Oak

1 Capítulo 1


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– Bip Bip Bip. O despertador já apontava seis horas da manhã, Matheus se levanta e se arruma para ir à escola. Com os olhos semi-abertos caminha para o banheiro, liga o chuveiro que com aquela água morna purifica seu corpo. Toma seu café, pega seus materiais, e parte para a escola. Aquela manhã tão calma, e com o sol um tanto vergonhoso, fazia daquela vila um lugar exótico pela beleza da flora e do clima fresco.

Matheus é um jovem inteligente que gosta de estudar feitiços. Sempre lendo livros, é um tanto carismático e sério. Determinava-se em ser um excelente Bruxo.

– Eae Matheus, como foi ontem? – Saudava seu amigo Johny, que se referia da prova de cavalgagem, enquanto caminhavam pela praça da vila.

– Fui bem. Ultimo ano de escola... Como passa rápido!

– É mesmo, às vezes não acredito que já vamos se formar.

E os dois montaram nos cavalos que pastavam.

– Vamos Bernard! – Disse Matheus, acariciando seu cavalo crioulo que relinchava.

– Bora Fallen! – Johny virou seu cavalo, todo negro que brilhava aos raios do sol, e seguiram a trote para a escola.

Era dia de aula de agricultura, a professora Jade os ensinava os efeitos das ervas medicinais, e suas propriedades para cultivo. Havia vinte alunos presentes, quase todos prestando atenção. A professora não era muito baixa, sempre com os cabelos negros, soltos e cacheados em seus ombros, e explicava a aula com tanto prazer que detalhava cada parte da Aroeira.

Enquanto se fazia o horário de almoço, eles foram até a biblioteca pegar o livro de Medicina para fazerem o trabalho mais tarde.

– Quando será a exame Foke? – Perguntou Johny para Matheus, se referindo da prova de aptidão que ocorria todo meio de ano, onde alunos no término da escola eram expostos em um exame que avaliaria os estudantes e suas habilidades. Estes que por sua vez constituiriam grupos de quatro alunos.

– Daqui a duas semanas. Será em Hogoi, a 300 km da vila. Amanhã os grupos serão formados.

– Estou ansioso — disse Johny estalando os dedos.

– Obrigado. –Disse ao bibliotecário, Matheus pegou o livro e sorriu para Johny. – Também estou.

Depois de terem assistido a aula de história, pegaram seus cavalos e foram embora. Depois de se despedirem e terem deixado os cavalos soltos no campo, foram para casa.

– Já já a janta está pronta! – Disse Ivon, mãe de Matheus dando-lhe um beijo na testa. Ela era baixa, cabelos curtos e pretos e mexia o feijão.

Matheus cumprimentou seu pai e foi para o quarto. Colocou a mochila em cima da escrivaninha e trocou de roupa. Observava seu cavalo pela janela grande, aquele marrom lindo que refletia a luz das lamparinas, e sua mancha branca na cara que o diferenciava de todos. Começou a lembrar de quando o tinha ganhado de seus pais, tinha 10 anos. Seu pai lhe mostrou e disse: “Esse é Bernard, seu companheiro a partir de agora!”. Lembrou-se daquele momento de felicidade onde seu irmão Vann, seu pai Sever e sua mãe sorriam compartilhando aquela felicidade.

– O jantar esta na mesa! – Avisou Ivon

Todos se reuniram à mesa para o jantar, menos o irmão Vann que estava em uma missão em Walvitch. Era um homem alto e forte, bem mais velho que Matheus. Era guerreiro, e muito admirado por toda família.

– Como foi o dia de escola hoje? – Disse Sever, barbudo e forte.

– Foi bem. Amanhã acontecerá a formação dos grupos. – Respondeu Matheus

– Se prepare bem, pois não é fácil, colocam muitas armadilhas ao longo do caminho... Ah! E lembre-se que eles vão querer separar o grupo. – Aconselhou o pai que já tinha grande experiência em ter feito a prova. Sabia-se que a prova não se resumia só em sobrevivência, as analises e expectativas iam muito além do que se espera de um acadêmico. – Fique atento e trabalhe em grupo... Pegue o vinho!

– Ele vai conseguir, ontem mesmo o vi treinando feitiços de defesa que não estão nada mal. – Disse Ivon com certo orgulho de seu filho. – Não se esqueça de apagar as lamparinas de fora.

Todos se retiraram. Matheus foi até o estábulo — Estava um ar fresco de final de verão. Quando foi apagar a ultima lamparina ouviu um barulho entre os arbustos ali perto. Matheus logo reparou e se virou, viu em um rápido e ligeiro reflexo, uma kaiken vindo em sua direção. Matheus desviou, antes de um tiro certeiro, e percebeu Johny andando lentamente em sua direção.

– Está ágil! Vim só te entregar seu caderno, obrigado.

– Fizesse menos barulho. – brincou Matheus.

–Até amanhã.

– Até.

Johny foi trotando de volta a sua casa não muito longe dali. Matheus foi se e pela janela observava a noite, tão bela e clara pela luz da lua. Pensava como seria a Foke, primeiro exame de verdade. Planejava suas estratégias para circunstâncias que poderiam acontecer e imaginava quem seria seu grupo. “Amanha começa”, apagou as luzes e foi dormir.