O'Lantern

12 Epílogo - Bad End


Notas iniciais
Então esse é o Epilogo, sim eese é o ultimo capitulo dessa fic D: E o titulo é baseado em um certo tipo de jogo em que tem varios finais e o Bad End no caso é um final que não é o correto

Lá estava eu, em forma de um pequeno corvo de três dois olhos vermelhos, pousada em um dos mais altos galhos de uma grande arvore do tamanho de uma casa, o que eu estava fazendo? Tomando coragem. A minha frente havia uma casa, nessa casa havia varias janelas com luzes acesas, porém apenas uma janela estava aberta e um menino estava dentro do quarto, ele estava com um pijama azul claro e lia um livro “A Dança dos Dragões”, eu acho.

Respirei fundo, como se isso fosse possível para um corvo, e levantei voo até janela aberta, pousei no parapeito de tal. O menino assustado com o barulho de minhas asas logo tirou o livro da cara e começou a me encarar, encarei-o de volta e depois dei um pequeno salto para dentro de seu quarto, nesse momento o outro já havia posto seu livro sobre a cama e levantado. Então voltei a minha forma humana, fazendo-o dar um passo para trás.

– Jackie – Disse ele com certa raiva na voz, será que ele me odiava? Afinal eu quase estuprei seu namorado.

– Oi Harry – Digo com uma voz doce e amigável, acho que essa é a primeira vez que falo com alguém assim. E ele apenas me encarou – Me desculpe – Silencio – Me desculpe por ter feito tudo que eu fiz, aquela não era eu.

Depois de mais alguns segundos de silencio ele sorriu para mim, um sorriso gentil como eu nunca havia visto antes.

– Eu sei – Disse ele por fim – E te desculpo – Ele continuava sorrindo para mim e eu comecei a sorrir de volta, mas logo ele parou de sorrir e ficou serio – Eu sinto muito... Pela a morte do Peter

Fiquei em choque, meu sorriso se desfez, eu não esperava que ele puxasse nesse assunto, eu só planejava pedir desculpas e ir embora, sem reação dei alguns passos para frente e sentei na cama e olhei para o chão, logo em seguida senti ele sentando ao meu lado, olhei-o e ele sorria caridosamente para mim, impressionante como ele conseguia expressar tantas coisas com um sorriso.

– Eu também sinto – Digo depois de um tempo calada

– Pensei que vocês, espíritos, não podiam morrer, apenas se ninguém no mundo inteiro pare de acreditar em vocês.

– Mas é isso mesmo, Cupido acha que já que somos filhos de uma humana com um espírito nós poderíamos morrer igual aos humanos, mesmo sendo espíritos. E como quase ninguém acreditava nele isso facilitou o processo – Dizia quase chorando, porém eu não iria chorar, não é que eu não queria, mas acho que já gastei todas as minhas lagrimas.

– Hum – Murmurou ele, provavelmente ele não sabia o que dizer – E a Char? Como ela esta reagindo?

– Mal – Ela estava pior que eu, ela já havia tentado se matar três vezes, mas não preciso falar isso para o Harry – Ela esta meio depressiva, não quer falar com ninguém e chora o dia inteiro

– É... Acho que se o Jack morresse eu não faria diferente – Disse ele se pondo a olhar o chão.

– Mas eu não morri – Disse uma voz vinda da janela.

Ambos olhamos para a janela, lá estava Jack diante nós com suas mesmas roupas e cajado de sempre, Harry então abriu um sorriso e foi abraça-lo, mas durante o abraço deles Jack não tirou os olhos de mim.

– Então acho que já falei tudo que eu tinha para falar — Digo me levantando da cama e mantendo meu olhar baixo, mas Jack me parou colocando seu braço no caminho quando eu ia passar por eles. Levantei meu rosto e me deparei com um Jack sério me encarando.

– Acho que isso é seu – Disse ele, então eu reparei que uma coisa estava enrolada em seu braço, era a minha abobora, que dizer corda.

Apenas peguei a corda de seus braços e assenti com a cabeça, mandei um ultimo tchau para o Harry, me transformei em corvo novamente e sai voando pela janela. Quando voava para longe olhei para trás e pude ver os dois juntos em que parecia ser um longo beijo.

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Quando me aproximava da casa branca com a porta em formato de coração, descia levemente até o chão. Assim quando iria encostar ao chão me transformei em humana e continuei o caminho andando normalmente, como se eu tivesse vindo o caminho todo a pé.

Abri a porta sem quase nenhuma força e adentrei na casa, o primeiro cômodo era a sala de estar, era grande, havia uma estante cheia de livros do tamanho de quase uma parede e ao seu lado havia uma poltrona branca. Mais para o meio havia dois sofás brancos de duas pessoas e outra poltrona branca fazendo um semi circulo e no meio delas havia uma mesinha baixa de vidro com um jarro de flor com rosas vermelhas e algumas revistas.

Passei pela sala e adentrei no corredor que dava para a cozinha, a cozinha era um pouco menor que a sala, havia uma grande mesa retangular de vidro para doze pessoas no centro, uma geladeira, um fogão duas pias por algum motivo e vários armários espalhados pelas paredes. Em uma das cadeiras da ponta, a mais afastada de mim por sinal, estava ocupada, era a Char, ela morava junto com o Cupido, ela estava com os pés na mesma cadeira que estava sentada, os braços sobre o joelho serviam de apoio para a cabeça e ela olhava fixamente para uma xícara de café em sua frente.

– Oi Char, finalmente saiu do seu quarto, está melhor? – Nada, nenhuma resposta nem qualquer reação.

Depois de ser ignorada, sai da cozinha e subi a escada circular de marfim no final do corredor, indo pro segundo andar, lá havia outro corredor com varias portas, a maioria fechadas, andei pelo corredor e entrei na ultima porta da esquerda, o quarto do Cupido. A porta estava entre aberta, então a empurrei gentilmente sem fazer barulho, ele estava sentado no parapeito da varanda com o olhar no horizonte.

– Toc toc – Digo batendo duas vezes na porta de seu quarto

Cupido virou seu rosto rapidamente, acho que eu o assustei, e saiu do parapeito entrando no quarto pela varanda sorrindo.

– Me desculpa, o assustei? – Digo brincando

– Só um pouco, eu estava perdido em meus pensamentos e você me trouxe de volta. – Disse ele se aproximando e em seguida me abraçando seus abraços eram quentes e reconfortantes– Eu te amo – Sussurrou em meu ouvido enquanto me abraçava.

– Você é muito novo para saber o que é amor – Digo brincando quando nosso abraço se desfaz

– Ta brincando, né? Eu sou mai velho que você uns trezentos anos – Diz ele indignado

– É, mas aparenta ser mais novo que eu uns três anos – Falo mostrando a língua – E sim estou brincando, eu também te amo – Em seguida dei um selinho nele.

– E sobre o Peter? Está melhor? – Diz o espírito do amor preocupado

– Um pouco – Digo sendo sincera – Eu nunca vou esquecer ele, mas infelizmente não tenho como trazer ele de volta.

– Sobre isso... Eu andei pensando e acho que tem um meio de trazer ele de volta, uma certa pessoa talvez conseguia

– Quem? – Digo um pouco afobada, eu faria de tudo para trazer ele de volta.

– A Morte.

Notas finais
Entendeu o porque de Bad End? Esse não é o final verdadeiro dessa historia que dizer que vai ter continuação :D Espero que tenham gostado e até a próxima fic
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!