Obsession

2 Nothing Else Matters (The End)


Notas iniciais
Boa leitura...

Obsession.

Capítulo Dois.

Nothing Else Matters.

(G.A).


Mentira.

Estava estampada na face daquela bela rosada. As lágrimas desciam sem piedade da face opaca, os olhos tristes, relembrando velhas lembranças ruins. Por terem brigado demais, não aprenderam que o amor precisa de tempo para se ressuscitar, de respirar. Para que o odor saia um tempo depois. E os braços se rodeiem uns nos outros, prendendo os corpos e unindo-os como um só. Desabrochando, e limpando lágrimas, como em um casamento da raposa vem o sol depois da tempestade. Do amor do inverno que dura mais, com a neve caindo lá fora. E sendo assim lá fora, concretizado um amor que duraria até o fim de um princípio da eternidade.

Exceto o fato dos erros, eram tantos da parte de Sasuke que chegava á doer em Sakura, que tinha um gosto amargo na boca, derrota, cansaço. Tudo junto e misturado, em um caldeirão tão morto quando uma alma que vaga sozinha adentra desse mundo. E esse odor parece fazê-la sufocar e engolir mais lágrimas, que o normal. Os soluços parecem gritos silenciosos de uma noite qualquer sozinha naquele quarto, enquanto Sasuke a traia com Karin, por liberação carnal. Mais por que não toca-la? Preferir aquela mulher a ela? Muitas vezes sempre achou que Karin conseguiria acabar como a Sra. Uchiha, a perfeita e sorridente Uchiha. “Saiba, Haruno, Sasuke sempre será meu e não será uma mulherzinha como você que me tomará dele” – a voz enjoativa daquela mulher ecoou na sua cabeça, a fazendo revirar os olhos e balançar a cabeça freneticamente.

“... Mais percebi depois de um tempo que a culpa era minha, eu que estava ali desatando um nó e fazendo mais um, entrando e saindo, caindo e caindo. Decifre, agarre e não se acanhe... E o meu silêncio sem aquele meu sorriso bobo, se tornou mais vazio do que um espaço em branco com a minha mente totalmente distante".

Kakashi nunca vira uma situação como aquela, Sakura não parecia uma mulher de vinte e sete, e sim uma garota de quinze sofrendo os males de ser iludida. Levantou-se e se aproximou da Uchiha, que tinha um coração despedaçado e destruído, com um intuito de curar parcialmente aquele coração que parecia cacos de vidros ou até papéis.

E talvez se Sasuke tivesse a protegido, e não ter ficado contra ela, agido como um tremendo idiota, eles estivessem felizes. Mas não homens vivem reclamando das mulheres, mas muitas das vezes consegue ser, mas complicados do que nós mesmas, em um milhão de anos para frente.

Kakashi segurou a mão de Sakura levemente e a puxou. Ter uma filha de quinze fez o terapeuta a abraçar fortemente, o seu abraço era considerado confortante. Meninas que talvez sofresse de um amor, merecia um abraço apertado e confortante, assim como de um professor de física, que acredita em gnomos. A respiração do Uchiha ficou levemente acelerada, o fazendo alargar a gravata cinza presa em seu pescoço. Parecia sufocado guardando coisas ao seu respeito. A seriedade de Kakashi estava fazendo a sua língua coçar em irritação.

O ônix ficou em um tom mais obscuro, estava totalmente furioso, aquele momento muito íntimo, fez o terapeuta soltar lentamente a cerejeira. Que se encolheu um pouco, quando sentiu Sasuke a segurar pelo o braço não o apertando, mais deixando firme. Os longos dedos do moreno sentiu a pele arrepiada, de Sakura ela estava com os olhos tristes e brilhantes, os lábios com um batom em tom carmim, entreabertos a respiração levemente acelerada, fazia tempo que não sentia aquela pele leitosa e doce. Fazia tempo que não a abraçava, o a agarrava, os cabelos róseos da mesma pareciam mais brilhosos e pareciam chamar os dedos dele para senti-los, e acariciá-los. Mais pensaria nisso depois. Suspirou com os olhos ainda cheios de rancor sobre o doutor, que abraçara a sua esposa em sua frente.

Tudo ali que estava envolta parecia deixa-lo de qualquer maneira sem fala, com o coração na mão, em busca do seu pertencente, enquanto tudo parecia falhar em sua frente. A mente tão turva, quanto aquele sinal de rendição. Traindo qualquer estado de tudo que se inscrevia na sua mente, descrevia seu estado de fuga. Não exceto o fato, de ser seco e frio, com aquele trágico final e tudo novamente se enchia de porquês em sua mente mais ainda perturbada.

“Como ele perceberia? Ele não estar preocupado, mesmo que eu o ame eu sei que ele não estar preocupado, e isso dói, é fino mais parece gritar na minha mente, lateja e estreme”.


A sua mãe não deveria ter o deixado ali, como se a culpa não fosse sua, cortes e mais cortes, pareciam dançar, em sua mente enquanto se esquecia totalmente de suas dores, e fazia a mulher que lhe amava verdadeiramente se afastar de si. Onde fora parar ás madrugadas em claro? Enquanto ela lhe preparava chás de mentas, e ouviam The Unforgiven. Danificando tudo que construíram com tanta luta, eles mesmo construíram muralhas se separaram, se perderam, para quem um dia havia se pertencido.

Não era certo, o fato de viver com uma fome de poder e ganância, igual seu pai estava vivendo Sasuke se culpava a sua mente parecia latejar pela a dor que sentia por ver a sua amada daquela forma tão submissa e ao mesmo tempo tão fugitiva, prisioneira á ele, não podia conter a raiva de si mesmo. Enquanto tentava se recuperar do forte estalo e tapa que a vida lhe havia lhe dado. Era um homem respeitado, na verdade muitos tinham medo dele.

Com todos esses requisitos, percebemos o quanto um homem pode reagir e agir diante dos seus próprios erros, destruindo o que chamamos de ilusão, da parte feminina. Não que isso se esquematize realmente com o quê Sakura havia se tornado, ela não era “livre, nunca ela, parecia outra pessoa, outro alguém que havia tomado o corpo da pobre jovem rosada”.

E isso era algo que não parecia afetar Sasuke, nunca pareceu naqueles momentos de sofrimento de Sakura, ele nunca pareceu se importar com nada. Era apenas mais um egocêntrico. O carro nunca pareceu tão sufocante quanto àquele momento, estavam um do lado do outro enquanto Sasuke dirigia, muitas vezes passando no sinal vermelho, Sakura não dizia nada, não se importava, já estava cansada de dizer que era perigoso, mais ele era teimoso o suficiente para não se importar com as palavras da rosada, que apenas suspirava.

Talvez fosse o último sussurro.

O ônibus escolar estava certo, no seu ponto certo, mais Sasuke pela a pressa de ir para a casa, se trocar e ir para o seu trabalho na empresa de contabilidade do seu pai; não o fez parar. O carro fora jogado contra um muro de uma quadra de futebol do bairro de classe média alta, atingindo um poste logo em seguida, para o lado de Sakura, que bateu a cabeça fortemente contra o vidro do passageiro, perdeu a consciência logo em seguida, o seu pé direito ficou preso em uma pequena ferragem, o dobrando e arrancando o salto da sua sandália. Sasuke ficou em um estado mais deplorável, mais conseguiu permanecer acordado. O seu lábio se cortou, e a sua testa tinha sido acertada pelo o volante do carro.

Sentiu a sua perna esquerda presa por uma das ferragens, olhou para a Sakura, se soltou do cinto de segurança, e em seguida tentou tirar a perna presa nas outras ferragens, suspirou derrotado, não era como um filme de zumbi que a sua perna podia ser arrancada facilmente. Olhou para Sakura novamente, tocou nas suas madeixas, o vestido vermelho era manchado por pingos do pequeno corte na sobrancelha, pegou um lenço dentro da caixinha dos seus óculos de grau, e tentou estancar o corte. Suspirou novamente pesadamente, havia conseguindo.

Sakura se mexeu levemente e tremendo, o olhou ainda com os olhos turvos, mais o observou antes de um fio de eletricidade cair em cima do teto do carro azul, Sasuke só pensou em pular por cima de Sakura e salva-la do choque, foi levemente eletrizando o carro, tremendo praticamente todo, enquanto a rosada soltava um pequeno grito assustado, Sasuke por um momento ficou inconsciente mais voltou rapidamente quando sentiu a sua perna doendo e o grito da esposa que se encolhia abaixo de si. Quando sentiram o carro sendo puxado para trás. O seu corpo ainda tremia por cima da cerejeira, que o olhava fixamente com o temor. Seus lábios finos tremeram em êxtase se aproximou dos lábios de Sakura e os acariciou com doçura e lentidão, os dois fecharam os olhos perdendo a consciência novamente, mais unidos de mãos dadas e entrelaçadas.


– Vocês tiveram sorte – foi a única frase do médico, a rosada estava ao lado do seu amado enquanto o mesmo estava deitado havia quebrado a perna, e os choques o atingiu mais do que o normal. Ele agora estava sedado, Sakura apenas sorriu gentilmente, e o médico baixinho de cabelos grisalhos se retirou do quarto os deixando á sós.

– Eu te avisei querido, que dirigir daquele modo – apernas sugeriu a rosada, vendo o Uchiha abriu os olhos entediado, não queria ficar observando os fatos enquanto tentava dizer alguma palavra, o temor que vira na amada fora demais. Mais que forçasse que da sua boca saísse algo, como se estivesse ressecado ou talvez não bebesse água á dias.

– Para variar – sussurrou ele, com a voz fraca e baixa, seca, mais o seu olhar demonstrava compaixão e o forte amor que sentia por Sakura. Ela sorriu uns dos seus melhores sorrisos, talvez tudo estivesse voltando aos seus eixos, como se todos aqueles ataques cardíacos.

Mesmo sentido fortes estalos em sua cabeça, os lábios cortados, não conseguia sentir muito a sua perna direita que estava com fachas, o seu corpo parecia não responder totalmente aos seus comandos, estava no soro no braço esquerdo da veia. Até respirar doía. Ainda sentia tudo isso, os odores da batida do carro e o choque do poste trouxeram-lhe alguns problemas sérios.

– Vou à cafeteria tomar alguma coisa, quer algo? – perguntou a rosada, fazendo o moreno voltar para o mundo real.

– Não – disse ele com a voz seca ainda, estava incomodado com a voz rouca, isso geralmente acontecia quando estava com um desejo carnal ardente, e isso não passou despercebido por Sakura. – Não vai agora, fique aqui – pediu, parecendo implorar. A cerejeira o olhou com um sorrisinho fofo nos lábios e se aproximou do mesmo, com um jeito meigo o brilho estava ali novamente. Roçou seus lábios com os de Sasuke, que parecia querer retribuir desesperadamente.

– Calma apressadinho – advertiu ela, fazendo uma cara irritante enquanto revirava os olhos, Sasuke fez um bico emburrado, enquanto desviava os olhos da mesma.

"Oh, meu garoto de olhos obscuros, me doe esse seu olhar deixe-me se tornar sua por favor, querido".


Acordar em locais desconhecidos, com gritos em sua mente não era o suficiente, Sasuke se remexia novamente, enquanto ela acordava e já o observava ainda deitada sobre o seu peito, o cheiro másculo que ele exalava a deixou entorpecida por um momento. Mais ao vê-lo com os olhos fechados, com lágrimas escorrendo por suas bochechas que ganharam uma coloração avermelhada, Sakura se assustou o viu abrir e fechar a boca, até que o grito do mesmo interrompeu o silêncio da noite e do quarto. Enquanto o mesmo abria os olhos completamente suado, a rosada se sentou perto do mesmo, ainda o fitando. Ele subiu a mão e acariciou o rosto da mesma, ela fechou os olhos aproveitando a carícia amorosa.

A água já começava ferver, Sakura apenas apertou o play para ouvirem algo diferente de The Unforgiven, Nothing Else Matters, Metallica parecia as únicas testemunhas da dança lenta que o casal dançava. Sasuke beijava o pescoço da sua rosada, com bastante amor, ela apenas fixava mais ainda as suas mãos em seu pescoço.


So close no matter how far

Couldn't be much more from the heart

Forever trusting who we are

And nothing else matters

Tão perto, não importa o quão distante.

Não poderia ser muito mais do coração

Eternamente confiando em quem somos

E nada mais importa

Esse amor, chamado de obsessivo desde do começo, na verdade mesmo de forma certa foi para a errada, mais acabou tão certa, que os faziam um só naquele quarto, os suspiros e os gemidos eram melodias que tocavam em locais tão românticas. Os corpos suados, cada vez mais unidos, e o final daquele prazer nunca imaginável pelo os dois, estavam ali juntos, finalmente...

Finalmente, eles estavam ali chegando há mais uma luta, tão unidos quanto qualquer outro casal, por que mesmo que muitos tenham tentado destruí-los, eles continuaram ali naquela guerra, mesmo sem perceber...

Fim!

Notas finais
Ooi :)) prontinho postado o segundo capítulo, como prometido! E ooh no sábado C= Espero que vocês tenham gostado!!
^ ^
Desculpe os erros :c... Capítulo parcialmente revisado, já que tô com pressa .-.

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Você chegou ao fim do livro. Parabéns!