Oathkeeper II
32 Sor Ali
Notas iniciais
Sor Ali era um homem magro, porém alto; rápido em suas investidas em batalha e também em raciocínio. Tinha cabelos castanhos claros misturados com alguns fios brancos e uma barba rala que era totalmente castanha.
Era bonito, simpático e já havia conquistado o coração de muitas donzelas, embora não fosse casado e nem gostaria de ser.
– Quando será que o Regicida volta? — Um dos guardas, já bêbado, que compartilhava com Ali da música e das mulheres em uma taverna o questionou.
– Não chame seu Senhor de Regicida. Seu nome é Jaime, da Casa Lannister. — Ordenou Sor Ali. Gostava do cargo que tinha, como um dos guardas em que Jaime mais confiava. O homem o olhou feio, mas não fez objeções. — Mostre mais respeito. — Completou, por fim.
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Na manhã seguinte, um corvo chegou à Rochedo Casterly. Sor Ali pegou e viu que estava endereçado à Jaime Lannister e tinha o selo dos Targaryen. Devo me preocupar?, se perguntou. Sor Ali era realmente leal ao seu Senhor, e sabia que o mesmo havia matado o pai da nova Rainha de Westeros.
Sor Jaime não está aqui. Posso abrir a carta, sei que ele não se incomodaria, disse para si mesmo, como para se convencer. Hesitou por alguns segundos, olhando o selo do Dragão de Três Cabeças. Sor Jaime confia em mim. Se é sábio ou não, não sei dizer.
E então abriu a carta:
"Tyrion Lannister foi aprisionado sobre o comando de Rainha Daenerys, Primeira de Seu Nome, Rainha dos Ândalos e dos Primeiros Homens e Mãe de Dragões, acusado de traição.
O homem poderá ser solto com uma condição: se o Regicida Jaime Lannister se apresentar na corte para pagar por seus crimes. Caso contrário, Tyrion Lannister paga com a vida."
Antes de terminar de ler, já sabia que tinha que eliminá-la. Não deixaria Sor Jaime arriscar sua vida pelo Duende. O anão é um assassino de parentes. Matou Joffrey e Tywin. Não deixarei que mate seu irmão também, com sua estupidez.
Sabia que Jaime, com raiva ou não, correria para salvar Tyrion. E então, o que deixaria para trás? Um legado e sua mulher.
Hesitou por uma última vez, até que jogou a carta no fogo. Fitou as chamas, hipnotizado, enquanto via sua decisão tomada sem poder voltar atrás; o papel branco se tornando preto até que se tornasse, por fim, cinzas.
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