Notas iniciais
Olá!!!! Realmente não sei se alguém está lendo a fic. Mas gosto de escrever e vou continuar mesmo assim. =D

O chão úmido e gélido pairava sobre seu rosto. Ao longe ouvia o vento sobre as folhas das árvores. Apertou os punhos amassando várias folhas secas. Corey se sentou e a dor de cabeça o atingiu como um tiro a queima roupa. Massageou a lateral das têmporas e olhou ao redor. Um sensação repentina de terror o atingiu. Não tinha a menor ideia de onde estava e tudo era frio e escuro.

Levantou do chão úmido coberto de folhas fazendo a dor aumentar. Em suas costas tinha um rio que se estendia além de sua visão e olhando para a frente, via apenas uma cerca de árvores escuras que se separavam por uma trilha estreita bem no centro. Cambaleando, seguiu para o interior da trilha e visualizou uma massa escura deitada na terra batida. Seu coração acelerou quando a massa começou a ganhar forma.

– Mei? — Ele chamou. E por um momento terrível ela não se moveu até que se apoiou nos braços e erguei a cabeça em sua direção. Seu olhar estava confuso como o dele. Correy correu para a namorada. — Mei o que está acontecendo?

– Eu... eu não sei. Que lugar é esse? — Ela diz com a voz trêmula se aninhando sobre o peito de Corey.

– Para o bem de Sven, é melhor ele não estar fazendo nenhuma brincadeira com a gente.

Por um momento eles ficam alí parados se confortando no calor do outro.Corey ergue a cabeça de Mei segurando gentilmente o queixo da garota entre o polegar e o indicador e leva seus lábios até os dela.

– Acho que não adianta esperar. Não virá ninguém. — Embora até ele não tinha coragem de andar por ali, não achava que receberiam ajuda de alguém. O melhor a fazer seria seguir em frente.

Caminhava em silêncio pela trilha com Mei enroscada em seu braço com o rosto colado em seu ombro. Gostava daquilo, o fazia sentir que não estava sozinho. Estava tão distraído sentindo o doce toque de Mei que não notou que não havia mais árvores e sim túmulos os cercando. Todos os seus músculos se contraíram e seus membros se negavam a se mexer. Em seu lado Mei soltou um roído do fundo da garganta. Corey sabia que ela estava prestes a chorar e então abraçou a garota.

– Vamos. É só não olhar. Tudo bem?

Ela assentiu ainda aninhada em seu peito. E colados, começaram a caminhar pelo cemitério sem qualquer rumo específico. Seu coração já batia normalmente e começava a parar de tremer, até ver os túmulos. Corey sentiu vontade de chorar mas não podia fazer isto na frente de Mei. Sua respiração ficou tensa e suas pernas já não se moviam.

– O que... QUE MERDA É ESSA SVEN?! — Ele gritou olhando para os dois túmulos que estavam lado a lado. Em um está escrito: Corey Wild. No outro: Mei Wang.

– O que foi? — Questiona Mei erguendo a cabeça e olhando para os túmulos. Corey sentiu a garota estremecer e ceder em lágrimas. — Que tipo de brincadeira é essa Corey? É algum tipo de trote?.

Ele não tem tempo de responder quando uma voz desesperada grita às lágrimas:

– NÃO! NÃO ME MACHUQUE!

Corey olha de relance quando um vulto negro passa sobre os túmulos adiante, onde a névoa é mais densa. Sem saber bem o porque, ele agarra a mão de Mei e corre ao alcance da mulher.

– Ei! Espere! — Ele tropeça em algo e cai para a frente com os braços estendidos. Seria até engraçado se a situação não fosse tão assustadora. Mei, ainda às lágrimas o ajuda a levantar.

– Se machucou?

– Eu estou bem. - Ele tateia a perna para descobrir no que tropeçou e seus dedos encontram uma lanterna. Ele liga, a luz se acende e apaga mas logo começa a funcionar normalmente. — Funciona! Agora, cadê a mulher?

Mei olha para os lados tentando localizá-la em vão. Ela faz um gesto negativo com a cabeça. Corey não conseguia imaginar como a experiência estava sendo traumatizante para ela. Conseguia ver isto nos olhos da namorada. Limpou a mão na outra para se livrar da terra e continuou seguindo.

A luz da lanterna fazia a paisagem ganhar um tom mais sinistro do que ele desejava mas não se atrevia a deixar a única fonte de luz que tinham para trás. Corey sentiu uma estranha brisa o envolvendo. Vindo por baixo. Ele para bruscamente segurando Mei firme nos braços. Ao apontar a lanterna, vê uma passagem bem no meio da trilha com uma escada de mão guiando diretamente para a escuridão.

– Acha que ela foi por aqui? — Ele pergunta apreensivo.

– Não Corey! Não me diga que vamos entrar aí. Eu... Eu só não consigo. — Ela se desfaz em lágrimas novamente.

– Ei! — Ele segura o rosto da garota delicadamente entre as mãos. — Eu estou aqui. Está tudo bem.– Uma sensação de alívio o atinge quando percebe que a namorada começa a se acalmar. — Eu vou na frente. Ok?

– Tudo bem. — Ela assente.

O metal rangia sobre seus dedos e podia ouvi-los rangendo também sobre os pés de Mei. Quando seu pé atinge a superfície sólida, Correy deixa escapar um suspiro de alivio e ajuda Mei a terminar a descida. Ele olha em volta sobre o foco da lanterna e se depara em um corredor longo com várias portas. Logo de cara reconheceu os corredores da faculdade de Fallcreek.

– Como é possível?! — Mei pergunta boquiaberta.

– Não sei. Mas não estamos em Fallcreek.

Ele começa a andar em passos pequenos e lentos passando por várias portas trancadas e bifurcações trancadas por tábuas pregadas às paredes.
O corredor parecia não ter fim. E quando pareceu que estavam caminhando a horas...

– Correy. — Mei aperta seu braço com tanta força que doe. — Alguém vem vindo.

Ele para subitamente ao ver Jun vindo em sua direção. Mei corre para a irmã.

– Jun!

Correy corre ao seu alcance e segura a namorada pela cintura.

– Corey? O que está fazendo?! é a Jun!

– Não Mei! - Ele grita. — Olha!

Ele aponte para Jun que cambaleia em sua direção murmurando coisas inaudíveis. Mei quase desmaia em seus braços quando nota que a lateral direita do corpo de Jun fora arrancado pelo o que parecia ter sido uma mordida monstruosa.

Eles recuam de costas até que Correy esbarra em algo sólido. Seu corpo fica paralisado de medo. Até que uma voz sussurra em seu ouvido. " não deveríamos ter mexido com o que não conhecíamos, Correy"

Ele se vira e Sven com a têmpora achatada avança sobre ele. Sem hesitar,ele agarra a mão de Mei e corre o mais rápido que pode pelo escuro corredor passando por Jun que agarra sua jaqueta. Corey se liberta e continua a correr sem rumo pelos corredores escuros. Ao longe ele enxerga o fim. Uma porta dupla de metal está entreaberta. Ele aumenta a velocidade e joga o ombro contra a porta que se abre em um estrondo.

Lá dentro o que viu o deixou ainda mais traumatizado. A sala era escura e o teto tinha desabado em grande parte, deixando vazarem para dentro raios de luz que davam ao lugar um tom mais sombrio. No fundo da sala havia uma planta negra do tamanho de uma casa com as pétalas estendidas. E entre as pétalas jazia o corpo de Amy. Algo brotou de sua barriga a abrindo de dentro para fora.

– Vê agora Corey? — A voz de Amy ecoa pela sala. – Veja como estou satisfeita. A vida surgiu de dentro de mim como pétalas de flores.

Corey não entendia o que a amiga estava dizendo. Se direcionou para o corpo de Amy mutilado enquanto Mei largava soluços desesperados.

– O que você está falando? Amy?

Tudo aconteceu muito rápido. A parede ao seu lado explodiu liberando uma criatura grotesca de dois metros e meio de altura. Sua boca parecia pétalas de flores abertas. Apesar do tamanho, a criatura se movia rápido. Agarrou Mei pela cintura enquanto a garota gritava em desespero. E antes que Corey pudesse fazer alguma coisa a cabeça de Mei é arrancada por uma mordida seguida de um som nauseante.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.