Obi Wane-Shots

47 Adeus comandante


Notas iniciais
Hello There!!! Como vocês estão meus queridos leitores? Espero que estejam bem. O Captiulo de hoje é uma especie de continuação do capitulo 24.Tive a ideia de escrever sobre o encontro dos dois na época em que aqueles anúncios foram feitos, mas só agora consegui terminar de escrever hahahha. Espero realmente que tenhamos esse reencontro na serie do Obi Wan. Não espero que seja do jeito que eu escrevi, mas um pequeno vilusmbre que seja já me deixaria contente kkkkk Espero que gostem. Boa leitura. Link. https://br.pinterest.com/pin/444378688223229276/feedback/?invite_code=2017ed6a38d94c308853a39614c2bf57&sender_id=765471405323310248 Ah sim, leiam as notas finais. É importante.

— General! – Cody exclamou – Funcionou! O plano funcionou!

Kenobi se permitiu respirar aliviado ao lado do Clone. Era um plano arriscado e ele temia que não desse certo, mas se não fosse pela insistência de seu Comandante, eles ainda estariam batalhando contra as tropas separatistas e não demoraria até precisarem de reforços.

Coisa que dificilmente aconteceria dadas as circunstancias. O sistema Sullut estava sitiado por Naves inimigas, formando uma barreira impenetrável. Sem chance de vitória nos céus, as chances de vencerem em terra eram mínimas.

Graças à força, pensou Obi Wan, estava cercado por homens experientes e competentes. Com Cody ao seu lado, tudo era possível.

Se conseguissem vencer aquela batalha no solo, vencer as naves se tornaria apenas mais um obstáculo a ser superado.

E eles conseguiriam.

Juntos.

Empoleirado sobre um cume rochoso, Obi Wan relembrava dos seus momentos gloriosos durante as Guerras Clônicas com nostalgia. Claro que, participar de uma guerra não tinha nada de glorioso, ainda mais para um Jedi cujo principal objetivo era garantir a paz para todos os povos, mas considerando que o mestre Jedi sempre gostou de ver o copo meio cheio como algo positivo, era possível extrair um pouco de luz das trevas na qual a galáxia mergulhou logo após o início da guerra.

E um dos pontos positivos fora as amizades que Obi Wan fizera ao longo dos anos. Para o Mestre Jedi, os clones não eram apenas soldados, eram homens bons e honrados, dispostos a sacrificarem as próprias vidas por um bem maior. Obi Wan valorizava a individualidade de cada companheiro e fazia questão de chama-los pelos nomes que escolheram e os considerava bons amigos. Principalmente Cody, seu fiel comandante que sempre estava ao seu lado, lhe dando cobertura e o protegendo.

Juntos, enfrentaram várias situações críticas, até mesmo impossíveis. Mas sempre encontravam uma saída... Não havia nada que pudesse impedi-los de completar uma missão.

E justamente por ter ciência disso, Obi Wan lamentava profundamente a persistência de seu ex comandante de persegui-lo . Sabia que Cody jamais desistiria de caça-lo e que uma hora ou outra, eles se encontrariam novamente... Uma última vez. Após os eventos traumáticos do que ficou conhecido como o expurgo jedi, não havia mais lugar seguro para nenhum remanescente. Os sobreviventes estavam sendo caçados como ratos do deserto e embora tenha tomado todo o cuidado para esconder seu rastro, Obi Wan não poderia se esconder para sempre. Não enquanto Cody, um exímio rastreador, estivesse a sua procura.

Kenobi arriscou esticar o pescoço por cima do pedregulho que cobria a fenda na qual estava escondido. Não tinha uma boa visão do vale que se estendia abaixo de si, mas era o suficiente para avistar alguns stormtroopers vasculhando a área a sua procura. Se eram todos clones, o Jedi não sabia dizer. Ouvira histórias durante o seu exílio de que a maioria dos clones recebeu permissão para sair, se assim desejassem. Na melhor das hipóteses, ganharam a liberdade, mas Obi Wan duvidava disso fortemente. Para ele, os clones tiveram um destino igual aos dos Jedi. Foram exterminados sem piedade.

Essa era uma dúvida que o perseguiria para sempre, assim como tantas outras que assolavam sua mente nós últimos anos.

Obi Wan inspirou fundo. Esgotou boa parte de sua energia naquele plano mirabolante de atrair os stormtroopers para o desfiladeiro, achando que conseguiria despistá-los. O problema era que Já não era mais tão jovem e escalar aquele paredão rochoso certamente deixaria marcas irreversíveis em sua coluna dolorida.

Esticou o pescoço novamente e dessa vez, viu Cody. Vestia uma armadura branca com detalhes em preto no capacete e nas ombreiras. O símbolo do império pintado no peitoral metálico. Apesar de estar usando capacete, Obi Wan não teve dúvidas de que era ele. O jeito de segurar o rifle, o jeito como andava e dava ordens aos subordinados... Pequenos detalhes que Obi Wan acabou memorizando na época em que lutaram juntos e que faziam a diferença no atual cenário em que se encontrava.

Ver Cody depois de tanto tempo despertou no velho Jedi um sentimento familiar. Será que conseguiria dialogar com o seu ex-comandante? Ou não teria chance?

— Ele não parece muito disposto a conversar. — respondeu o Jedi a si mesmo. A tristeza impregnada em sua voz.

Ao todo, 20 soldados estavam a sua espera no vale. Todos fortemente armados e preparados para enfrentar um Jedi.

Mas ele era Obi Wan Kenobi. Na verdade, agora preferia ser chamado de Ben, o velho eremita morador do deserto, mas os inimigos não precisavam saber disso. Bastava deixar claro que ele não era um Jedi qualquer, mas sim um Mestre. E que precisariam de muito mais do que algumas armas tecnológicas e força de vontade para captura lo.

Pois ele não estava disposto a se entregar tão facilmente.

Era exatamente por isso que Obi Wan detestava voar.

A nave que pilotava sofrera danos severos na fuselagem e agora caia em zigue e zague em direção ao solo. A fumaça fina tornara-se densa demais para que pudesse ver alguma coisa através do coockpit e o radio de comunicação mais parecia um assado recém-saído do forno.

Fim da linha,pensou o Jedi.

Sem controle da nave, dificilmente conseguiria pousar a geringonça sem que se espatifasse no impacto. E sem comunicação, não havia como pedir ajuda.

A nave continuou girando e girando, fazendo com que o estomago de Obi Wan embrulhasse e o café da manhã ameaçasse sair.

Era só o que lhe faltava.

A nave começou então a se despedaçar. Pedaço por pedaço foi se soltando conforme tomava velocidade rumo ao chão. Kenobi teria sorte se morresse antes do impacto por falta de oxigênio na cabine.

O metal começou a esquentar devido à alta velocidade com que caia. Por causa do oxigênio escasso, manter-se são estava ficando difícil para o Mestre Jedi.

Fim da linha.

A fumaça escureceu e respirar era praticamente impossível.

Acabou.

Obi Wan oscilava entre um estado consciente de que estava prestes a bater e o de que estava tendo apenas um pesadelo.

Qual das duas situações seria verdadeira?

De repente, um solavanco jogou a cabeça do Jedi para frente com tanta força que sua testa atingiu o painel de controle. Sangue começou a jorrar do corte diagonal recém-aberto no supercílio esquerdo do Jedi e este viu a escuridão tomar conta da visão turva.

Estaria realmente sonhando? Mas a dor, de alguma forma, lhe parecia bastante real.

A resposta para sua duvida chegou algumas horas depois, quando despertou na enfermaria do Templo Jedi. Soube por meio de Anakin que se não fosse pela eficiência de Cody, ele estaria morto. Fora salvo pelo Clone.

Mais uma vez.

— Se entregue Kenobi! — Cody gritou de forma firme e autoritária, não deixando margem para duvida de que estava ali para capturar o Jedi, por bem ou por mal. — Facilite as coisas! É só uma questão de tempo até encontrarmos você e leva-lo sob a Jurisdição do Império.

Jurisdição do Império? Cody só podia estar brincando.

— E qual seria a graça se isso acontecesse? – Kenobi posicionou as mãos em volta da boca em formato de concha e gritou de forma provocativa. Sabia que isso mexeria com os nervos de aço do ex-comandante. — Prefiro brincar de gato e rato mais um pouco, se não se importar. Quero aproveitar meus últimos momentos com estilo.

Cody torceu o nariz, enraivecido.

— Já chega de jogos, Kenobi. Apareça!

A vontade de continuar provocando o Clone era grande, mas o risco era maior ainda. Se continuasse falando, descobririam rapidamente em qual fenda estava escondido. O plano que formulara em sua cabeça não foi tão eficiente e agora ele estava encurralado. Não havia para onde ir. Sua única saída seria enfrentar o pequeno exercito.

— Esta caminhando para um caminho sem volta, meu amigo. — Obi Wan o alertou. — Não há garantias de que conseguirá escapar. Estou avisando... É melhor ir embora antes que seja tarde. – Havia hesitação em suas palavras. – Não me obrigue a mata-lo, Cody. Eu não quero ter que fazer isso.

— Estou ciente disso e pretendo continuar até alcançar meu objetivo Kenobi. O que vier depois de eu matar você é lucro.... Amigo.

O inimigo se aproximava velozmente ao sul e chegariam ao amanhecer, segundo os batedores informaram depois de retornarem da ronda. Não tinham muito tempo para fortificarem o vilarejo, teriam que pegar os invasores de surpresa se quisessem ter uma chance de vencer.

E Obi Wan sabia como fazer isso.

A construção das trincheiras levou a tarde toda e já era noite quando finalmente concluíram. Após se certificar de que as vigas de sustentação os protegeriam de um soterramento inesperado, Kenobi percebeu que seu comandante estava inquieto. Algo o incomodava e por mais que tentasse disfarçar, o mal estar era evidente em sua postura rígida.

Cody? Esta tudo bem? – Obi Wan se dirigiu ao clone. Preocupava-se com ele e se havia alguma coisa errada, o Jedi precisava saber. Em um gesto amigável, afagou o ombro de Cody e lhe deu um sorriso otimista. Me diga Comandante, o que está te incomodando?

Cody sabia que o Jedi compreenderia suas preocupações. Sabia que podia confiar no General.

Ele sempre podia.

O clone então tirou seu capacete e o acomodou ao lado do corpo. Inspirou fundo e tomou coragem para encarar o Mestre Jedi que o fitava aflito.

Acho que isso não vai funcionar General. Disse cabisbaixo. — E se isso não funcionar, aquelas pessoas... Todas elas. Vão morrer.

Obi Wan sustentou seu olhar por alguns segundos antes de deixar seus ombros caírem. Apoiou as mãos no quadril e deixou cabeça pender para baixo. Parecia pressentir o cenário desastroso do qual Cody falara.

Não podemos deixar isso acontecer, Cody. Disse ele ao erguer a cabeça e encarar o clone novamente. Uma expressão seria no rosto Terão que passar por cima de nossos cadáveres antes disso. E você sabe, eu não costumo morrer facilmente e você também não.

O sol castigava a pele do ruivo com uma intensidade alarmante. Embora estivesse usando roupas protetoras, os raios ainda eram fortes o suficiente para alcançarem sua pele através das peças de roupa que revestiam seu corpo cansado devido a idade. Apesar disso, após dez anos mantendo-se escondido nas ``sombras´´, Obi Wan podia sentir uma certa adrenalina correr por suas veias, proporcionando-lhe uma sensação de euforia.

Isso seria ótimo, se sua vida e a sua missão não estivessem em risco.

O entardecer se aproximava lentamente e não era só ele que estava rezando para que o impasse terminasse logo. Há alguns metros de distancia, no vale que se estendia em direção ao leste, os stormtroopers andavam para lá e para cá, impacientes e incomodados com o calor excruciante queimando seus miolos por baixo do capacete.

Até mesmo Cody se rendera e retirara seu capacete, que se encontrava jogado aos seus pés.

— Vai me obrigar a abrir fogo? – Cody gritou, jogando os braços para cima em um gesto de indignação. – Vou lhe dar mais uma chance Kenobi! Pelos velhos tempos. Se entregue e prometo ser bonzinho com você.

Pelos velhos tempos...

— Minha morte será rápida ou vai me torturar até se certificar que eu não tenha nenhuma informação valiosa para lhe dar? —O suor escorria pela testa do ruivo grisalho. Estava cansado de esperar que uma solução magicamente aparecesse a sua frente. — Caso seja a segunda opção, eu prefiro esperar mais um pouco até que você pense a respeito.

— Miserável. — Praguejou Cody para si mesmo. — Não adianta adiar o inevitável! Você já era há muito tempo Jedi! Olhe só, olhe para o que você se tornou! Um miserável. Um covarde escondido no deserto.

As palavras proferidas por Cody atingiriam Obi Wan como tiros de blasters.

Não eram mentiras.

Eram verdades.

Cody Obi Wan entrara sorrateiramente pela plataforma de embarque da nave de assalto.

O clone olhou de relance por cima do ombro antes de voltar a mexer no dataped que segurava entre os dedos. Não estava usando seu capacete e arrependeu-se amargamente por isso.

Não estava a fim de papear com seu General recém-ressuscitado naquele momento.

Comandante. Dessa vez Obi Wan disse com firmeza. Precisamos conversar.

Percebendo que não tinha escapatória, o comandante girou nos calcanhares e saudou o Jedi com cordialidade, como se fossem meros estranhos.

Isso chateou Obi Wan.

Em que posso lhe ser útil, General? A voz de Cody era seca e áspera.

Primeiramente, pare com isso, por favor. Obi Wan jogou-se sobre alguns caixotes empilhados a um canto e indicou para que o comandante fizesse o mesmo.

Relutante, ele o fez, mas em uma pilha de caixotes bem longe do Jedi.

Ficaram se encarando em silencio por alguns minutos. Longos minutos, na verdade. Uma animosidade pairava no ar entre eles e foi Obi Wan que quebrou o gelo.

Sei que nada do que eu disser irá justificar minhas ações, mas quero que saiba que eu lamento. – O jedi inspirou fundo e continuou. Em toda a minha vida, desde que me entendo por pessoa, nunca imaginei que teria que me sujeitar a algum tão sujo, mas eu tive que fazer. Não me orgulho e isso me acompanhara pelo resto da vida, como uma mancha em minha alma. Espero que apesar disso Um leve pigarreio. A vergonha evidente em suas palavras. Nossa relação continue como sempre foi. Baseada em confiança e companheirismo.

Novamente o silencio. Um desconforto presente em ambos. Ao terminar de falar, Obi Wan desviou o olhar de Cody e encarou as próprias mãos apoiadas nos joelhos dobrados, procurando por algum tipo de consolo. Por algo que lhe ajudasse a perdoar a si mesmo por mentir para seus amigos.

Para alguém que sempre prezou pela transparência, que sempre lutou pela justiça e pela verdade, ter que viver uma mentira era como uma sentença de morte e foi esse pensamento que motivou o comandante a encarar seu general. Ainda era o mesmo, pensou Cody.

Mas havia uma diferença.

A escuridão, a mancha que ficara marcada na alma do Jedi, a mancha que nunca mais sairia, era visível para quem se dispusesse a olha-la com atenção.

E isso não era motivo para se ter raiva do Mestre. Mas sim pena.

Um homem bom, obrigado a se sujeitar a situações sujas.

Um homem bom, com mais uma mancha gravada em sua alma.

Algum dia, ele seria consumido por essas manchas? Algum dia, ele deixaria de ser o homem bom que Cody tanto admirava?

— Já chega de esperar. — Cody gesticulou para que seus homens se levantassem e preparassem os canhões. — Atirem em todas as direções. Ele tem que estar aqui em algum lugar.

O clone fingiu não ouvir os resmungos e xingamentos dos soldados enquanto preparavam as armas. Aguçou os sentidos e a visão e passou olhar com mais atenção para cada ranhura nas paredes dos rochedos; para cada buraco; para cada fenda.

Ele estava lá em algum lugar. Só precisava de um pequeno incentivo para aparecer.

Em contrapartida a movimentação que acontecia lá embaixo, o velho Jedi estava começando a ficar preocupado. Seu plano fora por água abaixo e em breve começariam a atirar. Onde estava com a cabeça quando resolveu correr para o desfiladeiro? Não lhe ocorreu que ficaria encurralado?

Os anos não foram gentis com o velho Mestre Jedi. Estava começando a ficar caduco.

Outra preocupação surgiu em sua mente. O povo da areia poderia não gostar da bagunça em suas terras e poderiam se voltar contra os moradores locais, incluindo os Lars, o que automaticamente colocaria Luke em perigo. E isso estava fora de cogitação.

— Está bem, Cody! Você venceu. — Disse e se arrependeu logo em seguida. O que raios iria fazer depois? Apesar da duvida, algo lhe dizia para fazer isso, ganhar tempo. Talvez fosse a força mostrando-lhe uma forma de escapar com vida. Talvez pudesse ser até mesmo Qui-Gon, iluminando sua mente. O que quer que fosse, estava deixando-o angustiado. – Mas quero fazer um acordo com você, antes de me entregar.

— Como eu disse, pelos velhos tempos General! – O sorriso maldoso crescera na face do Clone de forma doentia. — O que quiser!

— Quero conversar, apenas. Sem armas... Apenas conversar, como pessoas civilizadas. — Obi Wan mordeu os lábios e se levantou de seu esconderijo, relevando sua posição aos soldados. — Temos que colocar o papo em dia antes da minha execução. Há tanto para lhe contar que poderíamos passar a noite em claro.

Cody tentou manter o sorriso no rosto, embora estivesse se remoendo por dentro por causa do tom irônico que Obi Wan usara para se dirigir a ele.

Paciência! Paciência Cody!

Ele está em suas mãos.

— Claro. Como quiser Kenobi. Desça até aqui e poderemos conversar noite adentro. — O clone fez um gesto convidativo. — Venha! – A voz de Cody ecoou pelo vale e Obi Wan sentiu um calafrio gélido na espinha.

É uma armadilha. Você vai morrer Obi Wan.

Você

Vai

Morrer

Obi Wan!

A voz da razão que ecoava em sua cabeça foi interrompia pelo súbito estremecimento de terra. Uma nuvem de poeira ergue-se sobre os stormtroopers amedrontando que achavam que a causa do terremoto fora o Jedi. Mas não fora Obi Wan o responsável.

Foi outra coisa.

O Sarlacc gigante submergiu do solo, em direção as primeiras naves que passavam voando sobre os montantes de areia. Não houve tempo para mudarem de direção. Foram abocanhadas em uma velocidade descomunal pela criatura horrenda.

O que é isso? Cody perguntou, torcendo para que ninguém percebesse o medo em sua voz.

Um sarlacc. Obi Wan respondeu rapidamente. Levou o braço até a altura dos lábios e ordenou através do comunicador. — Atirem sem cessar! Precisamos dessa rota livre!

Sua ordem fora atendida prontamente. Em segundos, o verme gigante fora alvejado por milhares de disparos, o que fez com que uma grandiosa nuvem de poeira se formasse e o envolvesse completamente.

Será que está morto? Tornou a perguntar o comandante. Um pouco mais calmo dessa vez.

Difícil. Um sarlacc é tão difícil de matar quanto um dragão krayt. Kenobi disse distraidamente. No máximo o afugentamos. Teremos algum tempo antes que ele volte a incomodar.

O que é um dragão krayt senhor? – Boil aproveitou a sessão de perguntas e respostas.

Segurando-se com força na alça de apoio pendurada no teto da nave de Assalto, Obi Wan olhou furtivamente por cima do ombro em direção ao clone.

Acredite em mim... Não vai querer saber.

O rugido ecoou pelo vale. Um som característico de uma das criaturas mais mortais que Obi Wan já vira em sua vida. Conhecido por sua fome insaciável, o monstro possivelmente estava a espreita, esperando pela próxima refeição, atraído pela balbúrdia criada pela caravana dos soldados a sua procura.

Um dragão krayt.

— O que foi isso senhor? – O solado posicionado a esquerda de Cody choramingou.

— Um truque! Isso é apenas um truque daquele Jedi. — O clone rosnou e apontou em direção a Obi Wan. — Atirem nele! Vamos, atirem!

Pelo visto a conversa civilizada não iria acontecer.

— Escutem! Escutem-me com atenção. — Obi Wan inclinou-se sobre o rochedo no qual se abrigara. — Vocês precisam sair daqui imediatamente, ou vão morrer. Acreditem em mim, vocês precisam partir agora!

— Não deem atenção. — Cody cuspiu. — Me obedeçam! Atirem nele!

Sua ordem não fora ouvida pelos demais pois o rugido do Dragão Krayt se sobrepôs ao seu comando.

E o chão voltou a tremer com mais intensidade.

— Subam! Escondam-se nas fendas. — O Jedi entrou em desespero. Sabia que se os seus algozes sobrevivessem, o delatariam para o Imperador. Mas ele não podia ficar parado enquanto eles eram devorados pelo Dragão. Sua consciência não permitiria que ele ficasse assistindo ao massacre em paz. Aqueles homens não estavam em um açougue para serem abatidos. Cody não merecia aquele fim tenebroso. — Ele está vindo!

— Atirem nele agora! — Cody se irritou ainda mais ao ver que alguns homens já começavam a escalar o morro íngreme. — Voltem aqui! Voltem aqui...

O chão estremeceu mais uma vez, juntamente com os paredões. Obi Wan quase perdeu o equilíbrio e por pouco não rolou abismo abaixo.

O Dragão estava cada vez mais próximo.

— Seus incompetentes! Deixe que eu faço o trabalho. — Cody apanhou o canhão descartado aos seus pés e mirou no Jedi. — Você é meu Kenobi.

Seu dedo indicador estava colado no botão.

Um leve aperto e o disparo aconteceria.

Mas isso nunca aconteceu.

Uma explosão de poeira e pedras indicou que o dragão havia chegado. O caos fora instaurado.

Um buraco enorme alargou-se no paredão a frente de Obi Wan e do buraco emergiu a tão temida criatura. Portando dentes pontiagudos com quase o triplo do tamanho do Jedi, o Dragão apanhou suas primeiras vitimas com um bote só.

Os sobreviventes não conseguiram escalar o paredão a tempo. O dragão se movia em uma velocidade exorbitante, quase tão rápido quanto uma nave prestes a entrar no hiperespaço.

Do alto, a uma distancia segura, Obi Wan presenciou a cena enjoado. Não queria que as coisas terminassem daquele jeito. Não queria que mais vidas fossem perdidas.

Infelizmente, ele nada podia fazer. Se tentasse distrair o monstro, acabaria se tornando mais uma presa a ser perseguida.

Enquanto lamentava o triste fim dos homens que juraram lealdade ao império, que corriam em uma tentativa desesperada de fugir dos dentes do Dragão, uma movimentação a direita chamou sua atenção. Um pequeno deslizamento de terra levantou uma considerável nuvem que poeira que encobriu sua visão momentaneamente. Sabia que alguém estava tentando escalar a encosta da montanha, mas não estava conseguindo. Quando finalmente a poeira se dissipou, Ob Wan pode ver claramente. Há alguns metros de distancia da fenda em que se abrigara, coberto de sangue e pó, estava Cody determinado a escapar com vida. Agarrava-se a cada pedra com uma raiva contida nos olhos irritados. Seus dedos em carne viva já não tinham forças para o sustentarem. Mas ele não iria desistir.

Não era do feitio de Cody desistir.

Comandante, o General Kenobi. Axel disse encabulado. Quer falar com você.

Cody sabia exatamente o motivo.

General. Disse assim que o holograma de Obi Wan surgiu através do circular holoprojetor sobre a mesa.

Cody. Preciso que retire suas tropas dai imediatamente. Isso é uma ordem, comdantante.Kenobi foi ríspido.

E o clone compreendia. Estavam perdendo aquela batalha. Muitos homens haviam morrido.

Me de mais alguns minutos, senhor. Alguns de meus soldados ainda não retornaram, não posso partir sem eles.

Sinto muito Cody. Não há nada que possamos fazer por eles nesse momento. Kenobi estremeceu. O ferimento na cabeça estava sangrando bastante. Provavelmente fraturara o crânio na explosão. Preciso que você retorne com os sobreviventes. Isso é tudo, comandante.

A transmissão foi encerrada e Cody bateu as mãos com força sobre a mesa.

Ele não iria desistir de seus homens. Mesmo que isso custasse a sua vida.

— Me de sua mão, Cody. — Obi Wan gritou. A garganta arranhando por conta do ar carregado de poeira. — Vamos, me dê sua mão!

Cody encontrava-se praticamente pedurado em uma pedra prestas a se partir ao meio, poucos centímetros abaixo da extremidade plana de onde o Mestre Jedi estava. Não tinha mais forças para continuar escalando o paredão depois do ultimo terremoto causado pelo dragão krayt. Ele perdera o equilibro e teve que usar toda a força que lhe restava para se manter preso à pedra com uma unica mão.

As veias de seu pescoço estavam exaltadas. O desespero gravado em seus olhos. Não havia mais raiva nem rancor. Apenas desespero. Medo. Remorso.

— Não consigo. — Disse ele sem folego. —Não há mais esperança...

— Me de sua mão, comandante! — Obi Wan esticou o braço em direção ao clone tomado pela exaustão. — Estou ordenando.

— É o fim da linha, General. — Cody esboçou um sorriso. Um sorriso limpo e familiar ao Jedi. — Você tinha razão. Era um caminho sem volta para mim.

— Cody, não se atreva! — Gritou o Jedi raivoso. Apesar do que acontecera apesar de tudo o que Cody fizera, ele era seu amigo. Não merecia morrer daquele jeito.

Mas algo no olhar do clone indicava que ele sim, estava pronto para o seu desfecho. Para o seu destino. Cody então fechou os olhos e puxou a mão.

Seu corpo planou por alguns segundos em queda livre, permitindo que Obi Wan tivesse um ultimo vislumbre do rosto familiar do ex-companheiro de tantas batalhas antes dele ser engolido pelo Dragão faminto.

Um rugido triunfante ecoou da boca gigantesca da criatura ao cerrar os dentes, como uma prisão da qual não havia escapatória, satisfeita por ter feito o seu trabalho e eliminado os intrusos de seu território.

A desolação veio avassaladora, fazendo com que a cabeça de Kenobi girasse. Ele não conseguia se manter ereto pois suas pernas tremiam intensamente. Recostou-se na encosta do paredão para tentar recuperar o equilíbrio.

Fechou os olhos e buscou pelo auxilio de seu falecido Mestre. Uma palavra de apoio, algo que o ajudasse a aceitar o que acabara de acontecer.

Mas a verdade era que aquela perda era só mais uma em sua vida e como em todas as outras, a aceitação era o passo mais difícil a ser superado.

Aceitar significava seguir em frente e isso era algo que Obi Wan nunca conseguiu fazer durante seus anos de isolamento.

E provavelmente nunca conseguiria.

O mestre Jedi caminhava apreensivamente em direção à tenda principal. Iria conhecer o batalhão para o qual fora designado.

Claro, não havia nada demais nisso. Mas ele ainda estava nervoso. Assumir o titulo de General significava que de fato uma guerra se iniciara e que ele, encontrava-se no epicentro dela.

Sob sua responsabilidade estaria à vida de milhares de homens que dependiam de sua capacidade de liderança.

Ele estava apto para lidera-los?

— Mestre Kenobi – Mestre Windu se antecipou até o ruivo. Estava aguardando a chegada dele para apresenta-lo ao seu novo batalhão. —Este é o Batalhão 212º. E este — Indicou o Clone a sua esquerda. — É o comandante Clone CC-2224. Irão trabalhar juntos a partir de hoje.

Obi Wan e Cody apertaram as mãos e trocaram sorrisos. Os demais soldados o saudaram respeitosamente. Pareciam empolgados por finalmente conhecer o famoso Mestre Jedi cuja reputação o precedia como sendo um exímio diplomata e negociador da paz.

— É um prazer conhece-lo, General Kenobi. — Cody mantinha uma postura formal. — Ouvi falar muito sobre o senhor. Estou feliz de poder lutar ao seu lado.

— O prazer é todo meu, Comandante. — Naquele instante, Obi Wan soube que não precisava temer. Sentiu em seu coração que de fato, estava pronto para liderar aqueles homens. — A proposito, gostaria de saber seu nome de verdade.

O comandante piscou os olhos atordoado. Era a primeira vez que alguém, ou melhor um Jedi, perguntava sobre o nome que ele escolhera para usar ao invés do numero.

— Cody, senhor.- Respondeu ele hesitante.

— Melhor assim, Cody.— Obi Wan o fitou com empatia.— Que a força nos acompanhe em nossa jornada então, a partir de hoje.

Notas finais
E então, o que acharam? me contem hahaha Acham que vai ocorrer algo do tipo na serie? Compartilhem comigo suas teorias. Agora, vem a parte importante. A fic está chegando ao fim. Os proximos capitulos serão os ultimos e eu encerrarei no capitulo 50. Já tenho as ideias prontas, só falta eu terminar de fazer um ajustes, revisar algumas coisas e tal. Mas calma por favor kkkk não fiquem tristes! Eu decidi encerrar por que acho que tudo precisa de um final e eu cheguei nessa parte já. O bloqueio criativo me afetou de diversar maneiras e de forma bem negativa e eu não quero que isso passe para o que eu escrevo. Foi com muito custo que consegui escrever os ultimos capitulos e eu não quero correr o risco de futuramente, largar esse projeto que me fez tão bem e me ajudou tanto nos ultimos meses, então é por isso que eu acho que preciso encerrar em grande estilo. Não achei que chegaria tão longe e poder compartilhar tudo isso com vocês foi algo sem igual, então eu só tenho a agradece-los por todo o apoio e dedicação com minhas historias. Mas não é o fim, não. Eu nem cogitei essa ideia kkkkk pelo contrario, decidir encerrar Obi Wane-Shots me permitiu pensar além, sabe. Querer escrever outras coisas, fazer historias maiores além das Oneshots. E exatamente isso que eu vou fazer depois de postar os últimos capítulos. Vou me dedicar a escrever novas historias ( de Star Wars claro kkkk ) e assim que possível eu volto aqui e postarei elas prontinhas para vocês. Minha ideia é escrever historias curtas, com no máximo 4 ou 5 capítulos. Ideias essas que inicialmente fariam parte de Obi Wane-Shots, mas que decidi transformar em algo com um começo, meio e fim. Provavelmente irei escrever todos os capítulos antes de começar a postar. Isso é se eu conseguir me livrar desse bloqueio chato hahaha E claro que eu penso em fazer uma segunda parte de Obi Wane-Shots hahah há muitas ideias que eu não consegui trazer para vocês, mas que eu quero e irei assim que possivel. Historias que eu disse que tentaria escrever,mas acabou não rolando. Mas é claro que tudo isso não tem uma data definida haha. Pode ser semana que vem, como pode ser daqui alguns meses. Não sei ao certo. Mas continuarei por aqui no site, acompanhando e lendo. Então é isso. Espero que continuem me acompanhando nessa empreitada. Bjs e que a força esteja com vocês. Até o próximo.