O sequestro de Kaneki
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Sentado numa cadeira, amarrado...assim que estou agora. Olho para frente e vejo Jason, a máscara ensanguentada...com o MEU sangue. Ele havia arrancado meus dedos dos pés. De ambos. Não queria mais olhar para aqueles olhos, para aquela máscara, para aquele corpo.
Depois de um tempo, senti um toque. Aquele toque...Pensei que seria minha mãe. Chamei por seu nome duas vezes, porém, ao minha venda cair, deparei-me com Rize. Fitei-a, enquanto ela me fitava.
"Kaneki-kun, você está acabado"
Pude ouvi-la resmungar. Continuei olhando-a e pensando no que dizer. Tentei dizer algo,mas minha voz não saía.
"Hn? Porque me confundiu com sua mãe?"
Continuei ouvindo.Apenas respondi algo que não consigo me recordar. No meio de nossa conversa,relembrando meu passado, Jason entrou na sala. Pude ouvi-lo gemer meu nome por no mínimo três vezes. Ouvi o barulho de sua ferramenta batendo em suas mãos, e sabia que meus dedos seriam arrancados. Ouvi-a bater numa mesa de metal, então, ouvi alguns resmungos. Tirou minha venda e me deparei com um casal, o casal que prometia me ajudar.
- Quem você escolhe, Kaneki-kun?- Jason gemeu meu nome.
- M-ME MATE! NÃO OUSE TOCAR UM DEDO NELES, ME MATE!- Gritei. Quem deveria morrer ali...era eu.
- Não vou perder minha diversão- ele ficou por trás de mim- e você vai escolher um deles para morrer, ou ambos morrem.
Gelei. Não queria ser assassino...não queria continuar sendo aquele monstro! Eu tentei mudar o mundo...mas quem precisava ser mudado...era eu.
Eu ia dizer algo, mas Yamori interrompeu-me e acertou sua ferramenta na cabeça de ambos, matando-os. Não sabia como reagir. Ouvi a voz de Rize ressoar na minha mente...
era minha vez.
Fiz força nas mãos, as algemas romperam-se. Levantei-me, sorri,e acertei Yamori. Estalei os dedos, depois o pescoço.
"Você disse que iria me devorar...não seria um problema se...eu te devorasse, não é?"
Ele segurou minha perna e entortou-o, de seguida ela desentortou-se. Sorri, enquanto partia para cima dele com minha kagune a postos. Cortei sua orelha, e a saboreei.
- Tem gosto de vísceras de peixes...
Disse, liberando minha kagune em direção a seu orifício anal. Ele gemia. Eu me divertia, sorrindo.
"Quanto é mil menos sete?"
Pronunciei, baixinho. Ele gemeu, tentando responder-me. Não conseguia, portanto, continuei avançando com a kagune. Ele gritava...assim como eu, em minha cadeira de tortura.
"N-novecentos...e...e noventa..."
Concentrei toda a minha força e joguei a kagune em direção do orifício. Ele morreu. Levantei-me, coloquei minha máscara e estalei os dedos. Saí da sala.
Não sou eu que estou errado...o mundo está.
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