Observador

1 Paixão Platônica


Notas iniciais
Pouquíssimo a declarar, criei um tanto quanto baseado em fatos reais. Boa leitura... E espero que gostem.

Antes de sair, lembrei de, como de costume, me olhar no espelho. Não, não era, e tampouco me achava, feio. Mas eu era tão... Comum. Sem nada que me destacasse. Era isso que incomodava um garoto no auge da adolescência, 16 anos, Luis Guilherme. E o fato de ter sempre passado despercebido. Era meio tímido e tudo... Então poucas pessoas, até ao passar na rua me notavam. Porém, eu sempre notava tudo. Acho que, exatamente, para equilibrar as coisas. Okay... Vamos a como eu sou. Tenho cabelo castanho cacheado escuro, um pouco longo e formato de anjinho ou algo do tipo. Meus olhos são castanhos também, apenas pouco mais claros. Em meu rosto, duas maçãs vermelhas pintam minhas bochechas como se blush, porém, naturalmente. Minha pele é um pouco bronzeada, e um pouco de pelo a cobre nos membros, 'a maldita puberdade'. E estou um tanto acima do peso e sedentário, vivendo quase que apenas sentado ou deitado. Bem, esse sou eu.

Após olhar pelo espelho ouço minha mãe me chamar na sala, e vou até lá. Assim como eu, todos já estavam prontos para partir. Aquele dia era, pra mim, um dos piores que tinham em qualquer feriado: O dia de ir no clube. Na cidade onde eu moro não tem mar, então construíram uma grande quantidade de clubes com piscinas e coisas variadas. Mas, como eu disse, era o pior dia. Muito tímido, não gostava de mostrar meu corpo para as outras pessoas, ainda mais pelo excesso de gordura, nem do calor que a exposição ao sol me fazia, ou ao suor que escorria quando eu estava com calor. Então, logo que chego, faço o mesmo que em todos os outros dias: Dizia para o meu pai que uns garotos estavam me chamando pra jogar futebol no campo mais distante, e voltava pelo outro lado indo para a lan house.

Ao entrar, cumprimentei um dos trabalhadores, que era jovem e conhecido meu a um tempo. Em seguida, pedi um dos computadores do fundo e ali fiquei, jogando e vendo coisas nas redes sociais. Eu não sabia ainda, porém, após meia hora ali, tudo mudaria. Pois elas viriam e pegariam o computador que se situava justamente ao meu lado. Eram duas: Uma loira de pele clara, olhos castanhos e óculos redondos, e uma morena de cabelo liso escuro e umas sardas no rosto. Sinceramente, não acho que a moreninha era alguma beldade ou nada do tipo. Porém, por algum motivo, sua voz e seu olhar me derreteram um tanto. Fiquei encantado com ela ali ao meu lado, conversando com sua amiga e escrevendo em seu blog sobre um assunto banal qualquer. O tempo passava rapidamente, logo, o tempo das duas ali acabava e elas iam, deixando-me totalmente perdido e curioso. Pela minha conexão com um dos funcionários, eu não tinha limite de tempo e podia simplesmente ficar ali sempre. Porém, assim que elas saíram, fui impulsionado a sair também. Após alguns momentos que não as via mais, levantei da cadeira e saí do local correndo e deixando meu amigo totalmente confuso para trás. Parei de correr ao aproximar-me delas e tentei agir o mais naturalmente possível. Tinha tirado uma foto do endereço do site que elas usavam — era só o que as barreiras de privacidade permitiam-me, e impediam-as de perceber o que fazia.- apenas para acessá-lo depois, em casa... Elas pareciam estar indo para as churrasqueiras, e, então, resolvi pegar um atalho do clube. Cheguei na área das churrasqueiras pelo outro lado e a entrei, indo para a entrada principal. Me sentei em um banco dali, e esperei-as. Quando passaram, tirei uma foto. Focalizada na morena, porém, com a loira também incluída, salvei no celular junto com a do blog.

Ia tentar ver qual a churrasqueira em que elas estavam, pedir a lista de convidados dela e ler seus nomes, mas, antes que pudesse fazer isso, meu pai me encontrou ali, e me castigou por ter mentido sobre o futebol. Não foi tão grave quanto se eu tivesse passado todo o tempo na lan house, e, como eu estava suado por ter corrido pelo caminho maior para alcançá-las, ele até pegou leve, apenas mandando-me retornar para minha mesa. Foi onde passei o resto do dia no clube, tentando decifrar o que diabos havia acontecido na foto que tirei das meninas. Por algum motivo, justo a morena saiu toda borrada, podendo focalizar apenas a loirinha.

"Tenho uma foto e o nome de um blog... Seria isso, o suficiente para encontrar ela?" Infelizmente eu não estava nada, nada positivo... E, pior ainda, me sentia arrependido e um idiota por não ter falado com elas quando pude. "Droga, como eu odeio ser tão... Assim. Agora, me resta encontrá-las o mais rápido possível e corrigir me erro."

Notas finais
Issae
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.