O sol, a lua e Dherine
2 Laura Hale?
Notas iniciais
Acordei eram lá pelas 23:00 h, levantei-me, vesti uma roupa e decidi dar uma volta pela floresta que era no final da rua. Entrei na floresta e comecei a andar, depois de meia hora estava completamente perdida, escutei passos de alguém correndo e vi uma garota de cabelos escuros e os olhos, olhos vermelhos.
—Quem é você?- perguntei, bonito, quem é que sai de casa para dar uma volta na floresta sem alguma coisa para me defender, ah é eu.
—Sou Laura. Laura Hale. E você?- perguntou.
—Sou Katherine. Katherine Morgan.- falei.- Por que não me ataca?- perguntei confusa.
—Como sabe o que eu sou?- perguntou.
—Você é um lobisomem certo?- perguntei, ela olhou para trás e assentiu.- Sou filha de um caçador, e de uma bruxa.- falei dando de ombros.
—Eu sabia que conhecia o nome Morgan de algum lado. Nunca pensei que um caçador ficasse com a sua presa.- falou.
—O meu pai está morto.- falei grossa o que a assustou porque eu mudei.- Desculpe.- pedi.- Os meu pais separaram-se quando eu tinha 7 anos. Pensei que os Hale já estavam mortos. Sem ofensa.- mudei de assunto desculpando-me por tocar em algo tão frágil.
—Tudo bem.- suspirou.- Eu sobrevivi, junto do meu irmão, Derek e do meu tio, Peter.- ela falou com a voz sem emoção.
—Lamento.- falei.- Por que me está a contar essas coisas?- perguntei curiosa.- Afinal eu sou filha de um caçador e, que eu saiba, somos inimigos.
—Sinto que você é de confiança. Nem todos os caçadores são iguais.- ela falou.- Sabe, eu conheci o seu pai, ele salvou-me a vida, mesmo sabendo que eu sou uma lobisomem, ele era meu amigo, lamento pela sua morte.- ela falou, ouvimos um barulho e ela olhou para os lados aflita e se aproximou de mim ficando na minha frente.- Preciso que me faça um favor.- assenti.- Estão atrás de mim, preciso que você entregue este colar ao meu irmão, você o encontrará, não duvide, fale que eu mandei você fugir conte-lhe desta conversa, ele ouvirá os seus batimentos e saberá que você não está a mentir, fuja e não tente impedir o que os caçadores irão fazer.- ela mandou e me deu um colar que ela tinha no pescoço. Ela tinha lágrimas nos olhos, e eu também, sabia que ela estava a despedir-se, olhei-a e a abracei, ela retribuiu depois de segundos em choque.- Tome cuidado pequena bruxinha.- ela sussurrou no meu ouvido.
—Adeus. Eu o entregarei, eu prometo.- falei e me virei correndo, no segundo em que ouvi os passos se aproximarem, cheguei a ver um par de olhos vermelhos e depois disso eu não vi mais nada, apenas corri com toda a minha força. Eu ia entregar este colar, eu havia prometido e nunca descumpri uma promessa. Corri para despistar o que tinha acabado de matar Laura, subi numa árvore e fiquei quieta, tranquei a respiração quando um lobisomem de olhos vermelhos passou abaixo de mim, era um alpha, felizmente ou não, ele fugiu após ouvir barulhos ao longe, desci da árvore e corri de volta ao encontro de Laura, mas o que eu vi me deixou despedaçada. Coloquei as mãos na boca e lágrimas silenciosas desceram do meu rosto, Laura estava cortada ao meio, virada de uma forma nada natural, seus olhos verdes pálidos estavam arregalados e sem vida.
Ouvi um farfalhar de folhas e levantei o meu olhar encontrando um par de olhos verdes acizentados, parecidos com os de Laura, era ele, o irmão de Laura, Derek Hale. Cambaleei, só agora notando um ferimento na minha cintura, apoiei-me na árvore, a visão estava turva. Ele veio até mim.
—O que você faz aqui?- perguntou, mas eu mal percebi, as minhas pernas fraquejaram e tudo ficou escuro.
Pov autora
Derek pegou a garota antes dela cair, ouviu um uivo ao longe e correu percebendo que seja lá quem fosse tinha matado a sua irmã, ele correu e só parou quando chegou num lugar onde um dia foi seu lar. Ele pousou a garota no sofá e foi buscar o kit de primeiros socorros, Derek havia notado o cheiro da sua irmã junto da garota, ele voltou para a sala vendo ela acordar e tentar levantar-se, ele rosnou e a empurrou de leve a deixando no sofá.
Katherine estava tensa mas deixou ele cuidar do machucado. Um arrepio passou pelos dois quando a mão de Derek tocou na pele de Katherine, ele franziu o cenho ao sentir uma corrente elétrica passar pelo seu corpo. Os olhos de Katherine caíram no colar e ela se levantou com cuidado afastando as mãos de Derek, ele rosnou, já se irritando, mas parou ao ver o colar da sua irmã nas mãos da garota.
—A sua irmã pediu-me para lhe dar.- a garota falou lhe entregando o colar o deixando nas mãos do lobisomem que estava em choque, os olhos dele marejaram e ela sentiu certa pena ao ver o mais velho, ela sabia o que era perder alguém, ela havia perdido o seu pai, por isso se aproximou do mais velho e o abraçou passando certo carinho, ele ficou quieto, mas agradeceu o abraço dela, ela se afastou e beijou a face dele, inevitavelmente, Derek fechou os olhos ao sentir os lábios macios da garota na sua pele, Katherine sentou-se no sofá novamente.- Antes de tudo eu preciso falar o que disse para a sua irmã e o que ela me disse.- ela falou, Derek se recuperou e assentiu.- Eu sou Katherine Morgan, sou filha de um caçador e de uma bruxa, e não, o meu pai nunca matou inocentes ou alguém sobrenatural por apenas fazer parte deste mundo, o meu pai morreu numa caçada contra um lobisomem poderoso e eu tive que vir morar com a minha mãe.- ela fez uma pausa.- Cheguei hoje de tarde e passei o resto do dia a dormir, acordei ás 23:00h e fui dar uma volta pela floresta, eu sempre tive essa mania de explorar os lugares obscuros, mas a idiota aqui não pensou em levar alguma coisa para se defender, enfim.- ele achou graça e ela revirou os olhos.- Depois de meia hora andando ás voltas, encontrei Laura, eu não a conhecia mas ela falou que conhecia o meu pai, ele a tinha salvo numa caçada, mesmo sabendo que ela era uma lobisomem, ele a salvou, eles eram amigos, ela pediu-me que eu entregasse o seu colar a você, e falou para eu correr, eu corri e por pouco não fui atacada pelo lobisomem que, que…- ela travou e lágrimas começaram a descer do seu rosto.- bem, gostando ou não, eu irei ajudar você a descobrir o assassino da sua irmã.- Derek negou com a cabeça.
—Não, você ainda tem chance de ser como todos os humanos e fingir que nada disto aconteceu, e você não é uma lobisomem.- ele falou.
—Muito obrigada por dizer o óbvio.- ela falou irónica.- Mas eu já estou envolvida neste mundo faz anos, e, além de que ajudar você a saber quem matou a sua irmã, vai fazer com que o meu pai fique feliz, mesmo sabendo que ele morreu, esta é a minha única alternativa de eu me desculpar com o meu pai, Laura era amiga dele, ele ira gostar de saber que eu irei ajudar a saber quem matou a sua amiga. Por favor.- ela falou fazendo um biquinho que faria até Lúcifer se derreter perante ele. Derek suspirou.
—Está bem.- ela sorriu, mas ele continuou.- Você falou que esta seria a sua única alternativa de se desculpar com o seu pai, porquê?- o sorriso se apagou.
—Eu sou a última de uma família de duplicatas, ainda há a minha mãe, mas ela não é uma duplicata, mas foi escrito que eu, Katherine Alexia Morgan, sou a portadora do poder das duplicatas.- ela fechou os olhos e respirou fundo, os abrindo em seguida.- Eu tinha sete anos, quando Diana, a minha mãe, decidiu me entregar para um sacrifício, eu seria morta para evitar que o filho daquela que me mataria se libertasse da sua maldição.- pausou.- Naquela noite, Esther preparava a sua faca enquanto eu era segurada por várias bruxas, elas falavam que alguém como eu, não merecia o dom de ser uma bruxa.- as lágrimas caíam como uma cascata.- Eu assisti garotas da minha idade serem mortas, através de Esther que me mostrou através de um feitiço. Eu olhava para a minha mãe e o medo que eu esperaria ver em seu olhar, nunca existiu, ela estava feliz ao saber que eu seria sacrificada, eu implorei que ela me levasse dali, mas ela apenas ignorou e falou que se eu fugisse dali, eu seria a vergonha de todas as bruxas.- respirou fundo.- Por sorte, dois homens entraram e mataram todas as bruxas que me seguravam, sobrando Esther, eu vi o momento em que a minha mãe fugiu como uma covarde, me deixando para trás. No fim, Niklaus, o filho amaldiçoado de Esther falou para Elijah, seu irmão, me tirar dali, ele me levou para uma sala e me serviu água com açúcar para eu me acalmar, Niklaus voltou depois encharcado de sangue. Eles me salvaram Derek, eu fiquei um mês com eles até ao meu pai voltar, tive o prazer de conhecer Rebekah, a irmã deles que quando me viu, encheu-me de mimos, pela primeira vez eu me senti segura, eles se tornaram uma segunda família, quando eu perguntei porque Niklaus não utilizava o meu sangue para se libertar da maldição, ele se ajoelhou para ficar do meu tamanho e me falou que eu era demasiado nova e que não merecia uma mãe daquelas. Eu fui para casa e vi o meu pai discutir com a minha mãe, perguntando nervoso onde eu estava, eu me aproximei e corri para ele, Diana nos olhava sem emoção, percebi tarde de mais que ela não se importava com ninguém a não ser ela, o meu pai me implorou que eu lhe contasse e eu o fiz, nunca fui capaz de esconder alguma coisa dele, dias se passaram e os meus pais discutiam cada vez mais, até ao momento em que o meu pai falou que iria para longe, e disse que me levaria e que Diana não se aproximaria de mim mais nenhuma vez. Um mês depois nos instalámos em Nova York e ficámos lá até ele morrer, eu sabia que foi por minha causa que ele se separou da minha mãe, e sabia que ele ficava preocupado em me deixar em casa cada vez que ia caçar. Eu era um fardo para ele.- falou e Derek se aproximou e se ajoelhou ao seu lado, ele a abraçou e ela retribuiu chorando.
—Tenho a certeza que você não foi um fardo para o seu pai, foi a sua mãe que acabou com o casamento ao se tornar aquela mulher fria, não você.- Derek a olhava com carinho e ternura, mesmo tentando disfarçar mas Alexia percebia isso e o beijou no rosto.
—Obrigada.- ela falou.
—Pelo quê?- perguntou confuso.
—Por me falar que eu não era um fardo para o meu pai.- ela falou e ele sorriu, do nada ela arregalou os olhos.
—Que foi?- Derek perguntou confuso pela sua reação.
—Que horas são?- Alexia perguntou ao ver o sol começar a nascer.
—Seis da manhã, porquê?- Derek perguntou.
—Eu tenho que me despachar, tenho escola.- ela falou bufando.- Lembrando que eu odeio segundas feiras.- ela falou e Derek a olhou risonho.
—Se você tem que se despachar, porque não o faz?- perguntou.- Lembrando que as aulas começam lá pelas 8:30 e que a sua casa ainda é um pouco longe.- ela arregalou os olhos e se levantou correndo para a porta.
—Tenha cuidado para não abrir a ferida.- ele falou e a viu voltar para dentro e se aproximar de si.
—Obrigada, Der.- ela beijou a sua bochecha e correu novamente, desta vez, tendo cuidado para não abrir a ferida.
Após ouvir ela partir entre a floresta, notou que estava a sorrir como um bobo apaixonado.
—Não é possível, a garota apareceu ainda hoje Derek se controle.- ele falou para si próprio, mas ele ainda sorria.- Argh, pareço um adolescente.- resmungou.
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