Obsessiva- O que te intriga... É o que te excita!
10 Depois da tempestade vem... Sugar?
Notas iniciais
Meus olhos ainda estavam pesados como tijolos, mas mesmo assim conseguiram se erguer como uma porta enfurrujada até que se deparassem com feições latinas em um sono tranquilo.
–Minha... Nossa... Senhora!- balbuciei ao me lembrar do que eu havia acabado de fazer com uma garota de dezessete anos. Pior ainda... Com minha aluna de dezessete anos. Foi a bela de uma estripulia mais que satisfatória, porém mais errada ainda- Oh céus... O que eu fiz?- me lamentei fechando os olhos com força- Mas foi tão bom... Tão bom!- mordi o canto dos lábios, alisando com cuidado um pedacinho dos seios maravilhosos dela, onde em parte eu ainda estava sobre. Nós ainda estávamos no sofá grande da sala, na mesma posição de quando alcancei o orgasmo mais incrível de minha vida e tombei sobre ela. Quando dei por mim já havia caído no sono, como a bela molenga que sou, deixando-a com seu sorriso irônico que tanta me rasgava por dentro. Céus, por que o errado é tão bom? Espera... e se ela usar isso contra mim pra alguma chantagem? Eu seria a pessoa mais ferrada do universo caso isso viesse acontecer. O que meu pai diria se soubesse disso? Meu Deus, meu pai! Que vergonha!
Respirei fundo e voltei a fitá-la em uma análise mental, mas que estava tão forte em minha cabeça, que o barulho logo poderia acordá-la. Santana é tão linda... Tão jovem! Mas esse jeito misterioso além de sexy, era definitivamente intrigante e perigoso. Nunca alguém mexeu tanto comigo, e lá vem ela, que até em silêncio brincava com minhas estruturas. O silêncio às vezes destrói muito mais que o barulho de uma bomba atômica... E tal frequência dessa bomba não se assimilava nem 1/3 do que os toques quentes de Santana causaram a meu corpo há tão pouco tempo. Senti vontade de tocar seu rosto, seus lábios tão convidativos, que faziam agora um leve biquinho no sono, mas contive minha mão a milímetros de cometer tal sandice.
–Isso é loucura demais, Brittany!- sussurrei pra mim mesma, sentindo tudo em mim revirar pelo simples fato de estar vendo-a descansar em seu sono reflexivo, onde agora juntava as sobrancelhas e trincava o maxilar- Tenho que sair daqui- disse em uma frequência que nem um cão ouviria, analisando toda a sala daquela cabana estranha, a qual eu não fazia ideia a quem pertencia. Acho que se eu tomasse muito cuidado e cautela, conseguiria sair de cima dela e logo em seguida da cabana, nem que eu pulasse pela janela do segundo andar. Estava decidida a sair, porém quando fui mover um braço...
–Espero que não esteja planejando sair de madrugada e nessa chuva- arregalei os olhos, prendendo o fôlego nos pulmões. Ela sequer havia aberto os olhos- Odiaria procurá-la nesse frio.
–Precisamos ir embora daqui- disse, depois de me recuperar do susto que quase me levou pra cidade dos pés juntos. E eu achando que aquele ser estava dormindo. Das duas uma: Ou ela tem o sono muito leve ou eu estava certa quanto a possibilidade dela ser ser neta do conde Drácula. Besteira ou não, isso me fez gelar a espinha.
–Não precisamos, não. Volte a dormir.
–Santana- tentei sair, mas ela abraçou minha cintura, me puxando ainda mais pra seu corpo quente nu, tudo sem abrir os olhos. Mais arrepios em tudo quanto foi parte de meu corpo foram espalhados- Já pensou se o dono aparece e nos pega assim?
–Essa cabana pertence ao acampamento, dificilmente alguém virá uma hora dessas aqui. Ela é usada pra deixar em confinamento os alunos indisciplinados.
–Como sabe disso?
–Eu presto atenção nas explicações dos professores. Você não?
–Engraçadinha!- ela sorriu de canto, escorregando seu nariz por meu rosto até o pescoço, dando uma cheirada profunda.
–Adoro seu cheiro pós-sexo... É embriagante.
–Para- tentei esconder o rubor que tais palavras me causaram, mascarando um gemido ao morder o lábio. Ela me ignorou, espalhando beijos curtos por meu pescoço e um pouco mais abaixo- É sério, Santana. Isso não pode continuar. Não está certo, só eu vejo isso?
–Ok... Vamos fingir que você não gostou, senhorita Pierce- agora os lábios estavam em meu queixo, onde deu um breve beijo- Que foi super errado- voltou para o pescoço, dando uma sugada forte no ossinho um pouco abaixo da jugular, o que me fez afundar as unhas em seu braço. Aquilo com certeza ia deixar marcado. Ela deixou escapar um suspiro- E mais ainda que se eu fizer isso... — escorregou uma das mãos por entre nossas barrigas ligadas até alcançar minha intimidade e parar em sua divisão, me fazendo arfar forte-... A senhorita não vá gostar nada e vai embora... Mas sabe, aqui está tão frio- passou os dedos lentamente por minhas dobras já pingadas, me olhando com um sorrisinho cínico- Felizmente... Eu sei bem como esquentar.
–Eu... Eu... Não posso! Não... Não posso- já me sentia alterar por seus toques sinuosos, por aquela voz rouca a meu ouvido, mimando-os excitantemente. Ela sabia bem como mexer comigo... Santana sabia terrivelmente ser sexy- Que droga, Santana... Pare de fazer isso comigo.
–Faz o quê? Te excitar?- já sentia seus dedos alcançarem meu montinho de nervos já um tanto ouriçado por tamanha bagunça em minha sanidade. Minhas pernas automaticamente iam dando mais espaço para sua mão me tocar.
–Não... Me deixar tão a mercê de seus toques.
–E isso é ruim?
–É péssimo!- meus olhos foram se fechando quando ela passou a circular lentamente meu clitóris já excitado. Oh droga, ela estava conseguindo me arrastar de novo para sua teia sexual. Mas nada eu podia fazer... Principalmente depois de já ter provado tão profundamente seus efeitos em meu corpo, que, como há poucas horas, já estava quase no seu limite de aceso.
–Se você admitir que me quer o quanto eu te quero, tudo ficará mais fácil- levou com a língua o lóbulo de minha orelha até os dentes e o puxou com a pontinha. Soltei o ar que eu havia prendido esse tempo todo com força, tombando o rosto para o seu, como se lhe desse mais liberdade para refazer o gesto. Era até engraçado como meu corpo reagia a seus toques sem eu sequer lhe ordenar tal coisa... Como agora, meu quadril estar se movimentando em seus dedos que ainda acariciavam meu clitóris em uma lentidão quase dolorosa.
–E-Eu não quero- apesar de tudo, de estar vergonhosamente entregue a ela, eu ainda conseguia negar o que acontecia ali. Era minha ética, fibra moral, dando de encontro a satisfação carnal que eu ainda era tão pouco familiarizada.
–Tudo bem- acariciou mais uma vez meus ouvidos com sua voz rouca mais sensual dos cosmos e se afastou para me fitar diretamente nos olhos- Então que tal eu lhe convencer do contrário?
–Oh céus! Não, pára, ta! Isso já está chegando a um meio perigoso- não sei de onde eu tirei tal força e coragem para me levantar dali e interromper aquela tortura gostosa- Eu vou embora.
–Por que?- Santana se ergueu do sofá, com uma calma de dar medo- Você quer ir?
–Eu preciso- respondi agoniada, juntando minha roupa do chão, porém ela segurou minha mão assim que fui pegar o que havia sobrado de minha calcinha e se encostou delicadamente a minhas costas, deixando que eu sentisse a temperatura acalentadora de seu corpo moreno. Com a outra mão ela corrigiu minha postura, para se igualar a sua até que eu sentisse a maciez de seus seios tocarem minhas costas nuas. Ela então abraçou meu peito com um braço, quase como uma gravata, usando da outra mão para descobrir minha orelha dos fios de cabelos, encostando os lábios carnudos a ela para sussurrar.
–Você quer ir?- repetiu a pergunta, com a voz em uma maciez tão sensual, que estava se igualando a sensação de alguém amaciar meus ouvidos com flores. Fechei os olhos, com um semblante inconformado.
–Não.
–Então?- seu polegar do braço que me envolvia, descia e subia em minha pele, e esse gesto foi parcialmente me deixando mais tranquila- Você luta demais contra o quer, meu anjo.
–Você é minha aluna. Minha carreira pode ser destruída por esse simples capricho meu. Lutei tanto pra conseguir chegar onde estou... Deixei de fazer tanta coisa, de viver tanta coisa, e isso pode arruinar minha vida.
–Ser fantoche dos outros não é vida- senti agora beijos preguiçosos por meu pescoço, e depois o ombro direito- Precisa se libertar de si mesma. Viver pra si e parar de deixar que os outros decidam sua vida.
–Como pode dizer isso de mim com tanta convicção?- senti realmente aquelas palavras. Olhando para um lado, em toda minha vida eu fui o que meu pai quis. Deixei uma vida por ele para segui-lo a Londres. Sempre segui à risca suas regras e aceitei as companhias que ele me ofereceu. Mas sempre foi por respeito e não submisão. Ela não podia falar isso de mim e ainda ficar calada pra minha pergunta- Fala como se soubesse tudo de minha vida. Você não pode simplesmente opinar no que faço ou deixo de fazer de mim. Sou apenas sua professora de literatura e melhor amiga de sua prima. Apenas isso. E ainda não respondeu minha pergunta: Como pode dizer isso de mim com tanta convicção?- ela suspirou próximo a meu pescoço, arrepiando alguns pelos dali. Eu agora me mantinha séria, porém não havia saído de seu abraço.
–Porque você é tão previsível... — passou seu nariz por minha nuca e voltou a orelha- Quanto o resultado do vento batendo nas folhagens.
–O que quer dizer com isso?- por que ela fazia meu corpo esquentar tanto?
–Que você deixa ser manipulada de uma forma que sua própria opinião de nada vale- a mão descia pelo vale de meus seios em uma pressão gostosa- Como deixar à prova seu amor próprio... O conhecimento de seu corpo pra realizar o capricho de um ser tolo- a outra mão deslizava pela lateral do meu corpo, me fazendo sem querer arfar- Sam é um babaca- ao chegar no meu quadril ela fincou as unhas ali. Soltei um gritinho surpreso e ao mesmo tempo num doloroso aceitável por ser tão excitante- Você é tão gostosa assim, que te ver sendo modificada por ele por um simples capricho machista, me dá ódio- puxou as unhas até minhas costelas, me levando a puxar o ar entre dentes- Mais ainda em pensar que ele possa estar tocando em seu corpo tão angelical por questões nojentas... Sinto vontade de rasgá-lo com as mãos.
–Não diga isso. Ele é seu amigo.
–Meu mestre, só isso- usou das duas mãos para envolver meu pescoço, em uma massagem erótica que já estava me deixando totalmente fora de meus eixos. Mesmo achando aquelas palavras perturbadoras, não conseguia me concentrar em nada que não fosse em seus toques em minha pele. Precisava descobrir um contra-ataque contra aquela dormência que Santana me deixava em fração de segundos... Isso poderia se tornar desfavorável a mim- Ele é uma idiota.
–Eu gosto dele- o som do que parecia uma risadinha debochada alcançou meus ouvidos.
–Você acha que gosta... Ou se força a achar isso- agora ela acariciava meu pescoço com as unhas de uma ponta a outra. Senti as pernas amolecerem.
–Pare de formar coisas sobre mim... Você não sabe de nada- minha voz era vacilante e sófrega.
–Eu sei do necessário.
–E qual é esse necessário? Ai, Deus, isso é tão bom!- ela agora escorregava as unhas por meus ombros e costas.
–Que eu te desejo e é recíproco- parou as unhas em minha cintura e a apertou em um puxão tão forte pra si que eu cheguei a me engasgar com a pressão- Discorda agora?
–Você é insana, garota!- senti que ela sorriu.
–Admita que gosta.
–Não... Ahhh- agora as unhas se firmaram em meu abdomen e escorregaram pras costas.
–Admita, senhorita Pierce.
–Não vou- um choramingo atingiu minha garganta quando ela me mordeu no ombro. Cheguei a me prostar pra frente e ela me trouxe de volta em um estralho de corpos.
–Ok... Eu sou paciente- beijou o local da mordida- Agora tenho uma pegunta pra você.
–O q-que é?- já estava a beira de um orgamo sem ela sequer ter me tocado mais “profundamente".
–Já te comeram por trás?
–O q-que? S-Santana... — quase que me engasguei com a saliva depois dessa. Ela soltou uma risadinha debochada e nada disse, apenas abusou da falta de pudor e puxou minha perna direita para se apoiar no sofá pequeno que estávamos próximas. Usou de uma mão para acariciar firme o interno de minha coxa erguida enquanto a outra se apossava de um seio meu e fazia pressão nele de uma maneira rude, mas gostosa. Tentei a todo custo abrir os olhos, mas estes me traíram a todo momento, pois eu já estava entorpecida pelas ações grosseiras daquela latina sombria.
–Você pode se negar a mim e até mesmo me repudiar quando sairmos daqui como sempre fez, mas, senhorita Pierce, a farei lembrar de cada detalhe que se passará no interno dessa cabana- expos próxima a meu ouvido, com firmeza na voz- Ouça bem minhas palavras... Pois elas ficarão cravadas em sua mente assim como meus toques a sua pele- senti sua mão em minha coxa erguida ir ganhando terreno até minha intimidade- E toda vez que olhar pra mim, meu anjo...- sua voz agora se tornava cada vez mais pecaminosa- Sentirá seu corpo queimar até gritar meu nome, e sabe de uma coisa?- lambeu a lateral de meu pescoço até a orelha, falando entre dentes- Talvez eu ainda vou querer te foder, sua safada.
–Oh meu Deus.- não soube explicar o que eu senti nesse momento. Só sei que meu coração tomou um choque assustador e passou a pular feito um louco querendo sair de meu peito.
–É, loirinha... Oh meu Deus!- sem nenhuma delicadeza ela invadiu meu centro com dois dedos e foi fundo, me fazendo gemer como uma maluca. Senti a perna que ainda mantinha meu corpo em pé ir falhando, então Santana me segurou com mais força com a mão livre e continuou a me levar a loucura com seus dedos ágeis em minha intimidade escorregadia. O polegar hora ou outra roçava a meu clitoris “animado", levando com que minhas arfadas ficassem ainda mais fortes e desesperadoras.
–Ahhhhh... Céus, oh céus... Não pare, assim... Isso é loucura, humm... Loucura!- envolvi sua nuca com um braço para me dar mais firmeza, pois com certeza eu logo atingiria o chão de tão mole.
–Seus gemidos me deixam louca- aquela rouquidão sensual só atiçava ainda mais meus sentidos e contribuia mais ainda para minha excitação se erguer avassaladora- Quero vê-la descontrolada- mais um dedo me penetrava e agora meus gemidos eram quase gritos de insanidade exalando por meu corpo até a garganta. Aquilo estava quente... Tão quente que nem o frio da chuva me impedia de suar como uma condenada. Sentia alguns fios de meus cabelos irem grudando nas costas, onde Santana ia os soltando para chupar a pele dali, espalhando beijos curtos até minha nuca.
–Caramba! Caramba- me exaltei quando senti que ia cair por conta da perna pra lá de mole. Santana foi rápida, me puxou pela cintura para que ela sentasse no sofá e assim eu ficaria no seu colo, ainda de costas para si. Ela abriu as pernas para manter a minha na abertura certa onde seus dedos trabalhariam livremente em seu bombardeio a meu centro.
–Relaxa... Um dia você aguenta- ela caçoou a meu ouvido e eu a acertei forte na coxa. Aquilo também iria ficar marcado. Oh se ficaria.
–Ai, droga... Mais rápido, Santana... Estou quase... Céus, eu vou gozar- alertei com a voz cortada, já me esquecendo do palavreado que eu aplicava. Eu não era de falar esses tipos de coisa, mas a ocasião me obrigava.
–É, vai gozar, sua safada? Farei rápido sim, mas quero que goze na minha boca.
–Espera- eu mal pude dizer nada, ela me jogou indelicamente com as costas contra o estofado do sofá e abriu minhas pernas, se posicionando entre elas. Passou o dedo indicador pelas dobras ensopadas, com um sorrisinho um tanto gabola no rosto.
–Fiz um estrago aqui, não?- ela arqueou uma sobrancelha do alto, lá do espaço ou mundo onde ela vivia, onde provavelmente era uma deusa das nações unidas nos confins do inferno, e umideceu os lábios com a língua- Quer um orgamo? Te darei bem mais que isso.
–Por favor... Eu estou tão perto- abri cada vez mais as pernas, como uma desesperada para ter seu desejo concedido, e ela simplesmente tombou a cabeça para o lado, passando a língua lentamente pelo dedo que havia testado minha umidade, fechando os olhos ao apreciar o gosto que vinha de meu interno. Foi uma cena quase parecida com a daquele filme Olhos Famintos 2, quando o monstro escolhia a vítima que lhe parecia saborosa, da janela do ônibus... Foi uma lambida daquela. Senhor, estou realmente afetada-San...
–Você tem tudo o que quero, senhorita Pierce- ela expos ainda de olhos fechados, como se fosse uma reflexão. Eu a encarei intrigada- Tem os olhos e encantos de uma menina- abriu os olhos e pude ver as sombras queimarem em suas orbes, que se dilatavam cada vez mais de desejo- Mas o desejo e o gosto de uma mulher- nos olhamos por incontáveis segundos... Era como se uma conexão, ligação, atração, sei lá que nome dar a isso, fosse se fixando ainda mais a nossos corpos... Nossos olhares... O fogo de seus olhos me queimando. Senti algo estranho tomar conta de mim. Era como uma vontade louca de sentir aquela garota em mim me consumindo agora.
–Por favor, não me torture mais.
–Vai por mim- ela foi descendo o rosto devagar até minha intimidade, com um sorriso e olhar safado a cada centímetro mais próximo- Você iria adorar que eu te torture.
–Hummm- gemi, mordendo por completo o lábio inferior quando ela abocanhou meu sexo com volúpia. Era a hora de eu me contorcer como uma louca naquela sofá mais ou menos confortável... A latina logo se apossou de meu clitoris e o chupou como se testasse a resistência dele ali. Não pude deixar de escapar um grito rouco da garganta e ele se tornou ainda maior quando a língua fez pressão a meu montinho de nervos e logo me invadiu internamente, como se quisesse me atravessar pela força que investia a meu centro. Não consegui controlar minhas pernas. Elas escalaram as costas de Santana, fazendo pressão com os dedos sobre a tatuagem negra do corpo moreno. Mais uma vez senti seu corpo enrijecer com o contato, e logo seus olhos subiam aos meus como se me repreendesse. Desci mais os calcanhares, para depois do meio de suas costas e me contentei em repetir o gesto por ali. Como nada ela esboçou, percebi que havia ganho condição. Fiquei curiosa quanto a história daquela tatuagem e provavelmente do que havia sob ela. Santana era puro mistério em tudo que lhe dizia relação. Aquele jeito fechado e sombrio não era normal... Algo perturbardor gritava naquela garota, entretanto, essa não era a hora de questionar nada de sua mente, pois sua língua trabalhava com destreza em minha entrada e nada poderia ser mais satisfatório para meu climax que se aproximava.
–Está gostoso, não é?- ela respirava forte contra minha intimidade, logo voltando a seu “trabalho" magnífico entre minhas pernas.
–Gostoso?- ri com sarcasmo- Você não existe, garota- Santana sorriu sem se desgrudar do que fazia. Senti que ela ofegava também e algo que me deparei, fez com que meu ser se revirasse cada vez mais. Ela estava se tocando mais a frente. Tinha dois dedos entre suas pernas, investindo contra seu sexo. Aquilo foi o bastante para eu me derramar estrondosamente nos lábios carnudos, que sugaram tudo com prazer. Me vi mergulhada em espasmos aterradores de um orgamo incrivelmente múltiplo. Lá estava eu destruída novamente pelos efeitos de Santana Lopez. Notei que ela ainda se masturbava pra mim, com a boca entreaberta e o corpo se comprimindo, ameaçando um orgasmo gostoso. Depois de satisfeita, ela deitou sobre meu abdomen e nos encaramos, ambas ofegantes e cúmplices do que seria o melhor sexo de nossas vidas- Você não é humana, é?- perguntei em um tom mais sério que descontraído, ela deslizou os lábios em um sorriso torto, daquele cheio de significados, um mais incoerente que o outro.
–Humm... Talvez- eu estava quase certa de que não, Santana Lopez.
~°~
Não demorou muito para o dia amanhecer. A chuva já havia cessado, só sobrando aquele friozinho e o cheiro das folhas e a terra molhada. Apesar de ainda sentir o corpo dolorido da noite mais que agitada que tive com a latina, não precisou o Sol aparecer por completo, logo eu havia conseguido arrancar Santana daquela cabana e agora caminhávamos em silêncio de volta para o acampamento. Ela, como sempre, se trancava em seu mundo, sem exibir nenhuma reação humana enquanto mantinha o olhar perdido para as montanhas no horizonte. Já eu carregava comigo o semblante mais culpado do universo. Minha cabeça estava querendo explodir por tantas preocupações de como seria minha vida depois do que eu fiz... Duas vezes... Apesar de lutar tanto contra. Não sei o que ela tinha que me atraía tanto, mas percebi ser perigoso... Deus, como era perigoso... Excitante, isso mais ainda. Meu corpo esquentava só de lembrar o que ela causou a ele na noite passada. Como ela conseguia ficar tão tranquila depois de tudo?
Repentinamente me assustei com o contato da camisa de Santana repousando sobre meus ombros. Quando ia me negar a aceitar, ela se apressou a argumentar.
–Está dando pra ver seus seios pelo vestido- disse simplesmente, me fazendo corar, vestindo rapidamente a blusa. Havia esquecido de que estava sem sutiã e havia enterrado o mesmo com a pobre de minha calcinha tão querida. Foi como enterrar um ente querido, tadinhos. Mas as provas daquela noite (cof cof quente) tinham que ser eliminadas.
–Obrigada- me limitei a dizer, e ela apenas assentiu com um gesto de cabeça. Já estávamos perto do acampamento... Pude avistar o grande refeitório de onde estávamos- Excelente! Estamos próximas- comentei aliviada por ver que logo chegaríamos. Quando fui apressar o passo, Santana me segurou pelo pulso e me puxou pra si- Santana, não. Alguém pode nos ver- tentei separá-la de mim, empurrando seus ombros.
–Fodam-se todos!- ela envolveu minha cintura com um braço, levando a mão livre para meu rosto enquanto eu a encarava com um semblante receoso e meio sofrido- Eu não ligo pro que os outros vão pensar ou fazer, mas, por favor, me diga que vou poder tocá-la novamente.
–Isso não pode voltar a acontecer, Santana. Sinto muito.
–Por favor- seus olhos mergulhavam-se aos meus, como uma cachoeira de desejos que realmente, eram errados em serem realizados- Eu te quero, senhorita Pierce... Te quero muito.
–Por que ainda me chama de senhorita se já compartilhamos um momento íntimo?- ela afastou uma mecha de meu rosto e a colocou para detrás da orelha, em um gesto até carinhoso.
–Apesar do prazer que tive em provar seu corpo, isso não altera o fato de que eu te respeito e não me sinto tão honrada em pronunciar seu nome, senhorita... Isso me soa como um sacrilégio- respirei fundo, abaixando o olhar.
–Como ficamos a partir de agora?
–Como quer que ficamos?- movi a cabeça de um lado pro outro, como se tivesse inconformada.
–Quero que me deixe.
–Por que?
–Santana, isso é errado. Eu tenho 27 anos e você ainda não chegou nem aos 18. Sou sua professora. Por favor, faça isso por mim já que diz me respeitar tanto- ela me olhou fechada por um tempo e assentiu, em um balançar fraco e sem vida, inconformada com a minha escolha- Obrigada... Sabe tanto quanto eu que é o certo a ser feito- disse verdadeiramente e fui me soltar dela para voltar a andar, porém ela continuou me segurando firme, olhando pro vazio- Santana, me solte.
–Se eu for deixá-la, preciso de pelo menos um último beijo... Por favor- suspirei demorado. É, acho que um último beijo não matará ninguém. Nossas testas logo se encontraram e eu acariciei sua bochecha, como se fosse sentir pela última vez aquela textura magnífica. Santana respirou pesado e me beijou... Deus, que lábios! Que gosto! Que perdição em forma de beijo! Ela puxou mais forte minha cintura enquanto eu fazia isso em sua nuca. Foi um beijo quente, desesperador, cheio de desejo, onde nossos lábios se provavam sem pudor, chegando a estralar cada vez que se passavam, que se encontravam. Santana alcançou meu lábio superior e o chupou com prazer, passando a lingua por ele em seguida, onde eu voltei a capturar sua boca em mais um beijo ardiloso e nada comportado.
–HEY, NINFOMANÍACAS!-um grito nos tirou daquela bolha quente, fazendo com que eu me separasse como um foguete de Santana. Mesmo zonza, pude ver que Sugar nos encarava com os olhos arregalados, com as mãos na cintura, estufetada- Mas que porra é essa?
–Oh, céus!
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