O sol, a lua e Dherine
15 Âncora
Notas iniciais
Graças ao jato particular dos Mikaelson, pude ir a New Orleans, para enterrar a minha mãe, ela sempre falou que queria ser enterrada na sua cidade.
O enterro foi como todos os outros, eu recebi mais um telefonema do mesmo número que me liga mas não fala, Bekah e Hope já tinham saído de Beacon Hills, assim que voltei no mesmo dia.
Elas não podiam estar numa cidade cheia de perigos, Hope corria risco enquanto estivesse nesta cidade. Abri o portão do loft do Derek, e logo uma música horrível é ouvida.
— Mas que merda é essa?- quase grito.
— Katherine. Onde você esteve?- Derek veio até mim.
— Tive que tratar de uns assuntos for a da cidade.- falei com calma.
— Porque não me avisou?- perguntou e eu dei de ombros, ele foi até Cora que fazia flexões.- Por hoje chega.
— Eu consigo…- ela falou sem se importar.
— Ainda não está totalmente curada.- Derek falou lhe passando uma rasteira, Cora caiu no chão.
— Sabe o que é Derek? É que eu passei meses fechada num cofre, ouvindo sobre você. Sobre como Derek Hale, o meu irmão, havia construído uma alcateia. E adivinha só: Eu volto para o mundo dos vivos e te encontro namorando com uma adolescente.- não seria a primeira nem a última vez que falavam essas coisas.
— Agora não, Cora.- repreendeu.
— Sabe como me senti ao saber que você estava vivo?- ela estava quase chorando, me compadeci com a sua situação.
— Desculpe ter dececionado você.- Cora iria falar, mas o alarme soou me trazendo uma sensação ruim. Uns caras, que sei serem de Deucalion apareceram, o lobisomem me empurrou, mas eu só movi um passo para trás.
Ele começou a brigar com Derek e Cora. Do nada, uma lobisomem foi para cima de Derek, puxei o lobisomem de cima de Cora e dei um xute na sua barriga o fazendo cambalear para trás, ele me passou uma rasteira e Cora jogou-se em cima dele, ele deu vários socos nela e eu me preparei para lhe jogar um aneurisma, ele gritou de dor colocando as mãos na cabeça implorando que a dor parasse, mas eu não parei, ele tentou matar-nos, eu acabaria com ele.
— Chega!- a voz de Deucalion chegou nos meus ouvidos trazendo uma enorme raiva para mim, o lobo que lutava contra nós parou e se afastou.- Kali…- Deucalion mandou que a garota se juntasse ao outro e assim ela fez.- Derek você me impressiona. Cada dia uma nova surpresa!- se aproximou, Cora estava exausta e Derek atento.- Eu tenho procurado um novo talento para a minha alcateia. Você é um ótimo candidato. Um alfa poderoso.
— Ah é mesmo?- Derek quase rosnou e Deucalion soltou uma gargalhada sinistra.
— Mas é claro que sim.- riu.- Hale…você é muito poderoso.
— Eu vou matar você.- Derek falou pausadamente.
— Não seja psicopata como o seu tio. Tudo o que precisa de fazer é matar um dos seus betas.- pausou.- Tudo começou inicialmente. Eu havia acabado de ficar cego, meu beta teve a ideia de me matar e assumir o lugar de alfa, roubando os meus poderes. Consegui vencê-lo, fiquei mais forte, mais rápido, mais habilidoso…Kali e Ennis também. Kali matou todo o seu bando, acredite, eles eram bons. Sua alcateia é formada por adolescentes desengonçados e ela.- apontou para mim.- Pense bem, a proposta estende-se para você também jovem hibrida.- quando Derek começou a avançar em direção ao demónio, Kali enfiou um cano de ferro no lindo e fantástico tronco de Derek, o mobilizando. Aproximei-me, mas Deucalion teve a ousadia de me segurar pelo braço, sorri e o fiz ter a pior dor existente, como se estivesse sendo queimado de dentro para for a, lenta e dolorosamente. Ele gritou de dor, fazendo os dois lobisomens retesarem o ataque.
— Quem é o próximo?- perguntei sorrindo cruelmente. Soltei Deucalion, por hora bastava o aviso, Kali mexeu no cano fazendo Derek cuspir sangue.- Achei que o quisesse como seu troféu, tal como todos os outros. Vai matá-lo?- perguntei ameaçando Kali ter a mesma dor que Deucalion, Ennis preparou-se para impedir, mas Deucalion foi até Derek e tateou o seu rosto.
— Tem razão Kali. Ele se parece com a mae.- falou e se afastou.- Você vai me conhecer Derek. Assim como sua mãe me conheceu.
— Eu conheço você. Você é um maníaco.- Derek falou com dificuldade, observei a poça de sangue.
— Me conhece?- Deucalion se virou para nós.- Você nunca viu nada parecido comigo.- explicou.- Eu sou o alfa dos alfas.- ouvi um barulho de trovões.- Eu sou o ápice dos predadores. Eu sou a morte, o destruídor dos mundos.- mais trovões se ouviram.- EU SOU O LOBO DEMÓNIO!- gritou, as luzes piscavam e uma até quebrou.- Odeio quando isso acontece!- ele bufou. Kali tirou o cano fazendo Derek cair na poça de sangue, os três foram embora e eu e Cora nos aproximámos de Derek.
— Derek?- chamei.
— Você precisa ir embora!- ele falou se levantando com dificuldade.
— O quê?- perguntei.
— Derek, você está perdendo muito sangue.- Cora comentou preocupada.
— Saia da cidade.- neguei rapidamente.- Eu não vou poder proteger você para sempre.- ri amargamente.
— Eu não pedi para ser protegida, Derek.- falei irritada.- Aliás, eu sei me proteger muito bem, sempre o fiz, e lembre-se, Derek. Eu já enfrentei coisas piores que Deucalion, não tente bancar o alfa, já falei para você, você não é o meu alfa, ele está morto.- falei com raiva. Cora me olhou, ignorei o seu olhar e toquei nos ombros de ambos.
— As'inta Mulaf Hinto.- transferi as suas dores para mim, os meus braços sangraram e quando Derek fez mensão de me agarrar pelo pulso, me esquivei.- Eu fui a New Orleans, enterrar a minha mãe.- falei e sai.
…..
Pov autora
— Como assim, enterrar a mãe?- Cora perguntou confusa, Derek a atualizou de tudo e Cora ficou estupefacta.- Meu Deus. Sinto muito por ela.- Cora falou sincera.
Pov Katherine
Scott e Stiles me atualizaram de tudo o que se passou de novo, devo falar que estou bastante chocada, eu estava sentada no porão, com velas há minha volta, eu queria saber se eles sabem o que está a acontecer.
Os ancestrais começaram a falar em línguas estranhas, mas depois, consegui perceber o que eles estavam a falar, e, sinceramente, preferia não ter percebido. O celular toca interrompendo os meus pensamentos.
— Fala Scott!- disse assim que atendi o celular.
— Vem para o loft, estamos todos aqui.- ele desligou, bufei, subi para o meu quarto, troquei de roupa e desci, peguei na minha moto e fui a alta velocidade para o loft de Derek.
Assim que entrei, estavam todos lá, até mesmo Deaton, menos Allison e Lydia, Derek e Cora me olharam, revirei os olhos e fiquei ao lado de Stiles.
— O que voce sabe sobre os sacríficios?- Stiles perguntou, direto e sem rodeios, a Deaton.
— O que o faz pensar que eu saberia de algo?- Deaton perguntou.
— Me dê um minuto, vou fazer uma lista.- falei irónica.- Qual é? Você sabe mais das nossas vidas do que nós próprios.- eu precisava que Deaton me confirmasse o que os ancestrais falaram.
— Todos os símbolos, o banco, a tramazeira, são todos dos druidas celtas. Já ouviram falar do homem de Lindow?- Stiles falou rápido.
— Um corpo de dois mil anos encontrado na Inglaterra, estrangulado, espancado e com a garganta cortada.- expliquei.
— Havia mistletoe no estômago dele.
— E o que isso tem a ver com os sacrifícios?- Cora perguntou.
— O cofre em que mantinham você e Boyd foi infestado com essa planta.- Deaton falou, Cora estremeceu com a lembrança.
— Acha que foi uma bruxa?- perguntei a Deaton.
— Para mim foi um druida.- Stiles discordou.
— Nem bruxa, nem druida, ambos eram apegados á natureza, acreditavam em manter o equilibrio, não eram assassinos.- Deaton falou e eu o olhei com raiva.
— Esther era uma bruxa e nem por isso se importou de matar Tatia, ou até mesmo de transformar os filhos nos primeiros vampiros do mundo, para depois os perseguir por séculos, assim como ela também não se importou de matar uma criança de sete anos.- eu não tinha raiva, eu tinha ódio dela.
— Calma.- Deaton me olhou pedindo, suspirei.
— Bem, esse é.
— Isso não faz sentido, Stiles.- neguei com a cabeça.- Os druidas foram criados para guiar e aconselhar lobisomens, cada matilha tem o seu. Sacrificios são uma forma de extrair poder, com certeza tem uma bruxa nisto.- eu falava mais para mim do que para todos.
— Como você sabe disso tudo?- Deaton estava perplexo porque nada disso estava escrito nos grimórios.
— As ancestrais me contam.- falei e a boca de alguns se escancarou.
— Do que você precisa?- Deaton perguntou.
….
— Fes matos obscuras ex luces exum ombres.- repeti três vezes. Me concentrei mais no que elas falavam, quando acabou, cambaleei para trás.
— O que foi?- Peter perguntou preocupado.
— É muito pior do que o que pensávamos.- ofeguei com a quantidade de mortes que estava por vir.
— O que elas falaram? Quem está por detrás disto tudo?- Derek perguntou pela primeira vez.
— ELAS NÃO SABEM. ESSE É O PROBLEMA.- gritei em desespero.- Tudo o que elas viram é um druida querendo vingança, ele está a canalizar magia que não lhe pertence, as ancestrais estão revoltadas.- expliquei com um pouco de mais calma. Uma lâmpada quebrou por causa do meu pequeno descontrole, fechei os olhos e contei até 5, abri os olhos e me encontrei mais calma. Olhei em volta, mas tudo o que me vinha á cabeça era uma palavra que as ancestrais falaram, Darach. Do nada, senti uma dor enorme, olhei em volta e vi um espirito, o que achei muito esquisito, visto que eu não sou a âncora, era o professor de música da nossa escola, ofeguei quando ele tocou na minha mão e uma dor ainda maior tomou conta de mim.- AAAAHHHHHHH!- gritei de dor e todos me olharam assustados, Derek veio para o meu lado, e me apoiou quando eu cambaleei para trás, eu estava exausta.
— O que foi?- Peter perguntou preocupado.
— Lydia acha que alguma coisa matou o professor de música.- Stiles leu a mensagem, ofeguei.
— Não! Ah, não. Não, não, não e não.- falei desesperada.
— O que houve?- Deaton perguntou-me.
— O professor de música acabou de passar por mim.- falei confusa com o que aconteceu.
— Você só pode estar a brincar!- Cora falou descrente, cruzando os braços.
— Meu Deus!- Deaton falou incrédulo.- Então isso significa que você…
— Não, isso não é possível. Bonnie é a âncora, não eu.- eu andava ás voltas sem parar, estava desesperada.
— Pare quieta, garota. Está a deixar-me tonta.- não liguei para o que Cora falou.
— A menos que a âncora tenha morrido, e passado o legado para outra bruxa, que no caso, é você.- olhei para Deaton. Então do nada um a um, mais espiritos começaram a aparecer e eu olhei para a porta em desespero tentei ir a ela, mas um apareceu e me tocou, gritei de dor e me apoiei na mesa, mais um me tocou e eu gritei ainda mais alto, todos me olhavam assustados, então o último me tocou e eu desmaiei. Acordei na floresta de Beacon Hills, mas havia um espirito ali.
— Quem é você?-perguntei, ela era parecida com Laura, eu suspeitava que era Talia, mas precisava de ter a certeza.
— Sou Talia Hale.- abri a boca.
— Eu sou Katherine Morgan, sou a âncora.- ela assentiu indicando que sabia o que era âncora.
— É bom ver que o meu filho está bem acompanhado.- sorri.
— Sinto muito pelos seus familiares.- falei sincera e ela sorriu terna.
— Algo grande está por vir. Cuide dos meus filhos e do meu irmão, por favor.- ela pediu com lágrimas nos olhos.
— Eu cuidarei. Prometo.
— Há alguém que quer falar com você.- assenti e então a vi. Era a minha mãe, Talia saiu.
— Mãe.- falei chorando.
— Minha filha.- sorri e a abracei.- Preciso que você me ouça. A Bennet e o Salvatore mais velho foram parar num mundo prisão, antes de morrer, Bonnie passou a âncora para você, ninguém sabia se o outro lado ficaria bem, mas as ancestrais pouparam este mundo. Obrigada por me amar, meu amor. Tenho que ir.- neguei com a cabeça, mas ela me soltou e eu fechei os olhos, abrindo-os e vendo todos ao meu redor, levantei-me limpando as lágrimas.
— Eu sou a âncora.- falei com emoção.
— Porque está feliz?- Deaton perguntou confuso.
— Eu vi a minha mãe.- sorri e então olhei para os três Hale's.- Também vi Talia.- eles me olharam, Peter tinha um olhar emocionado, assim como Derek e Cora, embora a última disfarçasse. Então fiquei séria.- Deaton, o que você sabe, sobre mundos prisões?- perguntei e ele me olhou chocado.
— São mundos que prendem alguém, conheço uma vampira que ficou presa porque era uma estripadora, o seu nome é Lily Salvatore.- ofeguei chocada.- O que foi?
— Não é possível! Você tem a certeza Deaton?- perguntei enquanto ele me olhava confusa.
— Sim, porquê?
— Porque Lily Salvatore, é a mãe de Damon e Stefan, a mãe que eles enterraram em 1858. Damon não conseguiu fazer o discurso de enterro e sempre se culpou por isso.- falei olhando para o nada, alheia aos olhares chocados.- Você tem ideia do que a culpa faz com um vampiro?
— Faz ele desligar os sentimentos, começando a matar por puro prazer e diversão!- Deaton respondeu.
— Exato. Damon fez isso por mais de um século, ainda mais com a obcessão com Katerina. Lily Salvatore é uma estripadora, tal como Stefan foi!- falei percebendo então a gravidade da situação.
— Stefan foi estripador?- Deaton também conhecia Stefan.
— Já ouviu falar no assassino dos Monterrier?- perguntei e ele ofegou.
— Não.- falou incrédulo.
— Sim.- sorri irónica.- Vou indo.- sai.
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