mas ainda existem pessoas boas no mundo.

Sasuke não tinha tanta certeza.

–-//--//--//--//--//

Aya chegou a casa e ficou provando todos os vinte e dois vestidos que comprara. Naoto quisera lasers e outros brinquedos, mas também fazia questão de mostrar todos a Sasuke, mesmo que o moreno já os tivesse visto.

Naquela noite, foi quase impossível colocá-los para dormir. Falavam apenas no “tio Naru” e na “tia Karin”, que aparentemente também fora muito apreciada. Sasuke só foi dormir quando a madrugada era alta… e seu humor não era dos melhores. Ele nunca lidou bem com a insônia.

–-//--//--//--//--//

Sasuke deixou os pequenos bem cedo na creche, mas voltou para casa. Deixara Neji no comando da delegacia, porque o Hyuuga realmente precisava se distrair, e então voltara para casa. Não queria tirar alguns de seus arquivos da residência, principalmente aqueles que envolviam Itachi. Sentia que ninguém poderia saber sobre eles… talvez fosse intuição, talvez alguma outra coisa, mas deixava todo o seu material de trabalho escondido em seu quarto. E tinha cópias de tudo na delegacia e com Shikamaru.

Olhou para suas anotações. Orochimaru começara tudo aquilo porque seu pai, Uchiha Fugaku, matara o pai dele. O pai de Orochimaru não era nenhum tipo de homem decente. Traficante dos mais pesados, de acordo com os arquivos policiais, e também assassino. Professor de biologia em uma escola do centro, poucos desconfiavam sobre as reais intenções do homem. Mas Orochimaru… Shikamaru conseguira alguns rumores que rodeavam as cidades vizinhas. Dizia-se que ele viajava muito e que estava sempre recolhendo corpos para fazer experimentos neles.

Sasuke não dava muito atenção a boatos, pois não passavam de fofoca. Mas sabia que aquilo era preocupante. Orochimaru queria eliminar todos os Uchiha por ter tido seu pai morto por um deles, mas Sasuke realmente não compreendia a ligação dos outros naquilo. Deidara era um artista com experiência em explosões. Sasori um construtor de marionetes. Já ganhara muito dinheiro por vender brinquedos, como bonecas para crianças, porém, de acordo com Itachi, suas reais paixões eram as bonecas humanas que vendia a pervertidos e aos mais estranhos compradores. O irmão ainda suspeitava de que Sasori mantinha marionetes de seus próprios pais.

Além dos dois havia Zetsu. A foto dele era estranha. Sua pele tinha duas tonalidades, uma negra e outra clara como a do próprio Uchiha. Era o resultado de um dos estudos de Orochimaru, o que sustentava a ideia de que ele trabalhava com experimentos em humanos. A mistura de um homem negro com um branco. De acordo com Itachi, ele era fraco de saúde, justamente por ter sido exposto a muitos tipos diferentes de químicos. Ainda assim, perigoso. Konan era a única mulher do grupo, e não havia muito sobre ela. Por algum motivo, Itachi até gostava da mulher.

O que mais o preocupava, além do próprio Orochimaru, era Kabuto. O desgraçado, filho duma puta, sem escrúpulos continuava a ligar para ele. Queria formar uma “parceria” que Sasuke jamais aceitaria. Queria fazê-lo desde a morte do irmão. Verdade fosse dita, desde bem antes daquilo. Itachi nunca permitira a parceria, e Sasuke não conseguia nem mesmo olhar para a cara de desgosto daquele homem. Filho de uma égua nojento. Espião desgraçado… queria entrar na 66ª apenas para aprender sobre ele. Ainda bem que nunca deixara aquela escória se aproximar.

E também havia Kakuzu. Para ele, dinheiro era tudo. Vendia qualquer coisa que chegasse às suas mãos, mas, principalmente, pessoas. Ele provavelmente participava por essa razão. Talvez Orochimaru lhe pagasse bem.

Porém os outros… não fazia sentido algum. Nagato não parecia o tipo de homem que se deixava vender, e Hidan não parecia ter qualquer interesse que não o de cultuar seu precioso Deus Jashin. Suspirou e esfregou seus olhos, cansado. Já era tarde, ele sabia. Precisara dormir por algum tempo, pois não funcionava direito se não dormia bem. Olhou o relógio. Quase seis horas.

— Merda!

Prometera a Aya e Naoto que os buscaria sempre mais cedo, porém se esquecera. Jurava que ainda eram três horas da tarde! Seu celular apitou. Olhou sem grandes preocupações, pensando ser uma mensagem, mas era um aviso. Naoto acabara de apertar o botão do pânico.

–-//--//--//--//--//

Naoto olhou para fora, esperando por tio Sasuke. Ele não deixava que ficassem até tão tarde já fazia alguns dias. Um homem se aproximou. Andava com a camiseta meio aberta e era muito alto. Sentiu aquela sombra estranha nos olhos dele, mas era diferente da de tio Sasuke ou da de papai. Ele não a escondia. Naoto sentiu medo.

Sem que percebesse, tocou o botão em seu pulso. Era um sentimento forte, que tornava o ato de respirar difícil. O tal homem vinha na direção deles. Olhava diretamente em seus olhos. Agarrou a mão de Aya e tentou empurrá-la de volta para dentro da creche, mas ela estava distraída e não entendia o desespero dele.

— Olá!

— Titio diz que a gente não pode falar com estranhos – a menina respondeu imediatamente.

Aya continuou brincando com uma borboleta que passava ali perto, mas agora sentia o olhar do homem em sua nuca. Desviou o olhar para ele e quis recuar alguns passos. Sabia que não podia, porém quis fazê-lo mesmo assim. Desviar e recuar eram sinais de medo, e ela não podia demonstrar medo até papai ou tio Sasuke chegarem. Papai certamente não viria. Apertou discretamente o botão em seu pulso, ao fingir que o segurava com a mão, em sinal de timidez.

— Eu sou um estranho legal. Quero falar com vocês.

— A gente não pode mesmo, moço… – murmurou Naoto.

— Oras, vamos! Eu era amigo do papai.

— Era…? – Aya perguntou desconfiada.

— Claro! Itachi era um cara tão legal.

E toda a desconfiança de Aya sumiu. Naoto segurou na mão dela e não deixou a menina sair pulando de animação. Ele sabia que havia algo de muito errado com aquele homem. Ainda não sabia exatamente o que era essa coisa errada, sabia apenas que ela existia.

— Ele conhecia o papai, Nao!

— Papai conhecia muita gente…

— Vamos mais pro lado, aqui é ruim de conversar.

Aya iria com ele para qualquer lugar. Naoto ainda tentou segurá-la, mas a menina estava certa de que nada de errado aconteceria. Além disso, tio Sasuke chegaria rapidinho.

Naoto não conseguiu segurar a irmã e acabou por segui-la.

–-//--//--//--//--//

Sasuke colocou a sirene que mantinha guardada no porta-luvas sobre o carro e pegou o telefone. Estava tremendo. Era instinto, ou algo assim, mas sabia que o problema era grande. Não apenas Naoto estava assustado, mas Aya também. Seus dedos foram para o teclado e acabou ligando para a primeira pessoa em quem conseguiu pensar.

Naruto atendeu no terceiro toque.

— Alô…?

— Uzumaki, preciso que vá à minha casa. Agora.

— Uchiha-san…? O que foi? Quê que está acontecendo?

Certamente o loiro conseguia ouvir o barulho da sirene ao fundo, mas Sauske não tinha tempo para explicar. Só precisava que Naruto fosse até sua casa.

— Não dá tempo de explicar, só vai! Eu estou chegando, esteja lá antes de mim. Rápido!

— Ok. Estou a caminho.

Sasuke desligou e sentiu o coração acalmar um pouco, mas não muito. Chegou rápido e seu corpo inteiro gelou com a cena. Naoto estava agarrado a Aya, que gesticulava ao falar com um homem magro e alto. Vestia roupas elegantes e tinha o cabelo em tom extremamente claro.

Imagens de seus pequenos sangrando em uma mesa apareceram em sua mente. Sendo oferecidos como sacrifício a um Deus sádico no qual o próprio Uchiha não acreditava enquanto aquele homem ria ao fundo.

Sasuke o reconheceria em qualquer lugar.

Hidan.

Notas finais
Eu seeei que ainda não respondi todos os lindos comentários de vocês, mas meu tempo no computador está muito limitado. A partir de agora, temos ação ;33 Espero mesmo que tenham gostado. E aí, o que acharam? O que Hidan vai fazer? E Naoto? E Aya? See you all next sunday ;33 Bjs e teh + ^3^//