Notas iniciais
Boa noite, meus mafagafos preferidos... Nem demorei, né? Cap muy loco procês... Fica imensamente agradecida aos que acompanham e me agraciam com suas opiniões deliciosas... Me amarro em vocês. Espero que gostem... esse é um dos grandes.

*Bate na testa *bate na testa * bate na testa

–Aaaiii!- reclamei enquanto batia na testa sem parar, até ficar dolorida, sem acreditar no que havia me acontecido agora. Sabe, azar, você não quer ir ali rapidinho tomar naquele lugar, não? HEIN? Diacho!- Isso só pode ser brincadeira! Foi a Minerva, aquele demônio das profundezas do inferno e...

–Senhorita Pierce?- Mercedes se colocou parcialmente pela porta, para me olhar do lado de fora. Assim que Santana entrou, eu dei um leve sorriso de “ferrou tudo" e saí de fininho para a frente da cabana com a desculpa de que ia fazer umas coisas de professores, desculpa esfarrapada do caramba, e comecei a surtar dali mesmo, andando de um lado pro outro em um alto-flagelo de tapas na testa. Ai! Deve ter ficado roxo.

–Oi, Mercedes! Precisa de algo?- vesti minha casca de sanidade, e me virei pra ela como se nada tivesse acontecido.

–Na verdade, não. Só queria saber se estava tudo bem com você. Saiu daqui meio pálida.

–É o frio do campo, querida. Pesa em minha enxaqueca. Estou bem, não se preocupe.

–Tudo bem. Já escolheu em que cama dormirá?

–Qualquer uma pra mim está ótima- contanto que fique a uma légua de distância de Santana.

–Tranquilo, então. Vou acabar de organizar minhas coisas- assenti em um sorriso leve, que se quebrou no instante que ela entrou na cabana.

– Ah mas eu tenho que dar um jeito nisso.

Saí correndo em disparada, passando por entre alunos e bolsas como um foguete. Quase caio quando tropecei em uma mala toda rosa. Só podia ser coisa de Sugar. Tenho o equilíbrio de um macarrão cozido. Assim que avistei o senhor Schue, fui até ele como se minha vida dependesse disso.

–Senhor Schue!- ele estava de costas. Quando peguei em seu ombro, toda afoita, o homem se assustou até que afeminadamente.

–Minha nossa, pequena B. Há algo errado?- pairou a mão sobre o peito, me olhando preocupado- Aconteceu alguma coisa com as alunas de sua cabana?

–Não- respirei fundo, tentando recuperar o ar que perdi pela corrida alucinante.

–Então o que foi?

–Uhmm... Será que eu poderia trocar de cabana?

–Mas por que? Teve algum problema com uma das alunas?- ele parecia intrigado por meu pedido.

–Bom, não- pelo menos não um que eu pudesse falar. Não seria como se eu por acaso chegasse na cara dura e dissesse “tem sim, senhor. Santana está dando uma de atriz pornô enviada pelo próprio Satã só pra me tentar, e toda vez que ela chega perto de mim, sinto que vou ter um AVC. Me tira dali pelo amor de Deus, homem"- Só não gostei da localização da cabana.

–Oh. Perto do lago? Mas a vista dali é simplesmente maravilhosa- então fique você lá, queixo de bunda. Eu dei de ombros, como se aquilo não me importasse.

–Será que poderia me trocar de cabana? Por favor- insisti quase que de maneira infantil. Will entortou o maxilar, pensativo.

–Bom, isso eu não posso fazer, mas quem sabe se

conversar com as outras professoras, talvez uma delas troque de lugar com você?

–Tudo bem. Falarei. Obrigada- por nada, seu banana. Mas eu ainda te adoro.

–Disponha- fez um gesto cavalheiro. Não contei segundos. Fui procurando as professoras uma por uma, quase implorando pra que trocassem de lugar comigo. Umas até que de início não foram obstantes, mas foi só eu tocar no nome de Santana Lopez que elas me davam um sorrisinho sem graça e uma desculpa esfarrapada pior que a outra, como se eu estivesse dizendo que o próprio coisa ruim estaria com elas na cabana, me deixando assim a ver navios. Eu hein, que estranho! Hey! Será que... Nãoooooo. Não pode ser. Nossa, será que Santana já tentou algo com as outras também? Bom, vamos dizer que dentre elas, apenas Sugar e eu não tínhamos mais de trinta anos (e no caso de Minerva, todos os anos. Mulher milenar. Deve ter dado uma palmadinha no bumbum de Matusalém quando ele nasceu), mas, não é impossível. Se bem que a maioria das outras pareciam umas uvas passas, mas, será? Para alguns adolescentes é excitante se envolver com pessoas mais velhas, principalmente professores. É uma espécie de fantasia sexual manter esse tipo de relação com seus mestres. Deixar sob submissão àqueles que, depois de seus pais, lhes dizem o que fazer, impoem limites, os repreendem e são responsáveis pelo seu futuro acadêmico e por aí vai, tente entender você, porque eu já desisti. Sei lá, isso soa um tanto sadomasorquista. Cheguei a me arrepiar aqui. Nem Sugar quis trocar de lugar comigo, porém ela tinha lá seus motivos. Uma das alunas de sua cabana era deficiente auditiva e só ela, dentre as professoras, sabia língua de sinais. Sem falar que a menina tinha trauma de água, então era fora de cogitação trocá-la com uma das garotas de minha cabana.

–Oh céus!- resmunguei da porta de MINHA cabana. Não teve jeito, teria que aguentar o veneno até o fim da excursão mesmo. Respirei fundo antes de entrar. Acariciei a nuca buscando tranquilidade e quando esta foi me alcançando, vesti meu melhor semblante e entrei. Não seria uma simples aluna com tesão que me faria sair daqui correndo de volta pra Nova York... Pelo menos era o que eu esperava. Quinn e Mercedes estavam sentadas cada uma em sua cama enquanto a loira resmungava algo olhando para o celular e a morena revirava os olhos por isso, colocando fones em seus ouvidos para cortar as reclamações. Já a garota que me atormentava até em pensamento estava sentada abraçada aos joelhos em um banco próximo a janela. Ela observava coopenetrada algo lá fora, totalmente alheia à suas colegas por perto. Seria até bonitinho esse jeito perdido em si de Santana, se ela não fosse tão assustadora, parecendo aqueles vampiros mal intencionados, porém sexys demais para resistir com seus encantos diabólicos. Cruzes! Já ouvi alguns alunos comentarem que ela tinha "pinta" de serial killer. Não discordo... Pelo menos não completamente. Talvez eu tinha quase certeza como ela poderia matar alguém, e assim, meus queridos, a maioria não reclamaria nadinha- Humm... Então, como estamos por aqui?

–Um porre!- Quinn reclamou, levantando-se da cama com um semblante nada agrádavel. Ela buscava posições no ar com o celular, bufando toda vez que nada conseguia- Nessa droga não tem sinal de nada. Que saco! Estou sem vida agora.

–Bom, o propósito de nossa excursão foi tirá-los um pouco de seus cotidianos urbanos e trazê-los para diversões educativas ao ar livre. Então creio eu, Quinn, que sinal de internet é a última coisa que encontrará aqui. Mas relaxe, logo irá se deparar com o que se entreter.

–Me poupe de seus comentários incentivadores, professora- ela me foi grossa, continuando a zanzar pelo quarto a procura de sinal- Com toda certeza eu os trocaria por alguma merda de sinal.

–Ui, essa garota precisa de um calmante- Mercedes comentou, fazendo careta quando Quinn saiu irritada, batendo a porta- Do tipo que só se tome uma vez e adeus. Doutora Mercedes lhe receita chumbinho, moça sem cor- eu ri de sua expressão brincalhona, sentando-me na cama no qual eu repousaria durante minha estadia. Ficava do lado da de Mercedes, enquanto a de Quinn ficava com a de Santana. Engatei um diálogo agradável com Merdeces por um bom tempo, sempre tentando ignorar o fato de que a latina estava por perto. Santana não demorou muito na janela depois que cheguei. Ela rumou até sua mochila e de lá tirou um livro que deu pra ver que se tratava de O médico e o monstro. É, a moça gostava de livros leves, não? Então ela deve venerar o filme Psicose, de Hitchcock. Um alarme alto soou. Anunciavam que a hora do almoço havia chegado.

–Vamos, meninas?- gesticulei para que me seguissem e assim fizeram. Na porta, encontramos Quinn quase dando piruetas para conseguir um sinal. Mercedes sem cerimônias agarrou-lhe o braço e saiu a arrastando até o refeitório. Segurei a risada pela loira se debatendo querendo se soltar para voltar com sua jornada em busca de um sinal. Coitadinha! Fui informada que há apenas uma forma de se ligar por aqui e é em um telefone que fica na sala da diretora do acampamento. Só pode ser usado por um aluno em caso extremo de emergência. Seria uma semana a nossa estadia por aqui, então nem quero saber o que Quinn irá fazer com sua abstinência de redes sociais.

Quando chegamos no enorme refeitório, Marley se materializou por entre o mar de alunos e veio correndo até Santana, abraçando-a carinhosamente. A latina retribuiu o gesto, sorrindo levemente para a garota quando se soltaram.

–Olá, Mercedes, senhorita Pierce- elas nos cumprimentou com um sorriso largo.

–Oi- Mercedes disse sorridente, nos deixando logo em seguida para se servir.

–Olá, Marley. Qual o motivo de tanta alegria?- perguntei como quem não quer nada. A garota estava pra rasgar o rosto pelo tanto que sorria. Nem o coringa sorria tanto.

–Estou feliz por ela- se agarrou ao braço de Santana, que continuava quieta, sem se manisfestar- Ela ganhou o campeonato de natação. É a única aluna da Memphs que já ganhou quatro campeonatos.

–Nossa!- estava surpresa. Apesar de tudo, Santana realmente era uma menina batalhadora e talentosa nos esportes- Meus parabéns, Santana.

–Obrigada, professora- ela fez a gentileza de me lançar apenas um olhar e depois o perdeu entre a multidão de pessoas.

–Esse foi seu último em natação. Ela agora irá apenas se dedicar unicamente a luta. Logo um mundial a aguarda- a garota disse animada mais que a própria Santana, que parecia nem se importar com tal coisa- Está com fome, San?- a latina deu de ombros- Você nunca está com fome!- revirou os olhos em meio a uma risadinha. Santana sorriu de canto. É, esse namoro ia longe. Sim, estou debochando- Foi um prazer falar com você, senhorita Pierce. Tenha um bom almoço.

–Igualmente, Marley- ela acenou com a cabeça e saiu arrastando Santana por entre os outros alunos. A latina me olhou de canto antes que eu a perdesse de vista. Apesar de tudo, ela ainda não conseguia não me olhar. Não vou mentir... Essa relação de Santana e Marley já estava começando a me incomodar.

No decorrer do dia, optamos em deixar os alunos primeiro irem se acostumando com o lugar, que explorassem alguma coisa ou ficassem ao lazer de um banho gostoso no lago. Eles simplesmente adoraram seu primeiro dia. Quando a noite chegou, todos foram quase arrastados para suas devidas cabanas depois de um jantar maravilhoso feito pela mãe de Marley juntamente com as cozinheiras do acampamento. Quando voltar a Nova York, vou ter que dobrar meus exercícios na academia. Deus, comi demais!

Graças aos céus na cabana havia um banheiro. Mercedes banhou primeiro, pois estava suja de lama, fruto de uma brincadeira com cabo de força que participou e perdeu, porém não deixou de rir daquilo. Sua risada era contagiante. Quinn foi depois, saindo do banheiro em uma camisola provocante quase transparente e num tom avermelhado. Nossa senhora, ninguém falou pra ela que estava em um acampamento, dividindo uma cabana com mais três pessoas?

–Gostaram? Um estilista amigo de minha mãe fez especialmente pra mim- deu uma rodadinha sensual, parando de frente pra Santana, que estava sentada em sua cama. Lançou uma piscadela marota para a latina, que sorriu de canto. Essas garotas de hoje realmente não se dão respeito.

–Você tem noção do frio que faz aqui, não tem?- comentei horrorizada.

–Nada. Eu aguento- passou pela cama de Santana em um rebolado marcante, sem tirar o sorrisinho safado nos lábios avermelhados por um bator forte- Lopez, eu quero te mostrar uma coisa muito interessante que vem nessa camisola... — eu nem esperei por mais nada. Entrei com tudo no banheiro e por lá joguei minhas coisas na pia de uma maneira um tanto irritada.

–Mas que garotas mais... — respirei fundo diante do espelho- Calma, Brittany... É só uma semana... Uma semana apenas- fitei meu reflexo e sorri como incentivo- São apenas adolescentes. Você dá conta- inspirei demorado e me recompus- Viu, estou calminha!- soltei uma risadinha malandra e fui para debaixo do chuveiro tirar o peso daquele dia cheio. A água estava quentinha- Oh, céus... Obrigada- agradeci pelo efeito calmante e relaxante que isto estava dando em meu corpo cansado. Depois de mais alguns minutinhos, eu estava de banho tomado e vestida confortavelmente em meu pijaminha de patinhos. Quando saí, Quinn e Mercedes deram umas risadinhas ao me olhar. Santana me olhava bem diferente, porém com um sorrisinho divertido desenhado em seus maravilhosos lábios- Ué, o que foi?

–Legal esse seu pijaminha- Quinn disse zombeteira.

–Eu amo patinhos, oras- dei de ombros e fui me preparar para deitar.

–Achei fofo- Mercedes disse se deitando em sua cama, apoiando a cabeça em sua mão para me olhar- Eu tenho um, só que de ursinhos.

–Ownn, deve ser fofinho- ponderei fazendo biquinho de uma careta meiga. Adoro bichinhos... São fofinhos. Gosto de apertá-los, urrrrrrrr- Eu amo bichinhos! No meu quarto é o que não falta.

–No meu também. Agora já sei o que lhe dar em seu aniversário- nós rimos como duas crianças. Estar com jovens nos faz sentir mais jovens- E você, Quinn? De que bichinho gosta?

–Uhmm, deixe-me ver- colocou a mão no queixo, pensativa- Gosto de pandas. Trouxe o meu ursinho panda pra dormir comigo- ela retirou o bichinho da mochila e o apertou nos braços.

–Ownnnnn- Mercedes e eu dissemos juntas.

–E você, Santana? De que bichinho gosta?- foi a vez de Quinn perguntar. A latina estava alheia a situação, então virou-se lentamente para responder.

–Escorpiões. Tenho três no meu quarto- Quinn, Mercedes e eu nos olhamos um tanto assombradas.

–V-Vivos?- Mercedes perguntou medrosa. Santana confirmou com um olhar sinistro- Deus que me livre, garota. Nunca me convide para ir no seu quarto- a latina sorriu, levantando-se para ir ao banheiro. Se trancou lá dentro.

–Santana é gata... — Quinn comentou ainda abraçada ao urso- Mas dá medo.

–Oh se dá- Mercedes concordou e eu apenas balancei a cabeça positivamente. Aquela garota era um completo ponto de interrogação em chamas e saindo faíscas que podiam cegar quem encarasse por muito tempo. Alguns minutos se passaram. As meninas e eu conversávamos sobre coisas aleatórios, então Santana saiu do banheiro com a toalha no ombro em silêncio e sem encarar ninguém. Na verdade, ela saiu de lá tão silenciosa que eu só notei sua presença por causa de Quinn.

–Uhhh- a loira sonorizou quase como um ronrono de gato, vendo a latina se dirigir a sua cama- Minha nossa- mordeu o canto dos lábios, sorrindo maliciosamente. Fiquei imóvel na cama, como se tivesse tomado um tiro de tranquilizante de elefante. Santana trajava um simples top e um shortinho curto que ia até a metade do comprimento das coxas. Seu abdomen escupido por anjos estava lá, à vista de quem quisesse ou não quisesse ver. Ela tinha uma pele tão bonita, tão gostosa, tão quente... Oh céus! Vou dormir no banheiro- Belo pijama, Lopez... Pra noites quentes, hã?- Mercedes riu pelo comentário sarcástico e malicioso de Quinn.

–Pra dormir nesse frio, só gostando de dormir à vontade assim mesmo.

–Pois é- Santana respondeu, arrumando sua cama para deitar.

–Mas vem cá, você dorme assim mesmo em casa?- Quinn perguntou apontando pro corpo da latina.

–Na verdade não- claro que não. Está mesmo é querendo provocar- Estou assim por educação, mas prefiro mesmo é dormir livre, sem nada me apertando.

–Tipo pelada?- Quinn colocou a mão no peito, atônica.

–Totalmente!

–Jesus!- caí da cama no mesmo instante.

–Tudo bem, senhorita Pierce?- Mercedes perguntou preocupada.

–T-Tudo... Minha enxaqueca bateu. Preciso de ar- levantei às pressas e corri pra fora, sem ao menos pegar um casaco pra me esquentar. Tudo bem, eu já estava quente demais- Preciso de muito ar... De todo o ar do universo.

~°~

No dia seguinte eu me sentia até melhor. Estava em uma agonia de dar dor de cabeça. Passou-se mais três dias. As atividades com os alunos aumentaram, graças a Deus. Pelo menos com isso minha cabeça ficaria ocupada e eu não pensaria tanta besteira, como venho pensando desde que cheguei naquela cabana do diabo, que eu dormia armada com meu alicate de unha com medo de três coisas assustadoras dali: Ursos, morcegos e Santana Lopez. Desse último eu tenho mais. Estávamos agora no momento “recreio" dos alunos. Eles optaram em nadar no lago e para lá todos foram. Nós, os professores, ficamos próximos. Sempre de olho em tudo que eles faziam, para o caso de qualquer problema. Eu estava sentada em uma cadeirinha de praia na beira do lago, parecendo um frango no ponto de assar por tanto protetor solar que passei. Um ser humano branco como uma folha de papel não era lá uma boa combinação com o Sol. Já Sugar se recusou a usar, pois queria ganhar uma corzinha. Por falar no diabo, ouvi sua voz me gritando mais atrás e ao me virar, aquilo me parecia tudo, menos Sugar Motta. Já estava em um finzinho de tarde. Quase escurecendo.

–Por Deus, Sugar. Que droga é essa?

–Acabei pegando no sono quando fui me bronzear- ela andava com dificuldade, toda aberta, sentando-se ao meu lado com cara de incômodo. Sugar parecia um camarão torrado de tão queimada do Sol que estava. E pra piorar, estava a marca certinha do óculos em seu rosto e de duas mãos em seu barriga. Provavelmente havia dormido com as mãos ali. Comecei a rir sem parar- Pára, sua chata! Ai!

–Bem feito! Quem manda caçoar de mim dizendo que estou branca demais?- dei de ombros, com um sorriso vencedor.

–Cala essa boca, lagartixa albina- fez cara de dor tentando me bater- Mas eu ainda consigo te zoar- se encostou com cuidado na cadeira e fez pose de happer- Segue o hap. Faz a batida, menino estranho- ela deu um tapa com as costa da mão no peito de um aluno que estava ao seu lado, assustando o garoto que começou a fazer uns sons de beat box com a boca com uma careta engraçada- Pirulitona... Pirulitona... Tem as pernas tão compridas parece uma rãzona. Ela então, até que é sexy. Mas anda de tamanco na rua parecendo um tiranossauro rex- abri a boca, inconformada. Meu andar de tamanco é perfeito- Os olhos azuis, são um encanto, é um fato. Mas a bunda é tão pequena que parece ser de vácuo. Vive emburrada, com um nariz de foca, mas no fundo sabe o que ela precisa?- se aproximou de meu ouvido- É de uma boa piroca.

–SUGAR!- dei um grito repreensivo enquanto ela ria- Você é horrível, sabia? Juntamente com sua rima. Que coisa horrorosa!

–Não minta, você até que gostou.

–Olha só como eu gostei- espalmei uma das mãos nas costas queimada de Sol dela, que a fez grunhir de dor.

–VAAADIA!- soltou um choramingo logo em seguida. Então eu gargalhei. Quem manda ser chata? Um grito assustador nos tirou dessa descontração “amigável".

–SOCORRO!- Sugar e eu levantamos no mesmo instante para ver o que era.

–Ela está se afogando!- alguém disse mais a frente, apontando o lugar onde se via uma garota loira se debatendo dentro d‘água. Procurei Sam com o olhar e não o vi. Ele era um exímio nadador e poderia facilmente salvá-la. Eu mal sabia nadar pra ir até lá. Um dos garotos correu, mas Puck o interceptou na hora, dizendo algo a seu ouvido. Nenhum dos dois fez nada. Quando fui correr para mandar que fossem até lá, um vulto de cabelos negros passou por mim como um raio e se projetou em um salto majestoso dentro das águas claras do lago. Era Santana. Corri até o pier para olhar mais de perto o que acontecia, a tempo de ver a latina nadar rapidamente na direção da garota que ainda gritava. A certo ponto, quando mais próxima, Santana mergulhou, ficando por alguns segundos debaixo da água até emergir por trás da menina, que à essa altura já havia desmaiado, e envolveu um dos braços pelo peito da garota. Ela então passou a nadar até a areia e pra lá corri. Não demorou muito e a latina saiu das água com a loira desacordada no colo. Percebi que era Quinn e isso não me cheirava nada bom. Muitas pessoas já rodeavam as duas.

–Se afastem!- a latina disse autoritária, retirando sua blusa molhada, ficando apenas com uma mais fina por baixo. Quinn continuava desmaiada. Santana colocou o ouvido próximo da boca da garota para checar sua respiração e quando não a encontrou, posicionou-se mais perto, levando a boca até a de Quinn para iniciar um procedimento de “respiração boca-a-boca". Seria até sexy, se Quinn não estivesse correndo perigo de vida.

–Que sexy!- Puck disse mais atrás, olhando para aquilo com malícia. Revirei os olhos, voltando a atenção pro salvamento de Santana. Ela empurrou o ar uma, duas, três, quatro e na quinta vez, a loira voltou a si, tossindo um jato de água com alguns espasmos de susto. Santana colocou-a de lado para não engasgar, suspirando aliviada enquanto afagava as costas da loira como se aquilo pudesse aliviar a sensação de afogamento. Nos olhamos por alguns intantes... Eu sorri verdadeiramente orgulhosa por ela ter se prontificado daquela forma para ajudar a colega em perigo.

–Santana!- Quinn deu um grito meio eufórico, segurando nos ombros da latina, que se assustou com aquilo- Você salvou minha vida. Serei aternamente grata- abraçou a morena, que tinha o cenho franzido em intriga- Que tal começar agradecer agora?- puxou Santana pela nuca para um beijo sem pudores, onde se via claramente que havia língua no meio. Logo deu um impulso para jogar Santana contra si, pra ficar rolando com ela nas areias mornas. Revirei os olhos, saindo dali rapidamente ao me sentir enojada com a cena. Apesar da velocidade que eu corria, pude ouvir Santana dizer.

–Hey, me solta!

Mas não olhei pra trás. Do jeito que estava, me enfiei na floresta que eu sequer já havia entrado. Eu precisava urgentemente sair dali. Precisa ficar longe de tudo e de todos, principalmente de Santana Lopez. Andei por horas a fio. A noite já havia me alcançado, mas não parei de andar. Minha cabeça estava amarrada a um desejo infame de sumir e assim eu estava fazendo. Droga, eu me sentia tão perdida! Por que eu estava assim? Por que logo agora que tudo estava dando certo pra mim? Estava em um lugar que eu tanto gostava, trabalhando da maneira que eu sempre desejei e pra completar, havia ficado com o cara que sempre fui afim, desde o colegial. Então por que eu ainda me sentia tão vazia e perdida? Por falar em perdida... Aonde é que eu estava mesmo?

–Eu acho que vim por ali- apontei para um caminho mais ao lado, onde duas árvores enormes ficavam separadas por ele- Ou será que foi por ali?- apontei para um mais ao lado- Como vou saber? Aqui tudo se parece- bati na testa, frustrada- Eu realmente estou ferrada agora.

Optei pelo primeiro caminho e fui andando. Andei como nunca havia andado na vida. Logo a fome e a sede me alcançou e nada de eu achar a droga daquele acampamento.

– Talvez deem por minha falta e vão vir me procurar- ponderei, sentando-me a uma enorme pedra bem no meio da mata- Como eu posso ser tão burra? Burra, burra, burra- bati a mão contra minha testa, infinitas vezes até escutar o uivo de algum animal que não me parecia nada amigável- Oh, Cristo... Isso é um lobo? Coiote? Leão?- disse assustada- Espera, leão? Fala sério, né, Brittany!

Uuhhhhhhh

–Nossa senhora do perpétuo socorro- sai correndo gritando feito uma louca pela floresta, entrando em lugares estranhos, por entre árvores e arbustos, que começaram a me dar coceira, e pedras, folhas enormes e alguns animais que se assustaram com minha presença, me assustando também. Senti que eu era seguida, então corria mais ainda em desespero. Eu tinha que me defender, mas como? Ao passar por uma árvore, notei um galho baixo mais a frente. Isso serviria para o que eu tinha em mente. Puxei o galho até seu limite, ficando assim bem estirado, à espreita de quem me seguia. Quando os passos ficaram mais próximos e pude ver botas pretas mais a frente, soltei o galho que foi certeiro em quem me seguia e ele foi à baixo- Ahhaa... Quem é a indefesa agora?

–Ai, minha cabeça!- uma voz conhecida, e temida na verdade, resmungou do chão.

–Minha nossa... Santana?

~°~

–Tem uma boa mira, senhorita Pierce!- Santana comentou enquanto acariciava a testa machucada pela galhada que lhe dei há não muito tempo. Eu estava sentada a uma pedra, devorando o lanche que Santana por acaso trouxe consigo pra floresta enquanto ela estava em pé, mais a frente, limpando o fio de sangue que escorria da testa- Fico grata por não portar armas.

–Não mandei ficar me seguindo sem se pronunciar- dei de ombros, dando uma senhora mordida em um sanduíche de frango. Eu estava desastrosamente faminta.

–Não devia ter entrado dessa forma na floresta. É perigoso.

–Humm, eu sei.

–Então por que fez isso?- ela tinha um semblante preocupado. Olha só, ela sabe fazer outras expressões além de "to nem aí" "nem ligo pra você" ou "transe comigo até perder a capacidade de andar".

–Eu só queria ficar longe de tudo... Longe de você- apontei raivosa para ela- Por que não me deixa em paz?

–Senhorita Pierce...

–Não venha atrás de mim- sai andando enquanto comia. Escutei uma espécie de bufada vindo de Santana e continuei a andar, sem rumo algum. Acho que ela ficou por lá mesmo. Que fique! Melhor só do que mal acompanhada. Limpei a boca suja de migalhas de pão e continuei em meu caminho na procura da cabana. A noite estava bonita. Daqui as estrelas pareciam mais brilhantes, lindas e... Santana apareceu do nada e me empurrou sem muita delicadeza contra uma árvore.

–Nunca mais dê as costas pra mim daquela forma- gemi de olhos fechados enquanto ela agia brutamente- Vim atrás de você porque me preocupo.

–Aaiii- reclamei, batendo diversas vezes em seus ombros- Quer me matar de susto, droga? Mania doida- gritei continuando a bater, porém para ela era como eu estivesse lhe fazendo um carinho- Me solte, Santana. Sai de perto de mim- agora eu me debatia em seus braços. Santana me encarava como se aquilo lhe fosse um prazeroso deleite.

–Não brinque comigo, senhorita Pierce- aquela voz firme, em uma rouquidão miseravelmente sensual, agora bailava por meus ouvidos, me fazendo ofegar só imaginando até onde aquela garota chegaria se eu deixasse- Não sou do tipo de pessoa que se pode brincar.

–Me solte, por favor. Está me machucando- pedi em uma educação polida.

–Ok, me desculpe- ela assentiu levemente, afrouxando o aperto de nossos corpos. A encarei no profundo de seus olhos de buraco negro, a que tudo sugava porém nada oferecia ou descartava, então propositavelmente mordi o canto do lábio, o que a fez paralisar perante o gesto com um semblante de desejo impiedoso. Aproveitei que ela havia ficado naquele transe encarando meus lábios, e acertei seu estômago com uma senhora joelhada. Quando ela se prostou pra frente reclamando o golpe, peguei uma carreira que assustaria até o homem mais rápido do mundo. Vou começar a pensar nesse dia para poder correr mais rápido no parque, evitando lixeiras, claro. Peguei um trauma miserável daquilo. Ouvi de longe um urro raivoso de Santana

– Por Deus, é agora que eu morro!- Me enrosquei pela floresta e, se eu já estava perdida, era agora que eu nunca mais encontraria o acampamento. Daqui a pouco eu alcançaria a floresta Amazônica na carreira- Ai, eu não aguento mais- parei, me amparando a uma árvore, extremamente ofegante. Havia começado a chover e isso não era nada bom... Nada mesmo. Mas daí apareceu aquela luz no fim do túnel e eu avistei uma cabana mais ao fundo- Obrigada, senhor- corri com tudo até ela, mas assim que pus a mão na maçaneta e empurrei, nada aconteceu- Mas o quê... Abri, ô- coloquei força contra a porta, mas ela continuou fechada- Mil vezes droga- reclamei andando de costas. Procurei alguma janela, mas também estavam trancadas. Bati na porta, mas não havia ninguém no lugar. Busquei com o olhar pelo telhado para tentar encontrar qualquer entrada que fosse, mas nada consegui. Eu estava completamente molhada por conta da chuva. Uns fios de cabelos começaram a cair no meu rosto e eu os afastei irritadamente- Droga, o que mais me falta acontecer?- ouvi um pigarreio mais atrás. Me virei como se fosse a própria morte atrás de mim.

–Oi!- Santana estava de braços cruzados, de um jeito sexy e intimidador. Dei um passo para trás por segurança, e mais ainda já me preparando para correr dela- Sabe, senhorita Pierce, você me bateu... De novo. E dessa vez eu vou cobrar.

–Se afaste de mim!- apontei ameaçadoramente para ela, que apenas sorriu torto, indiferente.

–Tem certeza de que é isso o que você quer?- indagou descruzando os braços para ajeitar a franja molhada atrás da orelha. A chuva estava cada vez mais forte, quase escondendo minha visão daquele corpo quente e excitante a poucos metros de mim, me intimidando daquela forma miserável. Santana não usava jaqueta como de costume, mas sim uma daquelas camisas de flanela típicas de lenhadores, dando aquele ar rústico, bruto, porém ainda mais sexy. A dela era uma de xadrez vermelha com mangas compridas. Estava aberta, exibindo uma blusinha regata branca que já estava ficando transparente por estar tão molhada, evidenciando a fartura de seios que Santana possuía.

–E-eu, hum- limpei a garganta, tentando parecer segura- Claro que tenho.

–Óóó... Ela tem certeza!- começou a andar de um lado pro outro, com um sorrisinho irônico desenhado em seus lábios carnudos. Enxuguei o rosto ensopado nervosamente com as mãos, confirmando o que eu havia dito freneticamente.

–Me deixe ir, por favor- meu queixo estava ficando trêmulo pelo intenso frio que estava se formando pela chuva- Por favor, Santana.

–Okay... Eu deixarei- disse educavelmente com cordialidade. Suspirei aliviada- Mas... — pronto, lá vem- Só depois que me responder uma pergunta.

–Tudo bem- consenti, abraçando meu próprio corpo com frio. Tomara que isso não demore tanto ou virarei um picolé loiro bem aqui. Ela se aproximou mais, tentei me segurar nas pernas com tal coisa- O que você quer saber?

–O que você sente por mim.

–Você sabe.- passei a mão no cabelo, freneticamente.

–Me diga você, senhorita. Quero ler de seus lábios ao falar- ela passou a língua levemente por seu lábio inferior. Me segurei pra não morder o meu- Quero a verdade, pois leio o seu corpo, mas sua alma se esconde de mim.

–Talvez porque você a amedronte- eu disse ácida. Ela soltou uma risadinha seca pelo nariz, como se debochasse.

–Ou talvez porque eu a excite demais- 5,4,3,2,1... Brittany se perdeu no espaço e explodiu. Um minuto de silêncio pela coitada- Mas vamos, quero minha resposta.

–Quer saber? Sabe o que sinto por você?- ela franziu o cenho. Claro que não, né, Brittany? Se ela soubesse não estaria te perguntando, dã!- Eu tenho medo de você. Mas é um medo que gela minha espinha e quase desfalece meu corpo- Santana parecia surpresa por aquilo- Porém, talvez esse medo nada mais é algo que meu corpo me suplica por você desde a primeira vez que te vi. Mas minha conciência me impede de seguir em frente.

–Entendo!- ela entortou o maxilar- E é por isso que tem dado pra meu treinador? Pra provar alguma coisa? Sei lá, me punir por isso?

–O que? Veja como fala comigo! Não sou nenhuma vagabunda- me indignei por tamanha sandice- Eu apenas saio com Sam.

–Não é o que me parece- desdenhou.

–Isso não é da sua conta, Santana. Me deixe em paz e siga sua vida.

–Seguir com minha vida?- ela repetiu aborrecida- Que vida, se desde que vi você pela primeira vez, meu mundo nunca mais foi o mesmo?- engoli isso em um seco dolorido- Pare de ser egoísta e pelo menos me diga o que de verdade sente por mim.

–Absolutamente nada- dei de ombros, tentando ser natural.

–Ok, então- Santana disse simplesmente, dando espaço para que eu passasse- Então vá e seja feliz com sua covardia.

–Me chamou de que?

–De covarde? Sim, foi o que a chamei.

–Eu não sou covarde- esbravejei, apontando para ela.

–Então prove.

–Pro inferno, Santana- fui até ela como um jato e parei rente aos seus olhos- Eu não tenho que provar nada a você- disse entre dentes e depois saí, deixando uma Santana com outra risadinha abafada em deboche.

–Pra mim não, mas e a você?- parei bruscamente, aspirando aquele ar de provocação e desafio que me deixaram numa cólera avassaladora- O que fazer quando a mente diz não, mas o corpo formiga por um sim?- mordi o lábio com tanta força, que nem sei como não sangrou- Se deixe queimar, senhorita Pierce- me virei para ela, de olhos serrados- Pois eu sou o fogo que você precisa- no momento que o canto de seus lábios se desatou em um sorriso sensualmente provocador, minha sanidade me deu tchau e saiu gargalhando de minha cara.

–Ahhhh, como eu te odeio, Santana Lopez!- corri até ela e me lancei em seus braços femininos fortes, tomando com volúpia aqueles lábios gostosos e tão meus agora. Usufrui por completo de seu gosto mesclado com a água gelada da chuva. Santana com brutalidade agarrou minha cintura e puxou pra si que me fez gemer quando meu quadril acertou o seu, sem muita delicadeza. Logo meus dedos se emaranharam nos cabelos negros e os puxaram para que eu tivesse mais contato com aquele língua ardentemente gostosa. Ela então me ergueu do chão e eu lacei sua cintura com as pernas. Daí em diante só senti ser levada até dar com as costas a algo duro, que ponderei ser a porta da tal cabana. Santana forçou o trinco, porém não obteve resultado. Me despreguei de sua boca para avisá-la- Não funciona, está bem trancada. Eu já tentei de todas as formas.

–Minha vez agora- disse tão cheia de si que minhas pernas bambearam- Se afaste- quando eu o fiz, Santana deu com força o pé contra a porta e ela cedeu, nos dando passagem- Aqui, loirinha- me puxou com aquela pegada que só ela possuía, encarando-me com profundeza naqueles olhos negros cheio de sombras. Puxou meu queixo para mais um beijo, que desviei para entrar na casa, tendo agora ela me agarrando por trás enquanto beijava a minha nuca. Me soltou por um instante para trancar a porta com alguma coisa que eu sequer dei importância, pois a loucura em tê-la agora já havia me consumido. Santana então virou pra mim e me olhou como se pudesse me devorar assim, o que me causou uma onda de prazer que jamais havia provado antes. Mordi o lábio inferior meio encabulada... Ela arqueou uma sobrancelha, soltando o ar entre os dentes de maneira audível... Dei um passo pra trás, me sentindo intimidada por aquele corpo que tanto mostrava me querer de uma maneira tão quente que já me derretia. A morena observava todas minhas reações agradada a elas... Fez menção em um impulso de vir até mim e parou, porém meu corpo reagiu a isso me jogando alguns centímetros para atrás, até dar com as coxas em uma mesinha que ficava atrás de um sofá, coberto por um pano branco. Deus, aonde a gente estava?- Deliciosa!- ela sussurrou passando os dentes superiores pelo lábio inferior, de um jeito devasso. Quem se importa aonde estamos agora?

–Ui- gemi baixinho, comprimindo os dedos contra a madeira da mesa. Ela tombou a cabeça um pouco para o lado, como se me avaliasse... Não, não... Como se me torturasse psicologicamente com aquele olhar a anos luz daqui de tão sexy e sombrio. Fechei as pernas com força, sentindo algo em meu centro gritar, então ela balançou negativamente a cabeça de forma lenta e foi se aproximando devagar.

–Na na nina não- balançou o dedo indicador negativamente a meu rosto e o repousou sobre meus lábios- Comigo não tem essa de pernas fechadas- foi assim então que mordeu com força meu ombro, o que resultou em um grito meu desmedido e um abrir de pernas, para que ela se colocasse entre elas, agarrando-se a minhas coxas e as impulsionando para que eu sentasse na mesa. Ainda bem que o móvel não era tão alto, pois nesse termos, sou maior que Santana e poderia ficar desconfortável para ela- Isso... Desse jeitinho que eu gosto.

–Ai, Deus!- ela engoliu esse meu gemido em um beijo ardente que abalou minhas estruturas. Eu usava um vestido de tecido leve, branco rendado, que ela já havia subido metade, deixando minhas coxas à mostra.

–Acho que devemos nos livrar disso- segurou em algumas pontas do vestido, sugestivamente, e foi o subindo lentamente, deixando mais ainda minha pele branquela visível- Oh, devíamos mesmo nos livrar disso- comentou depois que jogou o vestido molhado para trás e ficou a fitar cada partizinha de minha pele exposta com louvor. Ruborizei por tal olhada- Um anjo!- deslizou delicadamente a ponta do indicador por minha coxa até o meio de meus seios por cima do sutiã rosa claro- O que eu faço com você, meu anjo?

–Bom... — levei minha mão a parte de dentro de sua camisa- Você poderia começar tirando isso- não sei de onde veio tal coragem, mas ela sorriu maliciosa. Escorreguei as mãos de seu pescoço e desci por dentro da camisa para deslizá-la pelos ombros morenos daquele ser intrigante. Logo a peça estava no chão e eu estava mais perto de sua pele que jazia somente coberta por uma fina blusa branca. Ela me beijou... Deus, como beija bem... Violando minha parte de trás da calcinha para alcançar-me o bumbum e o puxar pra si da maneira mais excitante do universo. Senti o botão de sua calça jeans tocar minha intimidade protegida pelo pano rosa claro, que fazia conjunto com meu sutiã, porém isso já foi o bastante para me fazer ir a Lua e voltar, aumentando cada vez mais meu libido já tão perto de explodir nessa cabana. Enquanto me beijava, suas unhas da mão direita se fincaram em meu maxilar e o projetou para mais perto, no intuito de fundir mais ainda nossos lábios. Minhas mãos antes quietas, agora ganharam vida, indo direto para sua barriga, agarrando com as unhas afiadas a blusa branca, porém ainda sim ela sentiu tocar sua pele, gemendo abafado a meus lábios. Assim escorreguei a peça para o alto, jogando sabe lá Deus onde, tendo agora todo aquele abdomên sexy pra mim e minhas garras afiadas, que se contraia a ele até que os pelinhos de seus braços e nucas se ouriçassem.

–Shhhh- ela puxou o ar entre dentes, mordendo meu lábio inferior com força- Você me excita, meu anjo!- eu nada disse, apenas deixei ser tomada pelo pescoço em mordidas fatais para minha excitação. Santana miseravelmente abusou da minha sanidade escorregando a mão por meu ventre até dentro de minha calcinha. Riscou pelo clitoris já sedento por contato, rodeando-o em um tortura para colher minha umidade. Se afastou de mim, tirando os dedos de onde eu mais queria, para me encarar enquanto os chupava e gemia por tamanho agrado. Fiquei paralisada vendo aquilo... Céus, como um ser podia ser tão sexy? Ela então sorriu pecadora, passando a língua por meus lábios. Senti levemente meu gosto pelo breve contato. Ela suspirou demorado- Eu vou te provar todinha, loirinha- encostou a testa a minha, mordendo o lábio que ela tanto gostava- Será toda minha essa noite... Toda minha- roçou preguiçosamente seu nariz pelo meu enquanto eu a encarava em um sério profundo- Vou te mostrar como eu fodo gostoso... Forte!

–Oh, Deus!- gemi forte, agarrando-me a seus ombros morenos.

E agora? Eu me sucumbirei a tal loucura?

Notas finais
Ahhhhh... Por favor, não me matem... se eu continuasse, o cap iria virar um livro. Mas e aí, cês acham que agora vai? Hein? Tchuplecada na floresta? Britt indefesa com Santana Lobo Mal Lopez? Esse lobinho... vamos lá, falem comigo. To me sentindo tão forever alone buáááá... Valeu por tudo. Paz!