Notas iniciais
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Meus olhos precisam de alguns segundos para se acostumar com a luz.

Estou tonta, e não reconheço onde estou.

O lugar é escuro, e o quarto está vazio. Levanto da cama com os tornozelos falhando, e me deparo com um espelho na parede.

Minha roupas me trazem uma sensação estranha; eu lembro de vesti-las e de tê-las, mas não me lembro onde as consegui, o quando as vesti.

Ouço leves batidas na porta. De alguma forma, sinto que estou segura, e a abro.

Uma mulher adentra o quarto, os cabelos claros caem sobre seus ombros, costrastando co seu vestido preto. Eu nunca a vi, mas, aparentemente, eu a conheço?

É Narcisa Malfoy. Eu posso confiar nela, esta é sua casa. Mas por que estou aqui?

–Olá, garota. Qual meu nome?-ela me dirige a palavra, seca.

–Sra Malfoy.- respondo o que eu inexplicavelmente sei, e Narcisa me encara, como se me escaneasse de cima à baixo.

–E qual o seu nome...?- ela parece desconfiada. Estou tão confusa. Por que ela me perguntaria qual meu nome?

–É Natalie. Natalie...

Ah, é. Eu não lembro meu sobrenome.

–Gaunt, querida. Que bom que acordou, faz tempo que você dorme.

–Sra, desculpe...mas o que estou fazendo aqui?

Narcisa perde um pouco da postura com minha pergunta. Aparentemente ela não esperava que eu estivesse confusa.

–Ah, sim. Claro que está confusa. Mas não se preocupe, nós te resgatamos.

–Resgate? De quem?- minha perguntas parecem trazer mais perguntas.

–Ah, sim, sim. Dos trouxas que te sequestraram, querida- ela não parece segura com o que diz, mas não aparenta estar mentindo.

–Eu fui sequestrada?

Alguns flashes me vem a cabeça. Me vejo chegando numa casa vestindo uniformes escolares. Eu viva com um casal trouxa. Ia à uma escola trouxa, estudava magia em casa. Não me recordo de ter sido sequestrada por eles.

–Ah, querida. Você provavelmente não lembra...Eles manipularam você, a enfeitiçaram. Eles a sequestraram e apagaram sua memória.

Ela parece estar dizendo a verdade, mas...como pode? Tento acessar minhas memórias incessantemente, procurando evidências. Não chego à lugar algum.

Pela porta entreaberta, adentra um homem no quarto. Cabelos igualmente loiros, postura rígida e olhar severo. Sinto o mesmo de antes; eu nunca o vi, mas o conheço: Lúcio Malfoy.

–Então...srta Gaunt.

–Senhor Malfoy- respondo.

–Sim- ele concorda-, a srta já está situada do que aconteceu?

–Mais ou menos.

–Como disse?- sua voz sai suave, mas sinto que o homem está se esforçando para não ser grosso.

–Os senhores me resgataram. Estamos em sua casa. Mas...por quê?

Lúcio vira-se para Narcisa.

–Ah, Cisa. Parece que Dumbledore fez um estrago com a cabeça dessa menina.

Dumbledore. Eu conheço esse nome.

Lúcio expressa desgosto, e sua esposa concorda com a cabeça.

–Dumbledore?!

–Sim, querida- Narcisa volta a falar.

– Seu sequestro foi plano dele. Ele quis que se afastasse do mundo da magia, que se isolasse. Que você passasse para o lado deles.

O lado deles. O que isso poderia significar?

–Mas não se preocupe, querida. Você está segura aqui.

Por que alguém faria isso comigo? O que eu teria feito, ou o que será que eu possa ser, para lhe interessar tanto? E por que Lúcio e Narcisa Malfoy me receberiam com tanta bondade?

Isso quer dizer que...Dumbledore é meu inimigo?

–Obrigada.

Lúcio abre a boca, mas o corto antes que possa falar qualquer coisa. Uma última pergunta precisa ser respondida.

–Mas por que ele faria isso?

O casal troca olhares. Lúcio responde.

–Ora...A srta é importante. Tê-la do lado dele seria grande coisa.

–Seu lado? Como assim? O que eu sou?

–Ora, a srta é a herdeira do Lord das Trevas.

Lord das Trevas? Eu...eu sou filha de Lord Voldemort.

Notas finais
E aí? ^-^