O'Lantern
11 Goodbye
Notas iniciais
– Peter! – Gritei e corri até ele, cada passo que eu dava parecia uma eternidade.
Ao longe eu podia ver tudo, Patrick retirava gentilmente o corpo ferido de Peter de cima de Charlotte e o colocará no chão um pouco mais afastado da mesma, lágrimas escorriam de seu rosto e pingavam no chão, com certeza a culpa recairá sobre ele em sua cabeça. Depois de intermináveis 30 segundos correndo, eu finalmente cheguei. Todos faziam uma pequena em volta do corpo de Peter, menos Charlotte, Patrick e, obviamente, eu.
Ajoelhei-me ao lado de Peter, do lado oposto de Peter, Charlotte também estava ajoelhada e sentado no chão, perto de Peter, com os braços sobre o joelho e cabeça baixa estava Patrick. Uma grande mancha de sangue pintava sua camisa no lado esquerdo do peito e um pouco de sangue escorria de sua boca, eu estava desesperada, lágrimas de medo escorriam em meu rosto e eu inutilmente tentava secar as lagrimas com minhas mãos.
– Ei Jackie – Escutei uma voz doce me chamar, então retirei as mãos do rosto e olhei para Peter, ele olhava para mim e tinha um fraco sorriso no rosto – Por que esta chorando? Vai ficar tudo bem.
– Eu... – Ia começar a falar, mas um tumulto atrás de mim me interrompeu.
– Cadê ele? –Dizia uma voz irritantemente familiar – Cadê o meu filho? – Gritava ele abrindo o caminho
Levantei-me calmamente, sem tirar os olhos de meu irmão, até ficar totalmente ereta, conseguia sentir a presença de Breu atrás de mim. Então em um movimento preciso e rápido, girei meu corpo com o braço direito esticado com minha mão fechada em um punho, assim dando um soco na bochecha esquerda de Breu, fazendo cambalear um pouco para o lado.
– É TUDO CULPA SUA! – Gritei com todo o ar de meus pulmões — SE NÃO FOSSE ESSE SEU DESEJO IDIOTA DE VINGANÇA COM OS GUARDIÕES, NADA DISSO TERIA ACONTECIDO! – Explodir de vez em quando é tão... Libertador.
– Eu... – Breu começou a dizer meio atordoado e com a mão na bochecha atingida
– CALADO! A CULPA É SUA E VOCÊ SABE DISSO! – Gritava para o meu “querido pai”, era tão bom – SAI DAQUI! VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE VE-LO!
– Jackie... – Ele tentava dizer
– SAI! – Esse grito foi tão alto que até eu me assustei com ele. Breu olhou para mim com uma mistura de indignação e ódio, então desapareceu em um poeira negra.
Depois de ter gritado com meu pai, eu me relembrei de Peter e abaixei correndo para ver se havia acontecido alguma coisa nesse meio tempo. Peter e Charlotte estavam de mãos dadas, ela chorava de soluçar e ele tentava reconforta-la. Olhei de um lado para outro, então vi Cupido se aproximando, ele andava devagar até nossa direção e sua mão direita segurava seu braço esquerdo como se ele fosse cair caso ele o soltasse, provavelmente havia deslocado o ombro quando caiu no chão ou algo assim. Então rapidamente levantei e comecei a andar até ele.
– Rápido! Cupido! Precisamos de uma ajuda aqui! – Chamei-o quando me aproximava.
– Jackie, eu... – Sua voz estava melancólica – Não posso fazer nada.
– Como assim... – Então reparei que seu olhar desviou de mim e pousou na direção do Peter
Por instinto, fiz o mesmo, então entendi suas palavras. As mãos e pés de Peter estavam se tornando transparentes, e em seguida desaparecendo lentamente, e Charlotte também notara isso.
– Não1Não!Não!Não!Não! – Char gritava desesperadamente enquanto tentava pensar em alguma coisa que podia fazer. Peter tentava dizer alguma coisa para ela, mas ela não prestava um pingo de atenção em suas palavras, ela estava histérica.
– Charlotte! – Gritou ele, não foi muito alto por causa de seu estado, mas foi o suficiente para cala-la – Olha para mim – E assim seu foi feito.
Seus olhares se encontraram como se fosse mágica, todos estavam em silêncio, parecia que todos até prendiam a respiração. Então a cabeça de Charlotte reclinou levemente para frente, e seus lábios se encontraram, e apenas olhando dava para perceber o quanto eles se amavam.
– Eu te amo – Disse Peter meio sem fôlego
– Eu também – Respondeu a outra com um sorriso no rosto
– Eu sei – Então sorriu carinhosamente para ela, essas foram as ultimas coisas que ele fez antes de desaparecer diante todos nós.
Depois disso todos continuaram em silencio, Fada chorava sobre o ombro de Norte, que no qual passava carinhosamente a mão sobre a sua cabeça com alguma lagrimas escorrendo de seu rosto. Bunny apenas olhava para seus próprios pés, Jack e Harry também haviam chegado, mas foram tão silenciosos que demorei para nota-los e Sandy colocou sua mão no ombro de Charlotte para tentar consola-la, mas a mesma apensa olhava fixamente para onde o corpo de Peter se encontrava a momentos atrás.
Então um movimento brusco foi feito, era Patrick, ele havia levantado em um pulo e andou até Charlotte, eu apenas observei, pois pensei que nada de mais aconteceria. Porém, ele a levantou pelo colarinho de sua blusa forçando-a á ficar de pé, mas ela não tirou seu olhar do local de antes.
– Olha para mim! – Gritou ele, então eu me coloquei em alerta.
Ela apenas deu uma leve olhada para ele e voltou a olhar para onde seu amado estava. Então Patrick deu um soco em seu estomago, fazendo a soltar um grito agudo e cair no chão de joelhos. Então corri para me colocar entre os dois.
– O que você esta fazendo? Está maluco?!
– Eu? Maluco? Você que está protegendo a culpada da morte do nosso irmão!
– Ela não tem culpa disso, ela o amava.
– Eu não acredito
– Não acredita! Você não acabou de ver a declaração de amor dele?
– Eu não acredito que você esta defendendo ela – Disse ele por fim e se virou de costas.
– Para onde você vai? – Perguntei com um pouco de medo de sua resposta
– Vou atrás do nosso pai – Disse ele fazendo ênfase no “nosso pai” e então se teletransportou. – Adeus Jackie.
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