O sol, a lua e Dherine
13 Erica está morta.
Notas iniciais
Mais um ano começa em Beacon Hills, eu e aminha mãe voltámos, infelizmente ninguém sabia uma cura para a maldição que Esther lançou na minha mãe, o jeito era esperar que a maldição chegasse ao fim e matasse ela. Suspirei, saindo do lamborghini e encontrando Lydia e Allison na entrada.
— Oi garotas.- falei sorrindo.
— Katherine.- elas falaram e pularam em cima de mim, me abraçando e rindo.
— Não, o papai noel.- ri e elas saíram de cima de mim. Dois gémeos passaram por nós, senti cheiro de lobisomens e retessei, mas ninguém percebeu nada, eu tinha um mau pressentimento sobre eles.
— Estes são os alunos novos.- Allison falou.
— São gatos.- sorri fingindo estar tudo bem.
— Sim, mas só um deles é hetero.- Lydia falou maliciosa. Sorri também maliciosa.
— Gente vamos para as aulas vai.- Allison falou e nos empurrou para a aula de literatura, nós três estávamos atrasadas, Lydia e Allison entraram e sentaram-se, já eu, sentei-me como se nada me importasse, a professora me olhou.
— Querida, por favor se apresente.- ela falou sorrindo, eu não ia com a cara dela, ela era daquelas que se fazia amiga dos alunos.
— Não.- sorri irónica e todos me olharam.- Você não manda em mim, e acho que é melhor que eu lhe lembre que o seu salário sai do meu bolso, e agora, se me der licença, eu vou sentar e rezar para que esta aula acabe cedo para que eu não tenha que ficar muito tempo olhando essa cara de perua mal comida por muito tempo.- sorri e pousei a mala em cima da mesa, todos estavam com os olhos arregalados, a professora estava vermelha de tanta raiva.
— Só não lhe mando para o diretor porque é o primeiro dia de aulas, querida.- dei de ombros, ela começou a aula e eu fiquei a bater o lápis na mesa irritantemente, Lydia que estava ao meu lado virou-se para mim.
— Porque fez aquilo?
— Não fui com a cara dela.- respondi irritada e Lydia se encolheu.- Desculpa, não encontrei uma cura para a maldição da minha mãe, a única coisa que me resta é vê-la definhar até á morte.- Lydia sabia do que eu estava a falar, por isso segurou a minha mão num gesto calmo e aconchegante.
— Sinto muito.- ela falou sincera, do nada ouvi barulhos de asas batendo e quando olhei para a janela havia uma data de corvos voando até nós, a professora olhou.
— ABAIXEM-SE TODOS.- ela gritou e todos nos abaixamos, Stiles protegeu Lydia e eu joguei-me no chão fazendo uma barreira protetora, infelizmente o escudo só funcionava em mim. Os corvos quebraram as janelas e arranharam todos menos a mim, quando tudo parou me levantei.
— Lydia? Allison? Vocês estão vivas?- perguntei, não chamei pela professora porque não fazia questão, entretanto todos me olharam, dei de ombros e o meu celular tocou. Peguei nas coisas e sai da escola, atendi o celular.- Alo?- falei mas ninguém respondeu, eu conseguia ouvir uma respiração do outro lado da linha, quando ia perguntar quem é, esse alguém desligou.
Estranhei, andei pela floresta á procura de Derek, entrei na antiga mansão dos Hale.
— Derek? Derek? Cadê esse puto?- chamei, andei pela casa gritando o nome dele e o encontrei num dos quartos com Scott.- Você deve ser o lobisomem mais idiota, não me ouviu chamando você?- perguntei indignada.
— Claro, eu e o resto da Califórnia.- bufei e pousei a mala em cima da cama.
— Vai se fu...- fui interrompida por um abraço bem gostoso.- Ai que saudade.- falei e ele riu. Retribui o abraço e separámo nos, dei um beijo na sua bochecha.- Você não devia estar na escola, garoto?- perguntei a Scott.
— Talvez.- ele falou.- Mas você também devia estar. E qual é a do garoto?- ri.
— Talvez.- imitei.- Sou mais velha que você. Tenho 18 anos, por isso você é mais novo que eu e eu chamo você de garoto porque é assim mesmo, ou você prefere idiota?- perguntei zombando.
— Garoto ta bom mesmo.- ri e me sentei numa cadeira.
— Então, o que você ta fazendo aqui mesmo?- perguntei.
— Uma tatuagem, a que eu fiz desapareceu.- revirei os olhos.
— De qualquer maneira, como você vai...Wow.- falei ao ver Derek pegar num maçarico.- Legal, vamos fazer churrasco de Scott?
— Acho que não!- Stiles falou atrás de mim.
— Então Scott, para que quer fazer uma tatuagem?- Derek perguntou.
— Sabe o que significa tatuagem?
— 'Marcar algo'.- Stiles falou.
— Essa é a definição o Taiti. Significa 'ferida aberta'. É o que eu estou sentindo.- Scott falou e eu percebi.- Passei as férias sem falar com a Allison, mesmo querendo. É isso que eu sinto. Ela é uma ferida que não cicatrizou em mim.- explicou.
— Estou emocionada. Já posso queimar ele?- perguntei.
— Não.- Derek e Stiles responderam e eu bufei.
— Mas eu quero.- fiz birra.
— Não. Você vai se queimar.- Derek falou.
— Tudo bem, fecha os olhos Scott.- falei e ele fez o que eu pedi, segurei ele no lugar junto com Stiles. Derek começou a fazer a tatuagem e a certa altura Scott desmaiou de dor e acordou todo feliz com a bosta da tatuagem dele.
— A tatuagem parece permanente agora.- Stiles falou. A porta estava pintada e eu estava confusa.
— Derek você pintou a porta?- perguntei e ele assentiu.
— Só pintou de um lado, Scott põe as garras de fora e raspa tudo.- mandei.
— Não Scott. Katherine...- Derek tentou.
— Arranha Scott!- mandei.
— Mas o Derek...
— Faz isso antes que eu arranhe a sua cara.- ameacei e Scott arranhou até aparecer um triskelion.
— Todo um esforço para esconder um triskelion? O que eu perdi?- perguntei e eles me atualizaram de tudo.- Quando é que vamos ter descanso?- perguntei retoricamente.
— Faço a mesma pergunta desde que me transformei em lobisomem.- Scott falou e eu revirei os olhos. Stiles e Scott saíram e eu suspirei cansada.
— O que foi?- Derek perguntou-me.
— Passei quatro meses fora tentando encontrar uma cura para a maldição que Esther lançou sobre a minha mãe e procurar o meu irmão, e nem um dos dois eu consegui.- eu estava exausta.- A única coisa que eu posso fazer é esperar que a minha mãe definhe até á morte.- olhei para o teto tentando não chorar. Derek me abraçou e eu me aconcheguei nos seus braços.
— Seja lá o que acontecer eu estarei ao seu lado.- sorri e o olhei nos olhos, Derek fez os seus olhos ficarem vermelhos e eu mudei os meus para violeta, durante uns segundos nos olhámos, depois disso não sei quem tomou a iniciativa, a única coisa que eu sei é que não dormirei em casa hoje.
.....
Hoje havia uma festa na casa de uma tal de Heather e Danny me convidou para ir e me aconselhou a vestir um vestido florido. Odeio vestidos com estampas floridas.
Já na festa, Danny me deixou para ir tentar ficar com o gémeo gay, Stiles teve a sorte de ser beijado pela aniversariante, e eu, estou neste momento a ouvir um garoto falar sobre como gosta de garotas com vestidos floridos e bla bla bla. Disse ao garoto que eu nem sabia o nome, que iria ao banheiro retocar a maquiagem, cansei de ficar ouvindo ele dar em cima de mim, no banheiro liguei para o único que me salvaria.
— Katherine?- ele falou.
— Socorro!- pedi.
— O que aconteceu?- ele perguntou preocupado.
— Eu to numa festa, ouvindo um cara dando em cima de mim, falei que vinha ao banheiro para ele desaparecer, mas eu estou mesmo a considerar matar o garoto.- falei desesperada.
— To indo aí.
— Mas você nem sabe onde...- fui interrompida.
— Chego em cinco minutos.- e desligou.
Estava do lado de fora quando escutei um barulho de vidros se partindo e depois um grito, sai em direção ao grito, mas uma mão tocou no meu ombro e eu me virei socando a cara de alguém que percebi ser Derek.
— Porque mesmo você me socou?- ele perguntou imóvel.
— Eu...desculpa, ouvi um grito e me assustei.- falei confusa procurando a origem do grito.
— Que grito?- ele só podia estar a brincar.
— Um grito de uma garota.- falei franzindo a testa.- Deixa para lá.- dei de ombros e ele me puxou para a saída.
Quando estávamos no quintal cheio de gente, Derek parou bruscamente, ia lhe perguntar porque parámos mas ele colou as nossas bocas rapidamente, as minhas mãos subiram para a sua nuca e as dele para a minha cintura, senti os olhares de todos em nós, mas não me importei e continuei o beijo, separámos nos ofegantes e seguimos para o carro dele.
— Porque exatamente você me beijou no meio daquela gente toda?- perguntei curiosa e ele me olhou de relance.
— Eu beijei você, para que todos saibam que você não está disponível.- sorri e beijei a sua mandíbula.
— Alguém já te disse que você é possessivo?- perguntei com uma sobrancelha erguida, ele riu e acelerou o carro. Chegámos no apartamento dele e quando olhei, estava tudo empoeirado, a única coisa que estava cuidada era um pequeno vaso de lavanda que eu tinha deixado aqui enquanto dormia aqui, sorri.
— Não sabia que você tinha bancado o sentimental.- falei sorrindo para ele que sorriu de lado.
— Também não acreditei de primeira.- Isaac falou.
— Picolé, que saudade.- corri e me joguei em cima dele rindo, ele começou a tagarelar sobre lacrosse e eu apenas ouvia. Derek havia sentado na cama, joguei-me na cama quando bocejei, Derek ficou fazendo carinho nos meus cabelos, Isaac não se importava, já estava tão habituado que nem ligava.
— De qualquer maneira, não confio nele.- Isaac falou.
— Em quem?- perguntei.
— Peter.
— Peter Psicopata Hale?- zombei.
— Ele entrou em contacto.- Derek falou.
— Não dá para confiar nele.- Isaac não confiava em Peter de forma alguma.
— Ele sabe mais do bando dos alfas do que eu.- Derek queria saber mais sobre os alfas para os podermos derrotar.
— O que extamente o Peter veio fazer aqui?- perguntei.
— Você confia em mim?- Derek dirigiu-se a Isaac.
— Confio mas ainda não gosto dele.- esclareceu.
— Ninguém gosta dele.- Derek pontuou. Do nada a porta de ferro se abriu e Peter apareceu.
— Crianças, só para constar: sim, ressuscitar deixou algumas das minhas habilidades meio debilitadas, mas a minha audição ainda funciona muito bem. Então falem o que tiverem que falar na minha cara.
— Não gostamos de você.- Derek explicou por todos.- Agora cala a boca e vem ajudar.
— Katherine?- perguntou esperando a minha aprovação.
— Eu podia falar que gosto de você e que a partir de agora vamos viver felizes para sempre, mas não seria verdade.- dei de ombros. Derek e Isaac esconderam o riso.
— Magoou.- fez-se de ofendido.
— A culpa não é minha se a minha personalidade é tão parecida com Katerina.- sim, muitos me confudem com ela por causa da parecença e da minha personalidade.
— Como é que você faz isso?- Isaac perguntou temeroso.
— É um ritual antigo usado por alfas, já que é uma habilidade que requer um pouco de prática.- Peter explicou.- Um deslize e pode paralisar alguém. Ou matar.
— Mas você já praticou bastante certo?- Isaac procurou conforto.
— Nunca paralisei ninguém.- Peter brincou.
— Espere, isso significa que...- Isaac foi interrompoido por Peter que, brutalmente libertou as garras fincando-as na nuca dele, passou-se um tempo até que Peter o largou ofegante com o que viu, seja lá o que foi, não é bom.
— O que você viu?- Derek perguntou.
— Estava confuso. Imagens...formas confusas...
— Mas você viu?- perguntei curiosa.
— Isaac os achou.- Peter falou.
— Erica e Boyd?- Derek perguntou pelos seus betas desaparecidos.
— Pior.- pude ver o medo nos olhos de Peter.
— Deucalion.- supos e Peter confirmou.
— Ele prometeu que estarão mortos na lua cheia.- até eu estava com medo.
— A próxima lua cheia?- Isaac perguntou irritado.
— Amanhã á noite.- falei com medo. Derek me olhou tentando me confortar, mas era impossível.- Eu posso encontrá-los.- falei para eles.
— Como?- Isaac perguntou. Peter já sabia e Derek estava com medo que alguma coisa corresse mal.
— Preciso de alguma coisa deles. Um fio de cabelo ou até um objeto pessoal, deixem o resto comigo.
.....
Em menos de uma hora, estavam todos ali, Isaac contou a Scott, que contou para Stiles que acabou contando para todos.
— Derek dê-me a escova para que eu possa começar.- falei bufando e ele assim o fez. Coloquei a escova entre as velas que circulavam o mapa da cidade com um pouco de areia em cima. Acendi todas as velas, respirei fundo e fechei os olhos.- Fes Matos Tribum Nas Ex Viras Sequitas Saguine Ementas Asten Mihan Ega Petous.- a areia mexeu-se até parar num ponto.- Aqui. Banco Nacional de Beacon Hills.- todos exceto Deaton ficaram impressionados.
— Agora que sabemos, o que vamos fazer?- Scott perguntou.
— Resgatá-los.- Derek falou imediatamente.
— É suicidio.- falei pensando em um plano, Derek me olhou magoado e isso me machucou, eu não queria que ele pensasse que eu não os quero salvar, apenas tenho medo que aconteça alguma coisa.
— Não posso simplesmente deixá-los. São meus betas. São minha família.- o olhei. Preparei-me para responder, mas alguma coisa repuxou dentro de mim me fazendo buscar por ar, as velas aumentaram a intensidade.
— Eam Nudatus in tenebris! Lupum occidi!— essas palavras fizeram os meus olhos arderem. As velas tinham se apagado a areia voava e a lâmpada estourou.
— Katherine fala comigo!- Derek me chacoalhou com medo.
— Estou bem.- falei respirando mais normal.
— O que aconteceu?- Allison perguntou preocupada comigo.
— Erica morreu. Deucalion matou-a.
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