O Último Bount
2 Capítulo 2 - Joukaichou
O alerta geral fora soado.
- Todos os capitães apresentem-se imediatamente, todos os tenentes presentes a seus postos.
Duas fileiras de capitães fora formada na sala de reunião, mas nem todos os capitães estavam presentes.
- Onde estão o capitão Hitsugaya e Ukitake? – Começou Yamamoto
- Ukitake está um pouco doente e sentiu que não deveria comparecer – Apressou-se Soi Fon – E o capitão Hitsugaya está de repouso, segundo a capitã Unohana.
- Sim – Começou Unohana – Kuchiki Rukia está de cama, pois a zanpakutou do arrankar encostou de leve no seu pulmão além de queimar todos os músculos em volta. Já o capitão Hitsugaya se encontra em repouso, pois seus músculos estão desgastados depois de usar muito shunpo.
- Espero que ele se recupere logo, mas ainda assim eu quero que ele seja informado sobre esta reunião assim que a mesma acabar... Mas não estamos aqui para falar de enfermos. Um intruso invadiu Sereitei e roubou uma zanpakutou do depósito. Os portões foram lacrados à base de kidou e a missão de vocês é eliminá-lo o mais rápido possível, podendo usar todo o poder necessário. Já que ele ultrapassou a barreira, devemos considerar que ele tem um alto poder espiritual. Kurotsuchi, seu esquadrão está responsável pela busca do inimigo e Soi Fon, seu esquadrão está responsável pela sua captura. Alguma pergunta?
Kyoraku abaixou o seu chapéu
- Humpf! – Começou por baixo do chapéu – Por que esse intruso deveria aparecer numa noite tão linda como essa?
- Alto poder espiritual? – Kenpachi riu – Isso significa que ele é forte!
- Se não há mais comentários dispensáveis, esta reunião está temporariamente encerrada. – Yamamoto bateu seu cajado no chão.
Em uma sala um pouco menor, os tenentes Abarai Renji, Matsumoto Rangiku, Yachiru Kusajichi, Kurotsuchi Nemu, Hisagi Shuuhei, Ise Nanao e Omaeda Marechiyo estavam reunidos recebendo ordens diretas da capitã Soi Fon.
- ... Portanto, se algum de vocês se encontrarem com esse desconhecido, não hesitem. Essas são as ordens do General.
- Ahn... – Começou Renji – Mas se os portões foram lacrados, como os tenentes que estão ausentes em outras missões, retornarão ao Sereitei?
- Eles não retornarão. Os guardas foram avisados do que está acontecendo e para impedir a fuga desse desconhecido, eles não poderão abrir os portões nem que seja para um capitão ou tenente que esteja do lado de fora.
- Mas se ele passou pela barreira de kidou para entrar, ele não pode simplesmente passar de novo para sair? – Perguntou Rangiku
- Não mais, seja lá, qual for o tamanho do seu poder, foi colocada uma barreira de nove camadas sobre o Sereitei, fora a própria proteção de kidou que a envolve. Omaeda, venha comigo, precisamos passar as ordens para os nossos subordinados, e Rangiku, faça o mesmo, já que o seu capitão está de repouso temporariamente.
- Entendido.
Longe dali, no departamento de Pesquisa e Desenvolvimento Tecnológico, todos trabalhavam arduamente sob o comando do capitão Mayuri.
O capitão estava digitando códigos em seu computador principal, enquanto que a tenente monitorava os subordinados.
- Não podemos desapontar Mayuri-sama.
- Ei, Nemu, cale a boca, está me atrapalhando.
- Sim, Mayuri-sama.
Uma explosão na parede. Algum lugar não muito distante dali, Renji ouviu um barulho de explosão e seguiu para o local.
De volta ao Departamento de Desenvolvimento Tecnológico, Mayuri não tirara o olho da tela de seu computador, mas Nemu fora até a parede explodida para ver o que estava acontecendo.
- Ei, Nemu, acho que ouvi alguma coisa. Vá ver o que é!
- Sim, Mayuri-sama, já estou investigando... – Nemu gritou e voou pelo salão caindo desacordada ao lado do seu capitão.
Mayuri olhou para o chão.
- Idiota! – murmurou, virando-se e indo em direção à parede explodida.
Olhou atentamente sem chegar muito perto.
- O que está acontecendo aqui?
Um dragão de gelo surgiu do nada e atacou Mayuri que usou shunpo e desviou. O dragão bateu no computador principal e congelou toda a parede. Pela primeira vez naquele mês, Mayuri se impressionou com alguma coisa.
- Hyourinmaru?
Um vulto preto pulou e foi em direção ao computador principal.
Mayuri viu apenas um corpo de pé com uma capa de viagem preta.
- Não sei quem você é, mas eu não pretendo economizar nem uma gota de poder contra você. – disse sacando lentamente sua zanpakutou.
- Eu não pretendia sair daqui sem enfrentar você. – Disse. Pela voz, Mayuri soube que era um homem.
- Kakimushire Ashisogi Jizou! – Sua espada se transformou no rosto de um bebê, no qual saíam três katanas contorcidas e soltava uma fumaça venenosa de cor roxa.
O homem se virou, revelando um sobretudo preto cobrindo roupas escuras e uma zanpakutou na cintura. O rosto moreno exibia um sorriso de deboche. Os cabelos castanhos escorriam pela cabeça pequena.
O homem sacou sua zanpakutou e a rodou no ar.
- Mae Sode no Shirayuki – uma fita branca apareceu no protetor e sua lâmina ficou branca. – Tsugi no Mae – Fincou a zanpakutou quatro vezes no chão. – Hakuren.
A névoa de gelo avançou contra Mayuri, fazendo alguns de seus subordinados (assustados) se congelarem atrás dele, entretanto, Mayuri não estava mais ali.
O capitão reapareceu ao lado do homem, que cortou o ar fazendo sair um arco de gelo cheio de espinhos que fora quebrado pela Ashisogi Jizou de Mayuri.
Mayuri golpeou com sua zanpakutou no braço do homem que usou shunpo e reapareceu atrás dele golpeando suas costas, mas Mayuri percebeu a tempo e se virou bloqueando o ataque. O impacto fora tão forte que quebrou todo o gelo que estava na parede.
- O que é você? – Perguntou Mayuri aborrecido
- Você vai saber, mais cedo ou mais tarde! – O homem fez mais força com sua zanpakutou empurrando Mayuri para longe, jogando-o contra a parede.
Mayuri deu um Back-Flip apoiando-se na parede e pulando de volta, chutou o homem misterioso que fez menção de fugir, mas fora agarrado pelos pés por Nemu, que acabara de acordar.
O homem recebeu um chute no rosto e um corte da zanpakutou de Mayuri no braço direito, que ficou imobilizada.
- Seu desgraçado! – Urrou o homem – vou acabar com sua vida.
Mayuri ficou indiferente.
O homem gritou e cortou os braços de Nemu fora, que rolou de dor. O homem usou shunpo e apareceu próximo à parede explodida. Mayuri sorriu.
- Hyourinmaru, Sode no Shirayuki. Que outra zanpakutou você tem pra me mostrar?
O homem sorriu
- Que tal ser meu mais novo experimento? – Disse Mayuri chamando-o – Prometo que só vou drogá-lo dezessete vezes ao dia. Eu até vou deixá-lo comer uma vez na semana. Que tal?
- Só pode estar brincando! Bankai!
- Bankai?
- Daiguren Hyourinmaru! – O homem misterioso recebeu a armadura de gelo com duas asas, que normalmente pertence a Hitsugaya Toshiro. – Some no Mae, Tsukishiro! – Disse ele, fazendo um movimento horizontal com a zanpakutou.
Um círculo branco apareceu aos pés de Mayuri, mas quando o mesmo tentou se esquivar, um pilar de gelo aparecera e ele fora congelado.
Os poucos subordinados que ficaram assistindo a luta do capitão, fugiram apavorados.
“Idiotas”, pensou.
O homem viu um vulto aparecer no meio do salão e do lado do pilar de gelo, estava postado o tenente do 6º esquadrão, Abarai Renji.
- Hadou #31, Shakkahou.
O pilar de gelo explodiu e Mayuri, usando shunpo para aparecer ao lado do homem, atacou-o com todas as forças. O golpe fora bloqueado facilmente pela asa de gelo. O homem fez a asa abrir e jogou Mayuri longe.
- Capitão Mayuri! – Gritou Renji
O tenente não estava entendendo nada. Nemu perdera as duas mãos e estava ensangüentada e desacordada no chão. O gelo estava distribuído por todo o salão, o homem usou um golpe da zanpakutou de Rukia e o pior de tudo: usava o bankai do capitão Hitsugaya. Vendo que Mayuri lutava contra ele, Renji concluiu que o homem de bankai ativo, deveria ser o inimigo.
Mayuri se levantou.
- Agora você me deixou furioso! Bankai, Konjiki Ashisogi Jizou!
Uma lagarta gigante com cabeça de bebê apareceu, ocupando a maior parte do espaço do salão.
- Hoero Zabimaru! – Gritou Renji esticando sua zanpakutou já transformada no homem misterioso.
O homem defendeu com sua asa e, com um sorriso no rosto devolveu o ataque:
- Hoero – Disse calmo – Zabimaru!
A espada que estava na sua mão, se transformou e tomou a mesma forma que a do tenente Abarai.
O homem esticou sua espada na direção de Renji, que com a sua bloqueou o ataque.
“Mas como ele consegue?”
Com o impacto do bloqueio, Renji fora jogado contra o computador, danificando um pouco da tela.
- Só serve pra atrapalhar – Murmurou Mayuri, notando que a Zabimaru de Renji estava congelada.
Mayuri apontou sua zanpakutou para o homem.
- Phobido! Preciso de você aqui! – Disse baixinho. – Não vou conseguir conter dois ao mesmo tempo. Ryuusenka!
O homem avançou contra a enorme lagarta que vinha em sua direção com cem lâminas apontadas para ele, todas recheadas de veneno. A armadura de gelo o protegia, enquanto ele voava rapidamente pelo corpo da lagarta, cortando-a ao meio. Prendeu a respiração para não inalar o veneno, embora tenha recebido uns dois arranhões no rosto. Quando chegou ao final do corpo do monstro, o homem caiu, vendo que a lagarta estava completamente congelada e cortada ao meio.
O homem se levantou e viu uma sombra de forma humanóide envolvendo Mayuri. Phobido, tinha feito sua parte. Mayuri caiu desacordado no chão.
Renji estava se levantando lentamente.
- Mas o que?
- Daiguren Hyourinmaru!
Um dragão de gelo, maior do que o anterior, surgiu e congelou Renji e o computador principal.
- Phobido, descubra pra mim, onde está o Joukaichou!
- Joukaichou? – Disse a forma humanóide, que envolvera Mayuri – Tudo bem... – Phobido nada disse, estava se concentrando com os olhos fechados. Quando abriu os olhos vermelhos, disse por fim: — Está lá embaixo.
- Obrigado. Ah, sim! Já ia me esquecendo. Obrigado por me dar mais uma zanpakutou. Zabimaru poderá me servir futuramente. Você também copiou o kidou que o jovem lançou?
- Sim!
- Então tudo bem. Pode ir, logo virão mais Shinigamis. Descanse um pouco.
- Sim, Ariel!
E a sombra desapareceu.
Ariel olhou para baixo apontando a palma de sua mão para o chão.
- Hadou #31, Shakkahou!
Um fogo vermelho fez um buraco no chão. O bankai de Ariel se fora.
Ariel se desequilibrou e caiu. “O veneno está se espalhando.”
Partículas espirituais surgiram de todos os lados e o envolveu, enquanto ele caía. Quando chegou ao chão, o barulho foi alto, pois o local estava deserto e as partículas espirituais ainda o envolviam.
Quando se levantou sentiu seu braço vibrar. As partículas espirituais não iam mais ao seu encontro. Não havia nenhum arranhão em seu rosto, suas roupas estavam inteiras e o veneno já não fazia mais efeito.
- Desperte Solaris.
Sua zanpakutou estava agora, pegando fogo. Ariel Apontou a zanpakutou flamejante para o centro da enorme sala. Uma bola de fogo surgiu e abriu um buraco naquele local. Lá dentro, um símbolo vermelho brilhava fracamente.
- Merda! Lacraram o Jokaichou! – Ariel respirou fundo de olhos fechados – Tudo bem. Existe um outro modo.
Ariel deu as costas para o Joukaichou e foi-se embora.
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