O tempo das crivanas
21 Passeio
Notas iniciais
Calil ajudou Dara a montar o cavalo e subiu em seguida, sentando atrás da moça, de forma que podia mante-la segura e perto de si. Ela encostou as costas no peito dele e suspirou devagar. Era bom estar perto.
Ficaram uns minutos só aproveitando o momento. Então saíram a galope rumo a outra cidade.
A fuga era temporária. Apenas iam passar a tarde numa cidade maior, onde poderiam andar de braços dados pelas ruas tranquilamente, sentarem numa sombra enquanto comiam sorvetes, dançar juntos à vista de todos. O casal precisava disso.
Claro, não era totalmente seguro. Algum conhecido poderia estar de passeio ali, ver os dois juntos e criar uma enleada que chegaria aos ouvidos da família de Dara. Não que eles não soubessem que havia algo ali ou que as pessoas já estavam fofocando, mas era melhor evitarem lenha sendo posta na fogueira.
Mas não precisavam se preocupar com isso hoje. Era o dia deles, só deles, um dia repleto de momentos que lembrariam pelo resto de suas vidas.
No fim da tarde voltar foi difícil. Eles não queriam mais ter que ser discretos ou fingir que não havia a necessidade de um ter o outro perto de si sempre.
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