O segredo da Família Campbell

3 Não posso fugir de quem eu sou.


Notas iniciais
Boa leitura :3 Demorei, mas está ai :D

Tantos dias se passaram e sempre que eu estou na escola sinto a presença de Henry me observando, por um tempo isso ainda era assustador, mas depois passei a me sentir segura.

– Oque você está pensando ? – Pergunto. – Queria poder entrar na sua cabeça e navegar nos seus pensamente e até mesmo em suas lembranças.

– Talvez um dia você possa fazer isso. – Diz Henry enquanto me leva para casa depois da escola.

(Silêncio)

– Sempre que nós conversamos eu só falo de mim, dos meus problemas, dos amigos e do meu luto, hoje quero saber de você. – Digo.

– Bom, você já sabe o necessário, o resto você descobre com o tempo. – Diz ele com aquele sorrisinho de canto.

–

Tão misterioso. – Digo enrugando a testa e o encarando.

– Será que você fica bonito de terno ? – Pergunto parando na frente da porta da minha casa.

– Porque? – Pergunta ele.

– Tem um baile de máscaras amanhã a noite, quer ir comigo?

– Ah eu não sei, eu não gosto muito de festas. – Responde ele.

– Ótimo, então tá combinado,amanhã as 20h. – Digo como se ele tivesse aceitado.

– Ta bem, quem mais levaria você ao baile se não eu. – zomba ele.

– Engraçadinho. – Dou risada.

– Você fica tão linda sorrindo. – Elogia ele enquanto deslisa a mão no meu rosto.

Meu corpo estremesse, minha respiração fica intensa, nossos olhares se cruzam. Eu jurei que aconteceria um beijo, mas ele resiste.

– Eu não posso, Helena. – Diz ele resistindo virando o rosto.

– Porque ? – Pergunto virando o rosto dele para perto do meu.

– Eu tenho que ir. – Diz ele indo embora.

Entro para a minha casa e enquanto ele ia embora eu o espiava pelo buraco da fechadura. Henry era alto, com cabelos pretos, seus olhos azuis encantadores, profundos como o mar,ele usava roupas muito estilosas.

– Oque você está fazendo?

– Ah que susto Kai, não estou fazendo nada. – digo recuperando o fôlego.

– Huuum, estava com o tal garoto misterioso. – Diz ele olhando pela janela e maliciando.

– Cuida da Temy não de mim.

Kai fica se fingindo de desentendido e eu subo as escadas.

Ao chegar em meu quarto me jogo na cama e fico olhando para o teto, nos meus pensamentos só passava flash back's dele, eu tinha a sensação de que eu já o conhecia, mas de muito tempo atrás.
Alguém estava batendo na porta e como todo mundo aqui é preguiçoso sobrou para mim abri-lá.

– Olá.– Cumprimenta um homem velho de sobre-tudo e com um chapéu engraçado.

– Oi. – Cumprimento de volta.

– Me chamo Olavo e vim aqui a pedido de Bob. – Diz ele tirando o chapéu.

– Boooooooob, é pra você. – Grito.

Tio bob desce as escadas correndo e quando vê quem estava na porta fica completamente estranho e não era um estranho bom, o olhar de tio Bob era como se aquele era a última visita que ele queria receber.

– Vá para cima, Helena ! – Manda ele, super preocupado.

Eu não sabia oque pensar,simplesmente subi sem falar nada pois nunca tinha visto ele daquele jeito.

– Quem está na porta? – Pergunta Kai entrando no meu quarto.

– Olavo é o nome dele, parece que o Tio não gosto dessa visita inesperada.

– Deve ter sigo algum desentendimento do passado do tio Bob, parece que ele tinha muito desavença. –Afirma ele.

– Oque você sabe do passado do tio Bob? – Pergunto me aproximando de Kai de tanta curiosidade. – Achei que ninguém soubesse nada dele, pois ele não fala com ninguém.

– O pai me disse um dia, eu tinha perguntado o porque do Tio Bob não nos visitava mais, naquela época. – Conta ele. – O pai me dizia que tio Bob tinha passado por momentos terríveis e sofrido muitas perdas por isso não se afastou de todos.


– Isso é muito curioso, morar com alguém e não saber nada dessa pessoa, lembro que ele só aparecia quando alguém morria. – Digo.

Aquela era a primeira vez em anos que eu e Kai conversávamos sem discutir,embora ele tivesse 15 anos ele era bem mais maduro do que deveria.
Quando menos esperamos barulhos vem lá de baixo, eu e Kai descemos devagar e tudo estava bagunçado coisas quebradas,as poltronas da sala estavam quebradas.

– Ti Bob? – Gritamos juntos.

– Saiam daqui! – Diz tio Bob com a camisa rasgada e com um pouco de sangue no rosto. – Corram e não olhem para atrás.

Eu e Kai corremos e quando chegamos na outra rua uma van preta em alta velocidade vem em nossa direção, nossa única chance de fugir era correndo pelo pátio dos vizinhos.

– Vamos, vamos por aqui. – Puxo Kai.

Corremos por quatro quadras, quando conseguimos despistar a Van alguém me puxa e me coloca contra a parede , era alguém com capuz e não conseguia ver seu rosto, enquanto tapava minha boca para eu não gritar ele me aplica uma injeção com um líquido azul. Meus sentidos foram ficando lentos e minha visão embaçada, só escutei uma voz que parecia distante, dizendo:

– Shhhh, vai ficar tudo bem.

Cinco Horas se passam.

– Ela está acordando.

– Se afastem, vão assustá-la.

Abro meus olhos com a visão ainda muito embaçada, percebo que havia muitas pessoas ao meu redor.

– Kai... – Falo com minha voz falhando.

–Estou aqui Helena. – Ele segura minha mão.

Algum tempo se passo e o efeito passou, Kai esteve o tempo todo do meu lado.

– Oi querida.

– Meu Deus, Tio Bob você está bem? – Dou um abraço forte de alivio.– Oque aconteceu?

– Estou muito bem, não se preocupe. – Tenta me despreocupar . – Agora preciso que você se sente.

– Primeiramente onde estou? – Pergunto.

– Helena, você está em uma igreja,mas não é uma igreja qualquer. – Me explica Tio Bob.

– É uma Igreja fundada pelos Campbell, nossa família, à vários anos atrás. – Termina Kai.

– Ta, mas porque estou aqui ? – Eu não estava entendendo nada.

– Porque Olavo nos achou e aqui é o único lugar seguro, essa igreja é para aprendizes, sua mãe,seu Pai e toda sua família já foram aprendizes. – Explica Tio Bob.

– Aprendizes de que? – Pergunto.

– Deixe-me lhe mostrar. – Tio Bob me conduz até a porta.

Quando saímos do quarto atravessamos um corredor com vários quartos e descemos uma grande escada. Chegando lá em baixo bem no meio do teto havia um grande lustre e a luz era muito forte. Tinha tantas pessoas de todas as etnias e de todos os estilos, aquele era o salão principal, o engraçado é que todos me olhavam como se eu fosse uma estrela.
Tio Bob me apresentou todo aquele lugar cozinha, sala de estar,banheiros e os quartos, era uma enorme mansão.

– Esse vai ser o seu quarto. – Diz ele abrindo a porta do quarto.

O quarto tinha paredes brancas com grandes cortinas lilás, computadores de última geração que eu desconhecia,um cama enorme, um guarda-roupas, cheios de roupas novas.

– Eu vou ficar aqui?

– Sua mãe preparou esse quarto para você, ela sabia que um dia você teria que vir para cá, ela não queria isso,mas Emily não tinha escolha precisava que você apreendesse tudo que ela apreendeu, para se proteger.

– Porque você não me conta tudo de uma vez, pra que tantos segredos?

– Você é igual a ela, o tempo responde todas as perguntas. – Diz ele, saindo do meu quarto.

Minha vida estava uma confusão, eu sentia como se não tivesse o controle de mim mesma.
Me atiro na cama e não consigo conter as lágrimas.

– Oi.

– Temy? – Enxugo minhas lágrimas

– Seja bem vinda,Helena. – Diz ela se sentando do meu lado.

– Oque você está fazendo aqui? – Indago.

– Sou sua protetora. – Diz ela.

– Como assim? –Dou risada.

– Acha que só porque sou baixinha não posso te proteger? – Diz ela brava.

– Meu Deus oque mais eu não sei ?

– Olha em cima do criado-mudo.

Era o diário da minha mãe, ele estava lá. Quando me viro Temy não estava mais ali no meu quarto tento a procurar ,mas ela havia sumido.


16/06/1983 Detroit ( Michigan ).

Querido diário ontem foi a cerimônia decisiva da minha vida, agora sou oficialmente uma deles e cumprirei a minha missão. Meus pais estão tão orgulhosos de mim.

Nesse momento eu estou em um hotel, pela primeira vez vamos sentar a mesa e comermos todos juntos isso é gratificante. Estou na janela escrevendo e a briza bate no meu rosto, sinto o cheiro de terra úmida e agora do frango assado que minha mãe está preparando e meu pai está investigando alguns casos.

Bom,iniciarei a grande jornada da minha vida e quer saber não sinto mais medo, eu nasci pra isso.
Isso é uma grande mentira, eu não sou tão forte assim, aliás sou humana, eu muitas vezes só finjo ser forte, isso não era oque eu queria, sou apenas uma pessoa sem escolhas, queria ser um garota que só se preocupa em não quebrar a unha e conquistar o garoto mais lindo da escola, nunca serei assim, tem pessoas que reclamam de suas vidas e não percebem o quanto são felizes só por ter o que tem.
Hoje Tom um grande amigo da minha família disse que pessoas são feitas para escolherem seus caminhos, mas mesmo que eu fugisse disso eu estaria fugindo do que eu sou.
Fui treinada a minha vida toda e amanhã resolverei um caso sozinha, quando erramos em treinamento você pode refazer até acertar, mas quando é real um erro e poderá custar a sua vida.
A minha idade causou muita polêmica eu sou a primeira pessoa com menos de 18 anos a se tornar um caçadora.
Eu entrarei na história todos saberam quem eu sou e minhas êxperiencias passaram nas próximas gerações.

Emily Campbell

Notas finais
Comentem oque acharam, por favor.. Em breve tem mais :D
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.