Obsession

23 Capítulo 22 - Wedding - Parte Final


Notas iniciais
Oiii Cupcakes ♥! Estou de volta, mesmo depois das mil e uma ameaças de morte. kkkk' Que maldade, gente. Só por causa do suspense que eu deixei no final vocês querem me matar? Eu sou uma pessoa bondosa u.u! Enfim, eu quero agradecer as minhas lindas Cupcakes: Leleh (Letícia Merlo), Soh princesa da mamãe (Sophia Stephane), Cycyr5, Jujuba (Juliana Lorena), Lia sobrinha tarada, Babi Farias meu docinho, Jooh minha vaquinha suprema, Sleeping Beauty minha princesa, a fofa da Evellyn Maddox, Inocente, Vida Brilhante, a florzinha da Giovanna AeA, Fran minha italianinha, Divademi22 e a Shah pelos comentário incríveis e divos ♥. Espero que gostem do capítulo, meninas. Boa Leitura...

25 de maio de 2013 – Miami

POV Austin

A música de entrada do noivo começa a tocar. Todos os convidados começam a se levantar, aguardando ansiosos pela entrada de Elliot. Ao lado da mãe, o moreno começa a andar em direção ao belo altar à frente. O nervosismo do rapaz era quase palpável, ocasionando em risos por parte dos padrinhos, que o conhecem melhor que ele mesmo.

– Preparem-se.

O aviso de Ashley desperta a todos. O silêncio recai sobre nós, assim como o nervosismo. Como havíamos treinado, começamos a formar os casais nas ordens combinadas. Os primeiros a entrar seriam Prince e Manu, em seguida Ally e eu, Trish e Dez e, por último, Cassidy e Dallas.

– Pronta? – Pergunto à Ally, tentando controlar a minha ansiedade. A morena sorri e estende sua mão, passando-me confiança.

– Você já fez inúmeros casamentos e está nervoso só por ser padrinho? – Brinca Ally, apoiando-se em meu braço. – Me pergunto como será no dia de seu casamento.

Olho para a mulher e sorrio, já sabendo bem a resposta. Ally me olha com um sorriso confuso. Aproximo-me de seu ouvido, sentindo a respiração da mulher falhar.

– Eu estarei no lugar de Elliot, nervoso como nunca, imaginando como você estará vestida e quando irá chegar. Após incontáveis minutos de pura ansiedade, você irá aparecer e eu abrirei o meu melhor sorriso, encantado e ainda mais apaixonado por você. E então você irá cruzar o tapete vermelho e eu a receberei de seu pai, beijarei sua testa e me casarei com a mulher que amo. – Respondo, vendo Ally me olhar com um amor que ninguém jamais havia olhado.

– Isso é golpe baixo. – Ela responde, aproximando-se de mim e depositando um breve selinho em meus lábios.

Ao nos separarmos, todos os nossos amigos nos encaravam com sorrisos em seus rostos. Não houve tempo para que dissessem alguma coisa, pois logo chegou a vez dos padrinhos entrarem.

Manu e Prince seguem para o lado da noiva, onde estavam próximos da filha, que dormia calmamente nos braços de Brooke. Estendo meu braço para Ally, que o segura com firmeza, e seguimos para o lado do noivo, que parecia um poço de nervosismo e insegurança.

Atravessamos todo o tapete, recebendo olhares maliciosos e alguns comentários, que se dividiam entre os bondosos e os maldosos. Isso era de se esperar, afinal, todos que estavam no lugar, presenciaram o momento em que Ally me rejeitou, no entanto, eu não me importava com o julgamento das outras pessoas assim como a mulher ao meu lado, que permanecia de cabeça erguida e um belo sorriso em seu rosto, mesmo recebendo os olhares repletos de maldade das pessoas.

Assim que chegamos em Elliot, Ally o abraça e sussurra palavras de apoio, que fazem com que o noivo ria e agradeça. De alguma forma, as palavras da morena pareceram surtir efeito, pois Elliot estava muito mais relaxado.

– O que você falou para ele? – Questiono, enquanto observávamos a entrada de Trish e Dez.

– Você nunca vai saber. – Responde, com um sorriso divertido em seu rosto e acenando discretamente para a amiga que sorria com ansiedade.

Vendo que a garota não me contaria, ignoro minha curiosidade e continuo a observar a entrada dos padrinhos. Quando Cassidy e Dallas entram e se colocam ao nosso lado, após alguns minutos, a marcha nupcial tradicional começa a tocar. Todos os convidados voltam a ficar de pé e a encarar a entrada, ansiosos para verem a noiva.

A primeira a entrar é a florista. Ela joga as pétalas de rosa pelo chão, enquanto sorria lindamente. A mãe de Kira suspirava, encantada com a desenvoltura da neta. Os pais de Elliot pareciam igualmente deslumbrados.

– Ela é tão fofa. – Sussurra Ally, olhando com carinho para a criança de cabelos curtos e sorriso fácil.

Sorrio e pego em sua mão. A garota se assusta, mas logo sorri e corresponde ao gesto. Olho para frente e noto o olhar avaliador de Trish e Dez. O ruivo comenta algo com a baixinha que ri e balança a cabeça concordando.

Não demora muito para que aparecesse a dama de honra, o pajem e a noiva, acompanhada do pai. Elliot encara a futura esposa com emoção. Kira estava linda e a sua emoção contagiava a todos. Ao chegar ao altar, a noiva entrega o buquê a Trish e recebe um beijo na testa de seu pai e outro do noivo, quando sua mão é entregue. Eles se dirigem ao padre e todos se sentam, inclusive os padrinhos.

Ally e eu não soltamos nossas mãos em momento algum da realização do casamento, assim como os outros casais de padrinhos, e não nos importávamos com a repercussão que esse fato geraria.

– Elliot Tucker, você aceita Kira Starr como sua legítima esposa, para amá-la na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe? – Pergunta o padre.

– Aceito. – Afirma Elliot, olhando de maneira apaixonada para Kira.

– Kira Starr, você aceita Elliot Tucker como seu legítimo esposo, para amá-lo na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, na riqueza e na pobreza, até que a morte os separe?

– Sim, eu aceito. – Responde Kira, emocionada. Suas mãos tremiam e a morena fazia um grande esforço para não chorar, arrancando risos de encanto por parte do futuro marido.

A daminha volta a aparece, carregando as alianças e sorrindo com doçura e arrancando suspiro de todos os convidados. Os sobrinhos de Elliot e Kira eram fofos e pareciam adorar a atenção que recebiam.

O padre pega as alianças das mãos da garota e entrega cada uma delas aos noivos. Kira e Elliot repetem e fazem tudo o que é pedido pelo padre, com pura emoção. Os convidados se emocionavam com as palavras dos noivos, as declarações e o evidente amor existente entre os dois. O sol se pondo atrás do casal dava ainda mais beleza ao momento.

– E se alguém tiver algo contra esse casamento, fale agora ou cale-se para sempre. – Fala o padre, olhando com atenção para os convidados. – Já que não há nada que impeça a união desse casal, com o poder concebido a mim, eu vos declaro marido e mulher. Pode beijar a noiva.

Assim como dito pelo padre, Elliot se aproxima de Kira e a beija, arrancando palmas e gritos de todos os presentes na cerimônia. Ally e eu trocamos alguns olhares e nos abraçamos, felizes por tudo ter dado certo.

Os padrinhos são chamados para assinarem o documento de testemunho da cerimônia. Quando terminamos, Kira e Elliot começam a caminhar para a entrada, em meio a gritos, palmas e arroz. Eles riam e se beijavam vez ou outra, animando ainda mais os convidados.

Junto a comemoração dos presentes, seguimos rumo ao local onde seria realizado a festa. O lugar estava muito bonito e acolhedor. Aos poucos os convidados vão se posicionando em seus lugares, sendo servidos, imediatamente, pelos garçons da festa.

Kira e Elliot, assim que notam que todos já estavam devidamente acomodados, começam a passar de mesa em mesa, tirando fotos com os convidados e recebendo as felicitações.

Manu, Prince, Dallas, Cassidy, Trish, Dez, Ally e eu nos sentamos em uma mesa próxima ao local onde seria realizado a nossa apresentação de dança. Diana estava nos braços do pai e dormia tranquilamente, apesar do barulho. Piper, Thomas, Pamela, a sogra de Piper, Gavin e meu pai não demoraram a se juntar a nós.

Com exceção de Ally e eu, todos comentavam sobre seus momentos preferidos do casamento, brincavam e riam com animação, aparentando não notar o quão tenso Ally e eu estávamos. A curiosidade parecia prestes a me consumir. Eu queria saber o que a morena ao meu lado queria conversar. Queria ter a chance de ficar à sós com ela, mas sabia que se saíssemos agora, nossos amigos notariam.

– O casamento foi tão emocionante. – Comenta Cassidy, observando os noivos.

– Sim. Kira e Elliot lutaram tanto para ficarem juntos que não tem como não torcer para que tudo desse certo para eles. – Fala Trish, sorrindo com carinho.

– E aquelas crianças? – Pergunta Piper, sorrindo encantada. – Elas eram tão fofas.

– Eu me apaixonei por Ethan. – Comenta Pamela, apontando para o pajem, sobrinho de Elliot, que estava ao lado do tio.

– Eu também gostei muito da entrada dos padrinhos. – Fala Gavin, lançando um olhar malicioso para Ally e eu. Todos da mesa sorriem e nos olham da mesma forma. Lanço meu pior olhar para o médico, que apenas ri em divertimento.

– Concordo. – Fala Piper, encostando sua cabeça no ombro do marido. Ela sorri para Ally e a mesma revira os olhos e pega o copo de água que havia de frente para si e o bebe. – Estavam tão bonitos que eu cheguei a duvidar de quem era o casamento.

– Havia uma química diferente entre os padrinhos, não é? – Diz Cassidy ao namorado, enquanto encara Trish e Dez. Os dois amigos coram e se afastam um pouco.

– Não sei do que estão falando. – Afirma o ruivo, fazendo-se de desentendido.

– Não sabe? – Pergunta Dallas, erguendo uma de suas sobrancelhas. Dez arregala os olhos, sabendo que o amigo era capaz de diz algo que o envergonharia para sempre.

– Por que não mudamos de assunto? – Pergunta Trish, sentindo-se incomodada. Suas bochechas estavam avermelhadas, fazendo as garotas rirem.

– Vocês são tão malvados. – Comenta Manu, após beber um pouco de seu suco, colocando-o sobre a mesa em seguida. – Fazem de tudo para deixar os outros envergonhados.

– Olha quem fala. – Retruca Prince, rindo da esposa.

– Você fica caladinho. – Fala a mulher, olhando de maneira perigosa para Prince, que apenas ergue uma das sobrancelhas e volta a se concentrar em balançar a filha.

– Agora até eu fiquei com medo dessa mulher. – Brinca Thomas.

Rimos do visível medo de Prince em desafiar Manu e do comentário do marido de Piper. Ally coloca sua mão sobre a minha por debaixo da mesa e sorri, encarando nossos amigos, enquanto finge não estar fazendo nada demais. Sorrio e entrelaço nossos dedos.

– Oi pessoal. – Cumprimenta Ashley, aproximando-se de nós. – Vocês sabem que irão dançar daqui quarenta minutos, não é?

– Acha que devemos trocar de roupa agora? – Pergunta Ally, olhando discretamente para mim.

– Ainda não. Vamos fazer uma surpresa aos convidados, então é melhor que troquem de roupa faltando uns dez minutos. – Aconselha a professora, com sinceridade.

– Nervoso? – Sussurra meu pai, olhando-me com curiosidade.

– Um pouco. – Admito, sorrindo sem graça.

Ally puxa sua mão de volta e arrasta sua cadeira para trás. Ela levanta e sorri para todos, avisando que iria ao banheiro. As meninas se oferecem para acompanhá-la, mas Ally se recusa, olhando discretamente para mim, mais uma vez.

– Você vai se sair bem. – Fala meu pai, sorrindo com confiança.

– Espero que esteja certo. – Respondo, suspirando, enquanto observo Ally indo para o outro lado do salão de festa.

– O que está esperando para ir atrás dela? – Pergunta Gavin, ao meu lado, em um sussurro audível somente a mim.

– O que? – Questiono, surpreso.

– Essa sua cara de cachorro sem dono não vai fazer a Ally voltar aqui. Vai atrás dela e acerte o que tem que acertar. Todos já notaram que vocês estão querendo ficar sozinhos, então vai logo. – Fala Piper, que estava ao lado de Gavin, em tom de voz baixo, sorrindo em incentivo.

– Obrigado. – Murmuro, respirando fundo, antes de me levantar. – Eu já volto. – Anuncio a todos.

– Aonde você vai? – Pergunta meu pai, puxando meu braço de leve, enquanto me encara com intensidade.

– Pai...

– Austin, muito cuidado. Tente não complicar ainda mais essa história de vocês dois, tudo bem? – Pede o homem, sorrindo com preocupação. – Quando mais tempo vocês passarem juntos, mais difícil será a hora da despedida.

– Eu já estou indo. – Falo ao homem, sorrindo tristemente.

Ciente que estava sendo observado por todos os meus amigos, começo a andar em direção ao local pedido por Ally. O lado de fora do salão onde ocorria a festa estava deserto e silencioso. A meia escuridão da noite e o som das ondas do mar combinava perfeitamente com as estrelas que cintilavam com intensidade.

Caminho apressado em direção as rochas próximas da festa. Ao longe, consigo visualizar a imagem Ally observando o mar. Seus cabelos balançavam com intensidade, conforme o vento litorâneo a atingia.

– Ally? – Chamo, assim que chego a parte mais alta da praia.

A garota desvia seu olhar da paisagem e passa a me encarar. Ela segura uma mecha de seu cabelo para impedir que fosse para seu rosto e sorri, incentivando-me a me aproximar.

A passos lentos, aproximo-me da garota. Ally volta a encarar o mar agitado de Miami. Tiro meu terno e coloco sobre seus ombros. Ela tremia de frio. Aconchegando-se na peça de roupa, ela vira o rosto para mim e sorri agradecida.

– Obrigada.

– A noite está bem bonita. – Afirmo, observando a lua minguante brilhar timidamente entre as inúmeras estrelas que a cercava. Coloco-me ao lado da mulher e espero paciente.

– Austin, eu voltarei para Nova York amanhã à noite. – Revela Ally, surpreendendo-me.

– O que? – Digo, atordoado. – Mas...já? Por que? Pensei que fosse somente semana que vem.

– Eu recebi uma proposta de emprego tentadora. Irei mais cedo para fazer o teste e se eu for aprovada, trabalharei no restaurante italiano mais conhecido do país. – Explica Ally, sem desviar seus olhos da paisagem. Ela apertava o terno contra si com firmeza, como se procurasse por, além de se aquecer, forças para continuar a falar. – Eu já comprei as passagens.

Sinto meu peito se comprimir com a notícia. Eu não quero ficar longe de Ally. Não quero me afastar. Desde que fui à casa de sua família e li seu diário, percebi que eu queria conhecer mais de Ally. Amanhecer com ela ao meu lado. Descobrir suas pequenas manias, seus defeitos, suas qualidades, o que a irrita, conhecer todas as suas facetas.

– Ally, eu não quero que você vá. – Sussurro, sabendo que a garota ainda assim me ouviria.

– Eu sei. – Sussurra em resposta. – Mas eu tenho que ir.

Suspiro, inconformado. Eu entendia o medo de Ally. Entendia todos os seus motivos, mas era difícil aceitar. Minha insegurança complicava ainda mais a minha situação. O medo de aparecer outra pessoa em sua vida, um alguém melhor que eu, enquanto ela estivesse sozinha em Nova York era quase insuportável.

Viro-me para Ally e encaro seu belo rosto, gravando cada detalhe dele. Com uma ação involuntária, levo minha mão ao seu rosto e começo a traçar caminhos de sua bochecha até seu queixo, sentindo a delicada pele de Ally estremecer ao meu toque.

– Eu voltarei. – Sussurra Ally, fechando os olhos, enquanto aprecia o carinho em seu rosto. – Eu prometo.

– Eu sei. – Digo, aproximando-se de seu rosto. – Mas isso não me impede de desejar com todas as minhas forças que você não vá.

Acabando com o espaço que havia entre nós, eu a beijo. Nossas bocas se encaixavam perfeitamente, dançando em uma sincronia inigualável. A paixão e o desejo desesperador tornam nosso beijo intenso.

As mãos de Ally acariciavam minha nuca, causando arrepios em meu corpo. Uma de minhas mãos a puxava pela cintura, enquanto a outra comandava o ritmo de nossos lábios. O ar se tornava pesado e nossos corpos imploravam por mais.

Minha mente me alertava de que deveríamos voltar, mas meu instinto irracional parecia ganhar minha guerra interna. Ter Ally em meus braços era algo que eu jamais me cansaria.

Separamo-nos, por alguns instantes, em busca de ar. Encaro Ally com atenção, notando sua boca vermelha, manchada de batom, seus olhos levemente úmidos e os cabelos bagunçados. Ela estava linda e incrivelmente atraente. Vejo o brilho de expectativa em seus olhos e não resisto a puxá-la para mais um beijo.

Nossos corações batiam em sincronia. Nossos sentidos aguçados aumentavam ainda mais a intensidade de nossas ações e eu só desejava que o tempo parasse para que continuássemos a nos entregar a loucura que nos consumia, sem qualquer preocupação.

Meu celular começa a tocar. Ignoro a música e continuo a beijar Ally, mas quem quer que estivesse me ligando era incrivelmente insistente. Ouço a garota suspirar e se afastar de mim. Volto a puxar Ally para perto, na tentativa de deixar claro que ninguém nos incomodaria.

– Austin...você...precisa...atender. – Fala Ally em meio aos beijos.

– Droga. – Digo, puxando o aparelho para fora do bolso e o atendendo com irritação. – Alô.

Nossa, que fúria.

– Fala logo o que você quer, Dallas.

Ashley está desesperada porque não encontra nem você e nem Ally. A dança vai acontecer em dez minutos e nós precisamos nos trocar.

Suspiro, casando. Ally me olha com curiosidade. Aponto na direção do salão de festa e ela arregala os olhos, provavelmente, surpresa por ter se esquecido do casamento, assim como eu.

– Tudo bem. Estaremos chegando em menos de cinco minutos.

Acho bom mesmo. – Grita Ashley, do outro lado da linha.

– A ligação está no alto-falante? – Questiono, desconfiado.

Sim. – Admite Dallas, com insegurança. – Mas isso não importa. Venham logo ou Kira e Elliot irão enfartar.

– Já estamos indo.

Desligo celular e dou a mão para Ally, ajudando-a a descer do lugar onde estávamos. Por estarmos perto do salão, conseguimos chegar no tempo em que eu havia estipulado. Meus amigos nos lançam olhares maliciosos, notando os nossos estados, mas os comentários maliciosos são poupados com a pressa da professora.

Assim que as garotas trocam seus vestidos por um mais curto e rodado e os homens apenas tiram o terno que vestiam, Ashley anuncia aos noivos que estávamos prontos para nos apresentar. Kira e Elliot começam a dançar a valsa, como era planejado, e em um determinado momento a música troca e os padrinhos aparecem.

As primeiras notas da música Thinking Out Loud¹ começam a tocar, assim como os casais vão para os seus lugares. A melodia lenta se encaixava com perfeição a dança suave dos padrinhos. Eu conduzia Ally, sem nunca desviar meus olhos do seu.

Conforme a música aumentava seu ritmo, os passos também se tornavam um pouco mais rápidos. As mulheres rodavam e mantinham a sensualidade e beleza na dança. Os convidados gritavam e aplaudiam, entusiasmados com a cena que presenciavam.

Nossos corpos e faces estavam muito próximos. Eu desejava beijar Ally mais do que nunca. O final da música estava se aproximando. Assim como na coreografia, levanto Ally o mais alto que posso e a abaixo devagar, no entanto, quando nossos rostos estivam perigosamente perto um do outro, foi difícil voltar a nos concentrarmos na dança.

Rodo Ally mais uma vez e finalizamos a dança com os corpos colados e os lábios quase se tocando. Permanecemos em uma espécie de transe até que somos despertados pelos aplausos alucinados dos convidados.

– A pista de dança está aberta, pessoal. – Fala Kira, sorrindo animada.

– Vamos fazer dessa festa a melhor de todas! – Grita Elliot, sorrindo.

Os convidados gritam e, assim que uma nova música começa a tocar, começam a ir para o centro da pista de dança. Olho para o lado à procura de Ally, mas a mesma havia sumido. Vejo meu pai do outro lado do salão, sentado sozinho, encarando a multidão e me aproximo dele.

Sento-me ao seu lado e suspiro frustrado. Meu pai chama um garçom e pega duas taças de champanhe e me estende uma delas. Olho para a taça e a pego, sentindo o cansaço se apossar de mim. Bebo um gole da bebida, calmamente, sem saber o que eu deveria fazer.

– Quando olho para você e Ally, lembro-me na mesma hora de Mimi e eu.

A afirmação de meu pai me pega desprevenido. Ao notar minha surpresam ele ri e bebe mais um gole do champanhe. Após permanecer calado por um tempo, ele suspira e volta a me encarar.

– Quando eu conheci sua mãe, você tinha quase cinco anos. Ela ainda estava machucada e não conseguia confiar em ninguém. Mimi tinha medo de se entregar e sofrer o mesmo que sofreu com seu ex-marido. Eu estava completamente apaixonado por ela, mesmo que nós brigássemos mais do que nos entendêssemos. Você e eu tínhamos nos dado muito bem. Desde aquela época, eu o via como meu filho e isso só me inspirou ainda mais a lutar por Mirela. – Conta, com o olhar distante. Eu conhecia a história dos dois, mas somente pelo ponto de vista da minha mãe, então era muito interessante ver meu padrasto contar seu ponto de vista. – Não foi fácil convencer a cabeça dura da sua mãe a me aceitar. Eu sabia que ela me amava. Ela sabia que eu a amava, mas a insegurança sempre nos impedia de ficarmos juntos.

Mike ri e bebe mais um pouco. O sorriso nostálgico em seus lábios me faz sorri um pouco. Por mais doloroso que fosse para nós dois falarmos sobre minha mãe, as memórias da personalidade forte da mulher sempre nos rendiam em muitas risadas.

– Como você conseguiu convencê-la a te aceitar? – Pergunto, curioso, enquanto balanço a taça de champanhe.

– Não foi nada fácil. – Ele ri e balança a cabeça, negando. – Mas chega um momento em que você não pode mais prolongar o que está destinado a acontecer. Ally e Mimi têm algo em comum. As duas estão com o coração quebrado. Ambas se machucaram muito mais que mereciam e somente o tempo e o amor são capazes de curar um coração partido.

– Eu a amo. – Afirmo, convicto.

– Eu sei. – Mike sorri, carinhosamente. – E ela também te ama, então apenas tenha paciência. O tempo irá se encarregar de juntá-los.

– Então eu apenas devo deixá-la ir, sem fazer nada? – Pergunto, confuso.

– Não. Não desista de investir em Ally. Ela precisa saber que não importa quantos dias, meses ou anos se passem, você ainda a amará. Apenas precisa aprender a saber até que ponto você deve insistir. – Aconselha meu pai, dando alguns tapas de leve em meu ombro. – Eu confio em vocês. Sei o quanto é difícil lidar com assuntos do coração, mas tenho certeza que vocês serão capazes de superar qualquer barreira que venham a enfrentar.

– Obrigado, pai. – Agradeço, abraçando o homem com ternura.

– Não me agradeça, filho. – Sussurra Mike, sorrindo com emoção. Ele me empurra com cuidado e coloca sua mão em meu rosto. – Agora, vá atrás de sua musa e aproveite o resto de tempo que vocês têm antes dela ir embora amanhã.

– Como você sabe que ela vai embora amanhã? – Questiono, desconfiado.

– Conversei com Lester. – Diz, dando de ombros. – Ele me contou hoje de tarde que Ally havia lhe contado que voltaria para Nova York amanhã à noite.

– Você sabia e não me contou? – Digo, indignado.

– Você está perdendo um tempo precioso, garoto. – Fala Mike, com um sorriso discreto, mudando de assunto. Vendo que eu continuava a encará-lo, irritado, ele ri e balança a cabeça, negando. – Ela saiu pela cozinha.

Levanto-me, imediatamente, e sorrio agradecido ao meu pai. Começo a correr em direção a cozinha do salão, sendo observado com atenção pelos meus amigos e os curiosos próximos. Ouço ao longe, a voz falhada pela emoção de meu pai e sorrio.

“Assim como eu fiz a vinte anos atrás, corra atrás da mulher que está destinada a ser sua, garoto”.

Notas finais
Thinking Out Loud¹: Música de Ed Sheeran. oOo Padrinhos: http://s1127.photobucket.com/user/larissa3010/media/10916_686429864772954_5646133594805692712_n_zpsxnzntlyj.jpg.html (O homem do meio está vestindo a roupa do noivo e os outros são os dos padrinhos). Manu: http://1.bp.blogspot.com/-v3PNVcXZrtw/VI7kx9mFfTI/AAAAAAAAQFA/cRMpKVIvcIs/s1600/vestido%2Bde%2Bmadrinha%2Bestampado.jpg Florista: http://www.daniellehernani.com/userfiles/d/daniellehernani/userfiles/imagens/daminha.jpg Dama de honra e pajem: http://i1127.photobucket.com/albums/l630/larissa3010/pajem-e-dama-de-honra-destaque_zpsgryqgkid.jpg Kira: http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=167760409 Local: http://media.bodaclick.com/img/img_reportajes/17902_1340368706_4fe467424ea10.jpg oOo O que acharam, pessoal? Críticas? Elogios? Alguma sugestão? Oi Cupcakes ♥! Segunda parte do capítulo postada. Bem, pessoal, eu estou querendo postar capítulo todos os dias de OB, mas não é certeza, porque estou começando um curso intensivo para o ENEM e ele pode tomar muito do meu tempo. Prometo fazer um grande esforço para postar todos os dias, ok? Enfim, espero que tenham gostado. Vou postar em breve o próximo capítulo. Beijocas ♥ oOo PS.1: Quem quiser participar do grupo no face: www.facebook.com/groups/677328449023646/ >o< !! PS.2: Criamos um grupo no WhatsApp, então podem participar também, basta apenas me enviarem uma MP com o DDD de vocês e o número do celular que eu adiciono *-* !! Unlike Cinderella: http://fanfiction.com.br/historia/514701/Unlike_Cinderella/ Fire Scars (Fic Prielle): http://fanfiction.com.br/historia/578178/Fire_Scars/