Objeto Perdido

14 Capítulo treze


Notas iniciais
Sei que demorei, novamente, então peço mil desculpas, de verdade. Digamos que está tudo muito corrido, mas farei o possível para recompensar, ainda essa semana. Para não perder o costume, gostaria de agradecer à Katherine e à Party Poison por todo o apoio e motivação! Enfim, sem mais ladainhas, uma ótima leitura a todos.

O jantar é tranquilo, eles conversam, mas eu não consigo prestar muita atenção, meu corpo está presente, mas é como se minha alma flutuasse para fora de meu corpo, tudo se move em câmera lenta, noto Erick olhar para mim várias vezes, mas não profere nenhuma palavra, seu semblante é carregado de uma preocupação extrema. Tudo em meu interior é escuridão, é vazio, solidão. Meu corpo dói; tudo parece estar em completa lentidão, até mesmo as vozes, os sons que os talheres emitem, tenho a impressão de que estou sonhando e de algum modo, não consigo sair desse frenesi maluco.

– Bom, vai me contar o que está acontecendo com você? – Erick aparece em meu quarto, me pegado de surpresa. O jantar felizmente acabara.

– Estou bem, Erick. – continuo deitada em minha cama, meu corpo dói demais para que eu possa levantar. Solto um sorriso falso, não suportando mais tamanha dor.

– Não tente me enganar, mocinha. – ele lentamente se aproxima de mim e se deita ao meu lado, seu corpo completamente colado ao meu em minha pequena cama. – Mas, como eu sou um ótimo amigo; não vou pressionar, de verdade, se tiver que me contar, eu sei que me contara, não é mesmo?

– Sim. – respondo olhando em seus olhos, que não há o mesmo brilho dos de Jessie. – Obrigada, por tudo, de verdade. – pego sua mão e o olho sorrindo.

– Melanie... – ele sussurra virando seu corpo de encontro ao meu. O encaro, pergunto apenas com os olhos onde ele está querendo chegar com tal aproximação repentina, porém, ele não me responde; apenas se aproxima lentamente de meu rosto e nossos lábios se tocaram levemente. Sinto todos meus músculos se contraírem, não consigo acreditar, como assim, Erick está me beijando? Isso com toda a certeza deve estar errado, sei que não posso permitir, mas não consigo lutar com meus impulsos. Desde quando era mais nova sonhava em beijá-lo, e aqui estou. Sinto suas mãos acariciando levemente meu rosto enquanto eu acaricio levemente seu cabelo, fazendo o beijo ganhar um ritmo mais elevado. Meu primeiro beijo está acontecendo com uma pessoa que nunca imaginei beijar, simplesmente meu melhor amigo a muitos e muitos anos. Retribuo cada vez mais ardorosamente seu beijo, mantendo um ritmo crescente. Estou sendo levada pelo momento, mas em um momento repentino, sem minha compreensão, os olhos de Jessie me vêem a mente, como um sinal de meu coração confuso pedindo para que eu pare imediatamente. Aqueles olhos azuis me fitam, e somem mais repentinamente como apareceram, em seu lugar aparece um lindo objeto brilhante, em forma cilíndrica, com uma enorme pedra azul acima, o anel causador de toda essa, digamos, batalha.

Abro bruscamente meus olhos e saio do transe que o beijo de Erick me proporcionou.

– Mel, me desculpa, eu não queria assustar você. – ele disse, percebendo o modo como eu o soltei. – Eu não deveria ter feito isso.

– Erick, não, eu que lhe peço perdão... – seguro sua mão e olho dentro de seus olhos, procurando qualquer vestígio do brilho de Jessie. – É que foi meu primeiro beijo.

– Você nunca beijou ninguém? – ele sorri e sussurra, se aproximando mais uma vez de meu rosto.

– Não, pode me julgar por isso. – rio para tentar anular o constrangimento que lhe causei.

– Saiba que beija muito melhor do que as experientes por ai... – dizendo isso, ele segura meu queixo e beija meus lábios demoradamente mais uma vez. – Então, posso dormir aqui? Sem mais surpresas, eu prometo a você.

– Acho melhor você ir para o seu quarto. – respondo o mais suave possível, para não magoá-lo – Meus pais podem não gostar, sabe?

– Boa noite então, minha bela adormecida. – ele ri, beijando levemente minha bochecha e se retirando do meu quarto, deixando-me sozinha com meus pensamentos, novamente.

Sem explicar, sinto uma necessidade imediata de ver Jessie, seus olhos, seu rosto, seu corpo, tudo me atrai cada vez mais nele. Sinto-me completamente confusa, a volta de Erick mexeu comigo, ainda mais depois desse beijo, mas nada se compara ao poder que Jessie tem sobre mim. Um estranho gosto de sangue me vem à boca e meu estomago se revira, a dor se torna um pouco mais insuportável. Fecho meus olhos e respiro fundo, logo o sono e o cansaço me tomam por inteira.

Felizmente, não sonho com exatamente nada durante a noite, um misto de paz e calma tomam conta de meu sonho, mesmo dormindo, consigo sentir que não há mais a dor me dominando, como se de repente tudo resolvesse desaparecer. Respiro tranquilamente, parte de mim está acordada, mas outra parte está em um sono muito profundo para que eu conseguisse abrir meus olhos. Sinto um toque em meu rosto, levemente, mas ainda assim um toque, um leve carinho em minha face, uma caricia que faz toda minha dor ir embora, todo meu sofrimento se transformar em paz, eu não preciso abrir meus olhos para sentir a presença de um anjo em meu quarto. Sinto seu perfume e já aprendi a sentir seu poder sobre mim, não há dúvidas. Tento abrir meus olhos a todo custo, mas não consigo; a caricia repentinamente cessa e um sono extraordinário se apodera de minha alma, me fazendo dormir profundamente.

Notas finais
Sim, o capítulo é pequeno, mas prometo que ainda essa semana postarei outro compensando tudo isso. Confesso que o capítulo era maior, mas tive que cortá-lo ao meio para não ficar tão grande, então, mais uma vez, desculpem-me. Encontro vocês no próximo capítulo, não esqueça de deixar seu comentário. ("shippers" Melanessie, não me matem, por favor). BEIJOS, ATÉ A PRÓXIMA!