Oasis

7 Amor é o Caralho!


Notas iniciais
Tive que dividir o capítulo em dois, mas não demoro a postar o próximo! Boa leitura.

Acordei novamente sozinho. Não que isso me pertubasse, mas ás vezes era bom ter alguém do seu lado quando acorda. Principalmente quando você vai dormir tão bem acompanhado quanto eu fui.

Talvez não fosse certo o que eu estava fazendo, simplesmente afogando minhas frustrações em alguns bons rounds de sexo, mas também não ligava muito.

Quando peguei algumas roupas e fui para o banheiro, parando em frente o espelho, pude perceber que a garota tinha feito um "bom" trabalho em fazer marcas novas em cima das antigas. Suspirei.

Depois disso, a semana passou em branco até chegar a esperada sexta-feira. Seria mentira se dissesse que não estava um pouco ansioso demais pra esse dia, porém nunca admitiria em voz alta.

Estava deitado na cama, depois de um banho totalmente relaxante, e usando apenas um short preto e uma regata cinza uns números maiores que o meu. Fazia um tempo que estava esperando Grey chegar para fazermos o trabalho, mas sem sinal daquele idiota.

Fiquei todo animado quando ouvi a campainha tocar e saí quase que correndo para abrir a porta no andar de baixo. Pena que quem estava lá não era quem eu esperava. Fechei a cara.

– Nossa, é essa sua reação quando me vê? Estou tão feia assim? – Reclamou Iris enquanto me empurrava e entrava em casa.

– Foi mal, cara – Disse Art enquanto dava um tapinha no meu ombro.

– 'Tá bem, entra aí.

Logo que sentei no sofá, senti minha melhor amiga deitando no meu colo.

– Quem tu 'tava esperando, ruivo? – Perguntou enquanto mexia no celular.

– Hm, o Grey 'tá vindo aí – Cocei a parte de trás da cabeça.

– O que?! 'Tá falando do mesmo Grey que eu conheço? – Indagou Art, surpreso.

– E tem outro?

– Porra, cara, senti uma vontade de te beijar agora! Nunca pensei que viveria pra ver esse momento!

– Eu sei que sou irresistível.

– E um convencido de merda – Riu o loiro aguado.

– Eu sei que você gosta – Disse enquanto me levantava e caminhava até ele, ao mesmo passo que Art recuava. Porém, antes que pudesse continuar a brincadeira, a campainha voltou a tocar.

– Vai lá atender teu homem e sai de mim.

– Vocês têm uma obssessão com isso.

– Não tenho culpa se vocês exalam tensão sexual – Protestou Iris.

Dei de ombros e caminhei até a porta, suspirando antes de abrir a mesma e encontrar um moreno com a expressão carrancuda de sempre.

Mal pude falar alguma coisa e já tinha sido empurrado para que ele tivesse espaço suficiente para passar pela porta. Pude vê-lo caminhando pra sala comigo em seu encalço.

– Vamos fazer isso logo que eu quero ir embo... – Calou-se quando percebeu a presença de mais duas pessoas ali – O que eles estão fazendo aqui?

– Não precisa ficar tão feliz, gostosinho – Ironizou Iris, que estava deitada no colo de Art agora.

– Estou muito feliz.

– Aliás – A morena tirou os olhos do celular e fitou Grey maliciosamente, passando a língua nos lábios – Está mais gostoso com essas roupas apertadinhas.

– Só fala se vocês vão ficar, Iris – Rolei os olhos, impaciente.

– Vou.

– Não – Resmungou Art.

– Decidam aí.

– Logan Weber! – Escutei uma voz feminina gritar.

Era só o que me faltava. Logo uma morena baixinha dos olhos negros apareceu na sala, olhando curiosa os nossos convidados. Essa era a minha mãe, Carolina.

Chegou mais perto enquanto sorria e abraçou Art, já que ela o conhecia do dia do hospital, logo fazendo o mesmo com Iris. Essas duas eram tão amigas que me assustava.

Quando notou a presença de Grey, olhou-me confusa enquanto percebi Grey ficando rígido, temendo um toque mais ousado por parte dela.

– Quem é, filhote?

– Filhote? – Perguntou Grey e Art ao mesmo tempo em um tom zombeteiro.

Dei de ombros.

– Esse é o Grey, o carinha que eu acompanhei no hospital aquele dia.

Carolina olhou-o minuciosamente, como se procurasse algum machucado. Minha mãe era muito superprotetora. Ficou fitando os olhos coloridos do garoto por um momento tão grande que se tornou constrangedor, fazendo-me pigarrear.

– É... – Sorriu amarelo – Você está bem, querido?

– Sim.

– A propósito, eles são lindos! – Disse animada. Lá vinha mais um ataque. Suspirei.

– O que? – Não entendeu.

– Seu olhos! Ai meu Deus! – Abraçou o maior apertada e logo começou a distribuir beijos pelo seu rosto, em um ato de carinho.

Dei um risinho abafado pela cena, junto com meus dois amigos, que também se divertiam com a cara surpresa e o corpo tenso do russo enquanto passava por aquela situação.

– Tia, não mata ele sufocado! – Alertou Iris.

– Ah, mas... – Fez um biquinho e olhou-me com um olhar pedinte, muito semelhante ao meu quando queria algo – Logan, podemos ficar com ele?

Essa era a mulher que me deu a luz.

– Mãe! – Repreendi – Não saia querendo roubar o filho dos outros!

– Mas...

– Mas nada – Interrompi sua fala.

– Tá – Disse emburrada, mas logo abriu um sorriso – Logo levo um lanchinho pra vocês.

Agarrei o pulso do moreno enquanto subia as escadas em direção ao meu quarto, com meus amigos logo atrás.

Mal entrei no quarto e vi o folgado do Grey jogar-se na minha cama. Sentei-me no tapete em frente a mesma, encostando minha cabeça no colchão. Meus dois amigos sentaram-se a minha frente, mas logo Iris estava com a cabeça nas pernas de Art novamente.

Essa aí era outra folgada.

– Sem educação – Resmunguei para Grey.

– Cala a tua boca – Colocou o travesseiro em cima do rosto.

– Posso calar a minha e a sua de uma vez só, quer ver?

– Nem fodendo – Mandou o dedo do meio.

– Gente, estou ficando excitada com essa tensão sexual de vocês – Disse Iris enquanto Art balançava a cabeça em negativa.

– Iris, pode parar.

– 'Tá com ciúmes, loirinho?

– Não, obrigado.

– Não fica triste – Sentou-se no colo dele enquanto passava as mãos em seus fios claros – Você também é uma delícia.

– Caralho – Resmungou Grey – Vamos fazer o trabalho ou ver pornô ao vivo?

– Ah, gostosinho, que mal-humor – Ralhou a morena, levantando-se do colo de Art e sentando-se na beirada da cama, fitando Grey maliciosamente – Não acha que é falta de sexo?

– Você é uma vadia insuportável, aff, tenho mesmo que ficar aqui?

Fodeu! Vamos pro fight!

A menina olhou-me séria e depois sorriu psicoticamente enquanto estalava os dedos.

– Posso dar uma lição nele?

– Você faz o que quiser – Dei de ombros – Não tenho nada ver com isso.

Levei um soco no ombro de Art, que me olhou frustrado por não fazer nada, e logo depois ele puxou Iris de volta pro chão.

– Sério, já chega. Vamos começar essa parada logo – Resmungou – Depois vocês podem se matar.

– Tudo bem. Levanta essa bunda daí e vem cá, gostosinho – Pedi ao moreno que continuava esticado na minha cama.

– Tu não manda em mim – Reclamou, mas levantou-se e sentou no meu lado mesmo assim.

Nessa situação, arrisacaria dizer que Grey Ivanovich estava mais sociável, mas não gosto de me iludir.

Pelo menos, fui capaz de descobrir mais uma coisa sobre ele nesse tempo em que ficamos discutindo o trabalho. O garoto era incrivelmente inteligente. Não que eu ficasse pra trás, mas pra ele parecia tão natural que assustava.

Também pude concluir meu pensamento sobre sua natureza intransigente. Era do jeito dele ou era nada. Infelizmente, pro garoto, eu também era assim. Então, muitas vezes, consegui dobra-lo com meus argumentos e boas ideias.

Já tinha escurecido quando Carolina entrou no quarto com um lanche e tínhamos acabado de finalizar aquela tortura. Após comermos, joguei-me no tapete, suspirando.

Quando parei para prestar atenção, vi Grey confortavelmente esparramado na minha cama, com os braços atrás da cabeça e os olhos fechados. Era uma sensação esquisita que preenchia meu coração quando vi essa cena.

Seu cheiro impregnando-se no meu lençol. Seus cabelos esparramados no meu travesseiro...

– Logan, vou dormir aqui – Avisou Iris, que estava deitada no meu lado e, como sempre, mexendo no celular.

– Já imaginava.

Sim, eu sabia. Até porque isso acontecia toda santa vez que essa maluca vinha na minha casa.

– E você... Vai ficar também – Apontou pro loiro.

– 'Tá... Tem problema, cara?

– Não, pode ficar aí.

– 'To indo embora – Alertou Grey sem emoção enquanto levantava-se e ia em direção a porta. Vi quando Iris agarrou-se ao pescoço dele por trás.

– Você fica também.

– Me solta – Mandou, mas ela nem se mexeu – Agora!

Fiquei de pé enquanto olhava pra Art, fazendo um pedido mudo que logo foi entendido. Chegamos perto do menino e cada um de nós dois pegou um braço dele.

– Não vai, lindo – Sussurrei no seu ouvido, usando esse apelido propositalmente.

Senti o menor estremecendo e começando a tentar se soltar do nosso agarre. Olhei para os outros dois, que logo soltaram-o. Em um rápida investida, consegui pegar o moreno no colo, que começou a me chutar e bater, do jeito que a posição de princesa, que ele se encontrava no momento, permitia.

Até meu abajur caiu no chão e se quebrou com a agitação. Agitação essa que só acabou quando o joguei na cama, subi em cima dele e prendi seus pulsos com as minhas mãos em cima da sua cabeça.

– Logan – Rosnou – Me solta, seu filho da puta!

– É só prometer que vai ficar e eu faço isso.

– Não vou ficar!

– Por favor – Fiz uma carinha de cachorro abandonado.

– Vai se foder.

– Posso fazer isso em você, se quiser.

– Sai de cima de mim.

– Não.

– Então 'tá – Senti uma dor excruciante no meio das pernas e soube o que ele havia feito.

Com isso, não vou difícil pra ele sair de baixo de mim e ir em direção a saída do quarto enquanto eu gemia de dor e ficava em posição fetal.

Caralho! Capeta! Porra! Jesus Cristo! Que dor do cacete!

Antes que ele pudesse sair, arrastei-me para o chão, rastejei até ele e agarrei uma das suas pernas.

– Eu disse pra você ficar.

–Você não desiste?! – Disse, olhando-me mortalmente e logo me dando um chute na cabeça para fazer com que eu largasse de si, algo que eu não fiz.

– Por favorzinho – Pedi manhoso.

– Eu te odeio – Bufou irritado.

– É recíproco.

– Então me solta!

– Não – Fiz bico.

– Caralho, vocês têm quantos anos? Cinco? – Resmungou Art.

– É o amor – Rebateu Iris.

– Amor é o caralho – Gritamos juntos.

– Pelo menos eles concordam em alguma coisa.

A dor tinha diminuído, então levantei-me e fui até a porta, abrindo a mesma em seguida.

– Mãe, esses folgados vão dormir aqui – Informei em um tom alto para que ela pudesse ouvir do andar de baixo.

– Não fala assim! Olha o respeito que te ensinei, Logan! – Esbravejou em resposta e rolei os olhos – Mas tudo bem, só arrume o quarto pra eles!

– Tá! – Sorri vitorioso.

Tranquei a porta e joguei-me na minha cama, que, por acaso, estava com o cheiro daquele idiota. Art e Iris deitaram no tapete depois de ligar a televisão. Grey até tentou abrir a porta, mas suspirou derrotado antes de sentar-se na beirada de onde eu estava.

– Deixa eu ir pra casa – Pediu com raiva.

– Não estou a fim. Você precisa de um pouco de diversão.

– Quem você é pra dizer o que eu preciso?

Engatinhei até estar atrás dele e sentei-me, com minhas pernas abertas em cada lado do seu corpo, enfiando meu rosto na curva do seu pescoço. O garoto nem se mexeu. Cheguei meus lábios perto da sua orelha e soprei ali, dando um beijinho na ponta da mesma em seguida.

Senti seu corpo ficar tenso.

– Seu homem – Disse sedutoramente, pra depois rir das minhas palavras ridículas.

Nunca que isso seria verdade, eu achava, mas era ótimo provoca-lo.

Senti uma cotovelada na boca do estômago e caí pra trás na cama, suspirando derrotado de dor. Como esse desgraçado magricela pode ser tão forte?

Quer dizer, como ele me distrai tanto pra deixar meus reflexos ótimos de lutador inativos em sua presença?

– Não ache que estou feliz por ficar aqui com você – Falou com desgosto.

– Não fala assim – Fiz uma voz falsamente magoada.

– Nunca vão parar com essa de gato e rato? – Reclamou Iris.

– Acho que isso se chama negação de sentimentos – Disse Art fingindo estar pensativo.

– Vai a merda, cuzão – Mandei o dedo do meio e ele sorriu em deboche.

– Gente, tenho uma ideia! – Iris estava animada demais.

Isso não era nada bom. Não mesmo.

– Da última vez você colocou fogo na minha cozinha, então, nada de coisas inflamáveis – Suspirei. Ideias da Iris sempre terminavam de maneiras desastrosas.

– Isso é verdade? – Riu o loiro e a morena deu de ombros.

– Acontece, loiro delícia, mas esperem aí, que eu vou pegar uma coisinha – Foi rápida em sair do quarto.

– Posso ir embora agora? – Preciso dizer quem disse isso?

– Não, alías você quebrou meu abajur.

– Foi sua culpa – Deu de ombros – E além do mais, quem usa abajur nos dias de hoje?

– Eu? Algum problema?

– Sim, você é o meu problema.

Ouvi Art rindo baixinho enquanto fingia prestar atenção na tv que ainda estava ligada. Lancei a ele um olhar feio.

– Para de rir aí – Falei contrariado.

– Vocês são uma piada.

– E você devia guardar suas opiniões pra você.

– Que arisco, Grey – Disse o loiro sarcástico.

– Ei, parem de brigar que eu já voltei, lindos – Iris estava parada na porta, balançando uma garrafa de sei lá o que.

Vindo dela, esse troço deve ter um teor alcoólico enorme. Tenho até medo de parar em coma. Pode se esperar tudo de Iris Valentim.

– E o que a senhorita pretende com isso? – Art apontou para o que ela trazia nas mãos.

– Que tal brincar de "eu nunca"? – Sorriu.

– Não, obrigado.

– Ah, qual é, Grey. 'Tá com medinho ou não sabe brincar? – Provoquei.

– Eu sei sim!

– É assim – Ele não sabia pelo jeito – A gente fala, por exemplo, eu nunca beijei alguém e, quem já tiver feito, tem que beber da garrafa. Ganha quem estiver mais sóbrio no final.

– Não vou fazer isso.

– Vai sim. Me deve pelo abajur.

Tinha percebido que ele não gostava de dever nada a ninguém.

– Puto chantagista – Reclamou.

– Gostoso – Rebati com o apelido que Iris tinha dado pra ele enquanto lambia meus lábios, para provocalo, e só recebi um olhar que dizia que queria que eu morresse.

Sentamos em roda no tapete felpudo. Grey em frente a mim, Art ao meu lado direito e Iris ao meu lado esquerdo.

– Podemos começar ou a briga de casal vai continuar? – Iris estava impaciente.

– Cala a boca – Falamos juntos.

– Eu vou começar, então – Assentimos com um menear de cabeça e ela olhou maliciosamente pra mim. Lá vinha merda – Eu nunca me senti atraída sexualmente pelo Grey.

Filha da puta!

Não poderia negar isso, não depois daquelas provocações que tínhamos trocado alguns dias atrás. Sabia muito bem que tinha sentido uma enorme atração por ele. Conhecia meu corpo muito bem.

O que ainda era estranho. Era a primeira vez que sentia isso por um marmanjo.

Olhei para o alvo daquilo tudo e, sorrindo, dei de ombros. Estiquei meu braço e peguei a garrafa que estava no centro da roda, bebendo um gole generoso. Iris também tomou do líquido, o que me fez olhava com surpresa.

Bom, isso era de se esperar depois que ela apertou a bunda dele com tanta vontade, mas, por algum motivo, isso me irritava um pouco.

– Vai você agora, Lolo. Depois o Grey e o Art – Avisou Iris – Não vale mentir.

– Eu nunca quis dar pra um ruivo gostoso – Olhei para o idiota a minha frente em desafio.

– Fazer o que 'né?! – Disse minha melhor amiga antes de beber – Não tenho culpa se o Lolo é muito gostoso. E você, Grey, pode beber.

– Eu nunca quis isso – Afirmou enquanto desviava o olhar.

– Mentira!

– Verdade.

– Mentira. Eu nunca ia querer nada com esse aí.

– Quem disse que era eu?

– Você é o único ruivo que conheço – Falou com descaso – Mesmo assim, isso é mentira.

– Que tal testarmos, então? – Riu maliciosa minha amiga.

– Não.

– É verdade, então. 'Tá com medo de admitir – Provoquei.

– Pode tentar – Rosnou com raiva.

Sentei mais perto dele, com o rosto a milímetros do seu. Podia sentir sua respiração quente e ritmada no meu rosto. Meus lábios foram parar no seu ouvido, suspirando baixinho só pra provoca-lo. Senti que ele estremecia.

Passei minha língua naquela área e fui descendo com ela para o seu pescoço, mas sem deixar encostar muito, só para enlouquece-lo. Resvalei meu nariz ali e voltei para cima, dando beijinhos e mordidinhas na sua mandíbula.

Sua respiração já estava descompassada, enquanto eu sorria vitorioso. Coloquei a mão no seu peito, empurrando-o calmamente para que se deitasse no chão comigo por cima. Olhei intensamente em seus olhos e vi seu olhar cheio de raiva.

Será que ele sabia que naqueles mesmos olhos coloridos também havia muito desejo?

Fiquei mais animado e escorreguei a mão para sua coxa esquerda, apertando-a e arranhado a pele que estava descoberta por causa da bermuda cinza que usava. Tudo isso era feito enquanto respirava ruidosamente em sua orelha e lambia a mesma.

– Acho que já 'tá bom – Ouvi a voz de Art me tirar do transe enquanto apontava para o meio das pernas do russo. Tinha um volume a mais bem aparente ali.

Não tinha como negar agora.

Sorri ainda mais abertamente, em pura vitória e orgulho. Logo senti uma ardência no lado esquerdo do meu rosto. Tinha levado um tapa. Mordi meu lábio inferior e olhava com desejo para Grey. Essa violência estava começando a ter o efeito contrário em mim.

Eu estava ficando doido, só pode.

Voltei pro meu lugar e cocei a parte de trás do meu cabelo.

– Toma – Estendi a bebida pra ele, que tomou ao mesmo tempo em que resmungava algo como "te odeio, seu puto".

– Isso foi... Quente – Falou Iris com um sorriso muito maníaco.

– Eu sou quente – Dei um beijinho na sua bochecha.

– Agora é sua vez – Apontou Art para Grey.

– Eu nunca comi mais meninas do que posso contar – Disse o idiota, olhando pra mim.

E eu só pensava: "Caralho, vou ficar chapado pra porra"

Suspirei e tomei mais um gole.

Essa noite seria longa.

Notas finais
Muito obrigado por terem lido! Se puderem, tirem um tempo para comentar e ajudar no enredo!