O Último Shirian [hiatsu]

14 Capítulo 14 -Fique Comigo


Notas iniciais
não tenho desculpas, demorei por pura irresponsabilidade #apanha, e pela escola :D, e bloqueio inspiracional -q Perdão pessoal D: ... pessoal? Alguém? *^* Vish! *capitulo não betado, desculpem qualquer erro*

Maldito tic-tac do relógio, porque o tempo demorava tanto para passar? Toriam já havia perdido a conta de quantas vezes remexera seu prato sem absolutamente comer nada, não tinha fome, nem queira estar ali.

Ergueu a face encarando Locse, os cachos já chegavam ao inicio do pescoço, podia ver na expressão dele um certo incômodo instalado, não importava o ângulo ele não sorria.

Imparcialidade, silencio, submissão, o que quer que fosse dito ele fazia o que era ordenado, sem criticar ou argumentar. Por que ele parecia tão distante?

—Locse — Chamou Toriam vendo a reação atrasada do jovem, na mão o vinho era segurado com delicadeza enquanto servia o príncipe — Você parece distante — Cochichou Toriam em um tom baixo o bastante apenas para eles ouvirem.

—Digo o mesmo —Rebateu Locse cerrando os olhos —Tem visita, comporte-se e finja estar feliz.

—Parece Gors falando — Argumentou Toriam rindo.

A mesa estendia-se longa, talvez grande demais para apenas cinco pessoas, as princesas comiam com delicadeza e exuberância, o rei nada proclamara comendo em silencio, e Toriam... ele estava morrendo de tédio.

Virou encarando Gors a longe, os olhos implorando para que o soldado o tirasse de lá, mas tudo o que Gors fez foi negar com a cabeça e ignorar.
Maldito, pensou Toriam irritado, a perna subia e descia em um tique nervoso, porque elas não paravam de encará-lo? Retribuiu o olhar para uma delas, loira, seria bela se já não conhecesse a personalidade.

Oh, ela desviou, nem fingir estar envergonhada ela sabia, Toriam revirou os olhos, duas dali ele conhecia, soubera que Locse havia as servido, mas não tivera tempo para confirmar com o jovem.

A única que não conhecia era... Anary. Encarou-a sem receio vendo ela não notar seu olhar, comia com delicadeza, será que era como as outras? Não aparentava, dela podia se exalar um ar de ingenuidade.

Não é que Toriam gostasse de analisar as pessoas, porém aquela ali parecia valer a pena, olhou-a de cima a baixo, a pele bronzeada mostrava que não tinha as frescuras em relação ao sol, ponto positivo. Já estava cansado de mesquinhas.

Ela virou o rosto, os olhos tinham um verde único, os lábios rosados naturalmente, mas não foi isso que deixou Toriam surpreso, não dava o mínimo para a aparência. Fora a reação, ela sorriu, não corou, não provocou, nem desviou, apenas sorrira simpaticamente.

Interessante, mas nada além disso, ou vocês acham mesmo que ele trocaria Gors por uma delas? Não importava como eram ou como iriam ser, elas não eram ele.

O olhar de seu pai pesava sobre si, ele sabia que o rei iria querer uma resposta, naquela mesma tarde o ouviu cochichar sobre programar o casamento sendo que nem haviam escolhido a noiva, o que ele tinha na cabeça? Passou os dedos jogando o cabelo para trás, charmoso, até mesmo sexy, pode notar a atenção das garotas por alguns instantes em si, ainda de olhos fechado, sorriu. E quando voltou a abri-los não pode evitar de direcioná-los a Gors.

A boca salivava sem fome, não queria comer, pelo menos não aquilo que estava servido nos pratos, há quanto tempo não pode ficar sozinho com ele? Sentia a necessidade invadindo-lhe o pensamento de ter sobre seus lábios os dele.

Era como uma droga viciante, muito tempo sem ele o deixava irritado, temeroso, virou uma necessidade que precisava suprir. Foi ai que notou, não conseguia mais seguir em frente sem ele.

Queria sair daquela mesa, entretanto pelo o que podia notar Gors não pretendia ajudá-lo a fazer tal ato... Ainda. Quando Toriam queria conseguia ser mais persuasivo que qualquer outro, era convencido? Um pouco. Ele preferia classificar como eficiente e naquele instante ele já estava convicto do que iria fazer. Vamos ver até onde o soldado aguenta manter o controle.

Toriam fechou os olhos e quando os voltou a abrir um brilho a mais era perceptível neles, quase como um olhar felino de uma fera analisando sua presa, focando em seu alvo pronto para devorá-lo.

Um sorriso travesso abriu-se em seus lábios quando os olhos de ambos se encontraram fazendo um calafrio subir pela espinha de Gors, a expressão sapeca de Toriam só podia significar uma única coisa, ele aprontaria.
Atento Gors viu as sobrancelhas de Toriam se erguerem em uma provocação quase como alguém que debochava de um desafio proposto.
Dedilhando entre os dedos o garfo levou-o até a comida e espetou a primeira coisa que viu pela frente, lambendo os lábios enquanto levava o garfo até os lábios, em nenhum instante desviou o olhar do outro como se fizesse questão de perder a tenção dele para si, e realmente prendia-a.

Um suspiro pesado escapou dos lábios de Gors que se obrigava a fechar os olhos em conseguir, atento viu Toriam abanar as mãos em demonstração de calor e desabotoar os dois primeiros botões da blusa.

A atenção das três meninas concentrou-se em Toriam, mas ele não se importou, não era o olhar delas que ele dava valor, fechou os olhos mordendo o lábio inferior sem motivo aparente, no fundo Toriam ria por dentro divertindo-se com o efeito de suas ações em todos.

Pigarreou fazendo as meninas envergonhadas desviarem o olhar de si e quando abriu os olhos de novo o corpo de Gors gelou com aquele olhar... Era repleto de carência e malicia quase como se estivesse implorando por atenção, algo quase como tão inocente transmitindo uma ingenuidade insistente.

Era a mesma que ele fizera quando ambos... O pensamento fez Gors corar dos pés a cabeça, era como... Não, talvez realmente fosse... Ele estava realmente implorando por sexo, o olhar era um pedido mudo para que o dominasse, para que o tomasse em seus braços e se deleitasse com seu corpo.

“pare com isso” Mandou Gors em um mover de lábios que fez Toriam abafar uma risada, voltando sua atenção a mesa, e do outro lado dela o olhar de seu pai em si não foi capaz de desmanchar seu sorriso.

A jantar seguiu lento e tedioso, ainda mais quando Gors teve que se retirar porque era chamado pelo comandante.

— se me dão licença senhoritas, irei me retirar — Informou Toriam já sem paciência, levando um chute em sua batatas de Locse em repressão que preferiu ignorar, e a medida que se erguia o pai também se levantava na mesma proporção.

Fechou a cara despedindo-se enquanto saia pela porta da frente, os passos do pai se faziam presente logo atrás, a cada passo sentia-o se aproximar mais e mais, quase na sua cola.

—Parece um cachorro me seguindo — Murmurou Toriam provocativo sentindo o corpo bater contra a parede de forma brusca e o colarinho serem erguido com tal frieza que teve de ficar nas pontas dos pés para manter-se em pé.

— escolha suas palavras filho, lembre-se que o destino da sua babá ta na minha mão —Ameaçou o pai com tal voracidade que Toriam engoliu em seco —Escolha logo a vadia que quiser e se case!

—Por que a pressa? —Questionou Toriam irritado — Se afundou em dividas novamente papai? —O final foi dito com tanta ironia que fez Toriam ponderar se deveria ou não calar a boca antes que o outro acabasse com sua vida — Por isso quer tanto que eu me case? Para poder roubar o dinheiro do povo deles?

O sorriso que resplandeceu na face de seu pai o fez tremer internamente e os passos recuarem em defensiva.

—Que cara é essa meu caro? Parece até que vou lhe matar... —Falou o pai rindo — O povo deles? Ninguém está se lixando para seu povo, ninguém nunca ligou, tudo se trata de poder.

—Você é desprezível.

—Para alguém que não consegue se virar sozinho tendo que ter um vigia toda hora você não pode falar muita coisa — Rebateu o pai ainda mantendo o sorriso, aquele sorriso... parecia gloriar em vitória de uma batalha que ainda nem havia começado. — Cumpra a sua parte enquanto ainda estamos só na conversa, odeio ter que sujar minhas mãos para conseguir o que quero Toriam, você sabe disso.

—Você já está imundo — Bradou Toriam empurrando o Rei fazendo-o soltar-se de si — Até o final da semana lhe darei uma resposta, agora dispense aquele cara que está me seguindo desde o jantar — Bradou Toriam apontando para atrás da coluna de pedra que se erguia majestosa no centro do salão.

—Ora ora então ter um soldado como babá não te deixou tão criança como eu imaginava —Murmurou o pai em tom ameaçador —Pelo que vejo ele prestou para te ensinar algo que preste.

—Você nem imagina o quanto — Vociferou Toriam retirando-se, os passos sendo seguidos pelo olhar do pai que arrebitava o nariz em superioridade. Odiava aquilo, ser observado como se fosse algo fácil de si compreender, isso fazia-o parecia algo simples, como se estive o subestimando.

Os passos de Toriam seguiram para seu quarto não se incomodando de acender a luz ao entrar, com raiva fechou a porta atrás de si trancando-a, não queria ver ninguém, falar com ninguém, tateou a parede em busca da lamparina, a mão encostando-se aos objetos que via a frente tentando identificá-los.

O corpo gelou quando seus dedos tocarem naquela pele quente que fez questão de o puxar para si, inspirou fundo abrindo um sorriso ao sentir o cheiro dele, os dedos resvalaram pela face do outro ainda no escuro indo em direção aqueles cabelos grandes e lisos, a mão desfez o laço que os prendia deixando-os cair sobre seus ombros de forma sublime.

Ok, ele não queria falar com ninguém, mas claro que podia fazer exceções, certo? Principalmente quando aquelas mãos vieram de encontro ao seu corpo erguendo-o para trazê-lo cada vez mais para si.

As respirações se aproximaram diluindo-se no ar ao serem expiradas, os lábios se encostaram com desejo e necessidade os movimentos das bocas eram pudicos e nada recatados, mostrando necessidade, desejo, e acima de tudo, amor.

— vejo que alguém aqui está necessitado.

—A culpa não é minha, você provocou — Retrucou Gors empurrando-o para a cama, o vento frio da noite entrou pela janela esvoaçando as cotinas e iluminando-os.

Se encararam sem proclamar nada, no fundo sabiam não era preciso e talvez não tivessem tempo para isso, as línguas forma quase como automaticamente na direção uma da outra, se enroscando em uma dança sensual e lascívia.

A libido já estava em êxtase querendo mais, precisavam daquilo, necessitavam daquilo, os dedos de Toriam se livraram de forma ágil de seus trajes, porque raios tinham que usar elas? Em sua concepção tudo seria tão divertido sem utilizá-las, fechou os olhos imaginando Gors em seu treinamento sem elas sem conseguir conter o baixo ventre formigar despertando.

As mãos desceram pelo corpo do outro enquanto fechava os olhos, quase como se estivesse decorando cada parte e cada detalhe, sentiu ele, os músculos sem exageros, o peitoral, a barriga que saltava um leve tanquinho.

Mordeu o lábio inferior em uma provocação quando parou próximo ao baixo ventre do outro, que soltava suspiro pesados e sinceros.

—Isso tudo é saudade de mim? — Perguntou Toriam rindo quando sentiu o membro rijo e duro acima de si crescendo a medida que passava os dedos por ele.

Mas pelo jeito Gors não estava afim de ouvir comentários, com um beijo cheio de gula devorou os lábios do menor, era a vez dele ditar as regras, com as mãos retirou as mãos do pequeno de si segurando-as em cima da face do menor que mostrou a língua em infantilidade por se ver imobilizado.

Encarou-o sentindo o coração palpitar em alta velocidade, havia feto a escolha certa, ficaria por ele. Abaixou os lábios experimentando aquela pele, como podia ser tão macia e doce?

—Gors... —Chamou Toriam olhando-o, aquela expressão o desarmara, e desarmaria qualquer um, por alguns instantes tudo pareceu embaçar a sua volta e a única imagem que resplandecia era de Toriam —Eu o quero —Murmurou contendo um gemido que escapou de seus lábios quando Gors chupou-lhe o mamilo rosado.

—Sempre tão apressado — Murmurou o outro rindo enquanto soltava seus pulsos e sentia-se ser empurrado para trás deitando-se. Engatinhando Toriam subiu sobre ele a coluna se movendo de forma cursiva como uma cobra a dar o bote, e realmente foi, os lábios se encontraram novamente puxando pela nuca o rosto do outro para si enquanto se ajoelhava sentindo sob suas nádegas aquele membro duro.

—É tão grande, será que vai caber como antes? —Questionou Toriam rindo quando a face de Gors avermelhou-se totalmente em vergonha.
Ele estava pedindo, ele estava fazendo de propósito, o que mais Toriam queria? Fazê-lo pirar? O membro já latejava pulsante quase já despejando um pré-gozo de tão excitado que se encontrava, o quão ousado Toriam podia ser? Só de pensar nisso sua mente já se desconsertava. Há quanto tempo ficou sem ele? Desde a primeira noite de ambos talvez, teve a missão, a briga, mas naquele instante não queria pensar em nada disso, não queria pensar em mais nada.

—Toriam — A voz no corredor se fez alta o suficiente para ambos ouvirem o chamado, Gors franziu o cenho em um suspiro, estavam o procurando, em pensar que já estavam quase... O pensamento morreu ao encontrar o olhar de Toriam, aqueles olhos pareciam tão impávidos á situação que o fizera gelar.

Malditos, será que não se pode mais transar em paz? Pensou Toriam irritado contendo xingamentos amaldiçoando com toda vontade aquela pobre alma que clamava por seu nome, será que ele ouvindo seu silencio desistiria? O novo chamado por seu nome comprovou que não.

—Nem pensar, eles vão nos escutar — Falou Gors já se sentando sentindo Toriam rebolar o quadril sobre si fazendo-o conter um gemido, até os mínimos movimentos o fazia arrepiar, pelo estado que seu membro latejava até o mínimo toque fazia seu corpo ficar sensível e propenso a tudo.

Pelo jeito Toriam não desistiria tão fácil, mas ela arriscado, atédemais...

— Pensei que fosse um soldado intrépido — Murmurou Toriam abrindo um largo sorriso ao ver Gors fechar o punho se ofendendo com a indagação — acho que vou ter que conter meus gemidos não é? —sussurrou baixo lambendo o lóbulo da orelha de Gors que mordeu o lábio em duvida.

As mãos pousaram sobre a cintura de Toriam empurrando para o lado em uma tentativa frustrada de parar com tudo aquilo, mas Toriam não pararia, precisava daquilo.

—Tori... — Gors fora cortado por aqueles lábios tão doces e apetitosos enquanto as mãos do outro voltavam a empurrá-lo para se deitar, tentou erguer-se mas a cada movimento sentia seu membro encaixando-se melhor entre as bandas do outro fazendo os pelo eriçarem. —Nã— Tentou falar em um impedimento quando sentiu as mãos do outro guiando seu falo até sua entrada.

Toriam não esperou mais, o desejo falava alto demais naquele instante, tanto que sentou-se sobre o colo de Gors sentindo aquele membro rijo abrir passagem em seu corpo adentrando cada vez mais.

As mãos aos lábios tentando abafar o gemido que ousou escapar baixo por seus lábios; trincou os dentes na vã tentativa de não deixar som algum se fazer-se presente, a dor veio quase a todo milímetro que se deixava ser penetrado, por breves instantes teve pusilanimidade querendo recuar.
Fechou os olhos, mordeu o lábio inferior e concentrou-se no prazer presente na ação tentando ignorar a dor, e quanto mais Toriam tentava se controlar mais Gors perdia o controle.

E com motivo, afinal estava em seu colo a pessoa que amava envolvendo-lhe com as paredes internas que cumpririam seu membro. Como resistir? Como resistir aquele olhar luxurioso que lhe era lançado a todo instante? Como resistir aquela face contorcida em incomodo ao tentar reprimir os gemidos de prazer? Como resistir à aquelas bochechas coradas, os lábios vermelhos umedecidos pela língua dele próprio? E ainda por cima aquela expressão que tinha um brilho a mais, quase desafiando-o e encorajando-o a dominá-lo, a tomá-lo em seus braços, a fazê-lo delirar de prazer até gritar e ainda sim ter que reprimi-lo.

Gors nãos conseguia mais contar a avidez pelo outro, entrou em um solavanco deliciando-se com a combinação de tornar-se apenas um com Toriam e a reação repleta de prazer do jovem que se inclinando beijou-o, com voracidade, com amor, com desejo.

Os corações de ambos batiam acelerados pela adrenalina, os lábios de Toriam já ameaçavam abrir um corte com a força que os mordia para tentar reprimir os gemidos, e claro que Gors acertando sua próstata cada vez mais não o ajudava a conter-se.

Os ritmos iniciaram-se lentos para que o sondo dos corpos chocando-se não fosse alto, mas já estava se tornando agonizante aquele ritmo, eles queriam mais, precisavam de mais, e cada vez que tentavam reprimir mais vontade sentiam de fazê-lo.

As unhas de Toriam arranhavam as costas largas de Gors fazendo vergões tomarem relevo à medida que mais força era pressionada.

Em plena volúpia Gors puxou a face de Toriam, os dedos se entrelaçando nos fios castanhos do príncipe puxando-os de leve enquanto tomava os lábios do outro para si. As estocadas aumentavam fazendo com que os gemidos fossem reprimidos pelo encontro as bocas que mexiam-se habilidosas, tais como suas línguas que em uma dança libertina se encontravam roçando uma na outra.

O ritmo mais rápido fazia com que as vezes o som das nádegas de encontro com as coxas de Gors gerasse um som promiscuo que se propagavam no recinto chamando a atenção.

Não tardou para que dois toques na porta iniciasse um novo chamado por Toriam, ambos se encararam, cúmplices de uma travessura que dera certo, mas o contato de ambos os olhares durou poucos segundos, os espasmos envolvessem ambos os corpos, enquanto arrepios e tremores dominavam os corpos a velocidade aumentava ainda mais.

Uma dança libertina iniciava-se, os movimentos harmoniosos sincronizavam-se como um casal que bailava livremente iluminados pelo luar, a musica era reprimida em forma de gemidos, a batida de seus corpos era o que marcava o ritmo da sinfonia.

—Ah... Gors... —Seu próprio nome dito daquela maneira fazia com que o soldado tentasse inutilmente continuar sã, Toriam olhou-o inebriado, enquanto as sobrancelhas de ambos se contraiam para o ápice.

—Príncipe Toriam, você está ai? —Gritaram doutro lado da porta franzindo o cenho Toriam trincou os dentes, ficando-os sobre o ombro de Gors para abafar o gemido que deixou seus lábios quando sentiu os dedos de Gors envolverem seu membro de forma delicada e possessiva, e em poucos segundos desmanchou-se nas mãos do outro.

—Responda antes que arrombem essa porta — Sussurrou Gors mordendo o lóbulo da orelha de Toriam que ainda arfante xingou Gors mentalmente, como o soldado queria que ele fizesse isso com voz firme se continuava provocando-o a todo instante?

—O... que.... foi? —Falou Toriam em tom alto e em cada intervalo da fala do menor uma estocada era feita, fazendo-o respirar pesadamente.

—Estão lhe chamando no salão — Informou alguém do outro lado, merda será que não se pode mais transar em paz hoje em dia? Reclamou Toriam mentalmente calando-se quando a pergunta lhe vinha à mente o que raios queriam com ele aquela hora afinal?

—Eu assumo daqui — Falou Locse, o tom alto foi o bastante para Toriam abrir um sorriso ao imaginar o amigo retirando o mensageiro que já deveria estar tentando bisbilhotar o que estava ocorrendo no quarto.

Gors em um ultima estocada sentiu as paredes internas de Toriam contrair-se enquanto seu membro jorrava no interior do jovem seu fruto. Ambos arfavam, se encaravam, se amavam.

—Tenho que ver o querem comigo — Murmurou Toriam erguendo-se, do seu orifício o sêmen de Gors escorria enquanto o próprio abdômen estava sujo com o próprio fruto, a cena desconcertou Gors por alguns instante que teve que piscar varias vezes e respirar fundo para não excitar-se novamente, mas o membro já começava manhosamente a acordar com tal visão.

—Você não pode sair desse jeito — Falou irritado quando viu Toriam a passos da porta, o jovem deu de ombros apanhando a calça sem se importar. Gors não o deixaria sair assim, os corpos cheiravam a sexo, ele estava sujo, sujo por causa dele, um aperto lhe veio no peito enquanto se erguia para impedi-lo de vestir-se. Se fosse assim já desconfiariam, e se fossem pegos? A indagação feriu-lhe internamente, já estavam se arriscando demais, um único deslize e... Nem queria pensar, e se fossem mandados para a forca? Não, não se importava consigo, e se Toriam fosse? Não, não permitiria que isso acontecesse. —Você está sujo Toriam — Falou Gors.

—Me limpe — Propôs Toriam arqueando as sobrancelhas no aguardo de uma reação que não obteve. Mas Gors parecia distante preso em pensamentos e atordoado demais para fazer tal ato, uma irritação subiu-lhe a cabeça quando o soldado maneou a cabeça negando — Como quiser, talvez umas das princesas queiram fazer isso.

Toriam nem terminou a fala e com um movimento brusco sentiu ser jogado sobre a cama que rangeu, engoliu em seco quando o olhar de Gors o encarou fixamente em cólera, por breves instantes arrependeu-se amargamente de sua fala.

—E- E- Era b-brincadeira—Falou rápido vendo Gors abaixar a face, um arrepio passou-lhe a espinha atormentando-o — É serio era brinca... — Tentou concertar a fala movendo as mãos em alegação de inocência enquanto as proferia, mesmo assim a fala fora cortada quando sentiu a língua úmida de Gors resvalando em sua coxa. —O que é que você está fazendo? —Murmurou Toriam corando e em seguida arqueando as costas quando a língua que passava por si chupo-lhe a coxa rudemente, marcando-o. —Idiota não deixe marcas.

—Calado — Falou Gors, o tom firme gelou Toriam que inconscientemente fechou os lábios —Só eu posso te tocar —Afirmou Gors firme chupando-o —Você queria que eu lhe limpasse não?

—Ah... sim...Mas vai ficar marcas.... ah.... —Maldita língua.

—Por que o incomodo? Você é meu, Não é? — Indagou Gors e sem esperar resposta voltou a lamber-lhe sentindo o gosto de próprio sêmen, deliciando-se a cada lambida que dava, o sabor daquela pele alva, lisa e intocável era indescritível, ele era seu, cada respiração, suspiro, gemido, era seu. Odiava a ideia de mais alguém lhe tocando.

Do lado de fora Locse batia com o pé contra o chão em impaciência jogando para trás seus cachos negros que caiam em sua face a cada 10 segundos, será que eles não tinham noção de tempo? Perguntou a si mesmo jogando novamente as madeixas negras para trás.

A lua brilhava intensa, quase como se tivesse o poder de iluminar e clarear os pensamentos, as folhas remexiam com ferocidade ao serem rebatidas pelo intenso vento.

Mas os olhos de Kyo nem ao menos reparavam no céu ou na densa floresta a sua volta, o olhar, concentrado, fixo, encarava quase que sem nem ao menos piscar o jovem à frente.

—Eu não posso deixar você ir Hiroshi — falou por fim deixando um suspiro pairar no ar em desconsolo. Ele não poderia o deixar partir, não poderia deixá-lo voltar para aquele lugar, não novamente.

— Eu te falei, você deveria no mínimo tentar compreender! —Gritou Hiroshi exaltado tentando quase que pela milésima vez ir em direção que levava a mansão, mas como sempre tudo o que conseguiu foi colidir com o corpo de Kyo que se postara na sua frente impedindo-lhe a passagem.

—COMPREENDER O QUE? — Bradou Kyo por fim socando a arvore em cólera — Que você corre o risco de ser maltratado cada vez que está longe de mim? Que mesmo te amando não posso nem ao menos te proteger? Que viveu a vida toda sendo humilhado e enganado? Qual o seu problema Hiroshi? É idiota? Quer voltar para que? Para pisarem em ti como sempre pisaram, te descartarem, te usarem para atingir os outros, lhe ferirem como se fosse um objeto. É isso que você quer?

—VOCÊ NÃO ENTENDE — Gritou Hiroshi de volta, ficando alguns segundos calado enquanto comprimia os lábios para segurar o choro que subiu-lhe aos olhos, lágrimas a ponto de despencarem foram reprimidas por um movimentos grosseiro do ruivo ao sentir o peito se apertar mais. Ele sabia que tudo isso era verdade, mas ele tinha que ir, tinha que voltar, não poderia simplesmente desaparecer do nada. — O Dilan disse! Disse que fez para me proteger, que escondeu para um próprio bem. —murmurou amuado — Não é culpa dele... não é culpa de ninguém.

—E o jeito que ele te tratou até agora? É assim que vocês humanos agem? É assim que protegem e tratam sua própria família? — Falou o Shirian calando-se quando viu os ombros de Hiroshi subirem e desceram em um choro silencioso por entre os soluços mudos — Por que você é assim? Como consegue? —Sussurrou em descrença movendo a cabeça de um lado para o outro, como se tentasse absorver a informação.

—Sou assim? Assim como?.... — Murmurou Hiroshi, e por segundo o Shirian sentiu as pernas fraquejarem pelo tom frágil que a fala saiu, lotado de tristeza... Não, vergonha — Sujo? — Concluiu Hiroshi. Era isso que ele se tornara não? Um amontoado de sujeira, marcado de dor e sangue, o próprio nascimento fora uma vergonha para a família real, nunca conseguiu ser nada, o máximo que chegou foi ao ponto de tornar-se um empregado...

—Não — Negou Kyo aproximando-se enquanto sentava no chão de qualquer jeito, as bochechas incharam por alguns instantes e automaticamente Hiroshi amuou-se mais ao reconhecer tal ato, Kyo sempre o fizera quando estava demasiadamente aborrecido e confuso. —Problemático — Falou por fim vendo as sobrancelhas do menor se erguerem por meros segundos antes de retornar a expressão melancólica. Por que ele parecia sempre culpar á si mesmo, mesmo quando não estava errado? Por que aqueles olhos sempre demonstravam sempre uma felicidade extrema ou melancolia insuportável? Nunca ódio, raiva, ou desprezo — Você vive como se todos fossem bons e todos tivessem razões justas o bastante para inocentá-los de seus erros. Se si irrita é por meros segundos antes de perdoar a pessoa mesmo ela não se desculpando.

—Não é verdade

—É sim e você sabe! Você é ingênuo demais Hiroshi, tanto que comete o erro de confiar demais nos outros.

—Você fala como se não existisse um lado bom nas pessoas — Retrucou Hiroshi se levantando tentando inutilmente por um fim na discussão e ir embora, mas dessa vez nem dera um passo e já fora jogado com bruscalidade no chão novamente, trincando os dentes quando uma pontada de dor lhe subiu a coluna.

—São pessoas, Humanos! —Gritou Kyo como se apenas essas palavras bastassem como uma horrível ofensa — Eles não hesitam em matar, em destruir, em trair. — A ultima frase fora dita em um tom de voz tão grave que ecoou por entre as arvores como um trovão, os olhos azuis por um instante mudaram de tonalidade ficando mais escuros a tal ponto que se podiam confundir com o mais intenso negrume. — Eles são desprezíveis — Por um momento o corpo estancou estático enquanto as imagens voltaram-lhe a mente, o perturbando com aquela noite sangrenta que sempre tentava excluir de suas lembranças.

A ausência de gritos e suspiros irritados por parte de Kyo alarmou Hiroshi por alguns segundos sem compreender, os olhos se ergueram por breves instantes pousando sobre Kyo que cabisbaixo parecia refletir em silencio, receoso Hiroshi se ergueu limpando as lágrimas com as costas da palma.

O que estava acontecendo, porque tudo não poderia ter sido tão simples? Por que Kyo não poderia ter simplesmente aceitado seu silencio no lugar de toda aquela revelação?

Por alguns instantes ficou imóvel sem saber se deveria si aproximar de Kyo ou correr para a mansão, fitou o chão e em seguida o céu no aguardo de que as estrelas talvez lhe dessem uma ajuda de como agir naquele instante.

Engoliu em seco quando virou-se dando o primeiro passo na direção oposta da de Kyo, afastando-se. O som das folhas secas sendo amassados através dos passos despertaram o Shirian de seus pensamentos por breves segundos.

—Não me deixe — Foi tudo o que o Shirian conseguiu falar naquele instante antes de erguer o olhar para ver a figura de seu amado recear o próximo passo — não volte para lá. — O tom não era o mesmo, não era autoritário, irritado. Soara como um pedido, quase como uma suplica, deixando óbvio que se o outro decidisse ir não conseguiria mais impedir.

—O que mais eu posso fazer Kyo, o que acontecerá se Edward aparecer? —Murmurou Hiroshi dando mais um passo.

—Você estará bem longe quando isso ocorrer, seguro. Ele não é problema seu, é do seu irmão.

— Lá é meu lugar, eu não tenho opção Kyo, — Falou Hiroshi, os olhos verdes encarando o nada como se não enxergassem.

—Você tem sim Hiroshi — Sussurrou Kyo andando na direção do menor, por alguns instantes a possibilidade de ser empurrado de volta ao local em que estava veio a mente de Hiroshi, fazendo o ruivo encolher-se quando a mão de Kyo fora em sua direção.

Mas tudo o que sentiu foi o leve roçar do corpo do outro quando Kyo lhe abraçou por trás, a cabeça descansando sobre a curva de seu pescoço, sentia um carinho desconhecido sendo-lhe transmitido em um conforto, sentia os pelos se arrepiarem com a respiração em seu pescoço.

—Qual? —Questionou ouvindo nada além do silencio, sentiu os braços envolta de si lhe apertarem em um abraço mais firme, quase que desesperado.

—Fique comigo.

—...

—Eu prometo te proteger e nunca te machucar Hiroshi, mas se você for para lá não poderia cumprir minha promessa, não poderei estar ao seu lado quando precisar, não poderei cuidar de ti, não poderei deixar quem eu amo em segurança com você distante de mim.

Aquelas palavras pareciam tão amorosas que nem de longe lembravam a imagem que conhecia de Kyo, desconfiado, retraído, quieto, frio. Veio-lhe na mente a possibilidade do outro não estar falando serio, de ser uma brincadeira no qual ele começaria rir ao notar como suas bochechas haviam corado com tal comentário.

Mas nenhuma atitude assim veio, ele não voltou atrás das palavras firmes que recitara, nem ao menos desfez o abraço que já estava demasiadamente apertado. Nem o próprio Kyo acreditara que realmente havia dito tudo aquilo, que havia conseguido falar sem nem gaguejar.

—Eu não sei o que fazer Kyo — Admitiu Hiroshi quase tão baixo que se não fossem as orelhas felinas do outro não teria escutado. Sentiu os braços do Shirian distanciarem-se de si, e quase que imediatamente xingou-se de todas as palavras possíveis por ter deixado tal frase sair. A visão embaçou-se e não precisava refletir muito para saber que começaria a chorar a qualquer instante, fechou os olhos em instinto na vã tentativa de reprimi-las.

—Abra os olhos Hiro —Pediu Kyo vendo o ruivo negar em um maneio —Olhe para mim — Ditou por fim, sentindo as pernas fraquejarem ao ver aqueles olhos novamente em lágrimas — Você gosta de mim? —Perguntou já sabendo a resposta, reprimiu um sorriso que insistia em crescer por seus lábios quando o menor enrubesceu envergonhado acenando em consentimento — Você me ama? —E novamente a resposta afirmativa — então ficará comigo? — Perguntou por fim.

Por mais que o “sim” quisesse sair por seus lábios Hiroshi não conseguiu responder, a palavra parecia inteiramente pesada naquele instante como se o rumo de sua vida dependesse dessa decisão.

Só que não foi preciso dizer, o corpo esticou-se nas pontas dos pés para alcançar os lábios de Kyo que retribuiu o beijo com fervor, deliciando-se com a resposta muda, com o gosto dos lábios do menor, com a forma desajeitada que o ruivo equilibrar-se pela sua baixa estatura para lhe beijar.

—Isso é um sim? —Perguntou o Shirian receoso

—é um talvez Kyo, mas eu tenho que voltar pra lá.

—Não, não tem.

— tenho sim, minhas coisas estão lá — Murmurou Hiroshi.

— Você não precisa delas —Argumentou o Shirian — Tudo o que você precisa está aqui.

—E o que seria?

—Eu — Falou Kyo sorrindo enquanto puxava Hiroshi para si. O ruivo sorriu maneando a cabeça de um lado pro outro com um sorriso, recuou um passo segurando a mão do Shirian, o puxando em direção ao fim da floresta. —Eii isso significa que só eu não sirvo?

—Significa que preciso fazer algo antes de qualquer coisa.

E longe dali tudo o que ele ouvia era o tic-tac no relógio ao fundo da sala, o vento que entrava pela janela lhe bagunçava os cabelos louros e jogava as folhas brancas da mesa no chão, a garrafa de vinho virada ainda derrubava o liquido no tapete manchando-o, mas ele não se importava.

Os olhos fundos já não deixavam transparecer a beleza das íris azuis claras, em contraste com a pele branca podia se notar as fundas olheiras daquele jovem que não havia conseguido dormir.

O lampião fraco tentava iluminar a sala não conseguindo tirar a escuridão do local, o máximo de êxito que a luz obtinha era a de criar breves sombras, destacando nada mais do que Dilan, que se encontrava jogado de forma desajeitada na poltrona.

O rosto voltado para cima encarava o lustre que cintilava no teto, o vento o atingia fazendo-o balançar de um lado para o outro ameaçando cair, coisa que no caso estava fora de questão.

Um suspiro deixou os lábios do jovem que inutilmente tentou novamente dormir sem obter sucesso, e pela centésima vez ergueu-se caminhando em direção a mesa, recolhendo folha por folha que voava dela ao chão.

Nada fazia sentido, nada se encaixava, era como se tivesse juntado todas as pistas e montado um quebra cabeça, e só então percebeu que tudo o que obteve eram apenas mais perguntas ao invés de respostas.

Qual seria seu próximo passo? O que ele faria? Sentou-se ao chão não se importando com a roupa que se manchava com a poça de vinho ao seu lado, a mão apanhou todas as folhas novamente e releu linha por linha, mesmo sabendo que já havia decorado tudo, que não tinha deixado nada passar.

—Edward, o que está tramando? —Perguntou Dilan em voz alta. Ele já tinha tudo, tudo o que ele havia feito, mas não passava de provas fracas, antigas, precisava se livrar dele antes de torna-se rei, se não, seria tarde demais.

Jogou as folhas para o alto vendo-as cair lentamente a sua frente, planando no ar até atingir o chão. Precisava falar com Alexander, talvez ele descobrisse, talvez soubesse o próximo passo do outro, talvez...
Tsc, não, sabia que não era por isso, sabia que queria vê-lo por mais, mas que droga, aquilo não podia estar acontecendo, não com ele, não entre eles.

Dilan se ergueu sem rumo, sentiu as pernas fraquejarem dormente antes de se firmarem, e quase no mesmo instante que ele se ergueu, ele foi ao chão.

Os olhou se estreitaram enquanto os lábios se comprimiam abafando um arquejo de dor, os dedos resvalaram por toda sua perna até parar na agulha fincada na mesma, aquilo não podia estar acontecendo.

Apoiou a mão no chão tentando se erguer, porém sua perna não respondia, a dor aos poucos se alastrou pra todo seu corpo e Dilan se encolheu no chão sem conseguir conte-la

—Já faz algum tempo... — murmurou o homem na porta, imerso na escuridão — ... que não te vejo tão indefeso como agora, Dilan.

Automaticamente o príncipe parou de se mover, as írises ficaram opacas por alguns segundos perdendo seu brilho azul antes de se fecharem para conter mais uma vez a onda de dor que passava por seu corpo.

—Até que foi um alvo fácil apesar de tudo, dispensar todos os empregados, tsc, tão previsível. Você sempre fazia isso pra resolver algum enigma , não sabe como foi entediante ter que pedir que vigiassem durante meses todos os dias essa casa esperando por uma deixa, uma deslize, que finalmente você cometeu...—Agora o tom de voz era mais brando enquanto se aproximava de Dilan, o corpo aos poucos sendo iluminado pelo lampião do cômodo. —Alias devo me sentir lisonjeado por ser eu que está lhe tirando o sono, não devo? —Questionou Edward sorrindo.

Abriu a palma da mão deixando mais dardos e agulhas caírem fazendo um eco mudo no chão de madeira. Deliciando-se ao sentir os olhos de Dilan fixados em si.

—Se eu fosse você não se debateria muito, o veneno se espalha mais rápido assim —Completou Edward rindo — Devo dizer que estou desapontado, quando testei nos guardas da entrada eles soltaram gritos tão apetitosos que tive que cobrir a boca deles para não fazer tanto barulho. Mas como sempre você se recusa a gritar, não é? Ahh isso me trás boas lembranças.

Edward se reencostou na estante de livros encarando a sua volta, um sorriso pairava em sua face enquanto um brilho resplandecia em seu olhar.

—Você se lembra, não lembra? Sei que se lembra, ainda posso ouvir seus gritos, eram deliciosos — Provocou Edward abaixando-se, a mão tocou a face de Dilan que tentou afastá-la recebendo em resposta uma nova onda de dor em seu corpo — O que eu disse sobre não se mexer? Tsc tsc, você sempre foi tão obediente, principalmente quando envolvia aquele garoto.

Os olhos de Dilan se arregalaram e ele ergueu-se segurando Edward pela gola da camisa, os lábios cortaram pela intensidade com que seus dentes se trincaram e um grito deixou seus lábios.

—Cale a boca —Bradou Dilan sentindo as mãos tremerem fracas por mais que tentasse fechá-las com mais força envolta do tecido de Edward.

—Eu falo sobre você e não reage, mas basta mencionar aquele bastardo que você... —Começou Edward desviando do Soco de Dilan —...Perde o controle —Afirmou Edward sorrindo.

—O que você quer ? — Ladrou Dilan fuzilando-o com os olhos, em segundos sentiu seu corpo ser jogado no chão, de modo tão brusco que sua cabeça rodou por alguns segundos enquanto sentia uma liquida escorrer por sua testa, sangue. Novamente tremeu sentindo a lamina fria da faca roçar em seu pescoço.

—É daqui a um mês não é? —Pensou Edward alto — O que aconteceria com o trono se o herdeiro tão querido fosse assassinado?

—Você não vai me matar — Retrucou Dilan estreitando os olhos

—E o que te faz pensar isso?

—Se fosse me matar já teria feito — Falou Dilan, os olhos de Edward cerraram-se enquanto a expressão ficava cada vez mais seria, um sorriso lhe veio a face, um sorriso doentio.

—Estou fazendo agora, e dessa vez não terá nenhum soldadinho pra lhe salvar.

Notas finais
*silencio* '^'