O voluntário

11 Acordo com um banho de água fria, e um toque de vingança


– America's suitehearts

You could've knocked me out with a feather.
I know you've heard this all before, but we're just Hell's neighbors.
Why, why, why won't the world revolve around me?
In my dreams trees grow all over the streets.

– Fall Out Boy

Acordo com um banho de água fria, quando vejo, estava Helena e Nick com um balde na mão, vazio, e na ponta da minha cama.

– Ei!

– Me agradeça, ele queria desenhar um óculos, bigode chifres e barba na sua cara de caneta.

– Nossa que amigos- eu respondo, limpando a cara.

– O que foi, você está com cara de assustado- diz Helena

– Eu to bem, só tava de boa dormindo e do nada brota água na minha cara.

– Cara, eu tive um sonho horrível essa noite- diz Helena.

– Sonhou com o que, com o Nick?- eu digo

– Hahaha, sem graça.

– Então porque eu estou rindo?- responde Helena.

– Porque você é idiota- ele responde.

Então Helena empurra Nick da beliche e ele cai de cara no chão.

Começo a rir.

– Então o que foi, que você sonhou?- pergunta Nick se levantando.

– Com a minha morte, não que eu nunca tenha sonhado com isso, mas dessa vez foi diferente, foi tão real, eu até sentia a dor de como é ter uma faca enfiada um pouco a baixo do seu coração, e você sofrendo, com a pessoa te esfaqueando em lugares só para ferir gravemente, e não matar, para torturar mesmo, depois ela pegou e me enforcou com um pedaço de corda, enquanto saia sangue da minha boca.

Ela pula da beliche.

– Ai ela deu um grito no meio da noite e não conseguiu dormir mais- completou Nick.

– É claro que eu não consegui, se fosse pelo sonho estava tudo bem, mas olho para o lado e você estava passando a mão no meu cabelo, é para se assustar mesmo.

– A eu não sou tão feio assim.

– Eu não disse que você é feio, eu só não quero namorar, será que é tão difícil de você entender?

– O que tá acontecendo- pergunta Ártemis levantando, com voz de sono.

– É assim que se desse de uma beliche, Nick- diz Helena pulando da beliche, e o empurrando na cama.

– Porque você está todo molhado?- pergunta Ártemis para mim, que estava descendo da cama também.

– Porque esses dois, jogaram um balde de água em mim.

– Legal, da próxima vez vocês me acordam, eu quero rir da cara dele também.

– Nossa mas que amigos você em.

– Amigos são para isso, se você cair estaremos lá, para rir da sua cara- diz Helena.

– Deita aqui gata- diz Nick para Helena, eu e Ártemis ficamos tentando segurar a risada.

Ela pega um travesseiro e lhe da uma travesserada.

– Então é guerra né- diz Nick tacando um nela.

– Para, eu não vou brincar de guerra de travesseiros.

Ele a puxa para sima de si na cama, e lhe da um beijo, ela sai de cima e deita do lado dele.

– O que é que vocês estão fazendo?- eu pergunto com zoando.

– O Nick é um idiota.

– Você já disse isso- ele a puxa para cima de si de novo, mas ela se solta.

– Se forem para fazer isso, façam de noite, ou deixem eu sair do quarto- eu digo fazendo uma cara estranha.

– Nick, não vai fazer nada, não é- ela se levanta arruma a jaqueta e mostra os dentes para ele como um cachorro prestes a atacar.

– Vou tomar banho, licença- ela diz se soltando dos braços dele, e pegando uma toalha.

– Droga!- Escuto ela gritar la de dentro- água fria é horrível.

Depois de mais ou menos trinta minutos Helena sai do banheiro, com a mesma roupa que estava, Nick ainda estava deitando na cama, e ela mostra o dedo do meio para ele, eu começo a cair na risada. Mas tudo que é bom dura pouco, porque aparece Patrick na porta do quarto.

– Gente!!!- grita Patrick batendo na porta e entrando com tudo- rápido corram para o sótão os homens das cavernas estão chegando, acho que seguiram os rastros de sangue.

– Vai se levanta logo Nick- diz Helena estendendo a mão a ele para ajuda-lo, ele a puxa para cima de si, e ela da um tapa na cara dele.

– Você teve sorte de não ser um soco.

– Anda logo!- grita Patrick.

– Onde está o Harry?- pergunta Ártemis.

– Ele está pegando um kit de primeiros socorros, e um pouco de comida, está nos esperando no sótão.

Helena pega as roupas que tinha lavado ontem, eu acho, e todos saímos correndo do quarto.

No sótão, tinha uma escada, e Harry já nos esperava lá embaixo, era muito alto, com certeza Helena iria ter um ataque.

– Anda logo Helena!- grita Nick.

– Eu não vou descer nisso.

– Para de enrolar!- diz Harry lá embaixo.

– Já que você vai ficar enrolando ai, deixa que eu desso logo essa escada- eu digo, começando a descer os degraus.

– Patrick, será que não dava para fazer uma saída de emergência pelo subterrâneo?- ouso Helena resmungando.

Enquanto desso as escadas, Patrick desse atrás, depois Ártemis e Nick, até que só fica a Helena.

– desce logo!- grita Nick.

– Prefiro pular!- ela grita de volta.

– Então pula!- eu grito

– Eu fui sarcástica se você não entendeu.

– Isso não foi nada sarcástico.

– Pula logo, caralho!- grita Nick

Então Helena começa a descer as escadas, que balançavam muito, sabe aquelas escadas de emergência, aquelas de corda que os escoteiros aprendem a fazer, então eram uma escada dessas, até que Helena tinha razão para não querer descer.

Quando ela finalmente chega no chão saímos correndo, sem rumo, e sem saber onde poderíamos parar.

– Para onde vamos?- pergunta Ártemis.

– Vamos ficar escondido, não temos outra opção, só não sei onde- diz Harry, dando uma saco com comida para Patrick levar.

– Vamos ser mendigos na lua- diz Nick.

– Para de ser idiota- responde Helena

Corremos sem parar por um bom tempo, até que vemos que estamos em um lugar seguro, e sentamos no chão para descansar.

– O que é aquilo?- pergunta Ártemis se sentando no chão para descansar.

– Aquilo o que?- eu pergunto me sentando junto com todos.

– Lá no fundo voando, vermelho, gigante.

– Não, não pode ser- diz Nick

– O que?- Helena pergunta.

– Não, não acredito- diz Nick de novo.

– Para de ficar fazendo suspense e fala logo o que é a porra da coisa vermelha- diz Helena, delicada como sempre.

– Parece um dragão, daqueles de desenhos animados, que cuspiam fogo e tudo mais.

– Não pode ser- diz Patrick- agora eu sei porque os homens das cavernas não nos seguiram, estamos em um lugar muito perigoso, que nem os caras de macaco vem aqui, é uma floresta, onde tem dinossauros, insetos gigantes, crocodilos enormes, um mar com tubarões 5x maior que o tubarão branco

– Mas o que o dragão está fazendo aqui, ele não é dessa era- diz Harry

– Então, vamos sair daqui- diz Helena se levantando.

– Ou é sair daqui e morrer lá, ou ficar, e tentar sobreviver aqui- diz Patrick.

– É não temos muitas opções- Nick responde.

– A eu acho legal ficarmos aqui, pelo menos, vamos achar uma aventura, e morrer com honra- diz Helena.

– Mas você não disse agora pouco que queria sair daqui?- pergunta Nick.

– Mas se for morrer aqui ou ser cobaias dos caras de macaco, prefiro morrer aqui.

– Tá bom, então estou indo para encontrar os caras de macaco, alguém vem junto?- diz Nick

– Para de ser idiota- responde Helena, dando um soquinho nele.

– Então, vamos andando?- ela pergunta.

– Calma ai, o guerreira, tenho que pegar folego tá- diz Ártemis.

– To com sede- eu digo.

– Patrick, tem água ai?- Nick pergunta.

– Vamos ver se encontramos aguá lá, porque aqui tem pouca- diz Harry.

– Aqui, aqui não, mas se entrarmos na selva com certeza tem- diz Patrick, apontando para um emaranhado de cipos.

– Aqui tem selva?- Ártemis pergunta.

– Não, é claro que não tem, tá vendo aquele emaranhado de cipos, então é a cabeça da medusa.

– Hahaha, sem graça.

– Não quero estragar a conversa mas aquele bicho está vindo na nossa direção- diz Helena.

– Droga, corre- diz Nick.

– Não, Nick, não corre, ele enxerga embaçado, se não nos movermos e nem falarmos nada, ele não vai perceber que estamos aqui- eu digo.

– Pelo o que eu sei, isso se aplica ao T-rex, seu burro, e não a dragões — diz Helena.

– Corram todos, de novo!- grita Harry.

E saímos correndo em direção ao emaranhado de cipos, com um dragão atrás de nós.

Notas finais
Tradução da música: Queridinhos da América Eu sei que você já ouviu tudo isso antes, mas nós somos vizinhos do inferno Porque o mundo não gira ao meu redor? Nos meu sonhos, as arvores crescem por todas as ruas