Obsessive
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Esse é o início de uma fic que vem gerando polêmica entre um grupo de amigos. Opiniões, sugestões e incentivos surgiram pra que eu viesse a postar. Eu desejo uma boa leitura e se vocês gostarem, indiquem, comentem, espalhem... Vocês são o incentivo para continuar.
Senhoras e senhores, apresento-lhes Obsessive.
Era o primeiro dia de aula no Lar dos Espartanos, uma escola renomada de Washington. Iniciava-se o primeiro período do Secundário nesta instituição. Após meses de férias, os alunos começavam dominar o prédio principal e os pátios que rodeavam o colégio.
No canto mais longe da sala, esperando que o sinal tocasse, estava Isabella Swan ouvindo músicas no seu mp3 player. Sua pele era branca como a neve, o que combinava com todo o frio que fazia no lado de fora de pequena e nublada cidade de Forks. Seu rosto possuía maças salientes e levemente rosadas. Acima, grandes e suplicantes olhos chocolates, que possuíam rodelas pretas como sinal de cansaço ao redor, e sua face era moldurada por longos cabelos ondulados de cor castanho.
Não era o que esperava de uma jovem que vivera no Arizona. Pelos estereótipos da cidade, as pessoas devem ser bronzeadas, e loiras e possuírem olhos azuis. Talvez esse fosse um dos grandes fatores para que Isabella nunca tenha sido muito popular na antiga cidade.
O Arizona era o lar da família Swan. O pai, Charlie, era um dos melhores chefes de polícia daquela localidade. A mãe, Renee, era uma mulher elétrica, dedicada e de alma jovem. E a filha, Isabella, que tinha poucos amigos porém era muito feliz. A vida ali era perfeita, clara e alegre. Mas será que a felicidade é plena e duradoura?
Sem que fosse esperado, a família Swan mudou-se para Forks, Washignton, com pouco mais de 3.000 habitantes.
Ninguém sabe o motivo dessa mudança repentina. Acredita que só algo muito grave poderia tirá-los daquela zona de conforto na qual viviam antes.
A jovem Isabella era apaixonada por desenhos, perdia-se traçando linhas das coisas que via e que sentia. Ela se prendeu esse hobby principalmente após a viagem. Desenhando ela sentia que ocupava sua mente livrando os pensamentos obscuros que a queriam tomar totalmente.
- Olá! – Falou uma menina de face redonda e rosada que ressaltava bochechas fartas por um sorriso de aparelho amigável. Ajeitou os óculos que teimavam cair-lhe do rosto e prosseguiu- Meu nome é Ângela Weber, prazer em conhecer!
- Sou Isabella Swan. — levantou ou olhos que estavam presos na bancada e cumprimentou a colega- O prazer é meu. – Concluiu timidamente;
- Você é nova na cidade, não é? Filha do chefe Swan. Vocês vieram do Arizona, né? Bem, nem parece. – Tomou seu lugar ao lado de Isabella e continuou- É verdade que sua mãe vai abrir uma lojinha de CDs aqui? Seria um máximo...
- Como você sabe tudo isso, Ângela? – Perguntou Isabella assustada com tanta informação de sua vida saindo da boca de uma estranha- ÂNGELA?
A garota de face rosada começou adquirir uma coloração roxa e tentava puxar o ar.
- Eu... Não... Ahh... Des- Desculp... Isabella...socorro- Tentava respirar. Sem sucesso. – Pe-pega... na mochila... a bombinha... Ah!
Isabella começou a chorar de desespero. Uma menina que acabara de conhecer com menos de 5 minutos estava morrendo ao lado dela. Todos os livros foram jogados no chão nunca busca desfreada pela bombinha de asma.
- CONSEGUI! – gritou Isabella. O sinal de início das aulas ainda não tinha tocado, por isso só estavam as duas na sala de aula. – ÂNGELA, ÂNGELA, NÃO MORRE, POR FAVOR, EU ACABEI DE CHEGAR NA CIDADE E ...
- AHHHH! – Puxou todo ar possível- AHHH! – Repetiu o gesto.
- Você tá bem, Ângela? Tá viva? – Isabella estava espantada.
- Perdão, Isabella. Os ataques de asma vêm ficando piores e eu falo muito. Já tá passando, não se preocupa. – esforçava-se pra tirar o paletó e folgar o nó da gravata que compunham o fardamento.
- Ah! Que susto. Ah, e me chama só de Bella, Isabella é muito longo, vai que tenha outro desses- Passou a mão na testa tentando se livrar dos pingos de suor que teimavam brotar- Eu vou pegar uma água pra você, Ângela. Por favor, não saí daí.
- Ok, Is... Bella.
- Toma esse leque aqui- retirou o objeto da bolsa- quando estou me sentindo mal, abano-me com ele. Eu já volto.
“Meu primeiro dia numa escola nova e eu quase presencio a morte de uma menina, ótimo, Bella. Que venha a próxima” – Pensou enquanto se direcionava ao bebedor.
Quando finalmente achou um, tomou bastante do liquido tentando se acalmar. Depois encheu um copo para a Ângela e, com cuidado, levou para a sala onde ela se encontrava.
No caminho, Isabella viu quantos alunos a esperavam na escola nova. Eram poucas pessoas, mas não tiravam o olhar dela. Começou, então, a fitar o chão. Quando finalmente chegou ao seu destino, apenas sentiu o baque e caiu no chão.
- Ai, moça, desculpa, não fiz por querer, vem, eu te ajudo- Alguém com uma voz rouca e musical apresentava perdão. – Pega a minha mão.
Bella abriu os olhos e encontrou um rapaz de pele tão branca quanto a sua. Seus cabelos cor de cobre estavam bagunçados contrastando sua pele clara fazendo o mais perfeito casamento com seus olhos castanhos claríssimos, cobertos por um óculos óptico. Ele tinha uma das mãos estendida em direção a Bella que ainda se encontrava caída no chão fitando-o fascinada. Ela a tomou e deixou ser puxada.
- Você está bem? Perdão, eu tinha pressa, a Ângela estava tendo um ataque de asma, ia buscar ajuda e esbarrei em você- anunciou ele com urgência.
- MEU DEUS! A ÂNGELA! Onde está ela?
- Está na sala, calma ela está melh... Nossa, olha pra você- Bella estava com todo o fardamento molhado pela água que lhe fora derramada- Eu sinto muito. Deixe-me apresentar, sim?! Sou Edward Cullen.
- Eu sou Bella Swan. – Cumprimentaram-se num aperto de mãos, porém a Bella recuou.
- Desculpe-me novamente. Esse problema das minhas mãos- levantou as duas mãos e as analisou- são anormalmente longas e ásperas- abriu um sorriso tímido e torto- Ah! Essa água era pra Ângela?
- Sim, mas não tem problemas, eu só preciso dar um jeito de secar o meu fardamento.
- Okay! Eu cuido da Ângela enquanto isso. Me desculpe mais uma vez. – Ele deu uma piscadela.
- Hm, tchau, Edward Cullen. Bom lhe conhecer. E... Hm...
- Sem formalidades, creio que seremos colegas de classe, sim? – perguntou.
- Se essa for sua sala, aposto que sim.
- Então me chame apenas de Edward.
- E eu sou só Bella.
- Ok, só Bella. É melhor correr, o sinal tocará daqui à 5 minutos.
- Ah, sim. Eu vou...
A caminho para o banheiro, mais olhadas. Dessa vez, Bella não se preocupou tanto. E ali iniciava uma nova vida.
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