Objeto Perdido

17 Capítulo dezesseis


Notas iniciais
Bom dia/Boa tarde/Boa noite seus lindos!!! Muito, muito, muito obrigada por tudo, por estarem aqui mais uma vez. Sim, estou bem feliz hoje porque vocês são uns lindos e é isso ai ~escritora emocionada~. As vezes, na correria do dia a dia, eu penso em desistir da escrita, deixar minhas histórias pela metade, mas quando entro e vejo o apoio de vocês, isso me motiva tanto, que nem tenho palavras para escrever. Essa história, teve seu inicio a dois anos em minha mente, mas entre tê-la em mente e colocá-la "no papel" demorou um pouco. Alguns capítulos [como é o caso desse], já estava escrito a algum tempo, por isso, mais uma vez, peço para que ignorem qualquer erro, tanto de concordância quanto gramatical. O motivo de tal motivação para continuar, tem nome, na verdade, são dois nomes. Katherine e Party Poison, do fundo do coração, sem vocês a história não chegaria nem na metade, muito, MUITO OBRIGADA, mesmo! Enfim, aqui vai mais um capítulo para vocês. Espero que gostem, e que não decepcione jamais as shippers "Melanessie". UMA ÓTIMA LEITURA A TODOS!!!

O dia passa lentamente, como se cada ponteiro do relógio demorasse um século para mover um segundo, a dor não cessa por nada, é como se tudo estivesse obscuro e amedrontador ao meu redor. Minha cabeça martela de dor, me sinto cada vez mais péssima, acabo ficando o dia inteiro na cama, fingindo que estou descansando para a festa. Todas as vezes que alguém entra, ou escuto uma aproximação, fecho os olhos e finjo que estou completamente apagada, quando na verdade não quero a presença de ninguém ao meu lado, me sinto extremamente culpada por colocar todos ao meu redor em perigo, tudo por um anel idiota.

De tanto pensar, por alguns, ou vários minutos, acabo realmente dormindo, um sono sem sonhos, apenas meu corpo querendo recarregar pelo menos um pouco de sua energia. Quando abro os olhos, o susto é imenso, o relógio, que antes parecia não se mover, agora marca exatamente 18h53, o desespero me toma. Em um único pulo, me levanto da cama e corro para o armário em busca da algo útil para se usar em uma festa. Incrível como eu praticamente não tenho roupa para essas coisas, a maioria se resume em blusa básica e calça jeans. Quando finalmente consigo avistar, bem ao fundo do meu armário, um vestido que usei apenas uma vez em minha vida, na festa de aniversário de Elena no ano passado. Ele é longo, sua cor é azul escuro, o que me faz lembrar completamente de Jessie, é do estilo tomara que caia e um cinto o acompanha, para que seja preso na cintura, na intenção de fazer uma marcação.

Esse vestido me traz certa nostalgia dos tempos de antigamente, minha antiga cidade, meus antigos amigos, mas sinto estar ficando completamente sem tempo para esse tipo de sentimento. O pego e saio correndo desesperadamente rumo ao banheiro, o tempo que antes parecia estar ao meu favor, agora está completamente contra. Tomo um banho muito rápido, às vezes minha barriga ainda dói, mas nada que não dê para suportar. Enrolo-me em minha toalha e saio correndo em direção ao meu quarto. Já são 19h16. Meu coração se acelera, quase voando, me visto e confesso ter certa dificuldade para colocar aquele vestido, mas nada que alguns pulos e contorcionismos não resolvam. Escuto a campainha tocar e meu coração saltita ainda mais, mesmo sabendo que não seria Jessie, me sinto completamente ansiosa para acabar com aquilo de uma vez. Ouço vozes familiares vindo da sala, e percebo que se trata de Cora e Caio, passos na escada indicam que Erick está descendo para recepcioná-los.

Corro para pegar meus únicos sapatos de salto e coloco-os com a maior pressa do mundo. Procuro desesperadamente minha maquiagem e algo brilhante para colocar em meu pescoço, acabo desastradamente derrubando praticamente tudo de minha cômoda. Resolvo não arrumar no momento, encontro um que ganhei dos pais de Erick em meu último aniversário, cravejado de pequenas pedras brilhantes e logo decido que é este mesmo que vou usar. Escuto a campainha mais uma vez e meu desespero multiplica, nesse momento tenho a total certeza de que se trata de Jessie, pois escuto seu nome e as pessoas o cumprimentando. Olho-me no espelho e procuro não exagerar muito na maquiagem, arrumo meu cabelo, deixando igualmente repartido e jogado sob meus ombros. Sorrio ao olhar no espelho e nesse momento percebo que estou mudada, não sou mais a mesma garotinha dos anos passados, por meros segundos, a coragem toma conta de todo meu ser. A imagem que vejo a minha frente é de uma mulher que desconheço, mas que é capaz de resolver seus problemas sozinha. Infelizmente, sei que tal coragem irá embora tão rápido quanto chegou.

Saio moderadamente apressada de meu quarto, e lentamente vou descendo as escadas, sempre segurando no corrimão para não ter o perigo de cair. Todos estão igualmente maravilhosos. Caio com sua camisa social preta e gel no cabelo, Cora com um magnífico vestido curto verde escuro, meramente decotado, deixando seus longos cabelos vermelhos mais vivos e marcando lindamente cada curva de seu corpo, Erick com sua camisa social branca e seu cabelo lindamente bagunçado, juntamente com sua barba a fazer. Mas, obviamente, o que acaba me chamando a atenção é Jessie, que veste uma simples branca, com um paletó aberto azul escuro por cima, exatamente o mesmo tom de azul de meu vestido, e uma calça preta. Seu cabelo negro e bagunçado faz um contraste perfeito com seus brilhantes olhos azul e seu sorriso torto.

– Melanie, você está linda! – exclama Cora, vindo diretamente me abraçar.

– Muito obrigada, maravilhosa! – sorrio enquanto a abraço extremamente apertado. – Vamos arrasar por lá hoje, hein mulher.

– Com certeza. – ela ri, me soltando e segurando forte minha mão. – Olhe para esses meninos, todos babando.

– Infantis. – digo sorrindo e olhando diretamente para Jessie que sorri, tanto com os olhos quanto com seus lábios.

– Onde esses adolescentes feios acham que estão indo? – escuto a voz de Dan na porta da cozinha. – Sem minha Ferrari ninguém vai a lugar algum.

– Por isso que você é um lindo, e vai nos levar, não é? – me aproximo dele e o abraço fortemente. Dan com certeza é o melhor padrasto do mundo.

– Só porque eu não resisto aos poderes de uma princesa. – ele sorri e beija minha testa. – Mas vão ter que se espremer dentro do meu imenso carro.

– Daremos um jeito, fique tranquilo. – Erick diz, me enviando uma piscadela, na qual eu devolvi com um sorriso em meu rosto.

– Vamos então, galera! – exclama Cora em um pulo. – Que uma festa nos espera. – ela abraça Jessie e os dois vão saindo de minha residência, em direção ao carro de Dan.

Dentro do carro, tivemos que nos arrumar como pudemos. Erick foi ao banco da frente, com Dan. Fui sentada no colo de Cora e com a aproximação a casa de Thalia, senti um arrepio sem igual percorrer toda a minha espinha, um calafrio se apoderou de meu corpo e por um instante minha maior vontade é a de voltar para casa. Olho para o lado e os olhos de Jessie se encontra com o meu, ao meu lado, ele apoia sua mão em minha perna e balança sua cabeça em forma de afirmação lentamente, como se de algum modo, ele quisesse me dizer que tudo vai ficar bem.

Aos poucos se torna possível ouvir a batida da música eletrônica se aproximando, sua vibração, o ritmo.

– Mel, qualquer coisa, me ligue, por favor. – Dan diz antes de eu descer do carro. – Me promete?

– Prometo. – bato em sua mão, em uma espécie de toque adolescente maluco. – Obrigada. – sorrio e desço do carro.

O lugar é imenso, há vários adolescentes chegando com bebidas em suas mãos, pessoas se beijam em meio a uma mini floresta que cerca o lugar, como um imenso bosque rodeando tal local. Isso não é uma casa, é literalmente uma mansão. Resolvemos entrar, há uma trilha de pedra que nos leva até o meio do estabelecimento, onde se encontra uma gigantesca pista de dança. Pessoas dançam freneticamente, esfregando seus corpos uns nos outros conforme a batida da música. Mais casais se beijam em lugares escondidos no escuro e muitas luzes embalam aquele ambiente, deixando todos em um estado de frenesi psicodélico.

Cora, Caio e Erick mal chegaram e já estão dançando, entrando lentamente ao meio da pista de dança.

– Melanie! – Jessie tem que gritar e segurar meus ombros para que eu consiga ouvi-lo em meio a música absurdamente alta. – Aqui está. – ele pega minha mão e coloca um anel com uma grande pedra azul acima, realmente muito parecido com o original, embora não seja completamente idêntico. – Eu ficarei por aqui para vigiar e não deixar que nada aconteça. – apenas sorrio e começo a me esbarrar em todos os corpos frenéticos em busca de uma saída daquela pista maluca para conseguir, finalmente, ir pegar o meu objeto perdido.

Notas finais
Sinceramente? Preparem-se para GRANDES emoções ~sem spoiler, ok?~ Enfim, obrigada por chegar até aqui, e mais uma vez, me perdoe pelos erros ortográficos/gramaticais. UM BEIJO NO CORAÇÃO DE CADA UM [até mesmo dos leitores fantasmas]. Até o próximo capítulo!!