O voluntário
19 Entramos num inferno Dragoniano
Notas iniciais
– On top of the world
I could gave up then but
Then again I couldn't have 'cause
I've traveled all this way for something
– Imagine Dragons
Lembra quando disse que fariamos uma "visitinha" na era do gelo? Então, a pior coisa que fizemos foi colocar Patrick como guia.
– Patrick, você tem certeza que é por aqui?- pergunta Ártemis.
– Não.
– Como assim?
– Eu nunca vim para cá, não sei o caminho direito, e essa bússola de agulha com imã e água, não está dando muito certo.
– como assim você não sabe o caminho?- ela grita.
– Se você acha facil, vem aqui e ache o caminho.
Ártemis não discute mais. Eu estava andando de cabeça baixa e chutando algumas pedras, ainda pensava na morte de Helena, que tinha sido por minha causa.
Tropecei e cai em Ártemis.
– Ai Austin! sai de cima de mim, e presta atenção por onde anda!
– Desculpa, mas você também, tá parecendo a Helena, tá andando e do nada para.
Ela da de ombros.
– Gente, aqui é a divisa de Eras- diz Harry, eu fiquei tipo: Divisa de eras? Existe isso?, mas decidi não falar nada- Vamos passar em silencio e rápido, os dinossauros mais brutais e assassinos costumam ficar aqui. Lembram do Espinossauro que estava na divisa de eras? Então, deve ter algum por perto.
Não, eu não lembrava do dinossauro no começo da era Jurássica. Andamos em silencio, pisando de leve e olhando para todos os lados. Era como uma caverna gigante de rochas que levava para a próxima era. Mas tudo que é bom dura pouco, faltando uns onze metros para chegarmos na próxima era, brota um Carnossauro.
– Que droga, esses bichos não dão um tempo- resmunga Nick.
– Corram!- grita Ártemis. O animal era rápido, mas estava distante demais de nós, quer dizer, nem tão distante, que em poucos segundos já estava na nossa cola.
Pulamos para fora da caverna, já caímos direto num chão vermelho todo rachado e com vários vulcões.
O animal havia parado na frente da caverna, mas não a atravessava, ele ficou parado, "rugindo", ainda não sei o barulho que os dinossauros fazem. Mas não chegava perto de nós.
– Nick! Eu não sou um sofá!- grita Ártemis. Quando me viro para ver os dois, Nick estava sentado nas costas de Ártemis.
– Desculpa, deusa virgem da caça- com isso ela soca a cara dele.
– Então aqui é tal dos dragões, legal, que lugar lindo e encantador- digo com ironia.
– Porque o dinossauro não atravessou?- pergunta Nick limpando a blusa.
– Se ele atravessar a era vira pó- responde Patrick
– Então porque nós conseguimos?
– Ha pergunta que eu ainda não sei responder, ok.
– Mas porque aquele dragão estava voando na era dos caras de macaco?- pergunta Nick.
– Porque você acha que eu fiquei boquiaberta?
Nick da de ombros, coloca a mochila nas costas e começa a andar.
– Aqui não tem o menor sinal de vida- digo a Nick.
– Não era para a lua ter o menor sinal de vida.
– Não seria legal de ela tivesse uma parte de queijo?- ele completa logo em seguida.
– Isso seria demais.
E assim partimos, em direção ao gelo, num lugar sem nada, numa era cheia de vulcões e até agora não vimos nenhum dos dragões. Olha rimo.
– Vamos andando, há uma longa caminhada com corridas pela frente- diz Patrick.
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