Oak
7 Capítulo 7
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Recebeu sua roupa e seus equipamentos. Vestiu seu sobretudo preto, sua calça e seus sapatos confortáveis. Pegou a luva que sua mãe lhe dera e as vestiu. Ao sair viu que havia bastante gente conversando, o ar estava frio e o tempo estava fechado, era a Foke que iria começar. Andrew o cumprimentou na escada da entrada da mansão.
– Cadê o pessoal? – Interrogou Matheus.
– Eles já estão vindo... Preciso falar com você.
Caminharam até um bosque que ficava ao lado da mansão.
– O pergaminho que te dei... Mostra como retirar o Frige de Ricardo.
Matheus se espantou pelo que acabara de ouvir.
– O que você disse?
– Não tenho tempo para falar... Simplesmente faça. Você saberá o que fazer.
Os outros tinham encontrado eles dois no bosque e começaram a conversar. Beatriz estava linda, seus cabelos longos e negros estavam presos em um rabo de cavalo, estava com uma calça preta, uma blusa cor de vinho e um xale verde que a deixava como uma mulher elegante. Johny estava com estatura de guerreiro carregando uma foice e Ricardo estava com um colete e carregava uma mochila em suas costas, que mostrava onde levava seus acessórios de medicina. Andrew chamou todos:
– Vamos.
Todos foram à frente, mas Matheus ficou parado refletindo sobre a conversa que tinha tido com Andrew. Ricardo não havia falado nada à ninguém, além do mais, dissera que era um problema particular.
– Vai ficar ai? – Perguntou Ricardo falando alto e olhando para trás, vendo que Matheus estava disperso.
Foi caminhando para junto do grupo. Caminharam um bom tempo sem falarem nada. Chegaram a um campo aberto que ficava a 1 km. À frente se via uma floresta densa, pessoas já estavam no local. Ficaram em fileira para frente da floresta, todas as pessoas faziam o mesmo. Era a hora esperada, não havia mais conversas e de imediato mudaram suas posturas.
– Boa sorte! – Andrew disse para eles e recuou um pouco para trás.
Parecia que a hora não passava e o nervosismo tomava conta de todos. Matheus reparou que Ricardo estava tenso quando viu uma fumaça que parecia à frente de todos os grupos. De repente se formou uma mulher de fumaça que lentamente chegou a frente do grupo e gritou bem alto e agudo, no mesmo instante, todos correram para floresta.
Já estavam na prova. Beatriz ia à frente com Johny e Matheus e Ricardo os acompanhava por últimos. Depois de um tempo correndo e já caminhando pararam.
– Quanto tempo acha que demoraremos a chegar? – Perguntou Matheus se referindo a caverna onde estava a pena da Fênix.
– 1 Dia. – Respondeu Beatriz. – Vamos continuar.
Todos foram andando. Enquanto caminhavam um grito fez com que eles parassem.
– O que foi isso? – Johny perguntou assustado e olhando para todos os lados.
– Vem! não podemos parar! – Beatriz falou.
Ela Matheus já estavam à frente andando. As arvores da floresta já estavam altas e as folham atrapalhavam um pouco a iluminação, o chão havia bastante folhas e raízes das árvores que muitas das vezes atrapalhavam. Repentinamente Matheus parou com as duas mãos uma faca que vinha na direção de seu rosto... Arregalou os olhos.
– Que merda!!! – Johny reparou que vinha um cara na direção deles, com uma fenda preta que cobria os olhos.
Beatriz foi logo a sua direção e deu um soco que foi desviado com tamanha facilidade e caiu no chão pela cotovelada que se prosseguiu da evasiva. O homem subiu nos galhos das arvores tentando um meio de se esconder, Johny olhou para Matheus e fez um movimento com a cabeça. Os olhos de Matheus ficaram brancos dando para ver a Iris de seus olhos num único risco fino e preto. O lugar começou a ficar frio e quando menos se esperava estava com gelo no espaço. Ficou tudo em silêncio, Matheus viu uma fumaça quente que ficava visível no frio, vindo de uma arvore de cima, apontou com o dedo e Johny pulou. Acertou com um chute que o fez cair na neve, Matheus o congelou em suas mãos e pernas, Johny o cortou com a foice. A neve o sugou como se ele fosse um componente externo daquele lugar.
– Outro boneco? – Johny perguntou com certa indignação.
– É a floresta. – Respondeu Ricardo que vinha junto com a Beatriz.
– Você está bem? – Matheus perguntou para ela que segurava uma parte da cabeça.
– Estou sim. Foi forte o impacto, mas... Estou bem. – Observou o lugar. – Literalmente você não gosta de esquentar a cabeça. – Todos deram uma risada.
Começaram a correr só que desta vez mais cautelosos e sem definição de formação. Chegaram perto de um rio, caminhou pela areia e Johny pulou para mergulhar. Todos encheram as garrafinhas com água até que o Ricardo disse:
– Vamos passar a noite por aqui. Fazemos uma fogueira... Aqui também tem água.
– Também acho uma ótima idéia. – Johny respondeu saindo do rio.
Todos arrumavam as coisas, Matheus chamou Ricardo para conversar e foram um pouco longe.
– Eu posso tirar o Frige.
– Como? — Ricardo o olhou espantado. – Eu disse para você ficar na sua! – Fechou a cara e saiu andando.
– É isso mesmo que você quer?
– Cala a boca!
– Andrew sabe de você.
Ricardo voltou e segurou Matheus pela gola de sua roupa.
– Eu disse que não era para contar à ninguém!
– Eu não contei... Ele já sabia.
Ricardo soltou-o... Estava nervoso, até que Matheus tirou um pergaminho pendurado em sua cintura, desdobrou e mostrou para Ricardo. Ele observou o documento com os olhos bem fixados, mas de repente todos ouviram um barulho. A água que corria no leito do rio ali perto começou a subir cintilante e se formou uma mulher nua, com cabelos longos azuis e abrindo os olhos viu-se o verde que brilhava, todos ficaram paralisados, caíram numa hipnose. Todos foram em direção á ela, quando chegaram perto um respingo caiu no rosto de Matheus que o fez despertar. Chacoalhou o rosto e viu que seus amigos entravam na água por causa do feitiço. Segurou Johny pela sua roupa e o puxou, a mulher virou para ele e movimentou a água para cima deles. Matheus criou fogo que saia pelas duas mãos, nessa hora tinha feito um selo em Johny que não podia se mexer, a água que ia para cima deles evaporava pelo fogo e esse feitiço deixava debilitada a energia. Fez um impulso com a mão que toda a água que vinha em sua direção foi evaporada. Johny estava perto dele paralisado, o rio corria normalmente, mas Ricardo e Beatriz não estavam mais lá.
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