O segredo da fênix

2 Never say Never


Abri meus olhos novamente, o inimigo continua avançar, agora já não sei quem é quem, três já se aproximem de mim, formando um ser. Já é loucura minha, mas realmente não é só contra um que luto neste momento também, luto contra minha mente, contra meu ser.

Como se meu passado me dominasse, pelas coisas que fiz e que não fiz. Normalmente não me importo com isso e quando me importo afogo minhas lagrimas na lava de um vulcão.

No passado, que não é tão distante daqui, fiz oque acham errado para uma criança, não sei se meu maior erro foi aquela noite.

Já faziam três anos que eu vagava pelas vielas escuras, relembrando todos os momentos felizes que já havia vivido. Me ajeitei no chão, num pequeno pedaço de papelão, um grande barulho tomou conta do beco, três homens, um deles com uma grande caixa dourada nas costas, os outros dois pareciam estar com medo dele, eles discutiam sobre algo que havia acontecido a três anos atras.

Um deles, o da grande caixa deu um grito "Vocês são loucos, não mandei matar ninguém, eu só queria a armadura, não mata-los" , ele tinha uma caixa com um bode desenhado, um dos outros caras disse "Nós deixamos a criança viva, ela deve estar vagando por aqui, com aqueles olhos azuis medrosos que não era muito diferente dos do pai ", foi nesse momento em que eu percebi que falavam de mim, da minha família, pulei de onde estava e cheguei gritando, como alguém que eu nem conhecia queria resolver minha vida.

Um dos bandidos disse "Olha ela ai, a criança mimada, toda suja. Então oque vamos fazer?", o senhor com a caixa nas costas me estendeu a mão e sorrio e logo disse "Sempre a tempo para recomeçar, Never Say Never!" . Eu o olhei para ele friamente e depois não lembro de nada, dizem que eu desmaiei de fome e quando acordei estava aqui no santuário. Foi ai o começo da minha jornada pela armadura e também por vingança, pois agora eu sabia quem foi o mandante de tudo aquilo.