Oasis

41 Enzo


Notas iniciais
FALA MEU POVO! AQUI É O JOÃO (Usuário: Clickbait) NOVAMENTE TRAZENDO A ALEGRIA PRA VOCÊS HAHAHA! Dessa vez ela não demorou tanto pra escrever (milagre -q), mas a Otoni continua sem computador, então ela pediu novamente a ajuda de seu melhor amigo: EU MESMO! Esse capítulo tá fudido de bom galera, e o final... NEM TE CONTO! É tão bom ser o responsável por ajudar a publicar os capítulos da amiga autora, porque eu sei tudo antes de vocêêêêêêês hahahaha! Chupem essa :v Não sou O professor de português, então mesmo que eu tenha dado uma revisada pra ela, algum errinho aqui ou ali deve ter ficando no texto - me perdoem! >< Como eu fiz da última vez (que sacanagem), eu vou responder alguns comentários do capítulo passado no lugar da Otoni por pura diversão ♥ Ela ainda vai responder todo mundo viu? Só deem esse tempo pras coisas se ajeitarem pra ela beleza? Ah, e antes que eu esqueça, ela mandou eu dizer que vocês são o motivo dela continuar a história e que ama vocês (assim como eu amo também haha). LEIAM! COMENTEM E SE APAIXONEM COM ESSA HISTÓRIA MARAVILHOSA! \°-°// Enfim, a gente se vê nas notas finais haha

— Claro que é necessário – Disse enquanto sentava no colchão e colocava suas pernas no meu colo – É de uma crise minha que estamos falando.

— Não me vem com essas intimidades – Resmungou sem, no entanto, tirar as pernas de cima de mim. Apenas sorri contido enquanto colocava minhas mãos em suas coxas e mexia nos pelos daquele local.

— Só conta aí o que rolou, prego. Eu apaguei e não me lembro muito bem.

— Tu, ‘pra variar, fazendo várias coisas desnecessárias – Tentou tirar minhas mãos de sua perna, mas não teve sucesso – Eu estava na sala e o Marcelo chegou desesperado, com as mãos meio sujas de sangue. Disse que tu estava surtado lá no banheiro dos fundos depois de brigar com o Dênis. Aí me mandou atrás de tu porque tinha que ir atrás do desgraçado todo fodido lá no beco.

Fiquei esperando ele contar mais alguma coisa, mas o idiota só fechou os olhos e virou de lado, como se estivesse se preparando para dormir.

— E aí? – Incentivei o russo a continuar, mas ele continuou em silêncio – Cacete, tu é um pela saco mesmo. Onde que ‘tava com o pau na hora que fui gostar de tu.

Ele abriu os olhos e me olhou meio horrorizado, como se eu estivesse falando uma super merda.

— Eu não pedi pra tu achar que gosta de mim só porque te dei a bunda. Vai se foder – Ficou putinho e tentou se levantar.

Só tentou porque, antes mesmo que conseguisse sentar na cama, eu havia trocado de posição, jogando todo o meu peso em cima do seu corpo branco e meio musculosinho. Segurei suas mãos em cima da sua cabeça e dei um sorrisinho meio cafajeste.

— É esse o problema? ‘Tá com raivinha porque acha que ‘tô apaixonado por tu só porque te comi gostoso? – Perguntei com uma cara lavada e recebi uma cara de desgosto.

— Só não cuspo na tua cara agora porque não tenho saliva pronta, seu desgraçado.

O russo disse tudo aquilo enquanto me encarava fervorosamente. Não me aguentei e explodi em risada, enfiando meu rosto no seu pescoço. Ele só podia estar me zoando.

— Precisamos dar um upgrade nessas frases aí, gato – Consegui dizer depois de me recuperar de uma crise de risada. O prego só me olhava com mais ódio.

— Tu é ridículo.

— Ah, para que tu gosta – Dei um beijinho no seu queixo e, logo em seguida, descendo para o seu pescoço com uma calmaria que não me pertencia.

Sentia seu cheirinho de sabonete. Meu sabonete naquele corpo de homem. Não me via, nem em mil anos, me cansando daquilo.

O moreno soltou um gemidinho mal reprimido e começou a morder os lábios para ficar calado. Apenas me apoiei nos cotovelos e continuei encarando o seu rosto com meu sorriso safado de sempre.

— Tá bom, tá bom – Ele disse depois de me encarar por alguns segundos, fechando os olhos logo depois – Eu te conto o resto!

— Manda ver – Sorri convencido e continuei na mesma posição.

— Eu fui até lá e tu estava mesmo surtado. Ficava se balançando pra lá e pra cá. Nem viu que eu tinha aparecido até eu agachar perto de tu. Aí tu me abraçou, quase me sufocando. Ficou me pedindo várias vezes pra não te deixar sozinho – Ele falou tudo com os olhos fechados, mas vacilou um pouco na última parte, me fazendo perceber que tinha algo mais ali que ele não queria contar – Só que tu apagou um tempo depois e eu tive que ligar pro Alex vir te buscar.

Fodeu. Ele tinha chamado meu pai. Caralho. Eu meio que tinha prometido pra eles que ia me controlar mais. Esse detalhe quase me fez esquecer o que eu realmente queria perguntar.

— Não acredito que ligou pra ele – Resmunguei – Ah, deixa pra lá – Suspirei – O que eu quero saber mesmo é o que tu não ‘tá me contando.

— Eu falei tudo o que tinha pra falar.

Grey abriu os olhos bicolores e me encarou seriamente, como se tentasse me dizer que não era para insistir naquele assunto. Mas, como o bom maluco que eu era, carioca colecionador de chinelos havaianas, não podia deixar aquele assunto morrer.

— O que foi que eu te disse?

Afinal, só podia ser algo do tipo.

— Nada, Logan.

Por um segundo, até desisti de tentar descobrir. Primeiro que ele tinha me chamado pelo nome, o que, por si só, já era uma bizarrice, sinistro para um caralho. Segundo que aquele assunto parecia deixar o russo inquieto.

Ah, mas eu que ia ser o martelo a amassar aquele prego.

— Se tu não me falar – Disse baixinho enquanto chegava me rosto perto do seu ouvido – Me recuso a honrar aquela nossa promessinha – Ameacei, me afastando em seguida e sorrindo cínico.

Ele me olhou feroz e puxou sua mão direita do meu aperto para levar aqueles dedos longos ao meu cabelo, puxando minha cabeça para trás com uma força desmedida. Deixei um gemido de prazer dolorido sair pelos meus lábios, sorrindo sacana logo em seguida.

O prego me encarava sério, com um brilho sádico no olhar. Continuava a puxar apertadamente os meus fios ruivos ao mesmo tempo em que, agora, levava a outra mão, já solta do meu aperto, ao meu queixo e o segurava firmemente.

O que ele não sabia, ou sabia muito bem, era que aquele eu dominador do russo me deixava todo fogoso. Eu reagia àquilo rapidinho.

— Isso tu não faz – E apertou novamente meu cabelo, puxando mais ainda meu pescoço para trás só para me ouvir gemendo de novo – O que tu quer que eu fale? – Perguntou calmamente, num tom rouco que só me deixava mais louco de tudo, chegando cada vez mais perto do meu ouvido – Que tu chorou que nem um bebezinho enquanto falava pra não te deixar porque tu me ama? – Perguntou e se afastou da minha orelha para olhar nos meus olhos, me deixando todinho arrepiado – Tu acha que acredito nessa merda?

Depois de falar isso, me empurrou para o outro lado da cama, me tirando de cima de si. Me olhou raivoso, como se estivesse me odiando por dizer aquilo pra ele. Fiquei desnorteado por alguns segundos. Segundos esses que foram o suficiente para que ele fugisse a passos fortes daquele quarto e ainda batesse a porta com raiva.

Assim que me recompus do susto, me ajeitei na cama e fiquei encarando o teto branco. Como podia todo o fogo que eu estava sentindo segundos atrás virar esse vazio de agora? Só porque aquele idiota tinha desconsiderado meus sentimentos.

Eu tinha consciência de que não era a pessoa mais séria do mundo, que muita gente não acreditava nas coisas que eu dizia por conta disso. Eu também era muito safado, isso era fato. Mas eu nunca tinha falado aquilo pra ninguém! Não com aquele sentido romântico. Era a minha primeira vez levando algo tão a sério.

Grey era um filho da puta, isso sim!

Após xingar aquele russo de tudo quanto é nome, decidi dormir. Nem me preocupei em ir procurar aquele idiota. A única coisa que me preocupava naquele momento era Mia, que devia estar ansiosa para saber se eu estava bem porque alguém, provavelmente, deveria ter dado a desculpa de que eu estava doente pra ela.

Não que fosse mentira, mas a minha era outro tipo de doença que ela não estava acostumada.

Achei melhor levantar e ir procurar a criança, apenas para ver se ela estava bem e, se caso estiver acordada, encher seu rostinho fofo de beijos e dizer que eu estava bem. Entretanto, ouvi conversas e risadas vindas do andar de baixo. Desci as escadas e segui até a sala, que era de onde o som vinha.

Com o que via, não sabia se preferia ter ido dormir ou procurar pela minha filhinha postiça mais linda desde mundo. Acho que aquela sensação de confusão, de surpresa, nunca sairia da minha cabeça.

Bem ali, no meio do sofá, estava meu pai e o seu melhor amigo de infância, meu tio postiço Enzo, rindo entre si, com long necks na mão, enquanto davam alguns selinhos salpicados pelos lábios uns do outro. Meus olhos estavam esbugalhados e minha boca escancarada.

Que porra era aquela? Meu pai estava traindo a minha mãe?! Com seu melhor amigo! Não acredito! Como nunca tinha visto isso?!

Eu, que já não estava entendendo merda nenhuma, fiquei sem entender porra nenhuma ao quadrado quando vi minha mãe sair da cozinha e vir pra onde estávamos, sem nem se dar conta da minha presença. Era macabro o jeito que ela sorria quando encarava os dois homens ali sentados, trocando carinhos.

O que estava acontecendo aqui?!

Foi o que quase gritei quando vi minha mãe entregar outra cerveja para o meu pai e sentar no colo do tio Enzo, lascando um beijão naquele corpo amorenado que ele tinha. Pronto. Vou desmaiar.

Isso só podia ser brincadeira! O que era aquilo? Eles estavam em um relacionamento a três? Se sim, desde quando? Eu, que sempre compartilhava tudo com eles, tinha sido deixado de fora daquilo. Porque eu não sabia de nada disso?!

Fiquei encarando aquela cena, tentando lembrar de algum indício de que eles estiveram assim desde sempre. O tio Enzo vivia sempre na nossa casa. Eu me lembrava dele desde que era gente. Daqueles cabelos enroladinhos que eu gostava de brincar quando criança. Das aulas de surf e de skate que ele me dava quase todo final de semana.

O cara mais irônico e engraçado que eu conhecia. Ele era da nossa família. Fazia parte do nosso cotidiano, até que suas visitas se tornaram cada vez mais escassas depois que meu irmão morreu. Pelo que eu fiquei sabendo, ele se atolou em seu trabalho de assistente social e viajou pelo Brasil inteiro, ajudando várias crianças por aí. Ele sempre tinha sido o meu ídolo.

Ainda era.

Só me sentia extremamente ciumento. Minha família me mantinha de fora daquele acontecimento tão importante! Eu sabia que era algo difícil de falar, mas porra! Eu tinha o direito de saber. Claro que eu era egoísta assim, como todo ser humano.

Agora eu entendia o que meu pai tinha falado antes sobre não ser gay. Ele era bi! Caralho, tal pai, tal filho. E, pior, eu tinha falado antes que ainda tinha a intenção de trazer uma gostosa pra casa... Parece que, com um Ivanovich no pedaço, isso não tinha chance!

Caralho, pensando melhor, eu sei que meu pai já tinha meio que falado que já tinha pegado homens, ou melhor, o próprio tio Enzo! Mas saber que isso ainda acontecia e, ainda por cima, com minha mãe sabendo e participando... Era sinistro! Nunca ia imaginar! Nem em meus sonhos mais malucos.

Depois de pensar em todas essas coisas, resolvi me aproximar. Cheguei mais perto e parei em frente a eles. Meio incerto, bati três palmas, chamando a atenção daquele trio maluco. Eles me olharam um pouco envergonhados e nervosos com a minha descoberta.

Pigarreei e decidi falar alguma coisa.

— Então... – Comecei meio acanhado – Quando pretendiam me contar seja lá o que for que está acontecendo entre vocês?!

Notas finais
E AÍ MEU POVO LINDO! HAHA O que acharam do final? Eu não esperei por esse final não viu? Haha Mais um capítulo de qualidade, amor e dedicação da minha Otoni fofa ♥ Bom, meu trabalho aqui tá feito... A gente se vê qualquer dia, qualquer hora! SEE YOU, SPACE COWBOY! Kissus de Nutella ♥