Notas iniciais
Bom, primeiramente, quero desejar boa-vindas a minha primeira história. Espero que o resultado seja surpreendente e satisfatório :) Enfim, deixamos de papo e vamos à história :)

Capítulo 1- O inicio.

Presídio feminino ADX Cambridge-EUA, 08 de Junho de 2000, 08h00min AM.

–Harper!

Um homem gordo de cabelos grisalhos e calvos, o chamou. Logo, reconheceu quase de forma sobrenatural o homem de terno.

–Sr Carter!

Falou formalmente, tentando conter a felicidade que estava sentindo ao descobrir que Billie Carter sabia de sua existência dentro daquele recinto.

–Olá, garoto. Venha, tenho boas notícias a você.

Disse o mais velho tentando conter o sorriso cínico...

"Irá ser tão fácil como tirar doce de uma criança!"

–Oh! Claro, senhor!

O mais novo não conseguiu conter a surpresa e o entusiasmo. E seguiu prontamente o grisalho.

Chegaram a um lugar mais reservado, contendo apenas algumas pessoas a quais estavam devidamente ocupadas em seus trabalhos.

–Bom jovem Harper. Vou direto ao ponto, sabe, não tenho muito tempo para conversas. Ultimamente, venho observando seu trabalho dentro deste presídio... Conseqüentemente, notei que o vem cumprindo com êxito... Pensando nisto, decidi que subirá de cargo. Supervisor! O que acha?

Dylan ficara embasbacado com a boca boquiaberta.

Ele?! Como supervisor?!

Ficara eufórico! Não conseguira conter o grande sorriso alinhado e branco. Sua mãe ficaria tão feliz...

–C-claro que aceito, Sr Carter! Quando começo?

–Próxima semana, garoto.

Falara Sr Carter vitorioso...

Realmente... Isso vai ser mais fácil do que imaginei...

Dylan ficara extremamente alegre. Seu pai ficaria orgulhoso se ainda estivesse vivo, já que o mesmo trabalhava como supervisor em ADX Cambridge.

E Dylan... Finalmente havia conseguido! Bingo! Seria supervisor da ADX Cambridge!

–Oh... M-muito obrigado, Sr Carter! É com muito orgulho que servirei ao Sr!

Harper vira o homem a sua frente sorrir, porém o sorrido foi desmanchado ao celular do mesmo começar a tocar.

–Só um minuto, Harper.

Disse o mais velho, vendo o visor de seu celular e o atendendo tão rapidamente que quase não dera para ver seus movimentos.

–O quê?! Mas... Como assim?! Tão rápido!

Dylan via o semblante do Sr Carter alterar-se freneticamente de surpresa a... Medo?!

–Sim, sim. Claro! Eu irei dar o meu jeito. Não se preocupe.

Sr Carter desligou e guardou o aparelho.

–Bom rapaz. Parece que você começara hoje mesmo.

Ficou mais surpreso ainda.

Começar hoje?!

–Mas, senhor... Como iniciarei sem treinamento e nem nada?!

–Rapaz, seu pai foi o maior supervisor deste lugar, do presídio da ADX Cambridge! Creio que não seja necessário, além disso, você obteve um ótimo rendimento dês que chegou aqui. E você sabe que estamos sem supervisor, dês que o Sr Thompson se aposentou. Confio em você, garoto.

Falou o mais velho colocando a mão por cima do ombro do mais novo, em uma demonstração de segurança.

O mais novo assentiu. Ainda não acreditando no que estava acontecendo, mas muito alegre por tudo aquilo está ocorrendo.

–Sim, Sr Carter. Tenho certeza que não se arrependerá.

Falara o mesmo tentando conter a euforia e manter a seriedade.

Sr Carter dera um pequeno sorriso cínico, que não foi notado pelo loiro que estava suspirando alegremente.

–Tenho certeza que não, Harper.

E, como essas palavras, o homem partiu.

Deixando um bobo Dylan Max Harper para trás.

–Dylan!

Uma voz feminina o chamou tentando acordá-lo de seus devaneios, mas foi em vão.

A mulher bufou e beliscou o braço do loiro que acordou com uma breve – mas, dolorosa – dor naquela região.

–Ai!

O mesmo protestou passando a mão freneticamente o local dolorido.

Será que mulheres têm noção de como é ser beliscado por unhas grandes?!

A loira bufou mais uma vez e revirou os olhos.

–Vi que o Sr Carter estava falando com você. O que ele queria?!

Falara a mesma com expectativa e receio ao mesmo tempo.

–Bem... -pronunciou o loiro:- Em primeiro lugar, não fique bisbilhotando a vida dos outros. Em segundo lugar, não belisque a pessoas, principalmente com essas unhas que parecem a garras do Wolverine. E, em terceiro lugar, diga olá ao mais novo supervisor de ADX Cambridge!

Falara o loiro abrindo os braços para um abraço, na última frase.

A loira o olhou surpresa e feliz ao mesmo tempo, mas com um pouco de raiva por suas unhas terem sido comparadas com as garras de Wolverine. Mas, essa última parte deixou para resolver depois.

–Isso é sério, Dylan?!

–Claro Jennie! O Sr Carter finalmente reconheceu meu trabalho!

–Oh... Dylan!-Falara a loira dando o abraço- Isso é maravilhoso! Quando você começa?

–Hoje!

–O quê?

Falou a loira afastando-se do abraço de urso e o olhando confusa.

–Pois é... Também tive essa mesma reação, mas tenho certeza que o Sr Carter sabe o que faz!

–Eu não sei, não...

Disse a loira ainda sentindo um grande receio.

–Ah... Jennie! Vamos lá! Eu finalmente consegui!

A loira suspirou, mas sorriu logo em seguida.

–Ok! Quem diria que Dylan Max Harper conseguiria!

–Humpf... Eu não sou tão ruim!

Falou o loiro frustrado, o que fez a loira dar boas risadas.

–Bem, vamos trabalhar, então. Temos muito que fazer! Principalmente você, supervisor.

Falara Jennie dando uma piscadela.

–Com certeza! Até mais, Jennie.

–Até!

Ambos se despediram e foram fazer seus determinados trabalhos.

Harper estava andando pelos corredores das celas, até que escutara uma voz ofegante atrás de si.

–Ei! Harper!

Virou-se rapidamente venho um dos agentes internos de ADX.

–O que foi?

O homem tentava controlar a respiração pela corrida que dera par chegar até o loiro.

–Chegou... Uma nova presidiária... Homicídio!

Harper afirmou e correu para receber a mais nova presidiária.

Chegando até lá, se surpreendeu ao ver uma mulher tão jovem sendo segurada por três policiais enquanto se debatia.

–Eu não matei ninguém! Não matei o Mrs. Florence! Isso é loucura!

–Isso é que as maiorias dos acusados por homicídio falam!

Falara o policial tentando segurar seu pulso que já estava completamente marcado por mãos.

Estava paralisado.

A mulher... Ou garota tinha um sotaque extremamente diferente a qual não identificou o local de origem da mesma... E aquele olhar... Totalmente enraivecido. A mesma o encarou enquanto debatia-se.

Seu sangue gelou.

Nunca sentiu nenhum medo de nenhuma presidiária, até porque fazia amizade com todas. Mas aquela... E com aquele olhar... Estava o deixando um tanto quanto... Assustado...

–Ei, você! Vai ficar aí só olhando ou nos encaminhar até a cela isolada?!

Acordou dos devaneios com a voz do policial e conseguiu apenas dizer:

–Sigam-me.

E foi andando pelos corredores com as pernas trêmulas e escutando os protestos da mulher atrás de si que não se cessavam nem por um minuto.

Espera...

Cela isolada?!

Ela iria para cela isolada por um homicídio?!

Ok... Ela matou uma pessoa, mas... Nem mesmo as serials killer haviam ido para a cela isolada... Nem mesmo as mulheres acusadas de seqüestro ou tráfico.

Parou de pensar e apenas seguiu a trajetória com suas pernas absurdamente trêmulas.

Chegara a um corredor, onde havia apenas uma cela isolada vazia no final do mesmo, abriu-a e os policiais prontamente jogaram a mulher para dentro da cela que foi rapidamente fechada.

–Hum... Trabalho terminado.

Falara um dos policiais indo embora junto com os outros.

Sem perceber, ficara encarando a mulher que também o encarava com o mais puro ódio.

Notou que apesar da expressão ameaçadora que a mesma possuía, a mesma tinha traços delicados como uma boneca de porcelana.

Sua pele era morena, tinha olhos –surpreendentemente- da cor âmbar e o cabelo tinha vários cachos que caíam em cascatas até sua cintura, tão negros como a noite.

Estava encantado com a beleza da mesma, e deduziu que a mesma com certeza não poderia ser dos EUA, não que existam mulheres bonitas nos EUA, mas é porque todas as características dela eram incomuns para ser uma norte-americana.

–Vai ficar mesmo me encarando com essa cara de babaca?

Assustou-se com o tom de voz da mulher a sua frente que o encarava confusa como se o mesmo fosse um tipo de alienígena.

–E-eu... Quantos anos você tem?

Ótimo.

Maravilha.

Parabéns, Dylan

A mulher acaba de ser presa, provavelmente acha que está sendo assediada só com o olhar e você ainda, por cima, pergunta a idade dela, encarando-a como se a mesma fosse Adolf Hitler.

Observou à morena bufar, sentar-se no chão da cela e encará-lo com o mais visível tédio.

–Você é igual a eles não é mesmo?! Acha que eu tirei mesmo a vida de uma pessoa.

Ficou confuso.

Ela falou, mas não falou em Inglês. Falou em outra língua que não reconheceu. Na verdade, nunca havia ouvido esse idioma... Será que ela é de algum país da África?!

–Não entendi...

–Sei que não entendeu. -falou a mesma, agora em Inglês:- Quase nenhum ou nenhum norte-americano sabe falar Português. A não ser algumas letras de músicas brasileiras.

–Oh...

Ficou surpreso... Então a mesma era brasileira?! Que língua estranha esse Português...

–Ah... E respondendo sua pergunta, tenho 20 anos.

–Ahn... Você até que é legal... Acho que não matou ninguém.

Observou à morena erguer as sobrancelhas em surpresa e um brilho apareceu em seu olhar, o que fez com que seu coração falhasse uma batida.

–Queria que o tribunal fosse como você.

A mulher soltou a piada, que fez ambos rirem.

Que...

Estranho...

Sentira medo dela no começo, depois se sentiu atraído, agora estava rindo como se a conhecesse há anos.

Ela é estranha.

–Eh... Qual o seu nome?

–Ella. Ella Botelho.

–Prazer, Dylan Max Harper.

–Que formalidade. – a mesma riu pelo nariz e isto o fez corar. –

–Bom, a condição a qual estamos nos conhecendo não é lá muito agradável.

–Então, você acredita?

–Em quê? –perguntou confuso-

–Que eu matei.

O rosto da mulher que antes estava suave ficou sério.

–B-bem... Eu não sei...

–Humpf... Tudo bem. Já estou aqui mesmo. Ninguém acredita em mim. Fora que vou perder longos semestres da Faculdade.

–Sinto muito...

–Ah, não. Para! Sério... Que drama! Se for para eu morrer aqui, quero que seja sem dramas.

O loiro riu.

–Mas você está sendo dramática!

–Humpf.

Resmungou a mulher, cruzando os braços e fazendo um grande bico o que o fez rir mais ainda.

–Max?!

Dera um pulo pelo susto.

Virou-se e viu seu amigo, James.

–Já disse para não me chamar de Max, James.

–Esse não é o problema. Por que estava rindo com... Ela?

James fez uma carranca ao falar Ela apontando para a morena, que bufou e virou-se de costas para os dois.

–B-bem...

–Max, eu já disse para parar de querer fazer amizades com esse tipo de gente.

Suspirou, não queria discutir com James.

–Ok, James. O que você quer?

–Estão precisando de você no corredor três. Sabe, você é supervisor agora.

Dylan bateu na própria cabeça como se tivesse esquecido que agora era o supervisor da ADX.

–Ok! Vamos! Ah... E... Ella... Nos falamos depois.

Não houve resposta.

Nem mesmo um olhar.

Nada.

Saiu um tanto quanto frustrado por isso, além de receber constantemente os sermões de James.

Notas finais
Deixem nos comentários onde posso melhorar hehe Primeira Fanfic hehe Beijos :-* Espero que tenham gostado! Ah... E quem matou Mrs. Florence?! Algum suspeito ou foi a Ella mesmo?! hehe
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.