O segredo das Rosas
2 Capítulo 2
CAPÍTULO 2
A noite logo chegou e cansadas elas jantaram e foram dormir. Giovanna teve um sonho que a deixou muito inspirada na manhã seguinte. Ela havia sonhado com Eric. Ela foi muito animada para a Universidade. Mariane a encontrou na entrada e as duas seguiram para a aula de história. Giovanna nunca havia percebido que Eric também fazia a mesma matéria. E nesse dia ele fez questão de sentar-se ao seu lado esquerdo com Mariane ao direito. Giovanna não conseguia nem respirar direito que dirá prestar atenção na aula. Ela não conseguia parar de pensar nele.
Depois que o sinal tocou, eles seguiram para o refeitório e novamente Eric fez questão de sentar-se perto dela. Mariane estava estranhando a situação, mas não ousou dizer nada. Jane se juntou ao grupo e Eric comentou sobre uma festa que teria na casa de um primo no subúrbio da cidade. Pela descrição parecia que seria uma ótima festa, pelo menos para Giovanna o fato de Eric estar lá já era algo maravilhoso.
—Eu adoraria ir a essa festa, mas eu não tenho transporte, então...
— Não seja por isso gatinha. Eu levo você. – Disse Eric colocando um dos braços em volta de Giovanna. – Escuta, eu vou te deixar hoje em casa e aí, eu já fico sabendo onde você mora. Tudo bem? – ela assentiu com a cabeça sem dizer nada.
Para Giovanna estava tudo maravilhoso. Ela iria a uma festa e seria levada pelo cara mais fofo que conheceu. Literalmente o homem dos seus sonhos. Ela mal poderia esperar por isso.
Quando as aulas terminaram, Eric foi deixa-la em casa e ele a surpreendeu com um beijo. Giovanna ficou mais apaixonada do que estava. Depois que ele entrou no carro e foi embora, ela sentou-se na escadaria da frente e ficou lembrando o gosto dos lábios dele, e o quanto ela havia gostado daquele beijo.
Ela estava tão enfeitiçada por ele que havia esquecido totalmente que tinha que estar na loja ajudando sua mãe. Então ela ligou e inventou uma dor para não ir naquela tarde.
A noite havia chegado e Giovanna estava muito ansiosa pela festa. Ela havia tirado todos os seus vestidos e jogou-os na cama. Mas no final de tudo ela ainda achou melhor pegar um de sua mãe emprestado.
Alice estava muito preocupada com ela, porque Giovanna mal conhecia esse rapaz e a cidade. Mas confiaria na filha pelo menos essa fez.
Depois de três horas, as sete em ponto, o carro de Eric estava parado na frente da casa dela buzinando. Giovanna saiu e Eric fez cara de surpreso.
—Nossa, você está linda.
Ela sorriu e entrou no carro despedindo-se da mãe que estava na porta.
Eles ficaram a maior parte do caminho em silêncio, e depois ela puxou conversa.
— Então o que te levou a fazer direito? – Ele sorriu.
— É sério. Vamos mesmo falar de estudo? Que tal falarmos de você. Porque você mora sozinha com sua mãe?
Giovanna não gostava de falar sobre seu pai, ele havia morrido há dois anos.
— O meu pai se divorciou da minha mae, e viemos para New Haven.
— Ah, que pena pela sua mae.
— Não tem problema.
— Chegamos.
Eric estacionou o carro e eles foram para a festa. Era uma casa muito grande. Quando eles entraram Cristine veio até eles e os levaram a Mariane. A festa foi muito divertida para Giovanna, principalmente pelo fato de Eric ter aparentemente escolhido ela para o acompanhar a noite inteira. Mas, logo ele deixou bem claro que ele não queria somente beijos, ele queria algo mais. Giovanna havia percebido e logo inventou uma dor de estômago e pediu para que Eric a levasse. Muito relutante ele a levou de volta para casa, mas não a beijou ao se despedir. Ela imaginou que ele estivesse bêbado e que amanhã seria diferente. Ela estava feliz assim mesmo, havia sido uma excelente noite.
Mas ela estava tão cansada que nem tirou a roupa direito antes de se jogar na cama e cair no mais profundo sono.
O dia seguinte logo chegou e o despertador tocou as sete acordando Giovanna. Ela se levantou e foi até o banheiro tomar uma boa ducha de água quente. Enquanto estava no banho ela não parou de pesar na festa da noite passada. Eric não saia de seus pensamentos. Então ela pensou que se as coisas continuassem daquele jeito, em breve ele seria o namorado dela.
O café- da- manhã estava pronto e Alice estava quase saindo para o trabalho.
—Tchau mãe.
—Tchau meu bem. – ela respondeu e em seguida pegou sua bolsa e saiu pela porta.
Giovanna enfrentaria um dia muito longo hoje. Era dia de prova de sociologia, ela esperava que o professor tivesse alguma pena dela. Antes que ela pudesse continuar seus devaneios, ela foi interrompida pela sua mãe que entrou novamente em casa trazendo uma linda rosa em suas mãos.
—Eu acho que é para você. Tem um pequeno bilhete aqui.
Giovanna se levantou e segurou a rosa sentindo seu perfume delicioso. Sua mãe foi embora e ela deixou a rosa no jarro de vidro em cima da mesa. Pegou o bilhetinho e leu. Havia uma frase romântica que dizia: “O amor imaturo diz: te amo, porque preciso de ti e o amor maduro diz: preciso de ti, porque te amo”. Giovanna guardou o bilhete dentro da bolsa e saiu.
Enquanto ela seguia o caminho até a universidade, Giovanna pensou que aquela rosa era a prova do amor de Eric por ela, porque somente ele mandaria rosas para ela, para demonstrar que mesmo depois da noite passada ele ainda nutria algum sentimento por ela. Esses pensamentos a animaram e a deixaram totalmente em êxtase.
A aula havia começado e o Sr. Pierce foi muito severo nas questões. Giovanna se perguntou porque ele teria alguma pena dela? Ela era só mais uma aluna. Eric não se sentou perto dela na aula. Ela imaginou que talvez tivesse alguém para colar com ele, então ela esperou ele falar com ela no término da aula, mas ele continuou ignorando-a.
—Srta. Bragatti. – O sr. Pierce a chamou antes que ela saísse da sala.
—Sim.
—Eu quero saber se vai participar do leilão do baile deste semestre? Eu preciso saber para escrevê-la.
—Me desculpe, mas eu devo me escrever para o quê?
O senhor Pierce se aproximou dela e lhe explicou como funcionava o leilão do baile semestral.
—Todo semestre nós abrimos trinta vagas para as universitárias, e elas são leiloadas, e quem ganhar o lance daquela garota, ganha uma dança dela. O dinheiro será doado para uma casa de caridade.
Giovanna não estava certa de que iria participar, mas ela acabou aceitando. Então o sr. Pierce a escreveu no leilão que seria dali a dois dias.
— Eu posso lhe dar carona hoje, srta. Bragatti? Até a loja da sua mãe?- era evidente para Giovanna que seu professor estava gostando de sua mãe. Então ela pensou que talvez a rosa fosse dele, que ele tivesse deixado a rosa para sua mãe e não o Eric. Mas por algum motivo ela não o questionou, Giovanna preferiu continuar nutrindo sua esperança de que realmente tivesse sido Eric quem havia mandado. Mas se realmente havia sido ele porque ele a estava ignorando?
— Claro, porque não? – respondeu ela saindo da sala em seguida.
Giovanna encontrou Mariane no refeitório e as duas foram atrás da Cristine. Quando elas passaram na sala de Inglês, Giovanna viu alguma coisa que não a deixou muito feliz, que na verdade foi como um soco no estômago. A cena que ela viu foi sua nova inimiga Patricia abraçando o Eric. Quando Mariane percebeu que ela estava parada olhando para eles dois, ela puxou a amiga e a consolou.
—Me desculpa, eu deveria ter te avisado. Mas eu não pensei que você gostava tanto assim dele, tipo, olha o jeito que você ficou. Me desculpa. O Eric é muito galinha, não devia se meter com ele.
Mas Giovanna não quis ouví-la e convenceu-se de que eles eram apenas amigos e estavam se abraçando. Mariane não poderia saber, Patricia também era nova no campus.
Quando o último sinal tocou, Giovanna encontrou Mariane na saída, e as duas ficaram esperando suas caronas perto da escadaria. Depois de dois minutos a mãe de Mariane veio busca-la e Giovanna ficou sozinha esperando pelo professor Pierce. Enquanto ela lia um pouco do livro de sociologia, ela sentiu alguém beijar sua nuca e ela de imediato se levantou assustada. Mas ao ver Eric, ela se acalmou e sorriu para ele, e se aproximando dela, ele a beijou. Giovanna sabia que ele não poderia tê-la esquecido tão rapidamente. Então, ele a convidou para irem a casa de um amigo dele naquela noite.
— Eu prometo que te levo para casa cedo, e sua mãe não vai nem perceber.
Giovanna estava insegura.
— Eu não sei, minha mãe não costuma me deixar sair muito. Ela acha que eu ainda sou criança. Mas eu vou convencê-la, tudo bem? De qualquer forma passa lá em casa.
— Beleza gata. – ele deu um selinho nela e foi embora.
O professor Pierce estava observando a cena de longe e quando o adolescente se afastou ele caminhou lentamente até ela.
— Vamos.
Giovanna sorriu para ele e seguiu com ele até o empala. Tim abriu gentilmente a porta do carro para ela.
No caminho Timothy tentou achar as palavras certas para argumentar contra Eric. Afinal ele o conhecia muito bem, e sabia que tipo de cara ele era.
— O Eric é seu namorado?
Giovanna o encarou e depois de respirar fundo respondeu:
— Não, ainda. Porquê?
— Por nada. – ele ficou alguns minutos em silêncio e depois voltou a falar. – É que eu o conheço a muito tempo, a exatamente três anos e meio e queria te dar um conselho.
— Então, me diga.
— Ele não exatamente o genro dos sonhos de sua mãe. Entende o que estou falando?
— Mas as pessoas não podem mudar?
Timothy se calou porque ele havia percebido que ela estava apaixonada por Eric, e isso significava que ele teria de ficar de olho nos dois para que ele não a machucasse. Naquele momento ela era a garota ingênua e apaixonada.
— Sem querer eu acabei ouvindo a conversa de vocês. Ele te chamou para sair, foi isso?
Giovanna estava começando a ficar incomodada com as perguntas do sr. Pierce. Até parecia que sua mãe o havia mandado para a investigar.
— Sim, foi isso. – ela virou o rosto para a janela e orou para que chegasse logo na floricultura.
Quando finalmente eles chegaram, Giovanna saiu do carro e agradeceu pela carona. Tim desceu do carro e foi até a floricultura falar com Alice. Ele só a cumprimentou e antes de ir ele levou Giovanna até perto do carro e pediu que ela pensasse bem no que ele havia lhe dito.
— Tudo bem, eu vou pensar. – Pierce sorriu para ela e depois deu um beijo em seu rosto. E despedindo-se de Alice foi embora.
Talvez Giovanna pensaria a respeito do que o sr. Pierce havia dito, ou não. Ela passou toda a tarde ocupada na loja com a mãe que mal se lembrou que Eric a levaria para uma festa.
A noite havia chegado tão rápido que Giovanna ainda não sabia que vestido usar, mas por fim, ela colocou o vestido preto que sua mãe havia lhe dado de presente no natal passado, ele era sexy de um jeito elegante.
Eric não demorou a chegar, e em menos de duas horas eles já haviam chegado ao local da festa. Era uma casa no subúrbio. A casa era meio velha e bagunçada. Havia muitos adolescentes conhecidos e desconhecidos para Giovanna. Ela não estava se sentindo tão à vontade, por que era a primeira vez que ela saía sozinha com ele, na última vez Mariane estava com eles. Mas agora ela estava completamente isolada, e dependia da companhia de Eric.
Depois de beber alguns drinques ela sentou-se numa poltrona velha e empoeirada no canto da sala. Não conseguia mais ver Eric, e temeu que ele estivesse bêbado demais para dirigir. Então, ela resolveu ir atrás dele, ela o encontrou deitado em um sofá na outra sala, e estava claramente muito bêbado. Giovanna o chamou várias vezes, e nada. Eric estava inerte e Giovanna sentiu-se desesperada ao pensar na possibilidade de passar a noite naquele lugar.
Giovanna saiu da casa para pegar um pouco de ar. Ela caminhou até a rua que estava meio vazia só com um amontoado de carros estacionados nas calçadas e nos gramados, e ela se sentou no meio fio. Giovanna abaixou a cabeça sem saber como voltaria para casa. Ela não poderia ir andando, primeiro porque ela não conhecia a cidade direito e depois àquela hora seria muito perigoso andar sozinha. Então como uma ajuda mandado dos céus, ela ergueu sua cabeça, e viu um rosto familiar entrando na casa em frente. Giovanna se levantou e andou até o outro lado da rua. Antes que ele fechasse a porta ela o chamou:
— Sr. Pierce.
Ele virou-se e quando a viu ficou surpreso, e foi até ela.
— O que aconteceu? O que você faz aqui?
— É que eu vim para uma festa com o Eric e ele acabou bebendo demais e está apagado no sofá, e eu não tenho como voltar para casa. Será que o sr. Pode ligar para a minha mãe?
— Eu vou fazer melhor, eu vou te levar para casa. – ele trancou novamente a porta da frente e tirou o carro da garagem. Giovanna entrou no Empala. Ela temia que ele dissesse que tinha avisado. Mas, ele quase não disse uma palavra o caminho inteiro.
Quando chegaram na frente da casa de Giovanna, o senhor Pierce parou o carro. Ele demorou alguns segundos antes de abrir a porta e sair. Ela esperou até ele sair do carro para que ela saísse também. Quando ele saiu veio até o lado de Giovanna e abriu a porta para ela como um perfeito cavalheiro. Giovanna saiu meia sem jeito, com medo de que ele fosse repreende-la por causa de Eric, mas ele simplesmente se despediu e desejou uma boa-noite. Ela desejou o mesmo a ele.
Quando Giovanna entrou em casa, sua mãe já estava dormindo e ela se esquivou por entre as coisas andando nas pontas dos pés para não fazer barulho. Chegou no seu quarto e jogou a bolsa em cima da cama e foi para o banheiro tirar as roupas com cheiro de festa, tomou um banho quente relaxante e depois foi dormir.
Giovanna pensou que ela não sonharia nada porque ela se sentia muito cansada, mas ela acabou sonhando algo que nunca havia passado pela sua mente.
Era um lugar escuro e ela só conseguia ver uma casa do outro lado da rua escura. Ela tinha uma enorme porta preta e estava cheio de jarros perto da janela de vidro, nos jarros cresciam muitas rosas vermelhas, e enquanto Giovanna estava distraída vendo as rosas crescerem durante a noite, ela nem notou que um homem alto havia se aproximado de mim. – Você gosta de rosas? – A voz dele ecoou em sua mente, e ela respondeu que sim, e ele a virou.
Giovanna se assustou quando viu em seu sonho o sr. Pierce parado à sua frente sem camisa, vestido apenas na calça jeans preta que ele insistentemente adora usar em sala de aula. Mas aquilo a deixou nervosa, ele se aproximou e ela pode sentir sua respiração irregular perto dela, ele era alto quanto mais se aproximava mais alto ele parecia ser. De repente, ele abriu a porta da casa e a convidou para entrar. Giovanna andou por entre os móveis da sala de estar, uma pequena poltrona bege e um sofá da mesma cor estavam meio apertados para a sala minúscula, e uma mesinha de centro tornava-se quase impossível através o cômodo. Era um lugar aconchegante apesar de um pouco pequeno, seria uma casa suficiente para uma pessoa no total. Ela foi por instinto até o quarto e quando entrou e olhou para Giovanna, ela estava vestida na sua camisola azul de seda e caminhou em direção a cama onde ela pode notar o sr. Pierce deitado do outro lado. Giovanna afastou as cobertas e se deitou ao lado dele, e quando o fez, novamente o sr. Pierce se virou e a abraçou de forma carinhosa e amável. Ele a abraçava como se ela fosse sua esposa ou coisa assim, e sua reação a surpreendeu, por que não se moveu para lugar nenhum, Giovanna estava se sentindo confortável debaixo daqueles braços enormes e fortes dele, ouvindo ele sussurrar em seu ouvido que ela era sua.
Mas rapidamente ela acordou atordoada. Giovanna colocou a culpa do sonho no fato de ela tê-lo visto ontem à noite, nada de mais, ela se levantou e desceu para tomar um pouco de água, sua garganta estava seca. Enquanto ela bebia seus pensamentos a levaram a pensar naquele sonho novamente, e tentou afugenta-lo. Giovanna não queria que se estabelecesse algo estranho na forma de ela ver o sr. Pierce. Ela voltou para a cama e rezou para ter outro sonho.
O despertador soou acordando Giovanna de um ótimo sono. Ainda era sexta, e ainda tinha que ir à universidade. Giovanna desceu para tomar seu café e quando ela se aproxima da mesa ela nota uma linda e grandiosa rosa vermelha com um pequeno bilhete escrito a mão amarrado no seu talo.
Ela pegou a rosa e leu a dedicação que era para ela.
—Esse menino gosta muito de você meu bem, todos os dias ele te manda uma rosa, isso é muito romântico. – disse Alice.
Giovanna sorriu meia sem graça, porque ela não conseguia aceitar que fosse Eric quem mandava as flores, aquele Eric que só se importava com ele mesmo, será que ele seria capaz de demonstrar um lado tão sensível e romântico, era meio irracional para ela. Ela leu o pequeno bilhete que dizia:
“O amor nos prega muitas peças, mas eu seria Romeu só para ter o prazer de mesmo em uma interpretação sentir seus lábios que me deslumbram durante meu sono. ”
Giovanna colocou a rosa em um vaso sobre a mesa, junto com as outras que ela recebia todos os dias. Ela decidiu que investigaria para saber quem era o responsável pelas rosas. E se não fosse Eric seria muito decepcionante.
Enquanto Giovanna chegava na universidade, ela viu Eric chegando de carro, ele estacionou e olhou para os lados, quando ele a viu correu para onde ela estava. Giovanna não estava muito afim de conversar com ele, já que ele praticamente a ignorou durante toda a festa na noite passada.
— E aí, meu amor, quando eu acordei ontem você tinha sumido. Onde você foi? – Giovanna parou de andar e o encarou meio zangada.
— Eu fui procurar alguém para me levar para casa já que você tinha apagado no sofá do seu amigo, me esquecendo completamente.
— Mas, eu só estava descansando um pouco, depois eu fui atrás de você e não te encontrei.
—Eu não vou mais sair com você se for para me esquecer de lado.- Giovanna entrou na escola e caminhou até a sala de aula, Eric a seguiu segurando-a pelo braço antes que ela entrasse. Giovanna se virou e o encarou zangada.
—Me perdoa, por favor Giovanna. Eu prometo que isso não vai mais acontecer. Me perdoa? – Eric fez cara de pena para que ela o perdoasse, e por ainda sentir algo por ele, hesitantemente ela disse:
—Sim, mas só vou te perdoar esta vez.
Eles entraram dentro da sala de aula antes que o professor não os permitisse entrar mais, e Éric fez questão de sentar-se ao lado dela e de passar todo o tempo próximo a ela. Quando o sinal bateu e eles se dirigiram ao refeitório, eles cruzaram com o Sr. Pierce no corredor e este lançou um olhar desaprovador para os dois, e Giovanna sabia que ele não aprovava aquela união, que na opinião dele, Éric era apenas um jovem que gostava de brincar com os sentimentos das garotas. Mas, ela prometeu dar ele uma segunda chance e gostava demais dele para desistir assim tão fácil. Ela sorriu indiferente a ele e os dois seguiram para o refeitório, enquanto o Sr. Pierce ficou estagnado no corredor imaginando uma forma de abrir de vez os olhos de Giovanna, e ele estava disposto a tudo por ela, de alguma forma ele sabia que aquele sentimento tão protetor que de repente ele havia desenvolvido por ela não era apenas de um amigo ou professor preocupado, mas talvez fosse algo mais, e antes que esses pensamentos inapropriados povoassem sua mente, ele segue seu caminho até a sala dos professores.
Giovanna estava muito feliz porque Éric havia se declarado o dia inteiro a ela dizendo que a amava e que nunca a deixaria ou a trairia, mas, havia uma parte dela que dizia que ela não poderia confiar tanto nele, e que deveria levar em conta os avisos que o Sr. Pierce havia lhe dado sobre ele.
—Onde vamos comer hoje querida? – perguntou sua mãe tirando-a de seus devaneios. Ela deu de ombros, porque no que ela menos pensava agora era em comida. Então, ela olhou o celular vibrando em cima da penteadeira e viu o nome do Sr. Pierce no visor e achou estranho que ele estivesse ligando para ela, mas atendeu mesmo assim:
—Alô?
—Oi Giovanna, é, que, bem, eu queria convidar você e sua mãe para jantarem comigo hoje, para nos divertir igual no outro dia, o que você acha?
Giovanna estava surpresa com o convite, mas pediu que ele esperasse até saber a resposta de sua mãe, e claro, a resposta era sim, então eles combinaram o horário e a mãe de Giovanna estava eufórica por causa de um simples jantar. Giovanna no fundo sabia que esse jantar seria apenas sobre sua relação com Éric, ela tinha quase certeza disso, mas ela esperava que fosse diferente, porque ela o admirava muito e não queria odiá-lo.
Às sete elas estavam prontas esperando impacientemente o Sr. Pierce, que logo estacionou seu impala na frente do prédio delas. Alice estava muito animada pelo convite dele, e estava eufórica, Giovanna estava animada, mas não como sua mãe, Tim saiu do carro com duas rosas na mão, e entregou uma a Alice e outra a Giovanna.
—Nossa, isso tudo é porque vão jantar comigo? Acho que devo convidá-las mais vezes.
Giovanna não conseguia entender porque o Sr. Pierce não convidava somente sua mãe, se era nela que ele estava interessado. Mas, ela foi na dele e sorriu ao receber a rosa, que se parecia muito com as rosas que ela ganhava todo dia, e de imediato seu pensamento vagou até Éric. Então, ela se obrigou a esquecê-lo, pelo menos por aquela noite.
Eles foram até um restaurante italiano, e por um instante todos estavam calados e nervosos sem saber o que dizer, Alice não sabia como ela faria para declarar seu amor por Tim, e o mesmo não sabia como abrir seu coração a mulher amada, e Giovanna se perguntava o que ela estava fazendo ali.
—Amanhã será o baile do leilão, você não esqueceu, não é Giovanna? Lembre-se de que vai ser leiloada.
—Sim, eu me recordo, embora acho que não receberei nenhum lance. – Giovanna riu.
—Não diga isso, você pode acabar se surpreendendo com as pessoas. – disse o Sr. Pierce olhando-a nos olhos.
Eles tiveram um jantar muito agradável, embora o Sr. Pierce tenha tocado no assunto Éric, o que Giovanna não queria que ele mencionasse, por fim um olhar dela o silenciou. Então, depois da sobremesa eles resolveram ir ao parque para andar um pouco, e mais uma vez Giovanna se perguntou o que ela estava fazendo ali, uma vez que tudo aquilo parecia um encontro amoroso, mas, por outro lado ela percebeu que em nenhum momento ele deu qualquer sinal de que gostava de Alice, nem mesmo segurou sua mão ou a abraçou de forma carinhosa. Então, ela não entendia mais nada.
Depois de terem dado uma volta no parque, ele as levou para casa. Enquanto Giovanna saia do carro, sua mãe olhou a filha de uma forma nervosa, e Giovanna entendeu o recado da mãe, e os deixou a sós. Então, ao ve-la sair do carro, ele de imediato também saiu e a acompanhou até a porta, então Alice também desceu e os seguiu.
—Então, tchau meninas, e até amanhã Giovanna.- ele se despediu e Giovanna por um momento quis rir da situação, mas ela se controlou por sua mãe, mas, se o Sr. Pierce não estava interessado em Alice, ela começou a se perguntar o motivo de tanta gentileza.
Antes de ir dormir, ela olhou dentro do guarda-roupas um vestido adequado para a festa, por sorte ela tinha um vestido muito bonito que sua mãe havia comprado para ela em sua festa de dezoito. Então, ela resolveu ir com ele. Estava sendo uma noite conturbada para ela, cheia de sonhos estranhos com o Tim. Era um sonho erótico, ela sonhava que estava em um quarto com cortinas cinzas e deitada em uma cama enorme, e que estava apenas de camisola, uma camisola de seda também cinza, e quando ela olhava para a porta preta em sua frente, ela viu o Tim adentrar o recinto vestido apenas numa cueca vermelha, ele estava tão sedutor e se aproximava cada vez mais dela, até ele estar em cima dela, beijando-a e acariciando-a, ela podia sentir o arrepio em sua nuca e sua respiração acelerada, era extasiante. Mas, então ela acordou, ofegante e sentou-se na cama ainda com o sonho em mente. Então, ela balançou a cabeça para tirar aquele sonho de sua mente.
Giovanna levantou-se e desceu par a cozinha, sua mãe estava fazendo o café, seu semblante estava triste, e ela sabia que era por causa de Tim. Então, ela resolveu que iria conversar com ele sobre sua mãe, ela o avisaria de que ficasse longe delas, que não desse falsas esperanças para sua mãe, depois do café ela foi abrir a porta para ver se ainda estavam lhe entregando rosas, e surpreendeu-se com o que viu, não havia apenas uma rosa, havia um buquê inteiro dedicado a ela. Giovanna o apanhou e o levou para dentro, mas antes deu uma checada para ver se não via alguém suspeito.
Ela abriu o cartão e leu o que estava escrito: “Prodigioso é para mim o nascimento do amor, para que eu não possa amar a quem meu coração mais deseja”.
De repente, ela ficou muito confusa com aquele verso, e pouco a pouco as peças do quebra cabeça foram se encaixando em sua cabeça, e ela já tinha quase certeza de que não era Éric, mas para confirmar, ela perguntaria a ele naquela noite, seria uma noite de verdades.
Haveria aula aquele dia, mesmo com as meninas loucas por causa da festa, elas quase fizeram a diretoria suspender as aulas daquele dia só para que pudessem se maquiar fazerem cabelos e comprarem vestidos. Mas, não conseguiram e todos teriam aula normalmente até as cinco.
Giovanna tentou avistar Éric no refeitório, mas ele não estava, então ela foi até o ginásio e nada dele, ela voltou para a escola e resolveu ir até o estádio, e ele estava com uma turminha de rapazes que não tinham uma boa fama. Quando ele a viu parada o observando ele veio em sua direção e a abraçou.
—Meu amor, porque está aqui?- ele fedia a álcool, e ela recuou um pouco.
—Eu vim te perguntar uma coisa, e é até melhor que esteja neste estado, porque sei que não vai mentir. É você que deixa rosas na frente da minha casa para mim todos os dias?
Éric fez cara de desentendido, e sorriu descaradamente. – Não, é claro que não. Onde eu acharia dinheiro para te comprar uma rosa por dia? Eu acho que você tem um admirador secreto.
—Obrigado, por dizer a verdade. – então, ela voltou para a escola e era a hora de conversar com o Tim.
Estava no intervalo, e ele ainda estava na sala de sua última aula, então, ela bateu na porta e fez gesto com o dedo de que queria falar com ele, o Sr. Pierce pediu que ela entrasse. Giovanna observou o monte de provas que estava em cima de sua mesa, e começou a puxar conversa fiada, porque ela estava nervosa, ela não sabia como conversaria com ele a respeito de todas aquelas coisas, mas ela criou coragem, sentou-se em uma das cadeiras da sala e começou a falar:
—Eu preciso que me responda uma coisa, com sinceridade. – Tim parou de corrigir as provas e a encarou. – Sim. – disse ele.
—Preciso que me diga se está interessado na minha mãe? Não hesite em me dizer a verdade, por favor.
Ele levou uma das mãos até o rosto, e se levantou sentando-se ao lado dela. Entrelaçou os dedos e disse:
—Não, eu nunca estive interessado em sua mãe. Ela é uma ótima pessoa, e queria que fosse minha amiga, só isso. Eu juro. – Então ele a encarou novamente, e Giovanna devolveu seu olhar.
—Sabia que eu recebo uma rosa todos os dias?- ela perguntou esperando uma confirmação do que ela já suspeitava.
—Sim, eu sei, você me disse outro dia.
Mas, então Giovanna buscou em sua memória quando e onde ela havia dito a respeito daquilo para ele.
—E... eu sei também, porque conheço quem as manda. — Giovanna continuou o observando, esperando ele dizer quem era a pessoa.
—Quem é? Eu quero saber por favor, por que sei que não é o Eric. -Ele hesitante e relutantemente abriu a boca de vagar, receoso disse:
—Ah...Sou eu. – e abaixou a cabeça fitando seus dedos ainda entrelaçados.
—Mas, porque? – Perguntou Giovanna surpresa com a confissão dele.
O Sr. Pierce se levantou e voltou para suas provas e Giovanna foi atrás dele.
—Porque? Diga-me.
—São só pensamentos que não deveriam ter saído da minha mente. – ele disse a encarando.
Então, de repente Giovanna se lembrou do sonho perturbador que tivera com ele aquela noite, e vendo-o ali vestido naquela camisa de linho cinza com alguns botões abertos, ela começou a ficar nervosa, mas ela tinha que saber o que ele sentia por ela. Então, ela se aproximou dele e segurou uma de suas mãos e perguntou-lhe:
—O que sente por mim, afinal?
Ele a encarou com um olhar diferente, malicioso e sedutor, como se ela pudesse ler sua resposta através de seu olhar. Então ele a segurou pela cintura e a beijou. Suas pernas tremeram quando ele a tomou em seus braços, e a beijava com um desejo que ela nunca pensou sentir. Era um beijo ardente. Então, arrependido ele a soltou, ainda ofegante, sentou-se em sua cadeira e pediu que ela saísse de sua sala. Giovanna estava atordoada com o beijo e sua reação depois dele, então ela saiu batendo a porta ao passar. Tim colocou suas mãos sobre a cabeça e começou a pensar no que ele acabara de fazer, ele havia beijado uma aluna dentro da sala de aula, mas ele não pode resistir, há muito que aquela garota o estava deixando louco. Quantas noites perdidas pensando nela, e quantos sonhos perturbadores com ela.
Patrícia estava passando pelo corredor quando sem querer olhou dentro da sala de aula do Sr. Pierce e o viu conversar muito intimamente com Giovanna, e claro ela viu aquilo como uma oportunidade de atingi-la.
A noite estava chegando, e Giovanna já não sabia se iria a esse leilão, não depois do que havia acontecido entre ela e o Sr. Pierce, como ela o encararia agora, como ela conseguiria chegar perto dele, mas, de repente um telefonema muda tudo. Era Éric dizendo que passaria na casa dela para busca-la para a festa, então ela pensou, que se estivesse com Éric, ela não precisaria olhar para mais ninguém.
Já arrumada, ela esperou ele chegar. Sua mãe estava muito triste desde a noite passada, e ela não conseguia nem falar o nome de Tim naquele momento, ela queria esquecer o que tinha acontecido. Depois de algumas horas de espera, Éric finalmente chegara em seu conversível, ela subiu no carro e eles fora para a escola. O leilão beneficente seria na quadra da escola e pais de alunos também poderiam participar. As leiloadas tinham que ser estudantes da universidade do primeiro ao décimo semestre de qualquer curso.
Assim que eles entraram, o diretor Marcus estava chamando as candidatas que seriam leiloadas, então Giovanna ouviu seu nome, ela se encaminhou até o palco e subiu ficando atrás de Patricia. Sua amiga Mariane também estava nessa, ela deu um toque nela e Giovanna olhou para trás e a viu, as duas sorriram e fizeram gestos de nervosismo.
Uma a uma elas foram leiloadas, e depois de Patricia que foi arrebatada por cinco mil dólares, era a vez de Giovanna. Ela sorriu e foi para a frente, então ela avistou Éric e rezou para que ele desse o maior lance. Os lances eram dados de forma secreta, os homens escreviam seus lances e o diretor anunciava, cada homem era representado por um número. Giovanna não conseguiu ver o número de Éric, então, ela recebeu um lance de seis mil, e ao ver Éric sorrindo para ela, presumiu que viera dele o lance, então antes do diretor martelar, ele recebeu outro lance, dez mil. Ela ficou surpresa e Patricia fechou a cara dizendo que ela não merecia tanto.
—Ninguém dá mais, então está vendida, para o número 4, por dez mil, obrigado pela colaboração meu jovem.- agradeceu o diretor. Então, ela desceu do palco e ficou ansiosa para saber quem havia dado um lance tão alto por ela, Éric estava meio ansioso. Giovanna realmente esperava que fosse ele, ela não queria passar aquela noite com mais ninguém.
Então, havia chegado o momento da verdade e ela conheceria quem havia pagado tanto por uma dança com ela. O diretor anunciou que cada homem iria se aproximar de seu par, então as meninas ficaram em frente ao palco e cada homem vinha pegar seu par com uma placa com seu número correspondente, a assessora colocou o número correspondente em cada garota. Então, quando Giovanna viu que o número que Éric segurava não era o quatro, ela ficou muito apreensiva, Éric tinha conseguido dar cinco mil por Mariane, e uma pontada de ciúme entrou em seu coração, então, alguém lhe tocou o ombro e quando ela se virou para ver quem era, Giovanna quase caiu, era simplesmente o homem que ela havia resolvido ignorar por toda a noite, Tim.
Ele estava com uma placa com o número 4, e ergueu uma mão para que ela segurasse para que fossem dançar, afinal ele tinha pago dez mil dólares para dançar com ela. Então, ela hesitantemente a segurou, e se encaminhou para o salão com ele, naquele momento, ela estava muito nervosa por ter que dançar com ele, o Sr. Pierce segurou em sua cintura e os dois começaram a dançar de forma lenta, a música que tocava era “Thinking out loud” de Ed Sheeren.
Eles dançaram por quase vinte minutos, cada minuto que passava ela se sentia mais desconfortável em estar ali tão perto dele, depois de ter experimentados seus ardentes lábios pela tarde, era confuso demais, por que ele havia deixado claro que estava arrependido do beijo naquela tarde, mas então, ele estava ali, e havia pagado tão caro por aquele momento. Desde o início da dança ele não tinha dito nada, estava em silêncio como se estivesse com medo de estragar o momento. Giovanna resolveu ficar em silêncio também e só sentir sua mão enorme ao redor de sua cintura, ela fechou os olhos e encostou sua cabeça no ombro dele buscando ficar mais calma, e Tim a apertou mais contra seu peito. De repente, ela sentiu por ele o que ela achou não sentiria por mais ninguém além de Éric.
Depois que a música acabou, eles se entreolharam e sorriram.
—Pensei que estivesse arrependido? – sussurrou Giovanna para ele.
—Eu estou, mas não poderia deixar de dançar com você hoje.- Tim beijou uma das mãos dela e se despediu. Giovanna ficou parada no meio do salão vendo-o se afastar aos poucos, então quando seus pés estavam quase correndo atrás dele, Éric veio ao seu encontro.
—Porque estava dançando tão agarrado com o Professor? Eu nem entendo porque ele quis dançar com você.
Giovanna apenas ficou escutando Éric lhe fazer uma pergunta atrás da outra. Então, depois de sair do transe daquela dança, ela foi até o banheiro e depois Éric a convenceu a ir até o jardim do lado de fora da quadra, ela foi meio temerosa por já imaginar o que ele tinha em mente. Mas, depois de todo o ocorrido com Tim, dificilmente ela ficaria animada para fazer qualquer coisa com ele.
Eric sentou-se em cima do capô de um carro, e puxou-a pela cintura, e Giovanna colocou seus braços ao redor do pescoço dele e o beijou, buscando de alguma forma esquecer o beijo do Sr. Pierce. Eric a propôs leva-la para outro lugar e Giovanna meio relutante acabou cedendo ao pedido de Eric, ele estava tão carinhoso aquela noite, Giovanna entrou em seu carro e ambos foram para a casa de Eric, ela nunca havia ido lá, era uma casa bastante grande, ela imaginou que a família dele era muito rica.
Quando eles deixaram o carro na garagem, ela pode ver que havia outros carros igualmente bonitos como de Eric, e havia um conversível e uma mercedes. Ela ficou com medo de que tivesse alguém em casa, mas Eric a tranquilizou dizendo que estavam no leilão e que de lá iriam para o casamento de uma amiga da família.
—A casa é toda nossa bonitona. – disse ele dando um beijo nela e a segurando pela cintura.
Giovanna sabia muito bem o que ele pretendia, mas ela já estava preparada para aquilo, na verdade a algum tempo ela desejava ele. Eric é um jovem muito bonito e atraente. Ele pegou uma lata de cerveja no congelador, e Giovanna percebeu que ele queria se embebedar, e ela caiu na dele, a única coisa que ela queria era esquecer o Sr. Pierce, ela queria pensar em seu namorado, e não em um homem ao qual nunca poderia ser dela.
Eric colocou uma música para animar, e puxou Giovanna para dançar, e ela se demonstrou meio tímida.
—Vamos lindona, estamos só nós dois aqui. Se não dançar comigo agora vamos direto para o meu quarto, o que acha? – disse ele com um olhar malicioso.
—Eu não sei Eric, eu não acho que seja o certo, porque seus pais podem chegar a qualquer momento, e se nos pegarem?
Eric se aproximou de Giovanna e a beijou, e largando a cerveja, ele a agarrou pela cintura e a encostou no balcão da cozinha.
—Eu poderia ama-la aqui mesmo, o que acha? – Eric estava muito excitado e Giovanna pegou a cerveja que ele havia deixado no balcão e tomou um gole, depois ela a jogou fora e subiu no balcão e agarrou Eric com as pernas, e se beijaram ardentemente, Eric estava com muita vontade de fazer amor ali, mas ele pensou melhor e a levou para o quarto, Eric tentou leva-la nos braços, mas não deu certo, porque ela estava com um vestido longo e Eric pisou nele fazendo os dois caírem nos degraus da escada. Os dois estavam que não se aguentavam de tanto rir, mas se levantaram e conseguiram chegar até lá em cima.
Giovanna estava apressada, porque sabia que não poderia chegar depois da duas em casa ou sua mãe a mataria. Eric começou a fazer um strip-tease para Giovanna, e enquanto ele fazia strip-tease, ela passava a mão sobre seu peitoral malhado e sua barriga tanquinho, ele tirou a calça e ela pode ver como ele era gato. Depois, Eric puxou o vestido dela e desabotoou, e em seguida tirou o sutiã tomara que caia, e logo em seguida ambos estavam apenas de peça íntima, e Eric a tomou em seus braços, e os dois fizeram amor. Eric era um amante experiente, mas um pouco bruto, e não deixou ela ir embora tão cedo.
Depois de fazerem amor, eles acabaram pegando no sono, e quando Giovanna acordou, já passava das quatro da manhã, e os pais de Éric já haviam retornado, ela tentou sair de fininho, deixando ele sozinho na cama. Giovanna saiu nas pontas dos pés para não fazer barulho e acordar a casa inteira. Em seguida, ela esperou o dia amanhecer perto de uma farmácia, e às seis da manhã ela comprou uma pílula do dia seguinte, ela não conseguiria nem imaginar na hipótese de ficar grávida àquela altura, e com aquela idade, culpa do Eric que nao se ligou em usar a camisinha.
Quando Giovanna chegou em casa, já passava das sete, e sua mãe já estava acordada e furiosa com o atraso, enquanto ela subia as escadas da frente, encontrou outra rosa com um bilhete que dizia “Desculpa por meu amor inconveniente e impróprio bater tão fortemente nas paredes de seu coração, mas desde já o punirei severamente a não mais incomodar aquela que não pode nos amar. P.” ele escreveu no final do bilhete sua inicial.
Aquilo foi devastador para ela, porque era evidente que ele estava sofrendo por gostar dela, e Giovanna estava com medo de se apaixonar por quem não devia, ele era seu professor, mas, também a pessoa mais legal que ela havia conhecido naquele lugar, desde os primeiros dias. Era doloroso para ela aceitar o sofrimento dele, aceitar que ele teria que manter aquele amor reprimido dentro de si somente para nao prejudica-la na faculdade, e a sua carreira de professor também. Giovanna sentou-se em um degrau e chorou. Ela desejou naquele momento, nunca ter se entregado ao Éric, e desejou ter tido coragem de dizer o que sentia por Pierce, na verdade, ela estava muito confusa com relacao aos seus sentimentos por ele naquele momento, ela nao sabia se deveria sentir o qeu ela estava sentindo, ele era seu professor, e nao deveria mais pensar nele de outra forma, era melhor assim, já estava decidido, eles seriam apenas amigos.
Depois da bronca que havia levado de sua mãe por causa da hora que tinha chegado do leilão, Giovanna ficou de castigo o restante do dia.
Fale com o autor