OMG! Eu amo um funkeiro?!
4 Verdade ou tapa na cara
Notas iniciais
–Eu podia te matar. — eu disse pra Mingau.
Estávamos na casa dela esperando o tal de Nicholas passar pra irmos pra casa do Bernardo. Eu estava muito, muito brava com a Mingau.
–Mas, como você me ama não fará isso. — ela deu um sorrisinho e pegou uma blusa. — Essa é bonita? — ela me perguntou.
–Até uma girafa vestida de palhaço é mais bonita que essa blusa. — eu respondi.
–Seu mau humor é tão sem sentido. — ela disse colocando a blusa de volta no guarda roupa. — Não entendo por que ficou tão mau humorada.
–Não entende Mirely. — eu disse e ela bufou, sim esse é o verdadeiro nome da Mingau. -Você está me fazendo ir na casa de um funkeiro idiota que derrubou açaí no meu lindo cabelo.
Ela ia responder quando tocaram a campainha.
–Deve ser o Nicholas. — ela ficou toda animadinha. — Vamos. — ela me puxou da cama quase me derrubando.
Ela abriu a porta e era o Nicholas mesmo.
–Estão prontas? — ele perguntou.
–Infelizmente estamos. — eu respondi.
–Por que você é tão mau humorada? — ele perguntou.
–Não é da sua conta. — respondi cruzando os braços.
–Foi mal ai tia. — ele disse.
–Não sou sua...
–Yummi se controla. — Mingau me cortou e eu calei a boca.
O caminho foi bem chato e pra falar a verdade tava demorando muito gente chegar.
–Esse Bernardo mora na China? — perguntei.
–Calma a gente já chegou. — Nicholas falou tocando a campainha.
Meio minuto passou e o Bernardo, o funkeiro veio abrir a porta.
–Oi pessoas. — ele sorriu e mostrou suas duas covinhas.
–Oi mano. — Nicholas disse.
–Oi Bernardo. — Mingau também disse.
Eu não falei nada e todos eles ficaram me encarando.
–Estão olhando o que? — perguntei.
–Nada não, entrem. — ele disse.
Entramos e a casa do Bernardo é bem bonita.
–Então vamos fazer esse trabalho logo? — perguntei pro Bernardo.
–Vamos, acho melhor fazer lá no meu quarto. — ele respondeu.
–Não de jeito nenhum vou subir pro seu quarto. — respondi.
–Por que não? — ele perguntou.
–Vai que você quer me estuprar. — eu respondi e ele teve uma crise de riso.
Três minutos depois.
–Ai, ai cara quando for contar uma piada avisa antes, ok? Até parece que eu, lindo desse jeito vou estuprar você. — ele respondeu.
Bom a Mingau e o Nicholas já tinham se sentado na sala e estavam fazendo o trabalho deles, soltando risinhos e cochichos.
Então resolvi ir pro quarto do Bernardo, subimos e entramos no seu quarto e cara ele tem um monte de pôster de animes (Death Note, Naruto, Dragon Ball Z, Ao no Exorcist e etc e tal.)
–Você é otaku? — eu perguntei.
–Sim. — ele respondeu como se isso fosse óbvio.
–Pensei que você fosse funkeiro.
–Já te disse que estava vestido daquele jeito por causa de uma aposta.
–Que aposta infeliz foi essa? — eu perguntei.
–Se eu conseguisse encher um balão pelo nariz ganharia vinte reais senão conseguisse ia vestido de funkeiro pra escola. — ele respondeu e eu ri.
–Até crianças do maternal conseguem encher um balão pelo nariz. — eu respondi.
–Desculpa ai se eu não consegui.
–Não conseguiu porque é um inútil.
–Fala assim mais duvido que você conseguiria. — ele disse.
–Consigo sim quer apostar? — perguntei.
–Quero, ser você não conseguir vai sair comigo e ser boazinha. — ele disse.
–E se eu ganhar? — eu perguntei.
–Você escolhe. — ele disse.
Pensei.
–Você vai me dar a edição de colecionador de As crônicas de Nárnia. — eu disse.
–Isso é caro. — ele respondeu.
–Tô nem ai. — eu disse. — Agora me arranja o balão.
Ele foi pegar o balão.
–Toma. — ele me entregou.
Coloquei ele no nariz e comecei a soprar, eu estava enchendo o balão lindamente quando meu nariz começa a coçar e eu espirro e o balão voa pelo quarto.
–Haha perdeu. — ele gritou.
–Não é justo eu espirrei. — eu protestei.
–Mesmo assim perdeu, e agora terá que sair comigo. — ele sorriu.
Até que tinha um sorriso bonito.
Ok, pare com isso Yummi.
–Vamos fazer logo essa droga de trabalho. — eu respondi mau humorada.
Fizemos o trabalho e eu descobri várias coisas sobre o Bernardo, bom mas isso não vem ao caso.
–Finalmente terminamos! — eu gritei.
Descemos e vimos a Mingau e o Nicholas num papo íntimo.
–Acho que tem pessoas querendo se pegar no seu sofá. — eu sussurrei pro Bernardo.
–Também acho, mas como minha casa não é motel vamos acabar com essa putaria. — ele respondeu.
Pulamos em cima dos dois.
–Ai, sai de cima de mim Yummi. — Mingau gritou.
Sai de cima dela.
–Que tal brincarmos de Verdade ou Desafio? — Nicholas perguntou.
–Uma boa ideia. -Mingau concordou.
–Péssima ideia. — eu disse.
–Vamos vai ser legal — Bernardo me puxou. — Vou pegar uma garrafa.
Ele voltou com a garrafa. Bom eles começaram a girar e ela nunca parava em mim. Já tinha caído: Mingau pergunta pra Nicholas, Nicholas pra Bernardo, Bernardo pra Mingau, Nicholas pergunta pra Mingau e tal. Eu estava com cara de tédio absoluto quando a garrafa caiu Nicholas pergunta pra mim.
–Verdade ou Desafio? — ele perguntou.
–Desafio. — eu disse.
Cara porque eu disse desafio?
–Te desafio a deixar o Bernardo vermelhinho. — ele disse rindo malicioso.
–Fácil. — eu ri, eu fui até o Bernardo andando devagar, ele estava sorrindo e me agachei e olhei pra ele. Encostei bem perto do ouvido dele e sussurrei. — Pronto pra ficar vermelhinho? — ele assentiu.
E foi então que dei um tapão na cara dele.
–Yummi tá louca? — Mingau gritou.
–Uai o desafio não era deixar ele vermelho?
–Era, mas não precisava bater nele. — ela o defendeu.
–O Nicholas disse apenas pra deixa- ló vermelho, não disse como. — eu respondi.
–Deixa Mingau, nem doeu. — Bernardo falou com a mão no rosto.
–Viu nem doeu. — eu disse divertida.
–Vamos continuar. — Nicholas disse como se nada tivesse acontecido.
Ele girou a garrafa e caiu Bernardo pergunta pra Yummi.
Droga.
–Verdade ou Desafio? — ele perguntou.
–Verdade. — eu respondi e ele riu.
–Verdade que você nunca beijou um garoto? — ele perguntou e eu corei violentamente.
–Que raios de pergunta é essa? — eu perguntei vermelha.
–Só responde.
–Não vou responder isso é pessoal. — eu disse.
–Então admite que nunca beijou ninguém. — Nicholas se meteu.
–Quer saber eu vou embora. — eu disse e sai indignada de lá.
–Nosso encontro é na sexta a noite viu? — Bernardo gritou lá do portão.
–Dane-se não vai ter encontro nenhum. — eu gritei de volta.
–Vai sim e lembre-se que você vai ter que ser boazinha. — ele riu e eu fui embora bufando de raiva.
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