Notas iniciais
Segue essa fic que me deixa desconcertada. :O Perdão, pela caralhagésima vez, enfim, cheia de provas e treinamentos. Sunny Gonçalves, to em uma dívida gigantesca contigo por ter te prometido um capítulo de aniversário e ter demorado tanto pra postar, mas, o que vale è a intenção. Meus sinceros parabéns. Muito beijo na boca, coisas calientes e menos contas pra pagar na sua vida ( confetes... Confetes... Confetes). Enfim, espero que gostem do capítulo.


—Qual é desse troço pesado?- eu tomei em mãos o objeto estranho e curioso das mãos da latina e o abri, observando seu conteúdo cheio de símbolos estranhos desenhados nele.
—Livro. Isso se chama livro, senhorita- Santana o tomou de volta com cuidado e passeou com os dedos entre os símbolos estranhos com um sorriso muito belo de satisfação- Os símbolos estranhos, do qual a senhorita me questionou, se trata de letras, que em conjunto, formam palavras. E as palavras em conjunto formam-se frases... Textos, e este, formam lindas histórias, relatos, hum, enlaces de amor- notei que suas bochechas tomaram um tom avermelhado depois de sua citação e sorri por seu embaraço. – E outros conteúdos de cunho explicativo.
—Você é fofa, Santana.
—Como?- ela indagou, espantada.
—Fofa. Seu jeito meigo e paciente é até bonitinho. Também adoro esses buraquinhos em suas bochechas que aparecem quando você sorri... Ou como está agora- levei o dedo até uma das bochechas de Santana e afundei na fendinha dali. — Envergonhada- Ela prontamente se afastou ainda mais desconcertada e vermelha.
—D-Desculpe-me, m-mas acho que tenho que ir. Já estou muito tempo longe de meus afazeres- bateu as mãos freneticamente na barra de seu vestido em um branco quase impossível de tão limpo, para tirar qualquer evidência de sujeira dali.
—Espera, San... Não vá, por favor- corri até ela e segurei sua mão para pará-la. Me senti absurdamente confortável por estar tão próxima a ela e a tocando. Santana tinha essa magia de me deixar bem e com uma sensação de segurança e paz que nunca alguém me fez sentir- Você não ia me ensinar mais sobre aquele troço de couro pesado? Livo?
—Livro- ela me consertou e sorriu mais calma- Tudo bem. Me desculpe por ter que sair dessa forma. Mas realmente preciso ir. Sou muito necessária no que faço- fiz uma careta de desagrado- Ei, não faça assim, senhorita. Eu voltarei.
—Mesmo?- sem nem perceber, eu já havia feito bico e me aproximado ainda mais dela. Céus, que cheiro bom vinha daquela morena de sorriso lindo.
—Mesmo. Eu prometo- Santana se aproximou. A cada centímetro mais perto, meu coração se perdia ainda mais no compasso correto. Quando seus labios tocaram a minha testa, muito embora eu achasse que seu destino fosse outro, a sensação que tive foi de que o próprio céu havia me pegado no colo e agora me ninava com extremo carinho- OK, agora eu vou. Cuide-se bem, senhorita. E não se meta em confusão.
—Jamais. Mas sei que se eu me envolver, meu belo anjo da guarda latino virá a meu socorro- brinquei, começando a fazer uma dancinha engraçada embalada ao som dos pássaros nas macieiras próximas- Não é, latina?
—Não tenha dúvidas- ela piscou e sorriu ternamente para mim.
Nesse mesmo instante uma rajada de vento soprou as pétalas de rosas que estavam jogadas pelo chão bem no meu rosto, tampando minha visão de Santana. Uma luz forte foi a única coisa que pude notar mais a frente e assim que as pétalas voltaram ao chão , de Santana só havia restado ali a lembrança de seu semblante sereno e encantador, me dando aquele sorriso de rasgar a seda dos céus.
Acordei as sei lá quantas da madrugada e me peguei sozinha no leito assustador do hospital. Foi a primeira vez depois de um sonho estranho com Santana que eu acordei me sentindo menos assustada. Intrigada sim, porque eu sempre estou nesse cocô, porém essa sensação que veio comigo depois de mais um vislumbre louco, foi de paz.
E que Santana fofa essa do meu sonho, devo ressaltar. Espero um dia vê-la daquela forma, leve e propensa a envergonhar-se com meus elogios. O que? Realmente aquela pancada afetou meu cérebro. Olha as ideias!
—San?- chamei-a pelo quarto razoavelmente escuro e esperei alguns segundos pela resposta.
E nada.
Nada.
Sumiu, a doida.
Ou será que eu era a doida da história?
Voltei a me deitar, bufante. Eu odiava estar sozinha, em um hospital silencioso mais ainda. Quantas pessoas estavam morrendo ali perto agora mesmo? Cruzes!
Uma sombra de passos atravessava um canto a outro por debaixo da porta, inquietamente. Fiquei observando aquilo por um tempo, receando que alguém me espreitava do outro lado, porém ao ouvir as vozes de Santana e seu irmão cochichando algo por ali, voltei a respirar direito.
Ou quase...
“ Ela não devia ficar sozinha por todo esse tempo”- a voz evidentemente zangada de Santana me pôs ativa novamente.
Como assim eu não devia estar sozinha?
“E ela não estava”- Lalo retrucava, aparentemente ofendido- “Eu estava com ela o tempo todo. Você sabe que eu arco com minhas responsabilidades, Sunny”.
“E como isso foi acontecer? Ela se machucou”.
“Acidentes acontecem. E vão sempre acontecer. Principalmente com ela. Está fadada a isso”.
“ Enquanto eu viver, ela nunca ficará desprotegida”. – Santana dizia agora embravecida.
“Você só está se machucando. E de novo... E de novo... E assim sucessivamente até enlouquecer de vez e... ”.
“ Lauro! Quantas vezes já lhe pedi que não questionasse minhas atitudes? Mesmo depois de tanto tempo você insiste em querer me mudar”.
“Eu sou seu irmão! Veja o que fiz por você e contínuo fazendo. Tem horas que eu acho que isso tudo é capricho seu para afrontar sempre Lúc... ”.
O barulho de algo batendo com força contra a porta me fez pular da cama, atônita. Ao que me parecia um dos dois havia sido prensado contra a porta com violência, e pelas vozes alteradas eu diria que era Lalo, já que sua voz estava abafada como se estivesse sendo sufocado pela garganta.
“Quem está corrompendo você?”.
“ Sunny... Ninguém... Me desça daqui agora! O que deu em você?”.
“O que deu em Você. Não age dessa maneira. O que está acontecendo? Dizendo esse nome agourento desta forma. Desde quanto é tão imprudente? ”.
Que conversa mais estranha! Essa família tem problemas...
“ Só estou preocupado com você. Afrouxa essa mão, droga. Isso dói”. — Mais outro barulho estranho e dessa vez acho que Lalo foi solto e caiu de joelhos no chão, tossindo. – “M-Me esqueci do quanto você é f- forte”.
“Vá procurar a mamãe!”.
“O quê? Eu estou bem.”.
“Não. Você foi tocado por um deles. Ela vai limpar você. Agora vá. Não quero você dessa forma perto dela”.
“Mas...”.
“ Vá!”.
Passos pesados ficando distantes indicavam que Lalo havia saído irado dali e o soco pesado de Santana contra a parede dizia que ela realmente não estava de bom humor depois daquela conversa, hum, sinistra?
Corri pra cama quando ouvi alguém destrancar a porta, me enrolei de qualquer jeito nas cobertas e fingi da melhor maneira que pude que estava dormindo.
—Você finge muito mal, senhorita Pierce. Consigo ouvir sua respiração forte daqui. Que excitação é essa?- Santana caçoava ao entrar no quarto e andar por ele ao retirar algumas peças de roupa.
—Que conversa estranha era aquela entre você e seu irmão? – não perdi tempo ao questionar.
—Aquilo? Ah, coisa de Lopez. Você não entenderia- jogou agora a calça por cima da poltrona de acompanhante e deitou-se na cama ao meu lado, me empurrando com o quadril em busca de mais espaço ali.
—Me faça entender. Porque realmente estou começando a desconfiar que toda sua família, a começar por você, é maluca.
—Já está tarde. Precisamos descansar. Você mais ainda. Deite-se agora. Esqueça que a minha família existe.
—Vai responder a minha pergunta, por favor?- levei as mãos a cintura, nervosa.
—Deite-se e comprove por si mesma o quão louca eu sou. – deu de ombros, cinicamente. Santana deitou-se no meu leito, somente de roupas íntimas e de maneira sinuosa- Acho que ainda dá tempo de surpreendê-la, senhorita Pierce.
—Deixe disso- tomei um travesseiro em mãos e atirei em cima de seu corpo para tapar sua semi-nudez e me manter sã para aquela conversa. Ou acham que eu conseguiria me concentrar com Santana Lopez, vulgo diabo sexy adolescente, em roupas tão sugestivas?
Que é que eu to fazendo da minha vida, senhor? (Chorando internamente).
—O que foi? Você aparenta estar tão inquieta.
—E não deveria? Olha só o que me ocorreu, San. Mais uma vez atacada por algo que eu não consigo explicar o que ou por que.
—Você só está nervosa e estressada. Isso as vezes nos faz perder o raciocínio. – sentou-se na cama, recostando-se o mais confortável que conseguia. Parecia refletir sobre alguma coisa- As coisas nem sempre estão realmente ali.
—Poupe-se de tanto cinismo, Santana. Algo me diz que você está escondendo algo e prefere me deixar enlouquecer a querer me explicar alguma coisa.
—Não sei do que está falando- Santana ergueu e abaixou os ombros, fazendo pouco caso do que eu argumentava.
—Está agindo como uma imbecil!- apontei acusativa para ela, que mais uma vez não demonstrava nenhuma emoção significativa.
—Você adora isso em mim.
—Claro que não. Isso te faz idiota, as vezes.
—E nas outras vezes?
Me senti envergonhada para responder. Minha guarda caia novamente. A forma que ela me olhava fazia com que meu corpo perdesse todas as defesas.
—Eu, hum, te acho encantadora. Por mais que não mereça ouvir isso de mim agora, tem algo em Você que me fez querer estar perto.
—Ah é? Bom saber. Então não sou uma completa imbecil?- ela azucrinava. Minha vontade era de esganá-la.
—Por que você age assim comigo?
—Assim como?
—Como se eu fosse nada e tudo ao mesmo tempo.
—Isso foi uma bela definição, com certeza.
—Sem graça.
— OK. Vamos lá. Isso é meu jeito de me importar. Satisfeita?
—Não, mas vou adorar que tente melhor que isso.
—Quer que eu fale de sentimentos agora?- Santana arqueou uma sobrancelha ao indagar. Eu a encarei com segurança e uma pitada de desafio pairou isso também.
—De preferência sobre os seus.
—Uau. Alguém aqui precisa de uma longa noite de sono.
—Não ouse fugir da minha pergunta. Logo, porque, você já havia dito algo comprometedor antes, em minha casa. Um pouco antes de ser levada presa- evidenciei bem uma forte entonação nessa última parte.
—Sobre eu te amar? Isso não já é tão óbvio?
—O que? Droga, garota, você fala foder, foder com força, foder muito, etc, foder e tal, e acha que eu possa definir isso sendo como amor? Me tira por asno, por acaso? Qual é?- Cruzei os braços e passei a andar freneticamente de um lado para o outro no quarto.
—Acha que por minhas palavras, pode descascar o resto tão facilmente?
—Então o que significa amor pra você? – em um pulo, me ajoelhei na cama , frente a ela, sentando-me em seu colo em seguida. Ela me fitou demorado e surpresa pela atitude repentina.
—Se você se lembrasse da verdade não estaria me perguntando isso.
— E que verdade seria essa?
—A nossa. – Santana girou nossos corpos com rapidez, ficando entre minhas pernas.
—Tenho tido sonhos.
— Sonhos? De que tipo? – Santana moveu o corpo sinuosamente, como a droga de uma cobra sorrateira por cima de mim, atritando nossos abdomens. Nem preciso dizer que não deu pra conter um gemido.
—Dos que não me deixam dormir em seguida.
—Comigo?- ela agora mordia o canto do lábio debaixo, me fitando com volúpia.
—Sim- suspirei profundamente antes de continuar com a explicação. Ela entre minhas pernas ajudava e muito na concentração. Droga de corpo que se contraia com tamanha sensualidade que fazia todos os meus cinco sentidos se concentrar só nela e naquele corpo desgraçado de atraente.
—De uma maneira erótica?- inclinando-se a mim, ela tentou me roubar um beijo, e como eu já supunha que acabaria uma desgraça se eu deixasse isso acontecer, a interceptei no meio do caminho.
—Nada erótico. Intrigante é a palavra certa. Isso me lembra que, tudo começou a ficar pior quando toquei suas cicatrizes nas costas.
Depois que eu disse aquilo, foi como se eu tivesse jogado água fria na brasa dela.
—Não tenho cicatriz alguma. Somente uma ou outra tatuagem.
—Claro que tem. Eu senti, Santana, embora você mal me deixe te tocar- ousei passar as mãos por seus ombros e deslizar pela lateral das costas, porém ela retraiu o corpo e abandonou a mim no leito.
—San... Não faz isso. Estou começando a achar que estou ficando louca.
—Talvez esteja- deu de ombros e seguiu até a janela, cujo vidro estava embaçado pela chuva.
—Sério que vai me tratar assim?- indaguei, em um tom triste.
—Não há nada acontecendo, senhorita Pierce.
—Droga, pare de me chamar assim- urrei, levantando-me depressa da cama. Porém logo me arrependi por ter feito isso depois de me sentir tonta como uma barata recém guinchada com inseticida. Santana correu à meu amparo. – Eu estou bem. Foi só uma tontura- me apoiei em seus antebraços enquanto ela me encarava preocupada.
—Me desculpe por isso.
—E que culpa você teria nisso, San? Deixe de besteira. Se quiser se culpar, culpe-se por me deixar tão zangada.- sentei na cama quando Santana me ajudou a chegar até ela em segurança. Deitei o rosto entre as mãos , torcendo para o mal estar me abandonar.
—Não queria que você se machucasse. Eu pedi para que não fosse atrás de mim. Mas você nunca me escuta.

—Que droga de ser humano acha que eu sou? Me preocupo com você. Não deixaria te prenderem injustamente.
—Você acredita em mim?- pude perceber um lampejo de alívio vindo de seus olhos castanhos profundos.
—Confesso que você me assusta. Mas não acredito que faria mal a alguém. Por favor, você me deu um gato- poderia jurar que ela riria depois da minha piada. Santana somente me encarava com o mesmo olhar de alívio, porém, em seguida aquilo virou uma outra coisa, que de certa forma me assustou. – San...
—Sim...
—Me ajude a entender tudo isso. O que a gente tem, de fato? Porque eu estou tão confusa sobre isso que sempre faz com que paramos no mesmo ponto, em inércia, e eu nem sei bem porque faço isso... Por que não consigo me manter longe de você e do que me faz sentir?. É um conflito. E você não me ajuda.
Ao sentar-se na cama, Santana me puxou pela cintura e a abraçou como uma criança assustada.
—Não posso fazer nada, por hora. Estou bloqueada.
— Bloqueada? San... Isso não pode ir para frente se eu não souber no que estou me metendo- acariciei seus cabelos.
—Amo você, senhorita Pierce. Amo. E espero que isso baste dessa vez .
—OK, não vou te forçar a ter essa conversa. Vou te dar essa folga, portanto pense bem em não me deixar mais no escuro quando o assunto for isso tudo que está acontecendo.- puxei seu rosto para que me olhasse diretamente nos olhos- Tenho a sua palavra?
—Tem sim- confirmou e deu um longo suspiro em seguida- Se quiser eu saio da escola. Assim não terá tantos pudores quanto a me ter a seu lado.
—Você está de brincadeira? Não. Não vai perder sua vida por minha causa.- Santana soltou uma risada amarga que me assustou.
—Que vida? Ainda não tive nenhuma.
—Deixe de zombaria. Isso é feio.
—Não me fará nenhum mal sair dali.
—San...
—OK, parei- ela rolou os olhos, emburrada- Estou excitada.
—Santana!- bati as mãos contra seus ombros e me soltei dela- Você não vale nada mesmo. Há pouco estávamos tendo uma conversa séria.
—Conversas sérias me deixam excitada...
—Deixe disso... E fique bem ai- intimei, depois que a vi ousar se aproximar- Santana, não faça isso.
—Fazer o que?- seu sorriso pervertido de canto me pareceu um grande problema.
—Isso. Pensamentos impróprios.
—Você nem imagina o quanto.
Após me conter, Santana já tinhas os braços rodeados por minha cintura, com lábios entre os meus ao tirar todo fôlego em meus pulmões. Nesse meio tempo ela ia me arrastando para o banheiro como décimas e tricentésimas intenções que me faria ter que conter gritos histéricos de prazer, em seguida causando efeitos a meu corpo até me fazer esquecer de onde estava.
E lá estava eu novamente, a mercê daquela mulher enigmática... Que sabia bem onde por as mãos. Oh de sabia.
~•~
Acordei na manhã seguinte com um barulho de alguém correndo pela quarto e se enviando debaixo do meu leito. Uma enfermeira mal encarada logo adentrou pelo quarto e ficou me avaliando.
—A senhorita por acaso viu um trambolho ruivo dessa altura- indicou com a mão a que altura se referia, um pouco abaixo de seus seios- Correndo com uma badeja de pudins de chocolate nas mãos?
—Não senhora. – menti. Sabia bem a que “ser humano” ela se referia.
—OK. Qualquer coisa me avise.
—Com certeza, senhora- assim que ela saiu, Sugar abandonou o esconderijo e saiu de lá com o objeto do furto em mãos já o degustando como uma criança- Sugar!!?
—Que foi? Pudim de hospital é gostoso- ela deu de ombros enquanto exterminava os potinhos de pudim.
—Você não toma jeito, não é?
—Difícil.
— O que faz aqui? Não deveria estar dando aula a essa hora?
—Talvez. Mas eu vim buscar você. Já recebeu alta.
—Glória aos céus!- Ergui as mãos em exaltação.
—E também... – Sugar continuou, ignorando a minha alegria com a notícia- Estou fugindo da anã escandalosa.
—Rachel? O que você aprontou dessa vez?- desci da cama, a procura de alguma roupa para me trocar.
—O que te faz pensar que eu que fiz alguma coisa?- Sugar levou uma mão a cintura, como se estivesse ofendida.
—Sugar... Por favor- rolei os olhos como se a resposta fosse óbvia- Estamos falando de você.
—Isso foi muito ofensivo, se quer saber. Mas, FODA-SE, fui eu mesma. Pronto.
— Ai meu santo Shakespearezinho- lamentei enquanto terminava de vestir um casaco- O que você fez com a pobre Rachel?
—Primeiramente, pobre nada, aquilo é o demônio- fez chifre com uma das mãos e levou a testa- e depois, não foi nada demais. Só que ela por acaso deixou o notebook e o celular bobeando pela mesa dos professores e, inocentemebte, eu mudei o toque do celular dela de Don't rain on my parade por um gemidão de uma foda bem doida e deixei no último volume, e o protetor de tela dela do notebook eu travei com um vídeo de um cachorro fazendo cocô na rua. Os alunos delas devem ter amado.
—Que maldade, Sugar- acertei sua cabeça com um tapa, ela choramingou acariciando o local dolorido- Espero que a Rachel te processe.
—Ela que tente. Processo nenhum me para... Catchau!- fez uma pose heróica e tomou a bolsa que eu já tinha em mãos e saiu correndo sem dizer pra onde.
—Quando chegar em casa, a primeira coisa que eu vou fazer é contratar um adestrador para a Sugar...
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—E então, Pirulitona, como foi a noite no hospital? Você até que amanheceu como uma cara alegrinha- Sugar perguntava enquanto estávamos a caminho de casa.
—Bom, eu só posso dizer que eu tive uma noite de sono bem agitada...
Flashback de alguns segundos da noite passada.
Se piscar perde...
—San... Hummm...
Ter uma Santana sensualmente te tomando por trás e estocando sem dó em seu interno enquanto deixava mordidinhas provocantes em seu pescoço, é quase difícil descrever enquanto se tenta atentar aos fatos sem ficar excitada ao ponto de ter um orgasmo só de lembrar...
Aqueles lábios carnudos arrrrrrrr. O jeito que ela me pegou arrrrrrrr. A forma como ela me devorava com olhar ahhhhhh. Eu escorreguei e cai de bunda no chão. Santana me olhou engraçado. Ai (Pula essa parte, por favor).
Ela me virou, me atirou contra a parede molhada e rodeou sua cintura com minhas pernas de saracura (bom, essa palavra não é nada sexy) e se pôs a me beijar ferozmente enquanto aperta meu bumbum com volúpia e desejo.
—Você é tão gostosa, senhorita Pierce...
...
—.... Então, pelo menos eu consegui dormir melhor- enviei um sorriso constrangido para Sugar que me olhou desconfiada. Mas daí tocou uma música que ela muito gostava no rádio do carro, então fui deixada em paz por alguns segundos.
Algo me chamou atenção mais a frente.
—Sugar... Pare o carro, por favor.
—OK, um segundinho...
Saltei do carro no momento que Sugar parou e não podia acreditar no que estava vendo.
—Marissa? Marissa Swan?
Sim, isso mesmo que você está lendo, oh da curiosidade, lá estava ela: a garota brutalmente assassinada. E ela estava elegantemente sentada a um banco de praça, me fitando com um sorrisinho diabólico de canto.
—MARISSA!!- gritei, correndo a seu encalço.
—Brittany? Hey, para onde você está indo, sua doida? Você acabou de sair de um hospital, não corre assim. Brittany!
Sugar gritava mais atrás , porém eu não me importei. Precisava tirar limpo aquilo, eu não estava ficando louca. Não podia.
—Hey, Marissa... Por favor...- eu chamava alto, cotovelando uma ou outra pessoa que se atravessava no meu caminho. A então garota morta levantou-se do banco e pôs-se a andar. Corri o mais rápido que pude para alcança-la, porém ela sumiu. Se misturou ao mar de pessoas pelas calçadas, aumentando meu desespero- Que droga.
Soquei o ar, embravecida. Ela estava tão perto. Mas como...? Um calafrio me alcançou, fazendo com que eu me agarrasse ao casaco que vestia com força para me manter aquecida. Uma presença estranha me assolava, juntamente com uma sensação horrível de temor, deixando-me apavorada sem ao menos saber da onde vinha aquilo.
—Ela causará sua morte- alguém sussurrou no meu ouvido, espantando a mim ao ponto de fazer com que eu ficasse girando como uma louca, ali mesmo na rua, a procura daquela voz agourenta tão próxima a mim- Não confie em Santana.
—Quem... Quem...
Vi de relance o reflexo de Marissa pelo vidro de uma loja, porém ela sumiu logo em seguida. A voz continuou a meu ouvido.
—Fique longe da minha filha.
—S-Sua filha? Por que...
—Ela é minha!- agora a voz estava mais gutural e se dispersou quase me arrastando após um vento forte chegar em seguida de seu desaparecimento.
De repente o céu perdeu o azul e ganhou um tom cinzento que geralmente significava uma chuva daquelas, com direito a trovão e tudo. Sugar me alcançou, e enquanto recuperava o fôlego, eu ficava atônita sem saber o que havia acontecido ali.
—B-Brittany... O que te deu pra sair correndo daquele jeito?- a ruiva questionava, sem fôlego pela corrida louca.
—Não sei... Não sei- lágrimas escorriam por minhas bochechas- Mas eu preciso urgentemente falar com o padre Joseph.

Notas finais
Quem será agora? Huajakauancsjnzanms Beijo no fiofó!