Alguns minutos se passaram e novamente paramos. Mas dessa vez, ninguém abriu o porta mala. Permaneci ali. Quieta. Esperando. Tremendo.

E então ouvi uma voz. Era ele. Parecia falar ao telefone. Tentei me levantar, mas a forte dor de cabeça devido ao golpe de mais cedo, não permitiu. Então apenas fiquei ali. Tentando respirar e pensar em como fugir.

Alguns minutos mais tarde, o carro voltou a andar e eu apenas adormeci.

Depois de algum tempo, acordei com uma claridade. Estava sendo carregada por fortes mãos. As mãos dele. E então apenas permaneci imóvel. Não queria que ele soubesse que eu havia acordado. E então apenas continuava com os olhos fechados.

—Eu sei que está acordada. — a voz dele soou como facadas.

—Tudo bem. Não fale. Minha cabeça dói. — disse trêmula

—Eu não ligo. — disse ele, me jogando no chão.

Olhei em volta, estava em um local sujo. Mas não tão quanto o outro. Havia um colchão velho, e um travesseiro. Era tudo o que tinha.

—Irei sair. Você fica aqui.

—Como se eu tivesse escolha — Murmurei encarando o chão.

—Ótimo. — disse ele se virando.

—Calma... Porque está fazendo isso? Porque comigo?

Ouvi uma risada. Uma risada alta e escandalosa.

—Oh doce menina, você realmente não sabe? Sua família nunca citou um tal de Julio? Tente se lembrar.

—Julio? Não me lembro... Mas porque esta fazendo isso?

—Vingança, querida! Vingança! — ao falar isso, ele apenas saiu.

E eu fiquei ali, perdida em pensamentos. Tentando me lembrar quem era ele e porque estava fazendo isso.