Notas iniciais
Boa leitura *-*

Como é saber que talvez você não conheça sua família de verdade?

Será que eu não conhecia minha própria mãe ? Não posso negar minha curiosidade !

Já se passaram uma semana depois da visita a casa da minha tia Tessa tenho questionado muito a minha vida, Tio Bob já notou que eu ando estranha com ele e curiosamente ele pediu para que eu não visitasse ela mais, agora a pergunta é porque ele pediria isso ? Quem está mentindo? Será que existe esse tal diário? – Pelo menos isso eu posso tentar resolver eu vou procurá-lo e saberei !

Hoje me levantei determinada a conseguir respostas mas isso tinha que esperar pois Temy estava me esperando na frente de casa porque marcamos de passar o dia juntas.

– Nossa você tá horrível ! – Exclama Temy arrumando meu cabelo,colocando minha camiseta para fora da calça e arrumando a gola da minha camiseta.

–Obrigado, não tenho passado por bons momentos.

De repente Kai aparece na janela e nos cumprimenta.

Um sorriso formou-se no canto dos lábios de Temy.

– Oque foi isso? – Indago.

– Hã? ... Iss.. Isso oque? – Gagueja Temy.

– É melhor nós irmos porque eu não vou conseguir desenvolver isso que eu acabei de ver.

– Helena eu tenho que ser gentil, ele é seu irmão e você é minha amiga. – Temy tenta me convencer e até convencer a si mesma disso.

– Ta bem tente de novo, mas agora temos que falar de uma assunto sério, eu preciso da sua ajuda.

– Dependendo do que for eu faço. –Diz Temy Preocupada.

– Tio Bob está no escritório trabalhando eu preciso que você distraia ele por alguns minutos,enquanto eu pego uma coisa. – Digo a ela quase sussurrando porque eu tinha certeza de que a vizinha fofoqueira Dolores estava tentando escutar nossa conversa.

– Parece que o negócio é sério mesmo, mas porque você quer pegar essa ''coisa''? – Pergunta Temy.

– Não posso te dizer agora só preciso que você confie em mim.

– Então bora lá. – Diz Temy enquanto eu a levantava em um abraço apertado pois ela era tão pequena.

Enquanto eu ia ver oque Tio Bob estava fazendo Temy quebrava os canos da pia da cozinha e tudo começou a inundar.

Ele estava tão sério e atento nos seus relatórios que parecia uma estátua.

– Bob,Bob,Bob... – Grita Temy lá da cozinha.

– Oque está acontecendo,alguém se machucou,morreu algo do tipo ,pra você estar gritando desse jeito? – Pergunta Tio Bob cansado de descer as escadas correndo. – Aah meu Deus o cano.

Temy ficava lá com ele, enquanto tentava arrumar o cano eu entrava em seu quarto. O quarto dele era tão arrumadinho que nem parecia quarto de homem e a minha procura começa,vasculhei, o criado-mudo, embaixo da cama que tinha umas revistas nada legais,no armário tinha uns livros tão velhos mas tão velhos que o cheiro de mofo era de arder o nariz, vasculhei o guarda-roupas e nada de interessante aparecia, mas quando eu coloco minha mão atrás de um montulho de roupas acho uma caixa branca.

Enquanto isso na cozinha tio Bob acaba de arrumar o cano e vai em direção ao seu escritório.

– Você sabia que Irã declarou guerra contra o Iraque a pouco tempo? – Diz Temy se metendo na frente de tio Bob impedindo que ele subisse as escadas.

– Contra Israel , Irã declarou guerra contra o Israel deu no jornal dessa manhã. – Responde Bob enquanto tenta se desviar de Temy.

Ele estava quase subindo as escadas e nem deu tempo de eu ver se era aquilo que eu procurava, imediatamente levei para o meu quarto e escondi embaixo do colchão.

– Meu Deus que sufoco... –Espira Temy cansada enquanto se joga na minha poltrona. – Você conseguiu pegar oque queria?

– Não sei,mas acho que sim.

– Helena, eu vou indo tenho um compromisso. – Temy se despende com um abraço.

– Obrigada viu? – Agradeço. – Sei que sempre posso contar com você.

– Sempre. – Diz ela.

Por uma hora exata fiquei sentada na cadeira do meu computador olhando para a caixa branca encima da minha cama, com medo de abri-la. O medo ainda estava em mim, mas mesmo assim me aproximei e abri, quando olhei era um diário... Um diário rosa bem fraquinho... As lágrimas inundaram os meus olhos... Era verdade a tia Tessa me disse a verdade.


1983

Querido diário minha mãe comprou você em uma lojinha simples do meu vô Fernando, ela me disse que eu tinha que começar a escrever minha aventuras desde já. Eu não irei contar minha história até porque não tem nada de interessante e também meu pai falou para contar tudo que acontecer desde esse dia, para começar esse dia não é um dia qualquer, 15/06/1983 meu aniversário, para muitos o dia do seu aniversário é um dia alegre no meu caso antes até poderia ser mas esse ano não ... É o ano no qual os meus pais tinham medo que chegasse e eu mais ainda.

A minha vida é uma confusão vivemos na estrada eu quase nem vou na escola, pra ter uma noção nesse exato momento estamos viajando para Detroit em Michigan onde acontecerá um evento no qual mudará o rumo da minha vida.

Eu queria tanto poder ter uma vida normal, mas não posso fugir do que está por vir eu não posso fugir de quem eu sou...

Tenho apenas 12 anos, mas nunca tive infância fui obrigada a amadurecer rápido de mais, as coisas que eu sei poucos sabe, o que eu vivi poucos viveram.

Esse diário está sendo escrito com um único propósito passar o meu conhecimento, e compartilhar as coisas que estão por vir.

Existe tantos de nós, aí andando no meio de vocês ,espalhados pode ser qualquer um em qualquer lugar em qualquer hora... Agora querem me perguntar... ''Quem somos nós?''

Nós somos o legado.

Emily Campbell.

Tantas perguntas estavam na minha cabeça e as respostas estavam bem ali na minha frente, mas eu tinha medo de ler a segunda folha. Estava anoitecendo, resolvo olhar pela janela e vejo Kai chegando em casa, eu queria contar para ele mas eu precisava ler o diário todo primeiro para depois contar, se aquilo mudasse o rumo das nossas vidas como mudou o da minha mãe ?

– Oi Kai. – Cumprimento enquanto inclino meu corpo contra a porta do quarto dele.

– Oi, oque você quer? – Pergunta ele enquanto tira seu moletom e se senta no computador.

– Nossa, eu só vim aqui ver como você estava.

– Eu estou bem, satisfeita? – Diz ele enquanto bate a porta na minha cara.

Kai não era assim ele costumava ser educado e muito engraçado, lembro que todos os finais de semana eu, Kai e meus pais acampávamos no lago, fazíamos uma fogueira e um concurso de piadas na qual Kai sempre ganhava. Ele sempre tinha aquele sorriso que encantava todo mundo, ele era do time de basquete, o sonho de muitas garotas então tudo aconteceu a morte dos nossos pais ele se afastou de tudo.

– Tio Bob vou dar um volta, talvez eu vá na praça. – Aviso a tio Bob enquanto pego meu casaco.

– Tudo bem querida. – Grita ele lá do escritório.

A praça ficava a duas quadras da minha casa e então cheguei lá em um piscar de olhos. Tudo estava tão vazio e silencioso, a praça era um lugar repleto de lembranças. Assim que eu olhava para cada brinquedo eu lembrava de um momento, a roda eu e Kai sempre fazíamos competição de quem aguentava ficar mais tempo girando, no escorrega minha mãe sempre me esperava lá em baixo porque eu tinha um medo de cair, a casinha lembro que Kai escorregou e caiu quebrando seu braço.

– Oi

– Ah meu Deus que susto. – Digo assustada enquanto arrumava minha roupa.

– Desculpe assusta-la é que eu precisava falar com você.

Quando termino de arrumar minha roupa olho para o rosto dele, ele tinha cabelo moreno com olhos azuis,boca perfeitamente desenhada e com um sorriso que me deixou com pernas bambas.

– Sem pro...pro.. blemas. – Digo gaguejando.

– Sou Henry. – Diz ele enquanto estende sua mão.

Assim que ele fala o seu nome o meu sorriso se fecha.

– Henry? – Pergunto me afastando. – O garoto que eu vi na escola me observando?

– Sinto muito por assusta-la naquele dia, eu a observo a tanto tempo, você nunca percebeu, aquilo foi um pequeno deslise. – Diz ele enquanto me hipnotizava com aquele lindos olhos.

– Me observa?

– Sim eu precisava te conhecer, a filha da Emily , sobrinha da Tessa. – Ele tenta me explicar.

– Me chamo Helena. – Me apresento.

– Eu sei. – Diz ele.

–Está tudo tão estranho. – Digo enquanto me sento no balanço.

– Isso é o começo Helena, você vai entender um dia . – Diz ele enquanto se senta no meu lado.

– Estou tão assustada, não sei oque fazer.– Admito.

– Está tudo bem, eu sei de tudo que aconteceu e eu estou aqui para te ajudar, daqui pra frente você não carregará nenhum fardo sozinha, há um porque de eu estar aqui, mas não é a hora de você saber, você pode não saber quem eu sou, mas eu sei quem você é. – Diz ele colocando sua mão sobre a minha.

– Eu tenho medo do que está por vir. – Digo enquanto olho pra ele.

– Tudo mudará, oque você conhece e também oque você crê, mas você lidará com essas mudanças,eu tenho certeza. – Afirma ele.

– Você mal me conhece e coloca confiança em mim? – Pergunto.

– Acho que quem está colocando confiança aqui é você ! Porque você está conversando com um estranho na praça e falando de coisas mais estranhas ainda? – Pergunta ele enquanto ri para mim.

– Agora quem está curiosa sou eu. – Faço cara de brava para ele.

– Tessa tinha razão. – Diz ele olhando fixamente para frente.

– Tinha razão no que? – Pergunto.

– Você está preparada ! – Diz ele ainda com o olhar fixado.

– Preparada?

– Sim, pra ser uma de nós, conhecer o mal real.

Notas finais
E ai gostaram? Acompanhem os próximos capítulos e comentem por favor :3