Obsesso

12 11. Hot Gay


Notas iniciais
Heey o// Karin entrou no ka-tet deles o// (muito Stephen King, desculpa --') ~~enjoy

Chegaram à cobertura do prédio sem nenhuma sacola nos braços, pois estas estavam com alguns dos empregados do edifício. Incrível como o dinheiro deixava tudo mais confortável.

— Deixem na cozinha e depois podem ir.

Os tolos que achavam que conseguiriam uma ótima gorjeta acabaram decepcionados, porém fizeram como lhes fora ordenado. Ninguém ousava discordar de Uchiha Sasuke.

As crianças correram direto para as caixas com seus pertences, e Aya logo agarrou alguns ursinhos, satisfeita por tê-los de volta. Sasuke deixou os sobrinhos entretidos com aquilo e foi até a cozinha. Prometera a Ino que faria massa para os sobrinhos, porém estava exausto demais para cozinhar. Pegou o telefone preso à parede e discou o conhecido número de um restaurante que gostava. Pediu três pratos distintos de massa, e depois voltou à sala. Aya e Naoto haviam aberto as caixas ali mesmo, e Sasuke suprimiu a vontade de xingá-los por fazerem bagunça em sua sala. Caminhou até o notebook colocado estrategicamente sobre a mesa e o ligou. Assim que entrou na internet, pesquisou sobre a idade em que as crianças aprendiam a tomar banho sozinhas.

Quando: a partir dos 6 anos.*

“Merda, vou ter que ensiná-los a fazer isso também?”

[…] Vale lembrar que a higiene íntima das meninas requer atenção redobrada da mãe nessa fase de aprendizado.

“Eu não vou ensinar essas coisas pra ela, não sou mãe, porra. Não sou nem pai, pra ser sincero. O que eu to fazendo?”

Fechou o objeto e voltou o olhar para os sobrinhos, que pareciam bem entretidos em jogar os ursinhos um do outro. Acabou com a brincadeira ao mandá-los para o banho. Prometera que seria mais responsável com as crianças, e obedeceria a si próprio. Criou um cronograma para aquela noite.

“Banho primeiro. Depois a comida chega; nós comemos; eles escovam os dentes e ficam olhando televisão. Eu coloco o despertador para nove horas. Fico analisando o caso de Itachi até lá. Quando tocar, eles vão pra cama e eu fico em paz”.

Certo de que nada mudaria seu planejamento, mandou as crianças para o banheiro e as seguiu. Aya e o irmão carregavam as toalhas especiais que Ino trouxera em uma das caixas. Elas tinham tocas com orelhas. Assim que chegaram ao banheiro, o Uchiha ligou a ducha.

— Não, tio Sasuke! – reclamou Aya. – Banheira!

Sasuke negou com a cabeça.

— Outro dia.

Emburrada, a menina obedeceu-o – o que mais poderia fazer?

Naoto imitou-a, e Sasuke pegou o shampoo e entregou a Aya. A menina encarou o objeto um pouco confusa, e percebeu que o tio esperava que ela fizesse algo – aos poucos percebia que os olhares de Sasuke não eram desprovidos de emoções; estas apenas estavam escondias, mas podiam ser percebidas.

— Tio Sasuke, a gente não pode usar o shampoo. Papai diz que vai somos muito crianças ainda.

Sasuke reprimiu a vontade de fechar os olhos ao ouvir o verbo no presente. Ironicamente, ver os sobrinhos agindo como se Itachi ainda estivesse vivo era ainda pior do que vê-los lamentando a morte dele. Porque ver que o irmão continuava vivo para os pequenos lhe era doloroso. Ele também queria Itachi vivo.

— Tudo bem.

Ele pegou o shampoo e colocou na própria mão. Viu-se completamente sem armaduras naquele momento, ao encarar os longos cabelos da sobrinha um pouco receoso, cogitando qual a melhor forma de fazer aquilo. Naoto riu ao ver a expressão no rosto do tio. Era a primeira vez que o menino fazia aquilo desde a morte do pai, e imediatamente chamou a atenção do homem. A risada infantil preencheu o local, e o próprio Sasuke abriu um sorriso de canto. Um sorriso de verdade, daqueles que ele nunca pensara que mostraria a alguém novamente.

— É só esfregar, tio Sasuke. Tenta em mim primeiro, porque meu cabelo é menor.

Sasuke assentiu com a cabeça, sem se impressionar com a reação rápida de Naoto. Afinal, ele era um Uchiha. Nada mais natural do que ser capaz de analisar rapidamente as situações ao seu redor.

O cheiro do shampoo infantil invadiu o aposento, e era agradável. Sasuke percebeu que passar shampoo em Naoto era fácil, e o menino colocara as mãos sobre os olhos para que acidentes não acontecessem.

Com um sorriso sapeca, Aya agachava-se.

— Tio Sasuke! – chamou ela.

O Uchiha desviou o olhar para a sobrinha e a menina pulou, estendendo as mãos para que a água atingisse o tio. Naoto contorceu-se ainda cheio de espuma, e Aya lançou água novamente no tio assustado, rindo. Primeiramente foi a raiva que o atingiu, porém esta não se manteve por muito tempo. Um sorriso de canto lhe enfeitou os lábios, e ele tentou lançar um olhar repreensivo para a sobrinha.

— Não faça mais isso.

Mas a menina ainda ria, divertida. Ele percebeu que era mais agradável daquele jeito, com os sobrinhos rindo. Ajudou Naoto a enxaguar os cabelos e depois estendeu os braços para Aya, dizendo que era a vez dela. Sapeca, a menina pulou nos braços do tio, molhando-o por completo ao abraçá-lo. Sasuke pensou em repreendê-la novamente, porém a força daquela ação e a forma como a menina escondia o rosto no seu pescoço o fizeram desistir. Com as mãos cheias de shampoo, ele retribuiu ao abraço dela e acariciou os cabelos negros da sobrinha.

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Estavam alimentados e de banho tomado. Para Sasuke, suas tarefas com os sobrinhos já haviam sido cumpridas. Ajeitou-os no sofá e entregou o controle remoto a Aya, para o caso de ela querer mexer no volume. Um filme infantil passava na televisão.

— Tio Sasuke, o que vai fazer? – perguntou Naoto, mordiscando o bico da mamadeira.

Itachi já os havia feito perder a mania, porém Sasuke lera online que aquilo acalmava a maioria das crianças, e deixar os sobrinhos continuarem com o objeto não lhe parecia tão ruim – principalmente porque foram eles próprios que quiseram comprá-las, e Sasuke simplesmente esquentou leite com achocolatado no micro-ondas e colocou no tubo de plástico.

— Vou trabalhar.

Aya não pareceu gostar da ideia, e segurou a mão de Sasuke quando ele tentou se afastar.

— Olha com a gente – ordenou.

Sasuke divertira-se – mesmo que jamais fosse admitir – ao banhar os sobrinhos e jantar com eles, entretanto tinha mais o que fazer do que olhar desenhos. Estava pronto para negar quando viu que ela tinha o olhar decidido de toda Uchiha, e as palavras de Ino quase pularam em sua mente. Ele precisava ser mais carinhoso e, aparentemente, assistir televisão era uma forma de fazê-lo.

Fazendo o possível para não deixar seu desconforto transparecer, Sasuke sentou-se entre ambos, e, felizes, os dois ajeitaram os travesseiros sobre as pernas do moreno antes que ele pudesse reclamar. Sasuke não soube como reagir àquilo, portanto simplesmente permitiu que os sobrinhos aconchegassem-se contra seu corpo.

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Naruto abriu os olhos devagar, sentindo a cabeça pesada. Ela não doía – não ainda –, apenas parecia ter aumentado de tamanho. Ficou sem se mover pelo que ele pensou serem dez minutos, porém poderiam também ter sido horas. Quando o azul-celeste finalmente apareceu por entre as suas pálpebras, tudo girou. Esperou alguns minutos até a lâmpada voltar a ser apenas uma, e rolou para o lado, concentrando-se no espaço vazio.

A cama era-lhe bem conhecida; já levara muitas pessoas para lá – homens e mulheres –, porém eram raras as vezes em que acordava sozinho. Gostava de ser o primeiro a sair, porque detestava aquela sensação de ter sido abandonado. Sabia que era egoísmo deixá-la para o parceiro da noite, porém aquela sensação era quase insuportável.

A de olhar para o lado esperando encontrar alguém e ver-se sozinho.

Tentou afastar o estúpido sentimento de solidão, sabendo que acordar com um estranho não poderia ser considerado como “acordar com alguém ao seu lado”. Não com o sentido que ele desejava, ao menos. Tentou afastar esses pensamentos também, porém era difícil. Estava de ressaca, e o desejo de ter alguém com quem dividir a vida era sempre grande quando estava daquele jeito. Levantou-se ainda cambaleando e sorriu ao não sentir o ânus doendo. Aquilo significava que ele dominara naquela noite, que não passava de um borrão. A sensação agradável que dominava seu corpo indicava que a noite fora boa, mesmo que não o suficiente para ser recordada. Arrastou-se até o banheiro e tomou uma ducha fria, que serviu para despertá-lo melhor.

Quase sóbrio novamente – apenas com aquela cabeça pesada e corpo mole –, arrumou suas coisas e percebeu que estava sem camiseta. Revirou os olhos e colocou as calças. A carteira continuava cheia de seu dinheiro, o que significava que não fora roubado. Ligou para um táxi e desceu até o hall, esperando poder pagar.

— Naruto! – cumprimentou Jou, o recepcionista.

— Jou! – respondeu o Uzumaki, abrindo seu melhor sorriso. – Quanto deu, dessa vez?

— O loiro com quem você veio deixou pago. Acho que alguém foi a menininha dessa vez, hein? – zombou ele, fazendo o loiro rir.

— Ironicamente, não. Apesar de ter sido deixado sozinho no quarto.

Saiu depois de algumas outras palavras, pois o táxi já o esperava ali. Deu o endereço de Kiba após entrar, e ficou feliz por não ser questionado a respeito de sua nudez parcial.

Quando estavam presos em uma sinaleira, o telefone tocou. Era um número desconhecido, e Naruto receou um pouco ao atender.

— Alô?

— Hm… loiro?

A voz lhe era conhecida, mas o Uzumaki não sabia dizer de onde.

— Quem é?

— Karin. De ontem à noite, lembra?

— Não muito… – constrangeu-se ele, pensando como se livraria da mulher.

— Você se cadastrou como “Hot gay” no meu celular, e eu meio que te leiloei sobre uma mesa.

— A ruiva virgem!

Ele quase conseguiu sentir o olhar irritado dela e riu. Sim, lembrava-se. A garota arranjara-o uma ótima noite, apesar de ter acordado sozinho.

— Não me chame assim!

— Qual é o problema, ruivinha?

— Então, eu queria saber se você poderia vir me buscar.

— Não me diga que perdeu a virgindade!

— Com uma mulher, sim. Pelo menos não teve penetração, pelo que eu me lembre. Só vem me buscar, ok? Você é a única pessoa que eu conheço nessa cidade.

— Onde você está?

Estava em um motel barato, perto de onde o Uzumaki se encontrava. Ele deu as coordenadas ao motorista que não pareceu gostar da mudança de trajetória, porém não reclamou. O Uzumaki não demorou a chegar, e ligou para o número dela assim que estava em frente ao estabelecimento.

— Desce – pediu.

— Eu meio que não posso…

— Por quê?

— Eu meio que perdi minha camiseta ontem de noite…

Naruto riu, lembrando-se que fora ele o culpado por aquilo.

— Somos dois. Vem correndo que eu deixo a porta do táxi aberta pra você.

Ele abriu a porta e foi para o outro lado, deixando espaço para a ruiva jogar-se ao seu lado.

— Acho que não será a coisa mais constrangedora da noite, né?

E desligou. Naruto não controlou a gargalhada ao ver a mulher vir correndo, apenas de sutiã e saia, até o táxi. Não usava nem ao menos os sapatos.

— Pare de rir, Hot Gay – reclamou, fechando a porta em seguida.

O motorista desviou o olhar para o casal seminu em seu carro por alguns minutos e então deu de ombros. Não era a situação mais estranha na qual já se encontrara.

— Hot Guy! – corrigiu o Uzumaki, tendo plena certeza de que fora o que escrevera no celular dela.

— Eu li Hot Gay ao acordar, então é assim que eu vou te chamar, ok?

— Cala a boca, eu to sendo legal aqui. Onde que é o seu hotel?

Ela corou violentamente.

— Na verdade, eu meio que fui assaltada.

— Como assim?

— Eu estava com uma mochila com roupas, indo pra um hotel qualquer. Eu já tava pronta pra ir pra boate porque uma amiga minha me arrumou ainda em Boston. A gente ia vir juntas, mas o namorado dela furou, e ela desistiu. Eu queria muito vir, então vim sozinha.

— Você é louca? Como pode vir sozinha pra uma outra cidade, vestida pra uma festa, com só uma mochila?

— Eu agi no impulso, ok? – defendeu-se. – O que importa é que eu tenho só minha carteira aqui, graças a Deus. Então eu queria saber se você podia comprar uma camiseta pra mim em qualquer lugar e me deixar em um ponto de ônibus. Acho que Worcester deu o que tinha que dar pra mim.

Naruto olhou a garota despedaçada ao seu lado e lembrou-se de quando ele próprio estivera perdido. Sabia que estava a ponto de fazer besteira, mas não podia simplesmente deixar a garota à própria sorte, principalmente após perceber como ela era ruim ao fazer escolhas.

— Não. Você não vai fazer isso. Vá pro endereço de antes, por favor – falou para o taxista, que suspirou, mas obedeceu.

— Como assim?

— Com a sorte que você tem, provavelmente vai ser estuprada no meio do caminho. Você pode ficar na casa do meu amigo hoje, e amanhã eu te levo pra Boston comigo. Eu também sou de lá.

A garota arregalou os olhos, visivelmente assustada, e Naruto percebeu como sua fala devia ter soado.

— Eu juro que não sou nenhum psicopata, ok? Meu amigo é legal, e ele te empresta uma camiseta…

Mas a garota o interrompeu ao abraçá-lo bem forte. Naruto ficou assustado, mas retribuiu.

— Você estava bêbado ontem, e se negou a tirar a minha virgindade. Acredite, a única coisa que me assusta agora é que eu encontrei uma pessoa legal. Tem noção de quanto tempo faz desde que eu encontrei alguém assim?

Naruto riu um pouco constrangido, sem saber exatamente como responder àquilo.

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Assim que Sasuke abriu os olhos, sentiu raiva. Perdera a noite inteira dormindo. Lembrava-se vagamente de ter levado Aya e Naoto no colo até o quarto da menina, e então ter ido ele próprio para a cama. Aquilo era irritante ao extremo, porém tinha uma boa consequência: estava bem desperto.

Ouviu barulho vindo da sala e percebeu que os sobrinhos já haviam acordado. Suspirou. Não poderia perder tempo como na noite anterior, portanto precisava de alguém para ficar com eles. Como teria companhia naquele dia, que fosse uma companhia útil.

Ligou para Ino e pediu para ela passar ali junto de Gaara. A loira concordou, e eles marcaram que ela iria fazer o almoço.

— Vou chamar Temari e Shikamaru também.

— Você só quer uma babá, né? – perguntou a loira, suspirando. Gaara, Shikamaru e Sasuke juntos podiam apenas significar trabalho.

— Sim.

Sasuke não se despediu, simplesmente desligou e olhou para o relógio. Eram quase dez horas da manhã. Repreendeu-se por ficar até tão tarde dormindo, mas sabia que era essencial. Levantou-se e foi até a sala, encontrando os sobrinhos ainda de pijama a assistir um desenho animado qualquer.

— Ino e Temari virão aqui hoje – informou. – Por isso vocês vão tomar um banho agora, ou a madrinha de vocês não vai me deixar em paz.

As crianças assentiram com a cabeça e acompanharam Sasuke até o banheiro. A ducha foi mais rápida do que a do dia anterior, e Sasuke conseguiu escapar um pouco dos ataques de água que recebia dos sobrinhos. Assim que eles estavam limpos e vestidos, deixou ambos na sala.

— Eu vou tomar um banho e depois faço o café-da-manhã de vocês. Aya, vá penteando seu cabelo.

A menina obedeceu, e Sasuke não demorou muito tempo para se limpar também. Preparou cereal com leite para os três e entregou as tigelas para os sobrinhos, que ainda assistiam televisão. Aya estendeu a escova de cabelos para ele, e o Uchiha não viu outra opção que não desembaraçar as madeixas negras. Não demorou muito, e logo se sentou à mesa que sempre usava. Tinha uma boa visão dos sobrinhos, o que permitia-lhe cuidar para que não se machucassem.

Comendo cereais, Sasuke colocou o vídeo de segurança da tarde anterior no computador e começou a anotar o nome de todas as almas que tomaram sol.

–-//--//--//--//--//

Naruto chegou seminu junto de Karin, e Kiba riu de sua cara. Recebeu animadamente a menina, e cedeu-lhe uma camiseta assim que percebeu como ela estava desconfortável. Karin resumiu rapidamente a noite deles, referindo-se a Naruto unicamente como Hot Gay, e arrancou boas gargalhadas de Shino e Kiba.

Como sabia que devia explicações a eles por estar ali, ela revelou que, pouco após o loiro ter ameaçado todos que pudessem ouvi-lo, uma garota de cabelos e olhos escuros aparecera. O que se seguia ainda era confuso, mas Karin sabia que fora parar no motel com ela, e que fora muito divertido.

— Não sabia que ficava com meninas – riu Naruto.

— Eu também não. – Admitiu ainda envergonhada.

— A conversa tá muito boa, mas eu preciso dormir. Karin, sinta-se à vontade para tomar banho e pegar algumas roupas minhas, apesar de eu não achar que algo vá servir em você.

— Obrigada, Naruto. E desculpa incomodar assim – pediu a Kiba e Shino, que apenas deram de ombros.

— Não é incômodo nenhum, acredite. E o Naruto é bem tapado, então nada mais normal do que ele trazer uma completa estranha pra uma casa que não é dele.

— Tecnicamente eu cresci aqui. Sinto como se fosse minha casa também.

Kiba discordou com entusiasmo, mas Naruto apenas deu-lhe as costas e foi para o quarto que sempre ocupava, levando Karin consigo. Mostrou o banheiro para ela, e Shino apareceu segundos depois com um calção que talvez pudesse servir nela, dizendo que era bem antigo.

— Obrigada.

O garoto assentiu e saiu, indo deitar na cama junto de Kiba. Naruto não fora o único a se divertir na noite anterior.

Karin pegou o calção e uma camiseta de Naruto. Uma toalha estava no banheiro à sua espera, e ela entrou na ducha assim que possível. Estava de ressaca, e uma água quentinha para limpar toda aquela sujeira era o que mais desejava naquele momento. Suspirou, sentindo-se estranha. Normalmente estaria receosa ao estar na casa de um estranho, completamente sem roupas e à uma hora de casa, porém sentia-se tranquila. Naruto era tão quente e acolhedor. Tão… confortável.

Ele conseguira a confiança dela no momento em que desistira da transa ao descobrir que ela era virgem, e a ruiva riu ao lembrar-se de que ele ainda era um policial. Tinha uma ideia negativa dos oficiais da lei devido ao imbecil que ocupava seu coração, porém Naruto, Kiba e até mesmo Shino eram diferentes. Não eram tão frios e indiferentes quanto o idiota. Eram quentes e acolhedores.

Ela não se sentia tão protegida desde que seu pai morrera, tantos anos atrás. E o fato de sentir-se dessa forma com estranhos era engraçado. Mas, levando em conta seu passado, nada poderia fazer mais sentido.

Secou-se e colocou a roupa dos garotos, rindo ao perceber que estava com cheiro de homem. Saiu do quarto com o cabelo ainda molhado e desembaraçado, porém o sono que sentia era enorme demais para simplesmente ser ignorado. Olhou para Naruto, que ocupava quase a cama inteira, e riu. Caminhou até a cama de casal e empurrou o loiro para o lado. Este nem ao menos acordou, apenas resmungou um pouco.

Karin sorriu novamente ao olhar para ele, e agradeceu por ter encontrado o loiro naquela balada. Mal repousou a cabeça sobre o travesseiro antes de acompanhar o Hot Gay para o mundo dos sonhos.

*Informações retiradas do site: http://veja.abril.com.br/210410/hora-certa-p-124.shtml

Notas finais
Qualquer erro, por favor, avisem :33 Sasuke finalmente sendo um ser humano o// Hohohohoho Altas ideias para os próximos u-u O que acharam? :33 Bjs e teh + ^3^//