O sol, a lua e Dherine
5 Quem diabos é Lydia Martin?
Notas iniciais
Abri a porta e entrei passando as mãos pelos braços gelados.
— O que você fazia sozinha na estrada?- perguntou passando seu casaco para mim, agradeci e me enrosquei nele.
— Lydia Martin inventou de sair no boliche, com Allison, Jackson e Scott, e chamou-me, Stiles estava comigo e implorou para eu aceitar e o levar comigo.- falei.
— E onde está Stiles?- perguntou.
— Olhando para o amor da sua vida, Lydia Martin.- disse revirando os olhos.
— Quem diabos é Lydia Martin?- perguntou rindo do meu estresse.
— Ruiva, baixa, pele pálida, olhos verdes…Como você não sabe quem ela é? Todos a conhecem, e todo mundo desta cidade têm um certo interesse nela.
— Continuo sem saber quem é ela, prefiro morenas, bronzeadas e olhos escuros.- falou sorrindo para mim, sorri e beijei a sua bochecha. Fomos o caminho conversando sobre tudo. Chegámos na sua casa e eu sai do carro, voltando a sentir os efeitos do salto, soltei um suspiro e Derek percebeu.
— Quer ajuda?- perguntou.
— Não precisa.- dei de ombros.
— Você é muito orgulhosa, seu coração está palpitando de dor.- falou.
— Derek.- quase gritei me virando para ele.- Você não pode sair por ai escutando os corações dos outros. Isso é invasão de privacidade. Não volte a fazer isso.- Repreendi.
— Tudo bem.- falou.
— Ok.- suspirei e me virei para a frente.
— Ok.- repetiu, e do nada, sinto seus braços passar pelas minhas costas e pernas, me carregando, dei de ombros e o abracei pelo pescoço me equilibrando.
— Não vou comentar!- falei.
— Por que não tirou os saltos?- perguntou.
— Por que eu sou elegante.- resmunguei e ele subiu a escada da casa queimada. Sentámos no chão de uma antiga sacada e ficámos olhando o céu estrelado.- Então, o que fazemos aqui?- perguntei tirando os saltos e os jogando nalgum lado.
— Precisava de companhia.- explicou, beijei o seu rosto e ele sorriu com o carinho, fechando brevemente os olhos. Até que me lembrei de uma coisa, e Derek abriu os olhos confuso.
— Você precisa de falar com Scott, Der.- falei, ele ergueu uma sobrancelha.- Ele está envolvido com a Argent, eu já o avisei, mas ele não se importou.- ele fechou os olhos com raiva e suspirou fundo para se acalmar.
— Eu falo com ele amanhã.- sorri e o beijei, ele me apertou e me puxou para o seu colo, as minhas mãos subiram para a sua nuca e acariciei os seus cabelos, o beijo se tornou intenso e logo nós já estávamos na cama, deixando as roupas espalhadas pelo caminho.
…
Ah, eu não acredito. Derek teve assuntos a tratar e eu fiquei de vir com Stiles e Scott, por incrível que pareça, eu só meto os pés em casa para me vestir e tomar banho, eu não suporto ficar com Diana um dia inteiro.
Stiles e Scott iam na frente e eu atrás, Stiles estava quase a sair do estacionamento, quando do nada, Derek surge na frente do carro.
— Só pode ser brincadeira.- Stiles falou se esticando para ver Derek.- Ele está em todos os lugares.- abri a porta e sai do carro, Scott e Stiles sairam também. Aproximei-me dele e vi que estava pálido e parecia sentir dor.
— Derek.- falei me ajoelhando ao seu lado.- Por amor de Deus, fala alguma coisa.- pedi. Os carros atrás de nós buzinaram.
— É muito bom ver você também, Kit Kath!- ele falou gemendo de dor.
— Certo.- falei.- Ajudem-no seus idiotas, não fiquem especados a olhar.- pedi com raiva para os otários que nos olhavam com cara de 'WTF'. Rapidamente eles o ajudaram a entrar no jeep, Derek sentou no banco do carona e Scott ficou do lado de fora.
— Preciso que você ache a bala que eles usaram.- Derek falou para Scott.
— E como eu vou fazer isso?- Scott perguntou, revirei os olhos.
— Ela é uma Argent. É uma deles.- desta vez quem revirou os olhos foi Scott.
— Porque eu deveria te ajudar?- Scott estava a irritar-me.
— Porque você precisa dele! Mexe-te!- mandei.
— Vou tentar.- Scott se afastou da janela e Stiles saiu do estacionamento.
— Isso vai me manter assim até chegar ao coração.- Derek falou para mim que olhava para ele preocupada.
— E o que acontece se chegar ao seu coração?- Stiles perguntou.
— Eu morro seu babaca.- Der respondeu o óbvio.- Só tem uma maneira de parar isso, e eu preciso da bala.- fechei os olhos com força, o meu coração começou a bater com mais força, senti o olhar de Derek, mas eu desviei para a janela. Minutos depois, olhei para ele, ele estava cada vez mais pálido.
— Der?- ele me olhou.- Vai desmaiar?- sorri.
— Hahaha, engraçadinha.
— É, vai sim, para onde vamos, Stiles?- pergungei.
— Scott falou para irmos para a clínica do Deaton.- ele falou, minutos depois, chegámos a uma clínica veterinária, entrámos, Derek parecia com dor, Stiles saiu para falar com Scott e eu me aproximei, segurei na sua mão, ele me olhou confuso.
— Asc'inta Mulaf Hinto!- falei para reduzir a dor dele, infelizmente, a dor não desaparece, apenas se transfere para alguém, resumindo, eu retirei um bocado da sua dor para mim, senti sangue escorrer do meu nariz, e Derek me olhou assustado. Limpei o nariz e Stiles entrou.
Stiles estava quase cortando o braço de Derek quando Scott entrou, suspirei aliviada ao ver a bala na sua mão, e Stiles largou a serra elétrica na mesa.
— Derek! Derek…- eu chamava um Derek apagado no chão, após Scott entrar, Derek desmaiou, aquilo estava quase a chegar no seu coração.- Querido, se você levantasse essa bunda do chão e me falasse o que fazer com a droga da bala, eu agradeceria bastante.- Sussurrei em seu ouvido, mas nada.- Scott, força canina, quebra a bala.- ordenei.
— Que? Sabe como foi dificil conseguir isso?- reclamou, Stiles apoiou a bala na mesa e com uma martelada partiu, revelando um pó azul.
— Scott, arruma álcool e água fervendo, agora!- ordenei, rapidamente ele fez o que eu falei, juntei o pó, coloquei-o no becker que estava com álcool, juntei a água, misturei e despejei na ferida de Derek, assim que o liquido o tocou, foi como se algo o estivesse queimando. Depois de um tempo ouvindo Derek gritar e fazer uma birra como um menino de cinco anos, ele finalmente acordou e me olhou, eu estava ajoelhada ao seu lado segurando sua mão.
— Qual foi a do álcool?- perguntou indignado.
— Ué, ardeu? Você tava se decompondo ali, o álcool foi capricho meu mesmo.- dei de ombros saindo da clínica e indo para casa.
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