O solstício dos Esquecidos.
1 Selados por Kedward.
—Já te disse pra não falar assim comigo, poxa cara foi só um erro.
—Eu sei mas, se você continuar assim nós vamos acabar sendo pegos. — Disse Dillan levando as mãos aos ombro de Andrew e olhando fundo nos seus olhos.
—Você me perdoa cara? — Disse Andrew cabisbaixo, era visível seu desapontamento consigo mesmo.
—Você acha que merece perdão? – Dillan respondeu com outra pergunta,era de seu feitio fazer esse tipo de coisa, deixar as pessoas se sentirem mais responsáveis pelos seus erros, por mais bobos que fossm.
—Esquece é só não nos vermos mais assim, tão de repente, porque sempre vai acontecer isso digo...sempre vamos fazer a mesma coisa. – Andrew totalmente perdido tentou consertar a situação,pois tudo era muito novo pra ele.
— Esquece você essa história de não nos vermos mais, você sabe o que acontece se não nos vermos pelo menos uma vez a cada três dias, Andrew você esta cansado de saber que eu preciso de você e você também precisa de mim. – Dillan respondeu olhando dentro dos olhos azuis de Andrew com seus olhos negros, hipnotizando-o ate ele responder ´´sim´´.
Acontecera que como bons irmãos gêmeos (não idênticos), eles tinham uma forte ligação e percepção um do outro, mas era mais do que isso, eles realmente eram ligado e realmente sentiam a dor um do outro, Andrew era mais frágil do que Dillan, qualquer resquício de sofrimento ele procurava se curar e isso exigia com que ele usasse seus “Dons”, digamos assim, falando línguas estranhas, sinais com as mãos, modos dignos de um descendente de.... Elly Kedward, a velha senhora acusada em fevereiro de 1785 de sugar sangue de crianças no pequeno e monótono vilarejo de Blair.
Tal acontecimento foi levado muito a sério, pelos moradores, a ponto de expulsar Elly do vilarejo para a floresta, pela qual foi atingida pelo mais rigoroso dos invernos, mas tal acusação seria realmente mentira?Andrew o mais fraco, porem o mais forte sabia que não, mas sabia que por mais cruel que tenha sido essa ação haveria algum motivo plausível, só não sabia qual mais sabia que precisaria descobrir logo,logo...para o bem de sua própria vida.
Enquanto eles conversavam uma nuvem se fechava em volta da escola, na qual eles estavam no corredor de saída,poucos segundos de trocarem as ultimas palavras virava na esquina do corredor Juliet, a única amiga em que eles realmente confiavam.
—Olá meninos, como vocês estão ?- Perguntou Juliet W. Silverston, logo depois de chegar, com um entusiasmo que nenhum dos dois compreendia muito.
— Nós estamos bem — respondeu os dois quase que juntos.
— Então é hoje que vocês irão fazer? — Perguntou ela com aquela cara que só ela sabia fazer – Vocês não nos deixam assistir? Digo...tem certeza que não da pra nós vermos?
— Para de falar disso, você sabe que não, e por favor cala a boca Juliet, a única que sabe de nós é você, desculpa a grosseria, mas você tem que esquecer tudo isso e principalmente o que aconteceu há dois meses atrás, agora nós já temos dezessete anos, no décimo oitavo ano de vida tudo vai mudar para nós três — Respondeu Dillan, sempre ele tomava frente de tudo, Andrew era bom, mas ele gostava demais dele e precisava protegê-lo,pois precisava dele e principalmente...o amava.
— Tá , desculpa, eu sei que vocês precisam fazer isso sozinhos, mas se vocês precisarem de...
O sinal tocou , todos saíram de suas respectivas salas de aula, Dillan e Andrew Kedward foram também, acompanhados por Juliet.
Ela os amava, de maneiras diferentes é claro mas de um modo em que queria viver junta dos dois pela eternidade.
E ela sabia que para eles a eternidade viria.
Assim que chegaram na casa dos irmãos Kedward o céu havia ganhado um tom totalmente acinzentado sob o qual passava pequenos raios de sol, dando uma beleza indescritível para aquele pôr do sol nublado, hoje seria o dia em que o triângulo se fecharia, e o destino dos três seriam selado, mas mal sabiam eles que Alice d`Arc pretendia ver a qualquer custo o selamento, pois era serva e discípula de uma mulher marcada na história pelos seus feitos, mas já dada como morta, Joana d`Arc, morta e acusada de bruxaria.
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