— Eu começo... — Disse Ângela.

— Os gêmeos ao seu lado se chamam: Marina e Marcos, os chamamos de os gêmeos magos. Um dia eu estava na escola quando ouvi eles cochichando entre eles essa história do ultimo homem puro, me aproximei e depois de insistir um pouco me contaram tudo, eu não acreditei inicialmente mas eles resolveram me provar que sabiam praticar feitiços de verdade e... Bom, me provaram, foi quando eu decidi ajuda-los a encontrar esse tau homem. — Ângela explicou.

— Mas e ele? — Adam perguntou referindo-se a Ricardo.

— Eu ouvi elas conversando uma vez, e sabe como é, eu não recuso uma boa aventura. — Ricardo falou.

— Você só esqueceu de dizer que zuo a gente e ameaçou contar pra todo mundo que nós éramos loucos. — Desabafou Marcos.

— É, mas vocês provaram que estavam falando a verdade então. — Ricardo continuou.

— Depois nos chantageou para entrar na turma. Ameaçou contar pra todo mundo se nós não o deixássemos entrar. — Marina falou.

— Vamos esquecer isso? Eu emprestei a vã e meus serviços como motorista, além disso estamos indo para minha casa que eu gentilmente cedi. — Ricardo se defendeu.

— Bom apesar de algumas confusões nos encontramos você... Alias qual é mesmo seu nome? Ângela perguntou.

— Adam, e essa é a Sophia. — Ele respondeu.

— Sophia... Bom, acho que agora é hora de você nos dizer quem é. — Ângela falou para Sophia.

— Eu sou uma anjo. — Sophia falou.

— O quê? — Perguntou Marina.

— Uma... Mulher anjo? — Marcos também estava curioso.

— É ela é sim. Ela e outro anjo entraram na minha casa e me contaram essa história doida de... Bom em fim, depois desse outro anjo... Matar meu pai. Nós fugimos dele e dos demônios que estavam atrás de mim. — Adam baixou a cabeça, mas apesar de muito triste ele não iria chorar, não adiantaria ele pensou.

— O pai dele estava possuído por um demônio por isso o anjo teve de mata-lo. De qualquer forma Adam estava certo, a forma como os anjos planejavam confina-lo era desumana por isso nós fugimos e eu venho protegendo ele desde então. — Sophia explicou.

— Eu sinto muito... Adam. — Ângela falou um pouco sem jeito.

— Tubo bem isso é... Bom. — Adam não sabia o que dizer.

— Bom, com uma ajuda como a sua nós temos ótimas chances. — Disse Marcos tentando quebrar o clima ruim.

— Por falar nisso. Todas as anjas são assim gostosinhas como você? — Ricardo perguntou em um tom de deboche.

— Todas as anjas podem te matar só com o olhar. — Sophia respondeu.

— Poderia dormir sem essa em Ricardo. — Ângela falou em tom de brincadeira.

Todos riram inclusive Adam, Sophia o olhou ela ainda não o avia visto sorrir daquela forma, a alma dele brilhava intensamente. Algumas horas depois eles chegaram à casa do Ricardo, era um lugar grande, entraram na sala bem iluminada, uma TV de 50 polegadas ficava embutida na parede.

— Bom e qual é o plano? — Ricardo perguntou.

— Nos viajávamos em um corro protegido contra rastreamento magico, e nunca ficávamos no mesmo lugar. — Adam falou.

— É me parece um ótimo plano. Nós pegamos todo o dinheiro que juntamos aqui na casa do Ricardo e fugimos com vocês. — Disse Ângela.

— Não, espera isso não é uma boa ideia. Vocês estão falando em largar suas vidas... — Adam tentou argumentar, mas foi interrompido.

— Para proteger o mundo e ainda viver uma aventura. — Ângela falou.

— Tem demônios atrás de mim, eles podem machucar vocês. — Disse Andam.

— Não se tomarmos cuidado, além disso, todos aqui estão dispostos a fazer o que for preciso. — Ângela concluiu.

— Isso ai... — Disse Marina.

— Com certeza. — Complementou Marcos.

Alguns segundos de silencio, todos passaram a encarar Ricardo.

— Que foi?... Eu também estou dentro. Minha mãe vai me matar quando descobrir. — Ricardo falou.

— Bom então está decidido. Nós partimos o quanto antes. — Disse Ângela.

— Eu não vou com vocês. — Sophia falou.

— Do que você esta falando? — Adam perguntou, ele estava confuso.

— E vou à outra direção e sem proteção, vou chamar a atenção dos demônios e anjos, eles acham que você esta comigo então vão me seguir com certeza, isso vai aumentar muito a chance de vocês não serem pegos... Mas é claro que eu vou voltar de vez em quando para saber como você está. — Sophia explicou.

— Mas e se te pegarem? — Adam estava preocupado.

— Não se preocupe com isso. Eu sei me cuidar vou ficar bem. — Disse Sophia.

Adam não concordava com aquela ideia já avia se acostumado à presença dela.

— Ela tem razão Adam, é uma ótima ideia. — Argumentou Ângela.

— O lanche está pronto. — Uma voz vinda da cozinha, era a mãe de Ricardo.

— Vou deixar essa moeda com vocês, é um objeto magico que vai me permitir localiza-los mesmo que estejam sobre a proteção dos selos. — Disse Sophia.

Sophia entregou uma moeda com aparência antiga para Adam em seguida o abraçou.

— Não se preocupe eu vi as almas deles, são confiáveis. Eu vou voltar, eu prometo. — Sophia sussurrou no ouvido de Adam.

Ela o soltou e saiu pela porta da frente.

— Ela parece bem legal... — Ângela falou aproximando-se dele.

— Vem vamos comer alguma coisa e cair na estrada. — Ângela concluiu o puxando para a cozinha.

A turma comeu e depois de algumas horas foram até a vã e partiram. O relógio no pulso de Ângela marcava 18:33.

— E ai pra onde? — Ricardo perguntou.

— Para algum lugar bem longe. — Ângela falou.

— Eu sempre quis conhecer São Paulo. — Ricardo sugeriu.

— São Paulo? Fica do outro lado do mundo. —Marcos disse.

— Vai servir. — Ângela concluiu.

Algum tempo se passou e após passar e abastecer em um posto de gasolina tudo que encontraram foi uma grande estrada vazia cercada por vegetação.

— Estamos todos com sono pelo visto, principalmente você Ricardo. — Ângela notou.

—A gente pode acampar. — Ricardo sugeriu.

— Tá doido? No meio do nada? — Marina exclamou.

— Eu tenho alguns sacos de dormir. Além disso nos precisamos dormir. — Ricardo argumentou.

— Eu acho uma boa ideia. — Adam falou.

— Eu também. — Marcos concordou.

— Bom já que os meninos querem tanto vamos lá. — Disse Ângela.

Ricardo saiu da estrada e após vários metros parou. Eles desceram, Ricardo achou alguns gravetos e acendeu uma fogueira.

— Parece que você não é um completo inútil a final de contas. — Provocou Marcos.

— Você não me conhece. — Rebateu Ricardo.

— Bom já são 9:49. Acho melhor dormirmos. — Disse Ângela.

— Vou buscar os sacos de dormir. — Disse Ricardo, mas quando voltou trazia apenas alguns lençóis.

— É parece que me enganei. — Ricardo falou um pouco sem jeito.

— Se enganou? — Marcos percebeu que não aviam sacos de dormir.

— Para de reclamar, dá no mesmo. — Argumentou Ricardo.

— Não, não dá no mesmo, nos vamos morrer de frio. — Disse marcos.

— Relaxa vamos dormir juntos que o frio passa. — Disse Marina que logo depois pegou um lançou esticou no chão e os gêmeos deitaram bem próximos.

— Você quer dormir comigo Adam? — Ângela perguntou já esticando o lançou dela no cão.

— Claro, vai ser melhor. — Adam gaguejou um pouco.

Ângela deitou e Adam deitou por traz dela a abraçando.

— Bem melhor. — Ângela disse.

Ricardo deixou escapar uma risada ao ver que Adam e Ângela iriam dormir tão juntos.

— Está rindo de quê? Você é o único que vai dormir no frio. — Disse Ângela.

Logo em seguida pode-se ouvir uma risada de deboche vinda de marcos afinal ela tinha razão ele pensou.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.