O sol, a lua e Dherine
8 O baile
Notas iniciais
Pov Katherine
Eu e Derek estávamos na entrada do apartamento dele, Derek abriu a porta para mim e eu entrei, parei quando vi um homem sentado no sofá, Derek estava atrás de mim.
Quem é você?- perguntei confusa.
— Peter e você?- perguntou também confuso.
— Katherine.- falei.- Eu devia matar você.- ele me olhou confuso.- Você matou Laura, ela era amiga do meu pai.- esclareci.
— Diga ao seu pai para mandar flores.- falou sem emoção alguma, ignorei-o e andei até á mesa, pousando a mochila ali, sentindo os olhares dos dois em mim.
— O meu pai está morto.- falei sem emoção. Tirei um grimório da mochila, pousei o pesado livro na mesa e o abri.
— Eu podia falar que sinto muito, mas tenho a certeza que você sabe que eu não sinto.- Peter falou.
— Acredite, você não é o primeiro a matar alguém da família.- falei e o olhei.
— Como assim?- tirei da mochila o livro sobre as duplicatas Petrova.
— Não sabia que você tinha esse livro.- Derek falou vindo até mim.
— Nik me entregou quando estava em Nova York, ele fez-me uma visita depois da morte do meu pai.- falei e me virei para Peter.- É um livro sobre duplicatas. As da família Petrova.
— Já não ouvia o termo duplicata á muito tempo.- ele falou.
— A cada quinhentos anos, nasce uma duplicata Petrova.- falei.- A original, foi Amara, 100 anos a.C.- mostrei a imagem de Amara que estava no livro, ela era igual a mim, tendo o cabelo mais selvagem.- A segunda, sendo conhecida como a primeira duplicata de Amara, foi Tatia Petrova.- Tatia é a mais parecida com Amara.- Há quinhentos anos atrás, nasceu Katerina Petrova, na Bulgária.
— Vocês são todas iguais, mas você é a que mais se parece com Katerina.- Peter falou e eu concordei.
— Entretanto, quinhentos anos depois de Katerina, nasceram não só uma, mas sim duas duplicatas.- os dois chocaram-se.- Nascemos as duas no mesmo dia, embora eu tenha nascido horas antes, esta é Elena Gilbert.- mostrei a imagem de Elena, ela tinha os cabelos lisos.- E esta, sou eu.- na página seguinte tinha a minha imagem.
— Porque é que nasceram duas duplicatas neste século?- Peter perguntou.
— Porque há séculos atrás, no tempo de Amara, foi escrito que apenas uma duplicata seria detentora da magia das bruxas, isto é, graças ao neto de Katerina que se envolveu com uma bruxa Bennet, a magia transferiu-se para apenas uma das duplicatas.- expliquei.
— E, deixe me adivinhar, você é a bruxa.- Peter falou irónico.
— Exato.- falei sorrindo.- Não se meta comigo, ou eu farei uma coisa que você não gostará nem um pouco.- ameaçei, Derek sorriu divertido.
— Você é meu sobrinho e ainda sorri?- Peter perguntou incrédulo para Derek.
— Katherine está certa.- sorri, o meu celular tocou, bufei mas sorri assim que vi o nome escrito na tela.
—Bekah, que saudade!- falei assim que atendi.
—Kathie…- a voz dela saiu chorosa.
— Bekah? O que houve?- perguntei preocupada.
— Ele está morto.- ela falou tentando parar de chorar, paralisei, não, não era possível.
— Be-Bekah?- falei.- Is-sso não é possível.- falei, as lágrimas caíram que nem uma cascata pelo meu rosto.
—O caçador transformou-se igual a mim, graças a minha mãe, Alarick o matou.- solucei.
— As aulas acabam em duas semanas, assim que acabar eu vou para aí.- falei.
— Não!- ela quase gritou.- Você é demasiado parecida com Katerina, eles vão querer matar-te.- ela soluçou.
— Eu irei, não te preocupes.- falei e desliguei, sentei-me no sofá paralisada. Derek colocou-se de joelhos na minha frente.
— Ei, quem morreu?- ele perguntou secando as minhas lágrimas, Peter me olhou meio preocupado.
— Nik…ele não pode ter morrido.- falei soluçando, Derek me abraçou, soltei-me depois de um tempo, eles me olharam.- Preciso falar com os ancestrais.- levantei-me, peguei nas velas que tinha trazido, coloquei-as á minha volta e acendi com magia. Respirei fundo e concentrei-me, fechei os olhos e quando os abri, ouvi vozes, procurei a voz da minha avó, ela era como uma mãe para mim, mas morreu quando eu era pequena.
— Olá, minha pequena.- ouvi a voz dela.
— Vóvó.- falei.
— Sei que você tem muitas perguntas, e que quer saber se o original morreu, mas a única coisa que eu posso falar é que você saberá tudo no momento certo.- ela falou, bufei.
— Mas eu preciso mesmo saber se ele está vivo, por favor.- implorei, as vozes dos ancestrais aumentaram me dando dor de cabeça.
— Lamento minha querida, mas não posso ajudar você.- ela falou com a sua voz maternal.- Você precisa voltar, o seu amigo está preocupado.- assenti derrotada e voltei ao mundo real, abri os olhos e encontrei os olhos verdes de Derek.
— Quanto tempo fiquei assim?- perguntei.
— Meia hora, já estava a ficar preocupado.- ele falou sorri e me levantei, cambaleando com a dor de cabeça, Derek me ofereceu apoio e eu aceitei.
— Não condegui saber nada.- falei com a mão na cabeça.- Os ancestrais estavam furiosos.- falei me sentando com a mão na cabeça.- Isso não faz sentido.- A minha cabeça trabalhava, tentando achar alguma solução, mas eu não conseguia nada.
— Você precisa de descansar.- concordei e subi para um dos quartos, levando a mochila com os livros dentro, pousei num canto do quarto e me deitei, o meu ombro já estava curado graças ao feitiço que eu tinha feito mais cedo. Adormeci me lembrando que amanhã teria que ir ao shopping.
Pov Derek
Assim que Katherine subiu olhei para Peter, ele a olhava confuso, mas eu conseguia perceber a sua preocupação quando ela ficou meia hora em transe, restava saber o porque.
— Não ouse fazer nada com ela, e com ouse, eu me refiro a machucá-la.- ameacei, Peter me olhou.
— Nunca a machucaria.- ergui uma sobrancelha.- Eu não sei porquê, mas ela tem uma energia tão positiva, não conseguiria machucá-la, nem mesmo se quisesse. Ela é demasiado poderosa, há lobisomens e bruxas que falam que o poder dela pode ser igualado a uma bruxa original, um poder daqueles, não aparece neste mundo há séculos, se não, milénios.- ele esclareceu, agora mais que nunca eu tinha que protegê-la.- Eu ajudarei você a protegê-la.- assenti, pelos seus batimentos notei que ele estava a ser sincero.
Pov Katherine
Neste momento eu estou com Lydia e Allison no shopping a escolher vestidos para o baile, Lydia não para de falar que o seu vestido tem que ser perfeito e bla bla bla.
Olha esse vestido Allison!- Lydia falou.- Katherine, querida, o rosa combina com você.- olhei para onde ela apontava e revirei os olhos, nem morta eu iria usar aquilo.
Lydia se afastou indo com Allison, me virei para ir embora, estava farta de procurar tanto vestido, quando levei um baita susto ao ver uma certa pessoa com um vestido na minha frente.
— Este combina com você!- Peter falou, revirei os olhos.
— O que você faz aqui?- perguntei o olhando.
— O meu querido e adorado sobrinho me colocou como seu guarda costas.- bufei, era impossível. Estava quase indo embora quando Lydia apareceu e me olhou gritando um sonoro 'PARA'.
— Isso, esse combina com você.- ela falou.- É perfeito.- bateu palminhas.
— Ficou perfeito em contraste com a sua pele.- Allison falou.
— Experimenta logo.- Peter falou impaciente.
— E você é?- Lydia perguntou curiosa.
— Um amigo da Katherine.- ele falou, revirei os olhos e peguei na peça indo para um provador.
O vestido era lindo e me caiu lindamente, paguei o vestido, me despedi das duas e fui andando até ao apartamento do Derek, obviamente o idiota do Peter estava a seguir-me e me deu boleia até lá, aceitei.
Fomos em silêncio, não um silêncio mau, mas confortável, Peter parou na entrada do prédio, desci do carro.
Obrigada.- agradeci.
— Sempre ás ordens, bruxinha.- ele falou e saiu com o carro, subi no elevador até ao apartamento de Derek, entrei e o vi sentado no sofá, larguei as sacolas á sua frente, sacolas porque ainda tive que comprar um par de sapatos que combinasse com o vestido, Derek me olhou.
— Eu não preciso de cãozinho de guarda.- resmunguei irritada.
— Você é poderosa, poder atrai inimigos, por isso pedi a Peter que ele te vigiasse.- bufei e subi, ele estava mesmo atrás de mim, pousei as sacolas na cama, Derek tinha falado que eu ficaria com um quarto no apartamento, ele não gostava que eu ficasse sozinha em casa, desfiz a trança que tinha feito para ir ao shopping, peguei na escova e calmamente penteei os meus cabelos, desenriçando os fios embaralhados, Derek me olhava de uma forma indecifrável.
— O que foi?- perguntei me virando para ele.
— Nada, apenas…- ele parecia pensar, de seguida abanou a cabeça.- Nada.- ele falou.
— Fiquei curiosa.- falei, pousando a escova, andei até á cama, peguei no vestido e nos sapatos e os guardei. Derek estava pensativo.
— Vou ver o que Peter anda a fazer.- Derek falou e saiu.
….
E aqui estou eu, na merda de um baile cheio de adolescentes que não conseguem controlar as hormonas, fui convidada para dançar mais de cinco vezes, e todas as vezes eu recusava, depois de um tempo lá dentro, decidi sair, eu precisava apanhar ar.
'Perdi o rastro de Peter'- a mensagem de Derek ficava a rondar na minha mente. Sentei numa bancada, perto do campo.
Jackson?- ouvi a voz de Lydia, me virei vendo ela ir em direção a um homem de costas.- Jackson! Jackson? É você?- perguntou, do nada, os refletores acenderam-se um por um trazendo consigo uma luz demasiado forte. O homem não era Jackson, não podia ser ele quando faz pouco tempo que o vi lá dentro bêbado. Desci as escadas com cuidado, quando dei por mim, eu estava a uns metros deles, o homem se virou e eu vi o rosto do psicopata oficial de Beacon Hills, Peter Hale.
— PETER NÃO!- gritei, Lydia era uma garota fútil, mas ela não merecia isso. Ele escutou a minha voz mas ignorou totalmente.
— O que está acontecendo?- Lydia perguntou.
— Você ficou perfeita nesse vestido!- eu estava mais perto, por isso consegui escutar o que Peter falou. Comecei a correr, mas Peter mordeu brutalmente o pescoço de Lydia, empurrei-o e a garota caiu inconsciente.
— Você não precisava ter machucado uma humana.- falei o empurrando, ele sorria.- Eu vou destruir você se machucar mais alguém, Peter. E desta vez eu não vou me preocupar como Derek ficará se o último parente vivo dele morrer.- ameacei, ele me olhou com certo receio, mas disfarçou.
— Derek foi pego pelos Argent, espero que você me ajude a achá-lo.- ele falou.
— É bom que isso não seja uma brincadeira sua, Hale.- falei, ele colocou o braço sobre os meus ombros.
— Que bom que temos acordo.- ele sorriu.- Ligue para Stiles, fale que a ruiva está aqui.- tirei o celular e mandei uma mensagem a Stiles falando sobre Lydia e também contando que Derek tinha sido pego pelos Argent.
Entrei no jeep, junto de Stiles que depois de chamar a ambulância, havia sido convocado pelo Peter para achar o Derek, ficámos escutando Peter tagarelar sobre: como ele sabe dar uma festa mil vezes melhor que a porcaria da escola.
Fale com o autor