Notas iniciais
Saudações, mafagafos do planeta Nyah! Eu sei, eu sei... Não queiram meu fígado, mas minha vida está um porre! Porre mesmo! Tem horas que me dá vontade de pegar uma garrafa de wisky, subir no alto de uma ponte, tomar a garrafa em um gole só e pular de braços abertos. Morrendo ou não tanto faz pra mim.. Só quero paz! #desabafo de uma bebum suicida kkkk ando meio enrolada. Adianto que as postagens vão se tornar meio demoradas mesmo, pois além de umas paradas de minha formação, estou treinando pra minha tão sonhada faixa em muay thai huuuu... Pois bem, torçam por mim. Espero que o cap cubra a demora do cão... Desculpem qualquer erro. Atenção: não recomendado para menores de 18 anos, poos contém partes pequenas que podem ser engolidas.

–Senhorita Pierce?- escutei uma vozinha longe em minha cabeça- Brittany?

–Uhmm?- murmurei ainda meio lesada.

–É que você ficou distante de repente. Está sentindo alguma coisa?- nostalgia serve, meu caro investigador?

–Não. Só estou cansada- suspirei fundo, brincando com os dedos da mão esquerda distraidamente- Falta muito pra acabar? Quero ir pra casa.

–Agora que começamos, minha cara!- bela hora para um palavrão bem malcriado que o deixasse vesgo- Mas vou aliviar pra você. Tendo em vista pelo o que passou, e pelo seu evidente estado de exaustão tanto físico quanto emocionalmente, vou liberá-la por hoje- esbocei um sorriso digno de um comercial de pasta de dentes- Mas amanhã, o quanto antes, quero que retorne para continuarmos, ok?

–Fico agradecida, investigador. Eu não aguentaria mais um instante sequer sentada nessa cadeira gelada.

–Ok- ele sorriu educadamente- Posso pedir para um policial deixá-la em casa? Ou você prefere ligar pra alguém vir buscá-la?

–Meus contatos estavam todos em meu celular que perdi na Memphs. Vou ter que aceitar a carona com o policial- ele assentiu e se levantou. Gesticulou para que eu fizesse o mesmo e o segui pelos corredores daquela tenebrosa delegacia de polícia. De longe escutei vozes exautadas vindas da recepção. Reconheceria aquela voz até dentro de um bueiro.

–Escuta aqui, seu policialzinho metido a gostoso, só que até um jumento manco é mais sexy, eu vou entrar nessa bosta e ninguém vai me impedir. Há de você se tentar. Vou chutar essa sua bunda cheia de rosquinha pro mar que é o seu devido lugar, seu orca.

–Contenha-se, senhorita. Ela está passando por um inquérito, não posso deixá-la entrar- o policial disse calmamente.

–Inquérito é o caralho. Eu entro onde eu quiser. Se eu quisesse entrar no seu rabo, você tinha que deixar. Pago meus impostos direitinho. Então saca daí, Peppa Pig do Village People!- cheguei a tempo de vê-la tentar passar pelo policial- Brittany!

–Sugar!- corri até ela, sendo envolvida por um abraço quase que desesperado de preocupação- Pode deixar... Ela está comigo- avisei ao policial que fazia menção de querê-la tirar de perto de mim.

–Ouviu, feioso? Estou com ela... Com a MINHA melhor amiga- ela fez uma dancinha vitoriosa da mais bizarra possível. Sugar parecia estar mais afetada do que de costume. Sua educação às vezes nunca mudara.

–Sinto muito por você- disse a mim- Essa sua amiga tem problemas mentais sérios.

–O quê? Está zombando de mim?- Sugar se revoltou, me soltando. O policial deu uma risadinha de escárnio- Ah, você não está zombando de mim!- balançou a cabeça como uma verdadeira barraqueira, elevando um dedo- Minha mãe diz que eu sou especial, ta!- ele continuou sorrindo-Brittany... Segura meu poodle- me jogou uma bolsa com formato de cachorro, que muito me assustou por ser bizarra, e fez posição de luta para o policial que ainda sorria.

–Se me agredir, vai presa por desacato- ela congelou no lugar e deu uns passinhos sem graça de volta.

–Devolve o poodle, loira- pegou o troço estranho e foi andando de costas- Vou ali ver se não estacionei em cima de alguma velhinha de novo- pegou o bicho estranho e sussurrou como se ali tivesse um rádio- Missão: resgate a pirulitona do xilindró, fail... Abortar- perto da porta ela disparou alucinadamente.

–Pode dispensar o policial, investigador. Eu vou com ela.

–Tem certeza?- ele me enviou um olhar temeroso- Aquela moça me parece um tanto... Na verdade, nem sei nomear o que ela parece.

–Ela é doida, mas é boa pessoa- só Sugar pra intrigar até um dos melhores investigadores de Nova York.

–Como ela se chama?

–RAIMUNNNNNDA!- Sugar gritou lá de fora, e eu balancei negativamente a cabeça.

–Não se esqueça... Amanhã a quero de volta aqui.

–Tudo bem... Pode ter certeza de que não esquecerei- sorri fraco para ele e fui me encontrar com Sugar, que falava algo com a bolsa bizarra.

–Hey!

–Hey!- eu disse timidamente.

–Está tudo bem com você?- fiz que sim com a cabeça- Você não disse meu nome verdadeiro pro policial, não é?

–Não, não disse.

–Aquele feiooooso!- fez cara feia- Faltou isso aqui pra eu dar um paranauê na cara dele- mostrou um espaço pequeno entre o indicador e o polegar- Desculpa. Fiquei meio elétrica depois de tomar tanto café para tomar coragem e vir ver você- admitiu, fazendo uma careta engraçada- Sem falar que fui num dentista antes e a anestesia ainda não passou o efeito, então tomei bastante café pra aliviar. Na verdade, acho que tomei café até demais... Gente, sou o único ser humano que fica porre com café. Acho que fiquei “cefelizada" ou será “cafeinizada"?- ficou confusa, fazendo cara de paisagem. De repente olhou para sua mão esquerda fechada e franziu o cenho- Ué... Cadê meu polegar? Roubaram! Isso não se faz com alguém... Eu amava aquele polegar de fazer “legal, mano"- choramingou, mas depois que abriu a mão, sorriu- Ah não, ta aqui... Lindão, aí- abraçou a mão do polegar “sumido" e depois me olhou como se nada tivesse acontecido- Oi!

–Tudo bem. Vou voltar e aceitar a carona com o policial- fiz menção de voltar, mas ela me parou.

–Que nada, pirulitona. Eu te levo. Entra aí- ela deu uns pulinhos estranhos enquanto ia pro seu lado, ao volante. Hesitei em entrar, mas fazer o quê... Era melhor que nada. Já estava tarde, e Sugar era minha melhor amiga, apesar de estar loucamente chapada por substâncias altamente suspeitas- Vamos?

–Vamos!- assenti, entrando no lado do passageiro em seu carro. Ela deu partida, só que ao invés do carro ir pra frente, deu ré, batendo em uma viatura. Arregalei os olhos, ao ver o estrago.

– DESGRAAAAAÇA! DE NOOOOVO, CHIBATAAAAA! AINDA NÃO ENTENDEU QUE IR PRA FRENTE, É IR PRA FRENTE, PORRRA?- eu nada dizia, só fiquei a encarando enquanto ela batia com o cachorro bolsa no volante, fazendo um monte de BIIIII com a buzina. Virou-se pra mim, apontando o cachorro falso todo arrebentado- Você não viu nada, loira. Pra todas as dúvidas, foi um meteoro vindo do planeta nárnia.

–Nárnia não é um planeta.

–Agora é- passou a marcha e acelerou em disparada. Acho que eu não morreria se pulasse da janela do carro agora... Quebraria até os ossos da alma, mas pelo menos ficaria viva, ao contrário do que ficando com Sugar aqui. Preferi lhe fazer uma pergunta a isso.

–Por que foi me ver?

–Você é minha bff, oras- deu de ombros, como se fosse óbvio.

–Sugar, sua família está me odiando- falei preocupada. Não queria que ela tivesse problemas com sua família por minha causa.

–Azar o deles... São um bando de hipócritas mesmo.

–Achei que me odiasse também- ela me olhou rapidamente e voltou a atenção para a estrada.

–Não te odeio. Só fiquei magoada por ter me escondido aquelas coisas. Achei egoísta de sua parte. Por vários motivos na verdade.

–Fui sim, me desculpe- deu de ombros novamente- Como pode ficar do meu lado mesmo depois do que aconteceu com sua prima?

–Acontece, Brittany, que apesar de me acharem a piradona que fuma capim estragado, eu sei muito bem discenir certas coisas- explicou agora séria- Além do mais, há acontecimentos que não podem ser previstos. Ainda estou triste por Santana, mas sei que isso logo será superado.

–Me perdoe, Sugar... Tudo isso foi minha culpa. Santana...

–Não vamos falar sobre isso, por favor- Sugar pediu machucada.

–Tudo bem. Me desculpe- um breve silêncio desconfortável se instaurou.

–O que aconteceu de verdade naquele dia do acampamento?- ela quebrou o silêncio, parando o carro no sinal vermelho e me encarou curiosa- Depois de tudo, tenho certeza de que houve algo mais ali- meus olhos se inquietaram pelo assunto- Brittany, me conte a verdade.

–Sugar, acho melhor não falar sobre isso também.

–Vai continuar me escondendo as coisas mesmo depois de eu ter enfrentado minha família pra ficar do seu lado?- respirei profundamente, mordendo o canto do lábio ao receber tal lembrança- Então, Brittany... É verdade o que me contou naquele dia?

–Não- respondi, me sentindo um tanto envergonhada.

–Então ela te fez mesmo alguma coisa?- fiz que sim com a cabeça- Brittany- tocou em minha mão, estupefata- ... Santana te estuprou?- fechei os olhos com força, sentindo os olhos arder em lágrimas.

–Não, Sugar... Foi muito longe disso...

~°~

Aqueles lábios... Deus, existem mais perfeitos? Se tiver, com certeza não prestam. Eles oscilavam entre os meus e meu pescoço, em beijos quentes e ousados, que me faziam esquecer de como se respirava. Sentia o rastro pela pele onde ela passava os lábios macios... Era mais gostoso ainda quando sua língua quente comandava a tragetória. Automaticamente minhas pernas envolveram sua cintura, e agora nossos abdomêns fortemente se uniam, podendo assim sentir o calor excitante que sua pele me enviava. Quis parar infinitas vezes, entretanto, em nenhuma delas obtive o resultado que eu queria, pois aquela latina cheia de fogo me trazia de volta para a insanidade que agora consumia meu ser.

A chuva estava cada vez mais forte, esfriando assim as madeiras da cabana antiga. Me acolhi mais forte a ela, pois apesar da intensidade de seus toques inebriantes, não tinha como lutar contra aquele frio horripilante que fazia aqui a noite.

Senti os dedos de sua mão direita caminhar por meu pescoço até alcançar a parte de trás de minha cabeça e assim os cabelos, que foram puxados da maneira mais excitantemente bruta que eu já tive o prazer de sentir. Sim, doeu, mas foi uma dor gostosa de sentir. Ela desviou de meus lábios, pareando os seus abertos sobre os meus.

–Sua pele está gelada!- deslizou o indicador por minha bochecha, pairando-o sobre meu queixo- Sinto que treme não só por excitação.

–Não me dou muito bem com o frio- ela penetrou o fundo de meu ser com um olhar, e soltou-me os cabelos para se afastar. Acho que dava para ouvir a quilômetros o grito de descontentamento que meu corpo deu pela ausência do seu- Aonde vai?

–Aquecer você- puxou a capa que cobria um dos sofás para cobrir meu corpo- Não quero que pegue um resfriado- tirou um elástico do bolso da calça e prendeu os cabelos- Precisa de forças para o que tenho em mente com você- deu de costas e foi até a lareira, recolhendo alguns pedaços de lenha sobreviventes por ali. Ela possuía algumas tatuagens pelo corpo, mas a de suas costas, uma cruz, era a que mais sensualizava aquela silhueta de uma deusa. Porém tinha outra... Uma que além de tudo me intrigava. Só demonstrava mais a alma sombria que Santana possuía. Tinha aquele ar de luxúria, de temor, porém mais ainda, a do pecado da carne... o desejo ardente. Falo de asas negras tatuadas na parte de trás dos seus ombros, que ia até mais ou menos no meio de suas costas. Não era tão grande, mas foi o suficiente para fazer meu estômago revirar como um redemoinho... Esse jeitão, apesar de assustador, atiçava tanto os meus sentidos, que eu chegava a me questionar realmente sobre a existência daquele ser com asas obscuras cravadas em sua pele deliciosa... Como um anjo negro de um abismo profundo. Mas então, apesar de tal obscuridade, ela se preocupava comigo? Isso era extremamante sexy, porém chegava até ser, hããã.. fofo?“Droga, Brittany, o que está fazendo aí que ainda não fugiu? Santana está lá, ocupada com a lenha, vá embora... Vá logo, sua idiota!". Meu sub consciente gritava em minha cabeça, chegando a doer. Olhei diversas vezes para Santana e depois para a porta, cogitando na possibilidade de sair dali sem que ela notasse.

–E agora, o que eu faço?- sussurrei só para mim e minha indecisão, sentindo o mundo a minha volta começar a correr.

–O que você quer fazer?

–Cruzes!- quase caio da mesinha de susto, pela a aparição bem avisada de Santana, só que não- Ainda não descartei a possibilidade de colocar um sino em seu pescoço- ela sorriu de canto... Céus, não faça isso!

–Quer ir embora, senhorita Pierce?- é uma alternativa que não me faça cair morta bem no meio da floresta? Nope!

–Sinto que devo- ela me encarou com um olhar de "sério, mulher?"- Não sei o que faço, Santana.

–Cara ou coroa?

–O que?- agora eu fiquei confusa.

–Simples- tirou uma moeda do bolso e a colocou na palma de sua mão- Cara ou coroa?

–Sério que é assim que você quer me ajudar?- lhe enviei um olhar desacreditado.

–Cara ou coroa?- voltou a repetir e eu bufei, vencida pelo cansaço.

–Cara.

–Ok- fechou a moeda na mão- Cara: Você se rende sua covardia e eu te levo de volta para o acompamento- tentei retrucar, porém ela não deixou- E coroa... Você é minha, meu anjo... Da maneira que eu quiser hoje- engoli seco a forma sinistra que ela empregou aquelas palavras. Dei de ombros e ela jogou a moeda para o alto e a pegou de volta sem desgrudar nossos olhares- Abra a mão- eu abri e ela repousou a moeda onde dava para ver que tinha dado em coroa. Respirei fundo, e ela sorriu com um alto teor de gozo. Mas algo me fez arregalar os olhos.

–Hey... Essa moeda possui dois lados iguais, trapaceira- expus, analisando objeto. Ela sorriu perversa.

–Igual ao tesão que sei que sente por mim- mordi o lábio, atacada por seu olhar sexy e as palavras que tinham o efeito de um tiro de tranquilizante- De um lado, sabe que me quer, mas se reprime- pegou a moeda de volta e brincou com ela por entre os dedos- Mas pelo outro, tem a vontade de que agora eu te foda até não pensar mais em nada- colocou a moeda de volta no bolso- De todo jeito, você me quer e eu quero você. Matemática básica: Você+eu+desejo mútuo = a sexo sem limites.

–Oh, céus... Você realmente não presta!- puxei-a pra mim pelo cós de sua calça e ela franziu o nariz, abrindo a boca de maneira sapeca pelo impacto gostoso entre nossos abdomêns- Mas o pior é que gosto disso... Não deveria, mas gosto.

–Eu sei que gosta- sussurrou sobre meus lábios, e os mordeu em seguida para dar continuidade ao colapso de sensações que ela vem retratando a mim. Nada eu podia fazer agora se meu corpo suplicava por isso... Ele queria Santana, e ela...

–Uhmmm...

... O queria também...

–Se segure em mim- sem nem contestar, eu passei a mão por seus ombros e ela me pegou no colo. O sofá maior ficava do lado oposto e foi para lá que ela me levou. Me colocou sentada ali e se pôs de joelhos a minha frente, puxando minhas pernas sem delicadeza alguma para ficar entre elas. Eu tremi... Agora não de frio, pois a lareira acesa deu um ar aconchegante ao local, mas sim por uma certa ansiedade mesclada com medo pelo o que se daria daqui pra frente. Santana espalmou as mãos por minhas coxas e subiu fazendo pressão gostosa por elas, o que me arrancou um gemido ardente entre dentes.

–Droga, isso é tão insano!- exclamei enquanto ela beijava sem escrúpulos o meu pescoço e apertava a parte de cima das minhas coxas ao mesmo tempo. Senti ela fungar ali, como se estivesse dando uma risadinha de deboche.

–Gosto de coisas insanas- mordeu-me o queixo, descendo para meus seios- E adorei seu sutien!

–Mesmo?- perguntei, demonstrando alegria. Sugar dizendo que aquele sutien era horroroso-Ah, Obrigada, eu comprei em uma visita a Espanha e...

RAAAAASG!

Olhei bestificada para o que ela acabara de fazer.

–Assim é melhor!- OH MY GOD! Ela rasgou meu sutien? E ainda ficava lá, devorando com o olhar meus seios (meio desprovidos de fartura,não vou mentir) da forma mais descarada do universo.

–Você... — não deu tempo de dizer nada, pois Santana havia abocanhado como um bebê faminto meu seio esquerdo- Humm- mordi o lábio para conter o gemido. Desceu com beijos molhados até minha barriga e por ali ficou, fazendo-me contraí-la. Santana subiu para minha boca, deslizando o nariz por minha barriga e seios em adoração, lambendo entre seu vale até chegar a minha jugular e mordiscá-la. Segurou com força meu quadril e o puxou mais para si. Ela então brincou com minhas estruturas, movendo o quadril em círculos, fazendo assim atritar seu jeans contra minha intimidade ainda coberta pela sobrevivente calcinha rosa- Oh... Ai, céus... Isso é, ahhhh- me agarrei a seus ombros, sentindo meu ser revirar por aquele toque grosseiro e sensual que eu estava sendo submetida agora.

–Você gosta assim?- sussurrou rouco ao meu ouvido, dando uma remexida mais forte contra meu quadril. Quem disse que eu conseguia responder alguma coisa? Apenas gemia abafado pelos dentes no lábio inferior. Ela repetiu o gesto.

–Hummmm!

–Ah... Você gosta sim! Uhm- separou a mordida que eu dava nos lábios utilizando seus dentes e puxou o meu inferior com força, que com certeza o deixou bem vermelho.

–Ai droga... Eu vou, hummm- senti meu abdomên se contrair, ameaçando meu orgasmo.

–O quê, mas já?- me enviou um olhar incrédulo, sem parar com os movimentos fortes- Vai gozar num sarrinho de nada, senhorita Pierce? Tisc tisc- balançou a cabeça negativamente, como se lamentasse- Eu esperava mais de você.

–E-Eu... Pare de me olhar assim, sua ordinária- dei um tapa forte em seu ombro, que a fez gemer de agrado.

–Violenta, não?- entreabriu os lábios depois de mais uma esfregada contra mim- Me gusta!- abusou daquela rouquidão ao meu ouvido e mordeu forte o lóbulo de minha orelha. Soltei um grito alto por isso- Desculpe, senhorita Pierce, mas não deixarei que goze- lambeu o lóbulo dolorido de minha orelha- Pelo menos não agora... Não assim, desse jeito tão insignificante- ela de repente me empurrou contra o encosto do sofá com força, e espalmou as mãos de meus quadris até os seios. Toda aquela brutalidade só me deixava mais excitada. Enroscou assim os dedos em meus cabelos e os puxou indelicadamente para trás- Então deve gostar de ser maltratada.

–Shiiiii... aaai!- puxei o ar pelos dentes. Sentia cada vez mais algo em meu interno pulsar por aquela garota sensualmente rude.

–Então façamos o seguinte- ela sacou um canivete do bolso da calça e eu a encarei assustada. Foi deslizando a ponta do objeto por minha coxa, quadril, até alcançar a lateral de minha calcinha, cortando-a. Lá se vai mais uma peça que eu gostava. A encarei desacreditada- Bem melhor!

–O que você tem contra minhas peças íntimas?- ela sorriu de canto.

–Tudo que toca em você me ira, minha cara senhorita Pierce... Somente minha pele entra em contraste com a sua. Os outros...- me olhou do alto, sinistramente- Esses podem ir para o inferno.

–Oh, céus, garota!- foi um resmungo mais excitado que repreensivo- Eu não te pertenço.

–Talvez não assim- tocou meu maxilar com o indicador e o desceu até minha coxa esquerda, erguendo-a um pouco- Mas pelo menos sei que sou dona de seus desejos- soltou meu cabelo e dali pra frente, aconteceu tudo em câmera lenta. Santana beijou a parte interna de minhas coxas e posicionou seu nariz entre minhas pernas, LÁ, naquele lugar escondido, onde o Sol não bate no horizonte, me fazendo ruborizar- Você tem um cheiro delicioso, senhorita Pierce.

–Santo Deus!- gemi quando ela refez o gesto.

–Espero que não se importe de eu te provar agora, loirinha.

“ -Espero que não se importe de eu te provar agora, loirinha"

O sonho mais pervertido do universo que já tive deu um flash em minha cabeça. Era agora que eu teria um troço! Lembrar daquele sonho só me deixou mais molhada... É, Brittany, não tem pra onde correr mais.

Santana decidiu, depois que dei aquela mordida desmedida no lábio inferior, que era a hora de subir o nível das provocações.

–Abra as pernas!

–O que?- indaguei vacilante.

–Abra as pernas!- ela repetiu de um jeito rude e autoritário. Eu nada fiz, apenas fiquei a encarando de boca aberta- Ok, então eu abro- sem pudor algum, ela abriu minhas pernas e colocou a esquerda em seu ombro. Nunca na vida imaginaria que algo tão bruto me deixaria tão acesa daquela forma.

–O que vai fazer?

–Adivinha?- me enviou o sorriso torto mais safado do universo, usando o dedo indicador e o polegar da mão esquerda para afastar meus lábios vaginais e dar uma lambida de leve em meu ponto pulsante. Isso foi o bastante para que eu sentisse minhas pernas tremerem.

–Nossa!- respirei fundo, como se quisesse sugar todo o oxigênio daquela cabana. Essa foi a deixa para Santana se aprofundar naquela tortura maravilhosa. Ela lambeu agora mais demorado, e ficou naquilo como se experimentasse seu picolé preferido. Enquanto isso eu me contorcia como uma louca, me agarrando no encosto do sofá. De repente ela parou e elevou seu olhar a mim. Tive uma vontade grande de laçar seu pescoço com os pés para fazê-la voltar a seu “trabalho" magnífico entre minhas pernas- O que foi?- Santana se ergueu e puxou meus braços que agarravam o sofá, os colocando em meus seios.

–Quero suas mãos aqui, entendeu?- ela demonstrou como queria que eu apertasse, me fazendo gemer pela pressão em meus mamilos "acesos"- Não os tire daí. Quero que desconte tudo exatamente aí, ok?

–Ok- saiu lenta e descompassada minha resposta. Santana, para noooooosa alegriaaaaa, voltou a se ajoelhar no chão, abrindo novamente o espaço entre os lábios secretos para saborear de meu clitóris com maestria. Começou lentamente, até quando eu me encontrava em um estado sem limites de molhada, para dar lambidas mais profundas. Eu apertava os seios como ela havia me indicado, sentindo toda célula de meu corpo se revirar dentro de mim. Logo meu quadril ganhou vida e passou a rebolar contra aquela língua deliciosa e precisa, que agora, sem aviso, penetrou o quanto pode em minha entrada- Ahhhhh- um grito mais que surpreso de satisfação escapou por minha garganta. Senti aquele nervo enrigecido se movimentar em meu interno, levando-me a um estado avassalador de prazer. Seus movimentos estavam cada vez mais profundos e rápidos, logo meu abdomên se contraiu e eu me derramei naquela boca dos lábios carnudos mais satisfatórios do universo. Levei a mão ao rosto suado, ofegando sem controle dos pulmões. Já não bastava meu estado fragilizado, ela foi além, dando lambidas por toda extensão de minha vagina, limpando todo gozo que causou em meu pobre corpo. Arqueei algumas vezes o corpo por ainda estar sensível naquele montinho de nervos, que ela por acaso usou e abusou ainda pouco.

–É mais ainda gostosa- gemeu, passando a língua por seus lábios úmidos com meus fluidos. Ergueu-se para me tomar os lábios em um beijo quente e provocante, levando-me assim sentir meu próprio gosto em seus lábios macios. Entretanto, não foi só aquilo que eu senti naquele instante. Enquanto nos beijávamos, eu deslizei os dedos delicadamente de seus ombros, descendo pelas costas morenas quentes, pela extensão da tatuagem de asas. Ali não só senti a temperatura excitante de sua pele, como também uma certa protuberância linear... Como, não sei, uma cicatriz? Será que era para isso que a tatuagem servia? Para esconder cicatrizes? Aquilo me intrigou ainda mais. Senti seu corpo sobre mim ir ganhando tensão com meus toques em suas prováveis cicarizes, que ao alisar até saber aonde iam dar, percebi não serem pequenas ou poucas- Não!

–Não o quê?- indaguei passando meu nariz por sua bochecha, até que encontrasse seu olhar sério contra o meu.

–Não faça mais isso- ela tirou minhas mãos de suas costas e as ergueu sobre minha cabeça.

–Por que não posso tocar em você?- pela primeira vez desde que nossos olhares se cruzaram, eu vi em seus olhos uma inconstância... Uma inquietação.

–Só não toque mais ali, ok?- aquilo me pareceu mais uma ordem, um ultimato, do que um pedido. Abaixei a cabeça pela grosseria- Hey- puxou-me o queixo para que voltasse a lhe fitar- Me desculpe.

–O que você é de verdade, Santana Lopez?- era montou um rompante enigmático, e escorregou o canto dos lábios para um sorriso perverso.

–Com toda certeza... O que você precisa agora- nada disse, logo nossos lábios se encaixaram sem pudores. Deslizei a perna pela sua à procura de mais contato com aquela pele em brasas, percebendo que ela ainda usava a calça.

–Você ainda está com muita roupa!- afastei nossos lábios para tal exclamação. Ela deu um sorrisinho safado e se afastou, ficando de pé a minha frente.

–Quer fazer às honras?- inclinou um pouco o quadril a minha direção, levando as mãos a cabeça. Foi minha vez de sorrir com perversão (nem sei da onde que tirei isso). Me ajeitei melhor no sofá para me apoderar dos botões de seu jeans, os soltando. Puxei com ansiedade a peça para baixo, me deparando com uma calcinha preta que mais parecia um shortinho. Assim que comecei a beijar seu abdomên devasso, ela agarrou em meus braços e me puxou como força para que me erguesse, e ficasse de pé de frente a ela. Me beijou ardentemente, e minha única reação foi de apertar sua cintura forte contra mim. Santana soltou seus braços de meu rosto e os levou para detrás de si, soltando o sutien sexy de rendas também preto que usava. Céus, existe algo nessa garota que não seja sexy?- Sinta!- tirou minhas minhas mãos de sua cintura e as levou para os próprios seios fartos... Esses sim eram deliciosos! Eu timidamente dei pequenos apertos, sentindo a textura macia e provocante que eram aquelas belezas carameladas. Ela não contentou com aquilo e apertou forte contra as minhas mãos, para assim manter um aperto mais satisfatório em seus lindos gêmeos. Cheguei a salivar com a visão- Quer prová-los?- acenei positivamente com a cabeça, sem cortar a linha daquela visão dos céus. Santana sorriu maldosa- Talvez em outro momento. Não posso entregar todo ouro agora, não acha?- a encarei incrédula, e troquei a vontade de lhe dar uns tapas, por mais um beijo infernal de gostoso. Ela tomou minhas mãos mais uma vez e as colocou uma de cada lado de sua cintura, fazendo com que elas adentrasse sua calcinha. Incentivou para eu me desfizesse dela, e assim o fiz, lenta e provocantemente. Parei um segundo para admirar sua beleza sem nada lhe envolvendo. Era ficava ainda mais linda ao natural.

–Você é realmente muito linda!- expus, em um transe de desejo, que ela quebrou, dando-se contra meu corpo e nos girando, até que se sentasse no sofá. Logo eu estava sentada em seu colo, de frente para ela, sem que nada separasse nossas peles agora. Em uma coisa aquela latina tinha razão... Nossas peles formavam sim um contraste perfeito. Santana abriu um poucos as pernas para que assim as minhas fizessem o mesmo.

–Abra a boca!- dessa vez eu fiz sem contestar. Abri um tanto intrigada a boca, então ela fez algo que eu sequer havia imaginado que faria. Santana introduziu os dedos indicador e médio em minha boca- Agora chupe- franzi o cenho, sem entender- Chupe!- ela reforçou daquele jeito grosseiro que, querendo ou não, sempre me fazia ficar mole feito manteiga. Timidamente chupei seus dedos, vendo-a se deleitar da cena, mordendo o canto dos lábios. Depois que os umideceu em minha boca, ela os tirou dali e encostou sua testa na minha- Pode se apoiar a meus braços, se quiser.

–Como?- ela me respondeu logo no ato, quando posicionou a mão entre minhas pernas e lentamente introduziu o dedo do meio em minha entrada. Me agarrei no mesmo instante em seus braços, puxando o ar com força- Hummmm...

–Bom, não é?

–Nossa!- arfei, sentindo-a movimentar o dedo em meu interno. Ela beijou meu queixo assim que acomodou mais um dedo dentro de mim, o que me fez dar uma arfada forte e cravar as unhas na pele morena. Ela esboçou um singelo gemido- Uau!- murmurei contra seus lábios, que estavam entreabertos, sustentando um olhar de puro prazer ao me ver daquela forma, tão a sua mercê. Logo meu quadril ganhou mais movimentos, mais velocidade, onde em instantes eu quase pulava em seus dedos mais que satisfatórios em uma perfeita cavalgada. Ela apoiou a mão livre em minha cintura e me ajudou com movimentos mais fortes, e cada vez mais fundos, onde eu sentia meu centro gritar por tanto prazer proporcionado por aquele ser de olhar sombrio, porém mais ainda de malícia e luxúria.

–Quer mais forte?- sussurrou face a face comigo, onde eu sentia seu hálito quente roçar contra minha pele- Quer mais forte, hã? É só pedir.

–S-Santana- eu tentava dizer, com a respiração nas últimas.

–Anda, professora gostosa... Peça!- gritou com grosseria, segurando meu maxilar- Peça que eu te foda com mais força. Você quer, não é? NÃO É?

–Que-Quero... Ohhhh... Céus, isso é tão gostoso!- enrosquei os dedos nos cabelos negros de Santana- Mais rápido... Ahhh, mais rápido!- Santana soltou uma risadinha de deboche.

–Você não pediu por favor- senti que ela havia dimuido a velocidade e isso meio que me desesperou... eu estava tão perto!

–Não... Não pare. Por favor!

–Por favor, o quê?- ela provocava com um alto teor de malícia, com aquele sorrisinho miserável no rosto.

–Aaaaai, que ódio de você- gritei estapeando seus ombros. Ela apenas sorria zombando- Droga, Santana... Me fode, por favor... Ahhhhh... Com força!

–Uhmm... Agora sim, minha cara senhorita Pierce- puxei ela para um beijo aterrador, sentindo-a enlaçar minha cintura em uma volta até a outra lateral, para dar mais força as estocadas em meu centro, já todo e completamente molhado, ajudando assim que ela deslizasse os dedos com mais facilidade. Choraminguei contra seus lábios por tamanho prazer, mordendo-os sem pudor enquanto ela investia cada vez mais forte contra mim.

–Assim, ohhhh... Oh, céus, isso é bom! É tãooooo bom!- eu tentava conter os gemidos escandalosos que teimavam em querer sair por minha garganta.

–Isso, se descontrole- Santana dizia com seus olhos enterrados aos meus, os queimando com tanto desejo encravado naquelas orbes escuras- Vamos deixar as coisas mais interessantes- em um impulso, Santana nos puxou mais para o lado e deitou-se no sofá, comigo ainda sobre si. Com a cabeça no encosto do sofá, ela se ajeitou para que eu ficasse perfeitamente montada em seu quadril, elevando parcialmente uma das pernas. Abandonou minha intimidade, o que me fez bufar frustrada.

–Por que parou?- indaguei já ofegando como uma maluca.

–Relaxe! Vai gostar- puxou minha perna para que se passasse pela sua- Rebole agora. Com força.

–Assim?- usei seu abdomên como apoio, rebolando ali, em seu quadril. Ela gemeu satisfeita.

–Assim... Agora mais rápido.

–Isso é bom!- admiti sentindo nossos clitóris melados em atrito. Logo aquelas esfregadas tornaram-se mais frenéticas, me deixando cada vez mais louca. Santana levou as mãos até meus seios e os apertou sem pudores... Gemíamos agora em uma sicronia perfeita, assim como estava os movimentos de nossos corpos. Aquele frenesi fervia todo meu ser, e em nada minha cabeça se encaixava mais do que na vontade de tomar até a última gota de prazer que aquela latina estava me proporcionando agora. Santana sentou-se comigo daquela forma.

–Gostosa!- sussurrou ao meu ouvido, em uma torrente de luxúria- Rebola gostoso, meu anjo- chupou deliciosamente o lóbulo de minha orelha enquanto acariciava meus mamilos com os polegares- PORRA!- gritou quando mordi forte seu ombro e rebolei com mais força em seu colo- Droga, faz de novo!

–Você não pediu por favor- ousei brincar, já quase sem voz de tão perto de meu orgasmo. A latina então puxou meus cabelos com força e me fez encará-la.

–Me morde de novo, porra- sorriu com perversão- Agora, vadia!- como ela podia ser tão educada e em fração de segundos, se tornava uma bruta desbocada? Bipolaridade curtiu isso! Como resposta, não sou besta nem nada, lhe dei de forma certeira, um tapa seguro em sua face esquerda. Ela virou o rosto, entortando o maxilar com um sorrisinho no canto dos lábios.

–Vadia é você- quando eu pensava que tomaria um coice de volta, ela lambeu o canto da boca atingida e deu uma breve levantada de sobrancelhas, como se constatasse algo. O olhar que me lançou logo em seguida foi assustador.

–Agora as coisas ficaram mais interessantes- segurou meu pescoço como se fosse me enforcar, o que me fez ter medo na hora, mas quando ela soltou o aperto e arranhou de cima à baixo, pude suspirar não só de alívio, como de gozo também.

–Droga!- gemi forte, sentindo arder minha pele. Devolvi com a mordida desmedida em seu ombro, fazendo-a gemer intensamente de novo. Senti seu corpo tremer sob o meu e logo ela tombou de volta para o encosto do sofá, respirando por etapas. Só precisei de mais algumas reboladas para cair sobre ela em espasmos de um orgamo estrondoso. Céus, eu estava exausta!

–Melhor... Foda... De todas- ela dizia pausadamente, respirando forte. Seu peito subia e descia comigo ainda me tremendo sobre ela.

–Deus, isso foi loucura!- sentia o corpo ir amolecendo aos poucos, assim como minhas pálpebras iam pesando. Estava sem dúvidas esgotada como nunca estive antes.

–Sim- nos encaramos por alguns segundos até eu pegar no sono. A última coisa que escutei foi:- Mas foi a melhor loucura de todas, meu anjo... Agora tenha bons sonhos.

Notas finais
Uhhhh, e aí?? Valeu a pena esperar? Espero que tenham gostado, tempo e paciência escassa, então já sabem. Minhas fics Quinntana logo serão postadas. Já tenho uma parte de Ligadas pelo Destino pronta. As brittanas posto hoje, se der. Beijão e obrigada por estarem comigo nessa. Pazzzz!Asas negras de uma alma sombria