O vazio que nos consome.
2 Aos poucos o mundo vai caindo.
Notas iniciais
Lizzy saiu e virou à esquerda, para o parque. "Não estou com cabeça para aturar professores hoje", pensou, enquanto olhava o chão de alcatrão.
Pegou no maço de JSP, e quando abria o bolso da mochila para ir buscar o isqueiro, foi contra um senhor.
– Veja lá por onde anda. — Disse ela, claramente irritava. Não obtendo desculpas da parte do homem, levantou a cabeça até lhe chegar ao rosto com o olhar.
Lá estava ele. De cabelo loiro, como o dela. Os olhos azuis escuros dela, que ela sabia que a mãe odiava por fazê-a relembrar o passado. Era ele, sem dúvidas.
Lizzy recuou um pouco, começando a ficar com os olhos embaciados. Deixou cair o cigarro e pousou a mochila no chão, apoiando as costas no muro de uma casa.
– Eli... — Disse o senhor, avançando para ela.
– Porquê agora?! — Gritou ela, sentando-se no chão, chorando. — PORQUÊ AGORA, PAI?!
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